Ideia da Coerência - Conceito's avatar
Ideia da Coerência - Conceito
eduardoluft@iris.to
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fragmentos filosóficos ✍️ philosophical fragments https://satellite.earth/@eduardoluft@iris.to
O maior aprendizado sobre o impacto brutal das mídias sociais sobre o usuário, não só o consumidor, mas o produtor de conteúdo, tem sido acompanhar quase em tempo real a verdadeira transvaloração talebiana.
✍️ Mesmo o consenso maximamente amplo, mesmo o consenso entre todos os integrantes da comunidade ideal de discurso habermasiana, é incapaz de implicar uma nesga de aproximação à verdade.
Um ponto importante quando se sai de outras mídias e se vem pra cá, p.ex. sai do Twitter pra cá, é: qual a porta de entrada principal do nosso perfil no Nostr? E isto tem sido um problema: confesso que não achei ainda nenhuma porta de entrada que apresente um perfil atualizado e com as postagens em dia. Tentei Primal, Iris, Coracle, Ditto, Nostr.me e nada. É o tipo de cuidado que os desenvolvedores deveriam ter se querem mais público por aqui. Vcs têm conseguido algum resultado melhor em algum outro lugar, algum cliente específico?
O que vejo de positivo no fato de cada nostriada estar associada a uma ID exclusiva em perpetuidade? Honestidade O Nostr torna explícito o fato de que tudo o que é publicizado na internet é público, ou deveria ser tratado como tal (basta uma mera printada...). Responsabilidade A perpetuidade potencial de uma nota identificada dá um peso próprio a cada nostriada: a gente pensa: "eu assino embaixo?"; pois é, nostriou, assinou. Resiliência A perda, por qualquer motivo, do arquivo pessoal do autor não impede a preservação de sua nota em algum dos inúmeros relés na rede do Nostr. Concluo: o uso do Nostr para os fins mencionados na nostriada abaixo é 10! View quoted note → #Nostr #Liberdade #Responsabilidade
Nostr é, como o Bitcoin, uma faca de dois gumes: - dá ao usuário mais autonomia na distribuição de seus dados, como o Bitcoin teoricamente daria ao usuário mais autonomia financeira, se usado generalizadamente como moeda; - auxilia na vigilância absoluta do usuário por terceiros (governos, empresas, o que for), porque, como no Bitcoin, está tudo registrado e publicizado na Id única de cada nota. View quoted note →
Não sei se já notaram isto, mas a IA parece muito com uma sofista refinada: quando erra, tende a tentar nos convencer da vericidade do que diz. As IAs têm melhorado nisto, todavia, sobretudo quando vinculadas diretamente a bancos de dados mais consistentes.
Interessante a nossa cultura, com todo este exército de perseguidores de "fake news", ter produzido as duas mais poderosas máquinas conhecidas de fabricação de pseudonotícias: a democracia de massas e a inteligência artificial.
Pessoal gosta de falar bem do Hoppe por aqui. De fato, um pensador claro, algo raro hoje em dia. But... o Hoppe não só teceu seus elogios ao poder monárquico, em contraste à democracia, mas mostrou como o anarcocapitalismo (realista) desemboca em uma espécie de submissão voluntária ao poder aristocrático (no caso, aristocracia de proprietários), vulgo teoria das ellites naturais.
A VISÃO DA IDEIA Vista de dentro, a morte é uma hecatombe; vista de fora, uma banalidade. Mas há mesmo uma vista apenas de dentro, do interior da subjetividade? Há, ao revés, uma vista apenas de fora, há alguma visão “de lugar nenhum"¹? Para a subjetividade, encerrada nela mesma, a visão da própria morte é uma impossibilidade. O que seria algo como "eu mesmo morto", visto de dentro? Só o "olhar de fora" dá à subjetividade o acesso à própria finitude. Para o olhar meramente externo, por outro lado, para a visão "de fora" nada desaparece, porque nada de fato profundo jamais existiu, apenas superfícies e sua modificação. As coisas apenas mudam as suas formas. O verdadeiro materialista, ou o que chamaríamos hoje de fisicalista, observa este aglomerado de fatos estendendo-se no espaço-tempo, o universo ou natureza, e não vê sujeito algum, que dirá a sua morte. Só porque pode situar-se, pela mediação do olhar do outro, dentro e fora de si, o sujeito emerge como sujeito. Só nesta dialética de transcendência e imanência a existência, no sentido dos existencialistas, é possível. Kierkegaard não é Kierkegaard preso em seus pensamentos, nem afundado na natureza. Kierkegaard só é realmente Kierkegaard transcendendo-se ao mergulhar em si, e interiorizando-se ao abarcar tudo. A visão da ideia não é a visão de todas as coisas. A visão da ideia é a visão do todo, e o todo está em todas as coisas. View quoted note → ¹ Nagel, Visão a partir de lugar nenhum (2004).