mascaras.zip's avatar
mascaras.zip
npub12hhc...pvq7
Account closed due to groyper harassment. Perfil de divulgação da obra do escritor brasileiro Ricardo Ishak, aka @npub1q5jxvccuds9wmpqhr7p770y4ewqcfr2dehqarm5alhm4hpgvrj6qtm2qhm, e de seu novo livro de função-poesia [code poetry, malware-manifesto], "máscaras já não pulam carnaval". Em abril, pelo selo Cachalote [Editora Aboio]. Imagens de Lygia Clark, "Máscaras Sensoriais". Administrado por [ @npub10z0v3ap9fxyn6t8fgp6uft8el68hmxewyxayctc7ads2xnuhtgcq5e6xls | @npub1wmnvcv3ycqmtfsysmrnkyckja8dc9nt5sgf60rrel339v8chtgnq4p5w26 ]
mascaras.zip's avatar
mascaras.zip 1 month ago
Dois livros de @ish4k para download: image https://annas-archive.li/md5/d226e701a1009cf80eb775ce954da2fa image https://annas-archive.li/md5/57a4727ea2e1ca927e71703090030057 “O alter egocêntrico e autoboicotador serial Carlo Kaddish de Caco Ishak é neto dos errantes beats mas erra sempre que tenta sair do lugar, uma Belém pós-tudo que bem poderia ser Xangai e onde o nervo da contemporaneidade lateja sem trégua. Façanha de linguagem estetizada que às vezes sugere um enxerto absurdo de Riobaldo com Rick Deckard, ‘Eu, cowboy’ atira para matar. Entra por um ouvido e duvido que saia pelo outro tão cedo.” (Sérgio Rodrigues, 2015) #Bookstr
mascaras.zip's avatar
mascaras.zip 1 month ago
Revista O Globo. Dominical do jornal O Globo. RJ, 2013. image Expoente da nova cena cultura do Pará, poeta circulou anônimo pela Flip por Mariana Filgueiras No pequeno poema que encerra o livro “Não precisa dizer eu também”, recém-lançado pela 7letras, o poeta e tradutor paraense Caco Ishak manda a astróloga mais famosa do mundo às favas: “Fuck you, Susan Miller. Best Regards, God.” Há algum tempo, Caco não está só mandando o céu, as estrelas, os planetas e seus satélites para aquele lugar. Mandou também o amor, o trabalho regular, a formação em Direito (que cursou por obrigação, diz). Só não mandou catar coquinho as três filhas — é uma só, Malu, mas ele gosta de dizer que são três em uma — e a vontade de escrever. — Se isso vai me dar dinheiro ou não, se vou conseguir fazer isso para o resto da vida, não sei. A única coisa que sei que quero e posso fazer é escrever — diz Caco, o codinome de Ricardo Ishak, 32 anos, numa mesa de bar em Paraty, durante a última Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que terminou no domingo passado. Expoente literário de uma safra cultural paraense que tanto tem chamado a atenção no país — da qual fazem parte nomes como Gaby Amarantos, Lia Sophia, Gang do Eletro, Felipe Cordeiro —, Caco circulava anônimo por Paraty, divulgando o novo livro de poesia. Quando todas as atenções pareciam voltadas aos autores convidados, outros tantos como Caco escondiam no bolso do casaco versos como “das paixões/ o que levo/ é a certeza/ de que a seguinte/ comeu o rabo/ da que lhe antecedeu” (do poema “69”). Ou “não sei dizer/ se acredito em Deus/ ou se sou o próprio/ tentando manter a calma” (do poema “Bis in idem”). — A Flip é a Disney tupiniquim da literatura, faz a alegria dos novos e nem tão novos autores. Especialidade de escritor sempre foi beber e causar. Paraty é uma festa só. Entre um copo e outro, alguns tantos causos, e-mails trocados, há microcosmos tragicômicos e promessas de novos copos quebrados — dispara Caco, que não esconde a verve ácida em qualquer tema que seja lançado para debate, de política a paternidade — um sujeito “do contra”, digamos, em versão mais doce. Mas essencialmente do contra. Nas recentes manifestações que se espraiaram pelo país, o poeta não se conformou em exercer a indignação com metáforas. Foi para as ruas. Um dos mais velhos entre a molecada que organizava os protestos, Caco acabou se tornando uma espécie de “orientador” dos jovens. Cruzou a cidade protestando. Acampou em frente à Câmara Municipal. Enfrentou a polícia. Filmou os abusos. E escreveu posts indignados. — Belém é uma das poucas cidades que não conseguiram sequer baixar as tarifas de ônibus depois de todos esses protestos — criticou Caco — O Pará está sem governador há meses, afastado por um problema de saúde. É um estado sem comando. E os absurdos que acontecem lá não chegam aqui. “Não precisa dizer eu também” é seu segundo livro (o primeiro, “Dos versos fandangos ou a má reputação de um estulto em polvorosa”, foi lançado em 2006). Caco começou a escrever aos 18, no zine “Macacada Fashion”. Passou a resenhar para o site literário “Capitu”, teve um blog, e antes de mandar a carreira como advogado para a casa da Susan Miller, foi dar aulas de inglês. Descobriu um linfoma, e o tratamento em São Paulo o fez escrever ainda mais. Foi colunista da revista do Lobão, teve contos publicados na coletânea “Poesia Sempre”, da Biblioteca Nacional, e em projetos literários organizados pelo escritor gaúcho Paulo Scott. — O Caco é uma das grandes promessas da poesia contemporânea — elogia Scott, que participou como convidado da Flip na mesa “Formas de derrota” — Ele ainda não encontrou um formato mais palatável ao gosto acadêmico ou editorial, mas acho isso bom. Ele é correto na procura por uma linguagem. E tenho certeza de que ele já tem uma linguagem própria, o que é bastante incomum. #Bookstr
mascaras.zip's avatar
mascaras.zip 1 month ago
Direto do Túnel do Tempo — literalmente. Senado Federal, Brasília, DF, 2016. #moraestr
mascaras.zip's avatar
mascaras.zip 1 month ago
Entender como chegamos até aqui? De *2013* a 2025 em três atos: "Conduzido por um policial civil, fui orientado a retirar o cinto e os cadarços do tênis após enfim me ver livre das algemas. “Detesto PM”, confessou-me. Então, fui encarcerado. Todo o horizonte de uma parede de corredor por trás das grades. Cela padrão, como vemos na tevê, a não ser pelo fato de eu estar só: dois catres, uma retrete turca, sem iluminação, paredes e parte do teto rabiscados. Nada muito diferente do que um banheiro masculino. Putaria, autoajuda, Marias e Joãos. Uma mensagem dedicada ao PT e aos comunistas. Frio e fedor de suor mofado com limo e tédio insuportáveis. Quase durmo, não fosse a movimentação. Nessa ordem: um policial civil, um PM, o delegado, a escrivã. Todos me ouviram na cela. Só então, a advogada. Depois, um representante da OAB. Por fim, um rapaz de seus vinte e tantos anos, camisa de futebol número 110, que levou uma eternidade pra se identificar. Cinco anos em Guarulhos I recém-completos. Acusado de assaltar um bêbado. Sem provas do crime. Desesperado, chorando, passou a se debater na cela ao lado, dando com a cabeça (suponho) contra a parede. Acalmou quando comecei a assobiar canções do Chico. A Banda, Apesar de Você, Construção, todo o repertório de um disco inteiro até alguém aparecer pra me liberar. No caminho à sala da escrivã, os PM’s me encararam, visivelmente preocupados. Vislumbrei uma das integrantes dos Advogados Ativistas me aguardando na sala de espera. A outra advogada me acompanhando de perto." https://jornalistaslivres.org/memorias-do-carcere-na-ditadura-temer/ #bookstr
mascaras.zip's avatar
mascaras.zip 1 month ago
image Em 2016, @ish4k foi homenageado na tradicional Festa da Poesia, em Matosinhos, Portugal, quando também foi lançada a antologia “Naquela Língua”, organizada por Francisco José Viegas, reunindo nomes da novíssima poesia brasileira. Seus versos foram pintados nos acessos à praia e ainda estão lá inspirando moradores e turistas. image #bookstr
mascaras.zip's avatar
mascaras.zip 1 month ago
Confirmado: lançamento em abril. Estamos trabalhando no site, em breve. Minimalista mas interativo (se tudo der certo). As notas daqui vão para lá. Vai ficar legal, a gente promete. Frio na barriga. image
mascaras.zip's avatar
mascaras.zip 1 month ago
O conceito de iBang será retomado em "máscaras já não pulam carnaval", 17 anos após @ish4k tê-lo concebido, hoje com simuladores à disposição. Um aperitivo: image #bookstr
mascaras.zip's avatar
mascaras.zip 1 month ago
"iBang: os paradigmas da informação quântica e seus efeitos complexos no campo da comunicação. RESUMO: A presente dissertação apresenta um levantamento bibliográfico de alguns dos principais autores que analisam as possíveis fronteiras de diálogo entre a evolução das tecnologias de informação entre os séculos XX e XXI, com destaque para as descobertas no campo da física quântica aplicadas à informação e à computação, em busca do entendimento crítico desse universo de interdisciplinaridade para traçar, a partir da perspectiva dos estudos da comunicação, possibilidades a partir da construção de um processador quântico e o conseqüente surgimento de uma rede quântica de computadores, baseada em princípios multiversais, epistemológicos e evolutivos. Para tanto, pretendeu demonstrar tudo no Universo como informação, apontando os principais sintomas supermodernos que caracterizam a transição do Pós-Humano rumo a uma nova epistemologia, e fazendo uma releitura dos principais dilemas comunicacionais 'tautistas' já sob um novo prisma, de acordo com os três rios propostos pelo Prof. Dr. Eugênio Bucci: evolução, linguagem e capital." Mestrado de @ish4k. USP, 2012.
mascaras.zip's avatar
mascaras.zip 1 month ago
Adaptação do romance Eu, Cowboy de @ish4k para HQ feita por Fábio Vermelho, publicada na revista Gotaz. PA, 2015. #bookstr
mascaras.zip's avatar
mascaras.zip 1 month ago
"Não sou crítico para formular teorias, mas – tem uma sacada do Ricardo Piglia da qual gosto: há sempre uma marca nos primeiros livros dos verdadeiros escritores. E esse primeiro livro de ficção tem essa marca. Gosto da(s) trama(s) e da ambientação em Belém. Mas gosto mais do estilo nervoso. Tem coisa ali. Nesse particular, o primeiro capítulo é primoroso, com as frases curtas que se intercalam com as longas e tortuosas, de sintaxe estranha e palavras que aparecem no meio delas de maneira surpreendente. É a marca. Não sei bem por quê, pode não ter nada a ver, mas me lembrou o estilo do Onetti. E a temática do fracasso, aí sim, tem tudo a ver com o uruguaio." [Marechal Alvaro Costa e Silva sobre o romance Eu, Cowboy. Folha de SP, 2015.] #bookstr
mascaras.zip's avatar
mascaras.zip 1 month ago
Cultura, Correio Braziliense. DF, 2013. image #bookstr
mascaras.zip's avatar
mascaras.zip 1 month ago
image Geografia do caos numa prosa dilacerante Por Ronaldo Cagiano * Em literatura, o bom-mocismo e o politicamente (ou seria literariamente?) correto não convencem e costumam revelar escritores que trazem à baila sempre o mais do mesmo, convertido às benesses do mercado editorial. A verdadeira literatura, para mim, é aquela que provoca impacto. Que não seja apenas caudatária ou emulação de uma ruptura formal que, muitas vezes redunda no vazio e na falta de conteúdo, mas, primordialmente, a que se firma no que a narrativa tem de visceral e inquietante, tanto no plano temático quanto na construção da própria atmosfera. É nesse patamar – o da negação das convenções e da própria afetação, modismos e rotulações de qualquer natureza – que situo o novo livro de Caco Ishak, Eu, cowboy (Editora Oito e Meio). A meu ver, essa obra anda na contramão de tudo o que vem sendo publicado atualmente no Brasil em termos de ficção e que muitas vezes já chega como pacote sacralizado por certa crítica de encomenda, recebendo o incenso do consenso, mas que, no frigir dos ovos, vamos perceber que não resiste a um escrutínio, a um mergulho mais profundo do leitor. Eu, cowboy transita num universo em que a ruptura se dá, repito, não pela demolição da forma, mas pela pungência de uma aguda catarse existencial que irrompe vulcânica das vozes de um narrador tão caótico, que coabita com Ishak/Kaddish, o temp(l)o dos perdedores. Bifurcados, atalhados sem seus dilemas íntimos e metafísicos, perdidos no labirinto de seus questionamentos filosóficos e outras inflexões céticas, o que lemos é sobre vida(s) transcorrendo entre o dilaceramento e a frustração. É o romance soco-no-estômago, aquele que não nos deixa sair indiferentes como leitores, muito menos ilesos como criatura. Não se deve creditar esse rebuliço à linguagem, porque Caco Ishak não é um autor afeito às estripulias verbais, pois sua narrativa não prescinde de qualquer apelo à vanguardice. Mesmo na linearidade com que escreve, o autor insufla uma dicção predominantemente fragmentária naquilo que é percebido como interseção de vários modos de olhar, pensar, discorrer & dialogar sobre o caos e a aridez que nos rodeiam, ponto crucial e de insurgência de um narrador em permanente estado de desassossego. Ishak dialoga com a modernidade e a tradição, seu texto híbrido está povoado de referenciais estéticas, em que o flerte com ícones da cultura pop e/ou universal gera um discurso que não atenua nossas dúvidas, pelo contrário as atualiza e sugere reflexão crítica sobre o quotidiano e o desmantelamento da civilização arbitrária do consumo e da mass media. Um necessário vômito literário e conceitual contra esse mundo fetichizado pelo deus mercado, quando tudo não passa de verniz e etiqueta coisificando tudo e todos. Na abertura do romance, o narrador Carlos Kaddish (aqui a referência beatnik não é aleatória, mas afirmação do projeto do autor na configuração de seu estilo marcante e que bebe nas fontes do inconformismo), nos dá as pistas para onde quer levar o leitor, depois que sair nocauteado por essa prosa ao mesmo tempo radical, mas de uma poética contundência, sinalizando que apesar dos escombros e cinzas de uma realidade física, geográfica ou psicológica extremada nos 27 capítulos do livro, ainda podemos sair da escuridão do túnel revelado “na esperança de odiar um pouco menos a humanidade”. Eu, cowboy é um livro ousado e inovador, porém renovado em seus aspectos, peculiaridades e sutilezas dentro da própria tradição narrativa, chacoalhando o romance burguês ocidental, por isso mantém-se atual, contemporâneo e com ganas de marcar seu espaço nesse cenário de literatura repetitiva e monocórdica que temos lido por aí. Nessa experiência criativa, o autor tratou de dilemas que compõem o caleidoscópico vivencial de qualquer ser e há um flerte com a metalinguagem e a intertextualidade muito fortes, conferindo à obra uma particular polifonia. Vamos encontrar nessa geografia densa, tensa, caótica e dilacerante um narrador perdido, mas em busca de um sentido ou de uma direção. Tudo isso a partir da visão alucinada e reflexiva de Kaddish que, de seu promontório, observando o microcosmo de Belém, regurgita na lembrança da infância e na memória de outros tempos, para exorcizar seus fantasmas na medida em que toca em sentimentos, paradoxos e conflitos, por isso o caráter humano dessas deambulações, porque são pensamentos e sentimentos encontradiços em qualquer lugar do mundo. E se não há um fio condutor ou um liame, o que junta as pontas desse novelo são os elementos que determinam as fraturas dessas vidas: crise de idade, viagens interrompidas, paternidade acidental e o amor e vida que poderiam ter sido e não foram. Os atalhos do percurso e as guerras silenciosas de cada um nesses trajetos que guardam analogia com On the Road, Pergunte ao pó e O apanhador nos campos de centeio, amalgamado por um espectro bukowskiano que dá o tom a uma história que assimila também uma certa riqueza imagética e de resistência típica de uma cenografia pasoliniana. Estamos mesmo diante de um romance-depoimento, de uma narrativa-testemunho, de confissões geracionais, como um rio frenético e invencível que carrega os atritos e detritos das mais recônditas navegações do ser na contracorrente de seus próprios delírios. Eis a obra reverberando as idiossincrasias e perplexidades de um personagem (e também de um autor) que leva ao paroxismo tanto a linguagem quanto o seu desalento diante das trucagens mondo cane que aí está: “Sempre me senti um forasteiro. Aprendi a me comportar como um. A me safar como um. Nem sotaque eu tinha. Mais fácil para mim. Não escolher. (…) Continuo andando com os mesmos frustrados de sempre e só porque eu me sinto bem ao lado deles. O prazer de empurrar por empurrar. Eu também, um frustrado. (…) Condenados à liberdade, acabamos todos juntos e perdidos, presos no mesmo barco. Não dá pra simplesmente estacionar um barco no acostamento e esperar a tempestade passar. O curso segue. O fluxo segue. A vida deve seguir. Todos juntos e perdidos, presos no mesmo barco. Eu, loser desde o parto. Um moleque branco aguado, criado a leite com pera, tudo pra dar certo na vida segundo esse mundinho machista de merda, mas calhei de ser loser. Branco. E homem. Só mais um fracassado.” Caco Ishak construiu uma sensível mas avassaladora metáfora da insularidade que muitas vezes é sintoma da realidade contemporânea, tão virtual e isenta do “ser”, impondo a tragédia individual (ou coletiva) dessa desconfortante certeza de nos sentirmos sempre deslocados, perdedores ou forasteiros, estrangeiros de nós mesmos. Escritor, tradutor e jornalista, mestre em epistemologia da Comunicação pela USP, Caco Ishak nasceu em Goiânia, mudou-se aos cinco anos para Belém e reside atualmente em São Paulo. É autor de Dos versos fandangos ou a má reputação de um estulto em polvorosa (2006) e Não precisa dizer eu também (Ed. 7 Letras, 2013), tem publicado em diversos jornais, suplementos, plataformas e revistas, entre os quais “Poesia Sempre” (Biblioteca Nacional); “Letras na Rede” (curadoria de Heloísa Buarque de Hollanda, Bruna Beber e Omar Salomão); “Ruído e Literatura”, “Na Tábua”e “Orquestra Literária”, tendo ainda organizado com André Czarnobai a primeira galeria virtual brasileira, baixo[.]calão (2007-2010), voltada à arte urbana e ao lowbrow. #bookstr