Excelente reflexão sobre o Dia do Senhor no contexto Reformado Confessional.
Otavio
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Reformed Christian | Theology, Philosophy & English Football
Só o conhecimento de Deus pode satisfazer o coração de um justo.
Análise Textual de Mateus 11:12
"E, desde os dias de João o Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele." — ACF.
Ao analisar a passagem em seu original grego, o teólogo deve dar atenção especial à ambiguidade da forma verbal "biazetai" e do substantivo "biastai" .
Enquanto parte da tradição interpretativa compreende o verbo de forma passiva — sugerindo que o Reino estaria sofrendo ataques e perseguições de homens cruéis —, Reformados como William Hendriksen defendem que a forma média/ativa vigorosa reflete com muito mais precisão o contexto do ensino de Jesus. Assim, o Reino dos céus não é retratado como uma estrutura vulnerável sob cerco, mas como uma realidade divina que irrompe na história e avança de maneira imparável e poderosa.
Essa compreensão do avanço imparável do Reino redefine o papel daqueles que a narrativa chama de biastai, frequentemente traduzidos como “os violentos” ou “os que usam de força”. Na perspectiva de Hendriksen, esses indivíduos não são perseguidores maldosos, tampouco homens que tentam alcançar a salvação por meio do esforço próprio ou de méritos humanos. Pelo contrário, trata-se das pessoas verdadeiramente ardorosas, convictas e corajosas que, impulsionadas pela graça divina, reagem com máxima urgência e empenho à manifestação do Messias. São os publicanos, pecadores e todos os marginalizados da época que, rompendo com a apatia espiritual e superando os rigorosos obstáculos impostos pelas tradições religiosas dominantes, agarram-se firmemente às promessas da salvação.
O pano de fundo histórico-redentivo é essencial para sustentar esse argumento, especialmente a partir da marcação temporal usada por Cristo ao citar o período que vai desde os dias de João Batista até aquele exato momento. Hendriksen sublinha que João Batista representou o divisor de águas entre a antiga dispensação das sombras e a inauguração da nova aliança. Com a chegada do precursor e a subsequente manifestação de Jesus, o Reino deixou de ser um evento aguardado no futuro distante para se tornar uma presença concreta e transformadora. Diante dessa nova realidade, a neutralidade tornou-se impossível, exigindo de cada ouvinte uma atitude de determinação absoluta diante da mensagem do evangelho.
Em suma, a interpretação de Hendriksen harmoniza a soberania divina no avanço do Reino com a responsabilidade humana de uma resposta fervorosa. O ato de se apoderar do Reino não expressa uma violência física ou carnal, mas a firmeza e o zelo de uma fé viva que não aceita ser impedida pelas dificuldades do mundo. A vida cristã, sob o olhar exegético do autor, revela-se incompatível com a tibieza, convocando os crentes a uma busca resoluta por Cristo e por suas bênçãos eternas.
Já o Pastor Marcos Granconato adota o método histórico-gramatical que é um método Hermenêutico conhecido por ser mais literal. Creio que a posição de exegetas Reformados como a de Hendriksen não vá de encontro à posição de exegetas Dispensacionalistas como o Professor Granconato <<neste caso>, só demonstra o quão fascinante é estudar as variações do grego.
QUESTIONANDO AS PROPOSTAS DO FLÁVIO
Se eu tivesse acesso ao gabinete da Daniella Marques, perguntaria a esta senhora, com todo respeito e polidez, como o governo vai cortar gastos, diminuir o Estado, enxugar a máquina pública, cortar ministérios e outras medidas que aparentam partir do Liberalismo Clássico sem cortar o assistencialismo e sem mexer no salário dos políticos?
Proponho fazermos o que ninguém está fazendo: contrastar as propostas do Senador Flávio Bolsonaro e sua equipe econômica para a presidência da República Federativa do Brasil com as ideias do autor libertário que considero mais purista (e consequentemente o mais consistente logicamente) Hans Hermann Hoppe.
A plataforma econômica defendida por Flávio Bolsonaro e a teoria política de Hans-Hermann Hoppe partem de uma mesma premissa diagnóstica: a de que o inchaço do Estado sufoca a liberdade individual, inibe o investimento privado e destrói o poder de compra da população.
No entanto, os caminhos propostos por ambos seguem direções irreconciliáveis. Enquanto a agenda de Flávio Bolsonaro se insere no liberalismo reformista de corte conservador, cujo objetivo é reorganizar, enxugar e modernizar o aparato público existente, a filosofia de Hoppe ergue-se sobre a tradição do anarcocapitalismo e da propriedade privada radical, enxergando o próprio Estado não como uma instituição a ser reformada, mas como um monopólio compulsório da força que deve ser abolido.
Essa divergência fundamental fica clara na visão sobre o papel do Estado na economia. O projeto político de Flávio Bolsonaro busca a eficiência administrativa por meio da eliminação de ministérios, da contenção de gastos com cargos comissionados e do enxugamento da máquina pública. O pressuposto subjacente é a busca por um Estado menor e mais funcional, capaz de gastar menos e focar no que se considera essencial.
Para Hoppe, contudo, essa abordagem representa um mero arranjo dentro da estrutura estatal. Na perspectiva hoppeana, qualquer governo, independentemente de quão enxuto ou eficiente pretenda ser, viola continuamente os direitos individuais ao reivindicar a jurisdição compulsória sobre um território e a prerrogativa de tomar decisões finais.
No campo da tributação e do financiamento público, a distância entre as duas visões é profunda. As propostas de Flávio Bolsonaro centram-se em reformas pragmáticas, como a busca por um teto na alíquota de impostos sobre consumo, a eliminação de taxas cambiais e a desoneração do trabalho para destravar a geração de empregos. Trata-se de uma tentativa de aliviar o peso fiscal sobre os produtores sem colapsar a arrecadação governamental.
Por outro lado, Hoppe rejeita categoricamente qualquer conceito de reforma tributária, pois enxerga a tributação como a expropriação violenta de recursos produzidos por indivíduos soberanos, ou seja, um furto institucionalizado. A única posição coerente para o pensador libertário é a abolição total e irrestrita de qualquer imposto, substituindo a receita pública por trocas e financiamentos 100% voluntários no livre mercado.
A questão das privatizações evidencia outra fronteira intransponível. A plataforma de Flávio Bolsonaro propõe a retomada do Programa Nacional de Desestatização e a alienação de diversos ativos públicos, mas estabelece limites claros ao preservar corporações estratégicas sob o controle do Estado, como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras. Para Hoppe, a existência de qualquer empresa pública — especialmente nos setores financeiro e energético — representa uma distorção inaceitável mantida por monopólios legais e subsídios coercitivos. A doutrina hoppeana exige a privatização de absolutamente todos os bens e serviços, estendendo a lógica de mercado até mesmo para áreas historicamente monopolizadas pelo governo, como a infraestrutura, a segurança e o próprio sistema judiciário.
No que tange à moeda e ao sistema bancário, o reformismo político atua dentro das regras do jogo macroeconômico tradicional, enquanto Hoppe propõe a ruptura do sistema. Flávio Bolsonaro defende o fortalecimento de um Banco Central autônomo e o cumprimento de metas fiscais para garantir a estabilidade da moeda fiduciária e a previsibilidade para o investidor. Já Hoppe diagnostica os Bancos Centrais e a moeda emitida pelo governo como instrumentos sofisticados de confisco, inflação e redistribuição oculta de riqueza. O autor defende a extinção dos Bancos Centrais e o fim do curso forçado, advogando pelo retorno a moedas sólidas com lastro real, como o ouro, ou pela adoção de moedas privadas não confiscáveis, como o Bitcoin.
A gestão da dívida pública e as relações de trabalho encerram o contraste entre a gestão política e o libertarianismo puro. Enquanto a plataforma de Flávio busca reorganizar os compromissos fiscais do Estado, fixando limites para gastos discricionários e honrando a dívida pública para manter o crédito internacional do país, Hoppe considera a dívida estatal um contrato moralmente nulo, já que o governo não tem o direito de empenhar o trabalho das futuras gerações, defendendo o calote deliberado contra os credores do Estado.
Do mesmo modo, enquanto Flávio propõe a flexibilização da CLT e o avanço da Lei da Liberdade Econômica para baratear contratações formais, Hoppe rejeita a existência de qualquer legislação trabalhista formulada pelo governo, sustentando que todas as relações de trabalho devem ser pactuadas exclusivamente por contratos privados bilaterais entre empregador e empregado, sem a interferência de leis ou tribunais estatais.
Para os Gradualistas da Direita Libertária, uma vitória do Flávio pode representar uma derrota da Esquerda e do Socialismo. Para nós puristas, poderemos experimentar um 'replay' da gestão Jair Bolsonaro, cuja esperança de uma grande trava da expansão estatal sucumbiu diante de uma pandemia global e pressões do Centrão/STF.
Excelente meditação no salmo 1.
"Portanto, concluímos que não há nada que os cristãos possam aprender dos não-cristãos que já não esteja incluso ou implicado na cosmovisão cristã, somente que a Escritura revela estas verdades sem distorção, impureza, ou mistura, e que ela revela tais verdades de uma forma que é compreensiva e coerente. Assim, mesmo que haja proposições verdadeiras nas religiões não-cristãs, não há absolutamente nenhuma razão para aprender estas verdades a partir delas. Como temos estabelecido, mesmo que as religiões não-cristãs contenham algumas verdades, visto que estas religiões não são completamente verdadeiras, você ainda terá que conhecer estas verdades antes que possa reconhecê-las e distingui-las das falsas proposições dentro dessas religiões. E se você já as conhece, então não está aprendendo as mesmas a partir destas religiões não-cristãs."
Esse react envelheceu como vinho.
Não adianta dizer que os tweets dessa nobre dama sobre o fechamento de Igrejas são falsos. Existe Wayback Machine, apagar os posts antigos só reforça a culpa.


Lula, não feche minha Igreja!
-Quem é Phalic Man?
-Emmanuel, o é!
-É?
-Sim.
-Tens como provar que é?
-Não.
-Então não tens certeza que Phalic Man é Emmanuel.
-Tenho certeza!
-Mas tens provas?
-Não.
-Então?! É ou não é😡 ?
-É.
-Mas não tens provas que é.
-A Justiça que vai dizer se é ou não é.
Ontem assisti Never Say Never Again (1983) e percebi que é a inspiração para No Time to Die (2021). Ambos apresentam um Bond aposentado e tendo que lidar com o peso da idade. Mas o longa estrelado por Sean Connery é bem melhor, até porque a direção de Irvin Kershner equilibra o tom sarcástico com a ação. Já Cary Joji Fukunaga foca na despedida definitiva, trágica e medíocre de Daniel Craig.
Terminei ontem duas séries. Uma coisa bizarra me chamou a atenção.
(Spoilers, pesados e mórbidos, à frente).
Em Lanterns (HBO Max), Hal Jordan, o Lanterna Verde, se apaixona por uma policial de uma cidade pequena. Eles se amam e o relacionamento deles vai bem até Hal descobrir uma coisa sobre o filho dela (de um relacionamento anterior).
Hal Jordan então discute com sua amada, alegando que eles precisam fugir dali por um tempo, para a proteção dela e do filho. Só estão os dois em um campo de beisebol tarde da noite. Ela está com o uniforme de xerife da cidade. A discussão aumenta, até que ela simplesmente atira na testa dele, matando-o na hora.
Em Neagley (Prime Video), um detetive de Chicago se apaixona pela protagonista da série, Frances Neagley, que é uma ex-policial do Exército dos Estados Unidos e atualmente trabalha como detetive particular.
Eles estão trabalhando no mesmo caso de assassinato desde o primeiro episódio. No último, o detetive de Chicago revela que gosta da protagonista. Embora tenha revelado isso em uma cena na qual eles estão se preparando (carregando as armas com munição) para invadir uma fazenda onde os vilões estão escondidos, ele faz isso de forma direta, mas sutil. Neagley claramente fica lisonjeada, mas alerta que aquele não é o momento adequado para aquela conversa.
Fica a lição para vocês aí: se for gadear uma mulher, gadeie com cautela. E evite irritá-la se ela estiver armada.
Antigamente, os memes serviam para ironizar certos sistemas de pensamento e opiniões ou propagar ideias através do humor. Hoje o Governo usa os memes para suavizar crimes cometidos contra criancinhas, praticados pela elite e que dê alguma forma acabaram se tornando públicos.


Elon Musk acha que o X é o recanto dos homens que não se renderam à cultura woke progressista da pós modernidade. É porque ele não conhece os the boys aqui do Nostr.


A França está um caos.
Sejam edificados!
Quem vai pagar essa gastança do governo com eleições? Ano que vem vai ser sinistro.


O Yago Martins segue a Amanda Vettorazzo e a Glenda (Expectro Cinza) no X. Isso significa que ele é o "Pastor do MBL"?
É claro que não.


Torcedor do Manchester City nesse momento:


Rm 5:1-11: "TENDO sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, E a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação."