O site do TSE travou por mais de uma hora durante a apuração presidencial de ontem. Parou em 64,81% das urnas às 19h e só voltou às 20h08 já em 84,96%.
Não é frescura, muito menos fraude. O portal é uma infraestrutura administrativa que não foi dimensionada para o pico de acessos que uma eleição presidencial gera. O TSE até impõe rate limit de 100 requisições por IP por segundo, o que já diz muito sobre a capacidade do sistema.
A contagem nunca para. O que trava é a exibição. Os boletins continuam sendo processados internamente, mas o espelho para o cidadão congela.
Já aconteceu antes. Em 2020, Barroso admitiu instabilidade no site, agravada por tentativa de ataque hacker que derrubou preventivamente um dos dois servidores.
Enquanto o TSE tratar a apuração como um portal governamental e não como um serviço de dados em tempo real, essas travadas vão continuar.

Não culpe o sistema pela existência excessiva de idiotas que votaram no ladrão. Se tem um vírus, não é um cavalo de Tróia no sistema, é um jumento encantado atrás da urna votando.