Escrevo este parágrafo do outro lado da realidade, onde o céu é um oceano de café derramado e as estrelas são migalhas de biscoitos. Quando a vida é muito doce, torna-se amarga.
Ao pôr do sol ontem, vi o sol descer no horizonte, deixando um rastro vermelho atrás de si, como se tivesse deixado um bilhete de despedida. Achei que cada pôr do sol é uma pequena lição sobre como é importante dizer adeus aos que não vão voltar.
São Miguel Arcanjo, defendei-nos na batalha. Sede nossa defesa contra as maldades e ciladas do Diabo. Que Deus o repreenda, humildemente vos pedimos, e vós, ó Príncipe das hostes celestiais, pelo poder de Deus, lançai no inferno Satanás e todos os espíritos malignos que rondam o mundo buscando a ruína das almas. Amém.
A perda repentina de entes queridos entristeceu, mas não quebrou meu espírito, que recorreu à natureza virgem em busca de consolo; mas descobri que a sua contemplação e os pensamentos que evoca só podem ser plenamente desfrutados na companhia de uma pessoa capaz de me suportar.
E então eu, que sou um ótimo exemplo do que a irritabilidade leva uma pessoa, refugiei-me com segurança na minha praia, vivo, mas com todas as propriedades de uma morta, morta viva, mas com todas as inclinações dos demônios que me orbitam - algo antinatural no mundo das pessoas - respiração muito calma, mas alucinada.