Agora há pouco, o amor da minha vida, que está morando na Alemanha, me ligou e ficamos por quase duas horas falando ao telefone, bem no meio do meu horário de trabalho!
Não sei o porquê, mas ele me parecia aborrecido ao telefone (talvez algum problema por lá). Disse-me coisas que me deixaram muito triste. Disse que "bitcoin não é coisa pra mulher" e que, quando retornar ao Brasil, em dezembro deste ano, vai querer que eu transfira todos os meus satoshis pra ele. Disse, também, que se eu quiser me casar com ele, em 2025, terei de excluir minha conta nas redes sociais (inclusive aqui no Nostr!) e colocá-lo como único titular de todas as minhas contas bancárias (Mercado Pago, Nubank e XP). Ele não quer conta conjunta, disse que "se eu confio verdadeiramente nele, devo transferir todas as minhas contas para o nome dele". Ele também quer que eu coloque o meu apartamento no nome dele. Beleza, sem problemas quanto a isso, mas o problema é que eu coloquei o meu apartamento no nome da minha mãe, para dar uma segurança a ela. Ele quer que eu tire do nome dela e transfira para o nome dele! Mas se eu fizer isso vou arrumar um problemão com a minha mãe, entende?!
Embora eu tenha uma forte inclinação à obediência, à submissão e à subserviência ao homem que amo, não acho isso justo, sabe?! Os satoshis que tenho eu comprei com o meu dinheiro, com o dinheiro do meu trabalho! Então devia, pelo menos, ser nosso, não apenas dele! Também não quero tirar o apartamento que coloquei no nome da minha mãezinha! Ele já é rico, minha mãe é classe média e tem diversos problemas de saúde!
Os meus pais não gostam dele justamente por causa desse tipo de comportamento que eles consideram demasiadamente "opressor", além do fato de ele ser 18 anos mais velho do que eu. No entanto, eu me apaixonei por ele justamente pelo fato de ele ser assim, sabe?!
Confesso que terminei a ligação chorando a ponto de soluçar, muito triste. Aí, 2 minutos depois, ele me ligou, mas eu não atendi de raiva. Aí ele me passou uma mensagem pedindo "desculpas", com um emoji de "mãos em prece" e outro de coração. Ah!
Eu não tenho amigos com quem desabafar, sou bem tímida e introvertida na vida real, então fico sem ter com quem conversar essas coisas de relacionamento. Gostaria de ter uma amiga mais velha, alguém que pudesse me aconselhar, alguém com quem eu pudesse desabafar presencialmente, tête-à-tête, sabe?! Mas infelizmente o único lugar que tenho hoje para desabafar é justamente o Nostr, repleto de haters, trolls e pessoas que nada têm a acrescentar, apenas disferem o ódio gratuito que carregam em seus corações...
Desculpe por qualquer erro ortográfico, estou digitando esta nota no Metrô, pelo celular e com um enorme "nó na garganta", uma vontade absurda de chegar logo em casa pra chorar...
Frequentemente, alguém suscita a seguinte pergunta nas redes sociais: "Você prefere ter um filho ladrão ou 'viado'?" — observem que, só pelo uso da palavra "viado", já podemos perceber, de antemão, o viés preconceituoso da pergunta, né?!
Honestamente falando, acho um absurdo tal indagação. Embora eu seja Cristã e bastante crítica ao comportamento homossexual, eu preferia, sem dúvidas, ter um filho gay a um filho ladrão. Se eu tivesse um filho gay, iria amá-lo incondicionalmente, com todo o meu coração; já se eu tivesse um filho ladrão, gostaria de vê-lo apodrecer no fundo de uma cela penitenciária pagando por todos os seus crimes.
Deus nos ensinou o amor, mas também nos ensinou a justiça. A meu ver, a pessoa que diz preferir ter um filho ladrão a um filho gay, além de ser homofóbica, ainda demonstra enorme desconhecimento com relação aos ensinamentos da Bíblia. Embora ambos os atos sejam pecaminosos à luz das Escrituras, nem de longe têm o mesmo peso.

Hoje, quero falar com você, jovem, assim como eu:
Para ser Cristã, não precisa ser cafona, careta. Eu, por exemplo, estou quase sempre maquiada, faço minhas unhas toda semana, escuto rock 'n' roll, uso softwares de código aberto, tenho uma tatuagem bem pequenina atrás da orelha, compro bitcoin e até tenho uma conta no Nostr, por onde estou escrevendo esta nota neste exato momento.
Para ser Cristã, basta amar a Deus sobre todas as coisas, ler a Bíblia e, principalmente, pôr em prática seus ensinamentos. Basta ter a humildade de reconhecer-se ignorante e pequenino diante da imensidão e do grande mistério que é nossa vida.
Abandone suas convicções preconcebidas, suas "certezas" imutáveis. Dê uma chance para que Deus entre na sua vida e faça sua obra!
Não sabe por onde começar? Vou lhe dar algumas dicas! Todo jovem gosta de música, né?! Então, comece escutando Aline Barros, Fernanda Brum (minhas preferidas) ou qualquer outro cantor(a) ou banda gospel que você se identifique. Depois, baixe um app de Bíblia (há várias opções disponíveis!). Quando você começar a gostar e, sobretudo, passar a entender os ensinamentos bíblicos, o próximo passo é comprar uma Bíblia em formato físico (acho importantíssimo ter uma!). O último e derradeiro ato, antes de você poder se considerar um verdadeiro Cristão, é pôr em prática os ensinamentos de Cristo!
Não se preocupe! Mesmo depois disso tudo, você ainda vai pecar diversas vezes! Isso é normal, é do ser humano. No entanto, você já estará renovado com o Espírito Santo e, consequentemente, seus pecados serão pequeninos e insignificantes aos olhos do Pai, tal qual uma masturbação.
Hoje eu passei na Livraria Drummond, aqui na Paulista, e comprei o livro Cinquenta Tons de Cinza. Sei que é um livro "raso" do ponto de vista literário, mas eu queria ler algo justamente assim neste final de semana, algo bem "nonsense", sabe?!
Logo nas primeiras páginas, não é difícil entender por que o personagem Christian Grey gera tanto fascínio. Que homem encantador! Ele é dominador e sádico, mas exerce sua autoridade com ternura ímpar! Ele sabe perfeitamente como despertar a lascívia da mulher submissa. Confesso que falta-me fôlego em algumas páginas...
É óbvio que o livro foi escrito por uma mulher. Afinal, nenhum homem no planeta Terra conseguiria descrever com tamanha riqueza de detalhes as nuances do amor intrinsecamente idealizado por toda mulher.
