Chuvas alagam ruas e provocam danos em veículos em Buíque; VÍDEO
Ruas ficam alagadas após chuvas em Buíque
Ruas e avenidas ficaram alagadas e veículos foram danificados durante as fortes chuvas que atingiram o município de Buíque, no Agreste de Pernambuco, durante a tarde da terça-feira (5). Vídeos enviados ao g1 Caruaru mostram que diversos pontos do município ficaram com a água cobrindo parte de carros estacionados (veja vídeo acima).
Em um dos registros, um dos moradores chega a brincar com a situação comparando a fachada de uma calçada com uma praia.
"Olha, olha! E é a praia, é?!", brinca o cinegrafista.
Segundo o boletim divulgado pela Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac), Buíque registrou o maior acumulado de chuvas nas últimas 24 horas, com 53,3 milímetros (mm). Ao g1 Caruaru, a Defesa Civil do município disse que o evento de maior intensidade aconteceu entre às 15h45 e 16h30, com um aumento brusco de aproximadamente 25 mm em menos de uma hora. Antes das 15h, o acumulado estava praticamente zerado.
Outras cidades do Agreste e Mata Sul de Pernambuco também apareceram na lista: Bonito (42,6 mm), Cortês (39.6 mm), Belém de Maria (26.8 mm) e Barreiros (26.8 mm).
Chuvas alagam ruas e danificam veículos em Buíque
Reprodução
A prefeitura de Buíque informou que nenhum dano em relação a imóveis foi relatado por moradores. Alguns veículos foram atingidos e foi levantado a necessidade de higienização e revisão elétrica dos veículos.
Chuvas devem continuar nos próximos dias
Agosto será o segundo mês mais frio do ano em Pernambuco, ficando atrás apenas de julho, de acordo com o meteorologista da Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac), Roberto Pereira. A previsão é de temperaturas baixas no Agreste, Sertão e Zona da Mata Sul e aumento da frequência de ventos, que podem variar entre 10 km/h e 20 km/h.
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Previsão do tempo para agosto terá rajadas de vento e noites frias no interior de Pernambuco
A intensificação dos ventos ocorre por influência dos ventos alísios, comuns o ano todo, e pela maior diferença de temperatura entre o oceano e o continente neste período. O inverno, que vai até o dia 22 setembro, ainda deve proporcionar clima frio antes da chegada da primavera.
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Ruas ficam alagadas após chuvas em Buíque
Ruas e avenidas ficaram alagadas e veículos foram danificados durante as fortes chuvas que atingiram o município de Buíque, no Agreste de Pernambuco, durante a tarde da terça-feira (5). Vídeos enviados ao g1 Caruaru mostram que diversos pontos do município ficaram com a água cobrindo parte de carros estacionados (veja vídeo acima).
Em um dos registros, um dos moradores chega a brincar com a situação comparando a fachada de uma calçada com uma praia.
"Olha, olha! E é a praia, é?!", brinca o cinegrafista.
Segundo o boletim divulgado pela Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac), Buíque registrou o maior acumulado de chuvas nas últimas 24 horas, com 53,3 milímetros (mm). Ao g1 Caruaru, a Defesa Civil do município disse que o evento de maior intensidade aconteceu entre às 15h45 e 16h30, com um aumento brusco de aproximadamente 25 mm em menos de uma hora. Antes das 15h, o acumulado estava praticamente zerado.
Outras cidades do Agreste e Mata Sul de Pernambuco também apareceram na lista: Bonito (42,6 mm), Cortês (39.6 mm), Belém de Maria (26.8 mm) e Barreiros (26.8 mm).
Chuvas alagam ruas e danificam veículos em Buíque
Reprodução
A prefeitura de Buíque informou que nenhum dano em relação a imóveis foi relatado por moradores. Alguns veículos foram atingidos e foi levantado a necessidade de higienização e revisão elétrica dos veículos.
Chuvas devem continuar nos próximos dias
Agosto será o segundo mês mais frio do ano em Pernambuco, ficando atrás apenas de julho, de acordo com o meteorologista da Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac), Roberto Pereira. A previsão é de temperaturas baixas no Agreste, Sertão e Zona da Mata Sul e aumento da frequência de ventos, que podem variar entre 10 km/h e 20 km/h.
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G1
Chuvas alagam ruas e provocam danos em veículos em Buíque | G1
De acordo com a Apac, nas últimas 24 horas o município do Agreste registrou o maior acumulado de chuvas no estado.
Xanddy Harmonia moveu ação contra 'xará' por uso indevido da marca
Walter Guedes; Redes sociais
O cantor Xanddy Harmonia notificou o cantor Alexsander Lemos de Godoy, que se apresenta como "Xandy", por uso indevido da marca "Samba do Xandy". A notificação foi emitida em julho deste ano, pela empresa que gere as marcas do artista soteropolitano.
A ação foi protocolada depois que Alexsander Lemos de Godoy registrou a marca no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). De acordo com a assessoria de Xanddy Harmonia, o uso confirgura infração, confusão no público e concorrência desleal. (Confira nota completa ao fim da reportagem)
Xand Godoy contou ao g1 que recebeu um prazo de 15 dias para remoção de todo conteúdo associado ao "Samba do Xandy" e a desistência do direito de uso da marca no Inpi.
Xandy Godoy registrou a marca "samba do Xandy" no Inpi
Redes sociais
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Manuel Alexandre é conhecido como "Xanddy" desde os anos 90, devido ao sucesso da banda de samba e pagode Harmonia do Samba. Com o fim do grupo em 2022, o cantor seguiu carreira solo com o nome "Xanddy Harmonia".
De acordo com os dados do Inpi, Xanddy Harmonia tem cinco registros de marcas:
Marca "Xanddy" - o pedido foi feito em 2001 e concedido em 2008. Garante o direito para a especificação "músico".
Marca "Xanddy Harmonia" - o pedido foi feito em 2022 e concedido em 2023. Foram feitos pedidos para pelo menos três especificações diferentes:
organização de espetáculos, apresentação de espetáculos ao vivo, aula de samba, composição de canções e mais;
administração comercial, administração de empresa, agenciamento de artistas, publicidade e mais;
aparelho de gravação de video, aparelho para gravação de som e mais.
Xandy Godoy
Redes sociais
O cantor Alexsander Godoy também se apresenta tocando samba. Ele faz shows em Ribeira do Pombal, a 300 km de Salvador, e regiões vizinhas.
Por outro lado, o cantor Xandy Godoy também registrou a marca "Samba do Xandy" no Inpi. O pedido de registro do "Samba do Xandy" foi feito em 2023 e concedido em 2025. A especificação é de apresentação de espetáculos de samba ao vivo.
Everson Sales, advogado de Xand Godoy, defende que não há plágio ou uso impróprio da marca, já que o 'Samba do Xandy' foi aprovada pelo órgão de patentes. Ele explica que os nomes que compõem a marca são nomes genéricos
"O nome de meu cliente [referindo-se ao termo 'Xandy'] é um apelido comumente utilizado para pessoas cujo nome é Alexandre ou Alexander. O nome 'samba' é um nome de um ritmo, de um gênero musical e é de domínio público. Meu cliente até então está amparado pela legislação", afirmou.
Segundo o advogado, a defesa pretende se apoiar em características básicas como a grafia dos nomes e estilo de trabalho do cliente para rebater as alegações de uso impróprio.
Posicionamento Xanddy Harmonia
"A empresa titular da marca XANDDY HARMONIA, devidamente registrada junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), vem a público esclarecer que é detentora dos direitos exclusivos de uso da referida marca em todo o território nacional, conforme previsão do artigo 129 da Lei de Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/96).
Diante da indevida utilização da expressão “Samba do Xandy” por Alexsander Lemos de Godoy, o qual tem se apresentado publicamente com nome artístico que remete diretamente à marca registrada, informamos que não há qualquer vínculo ou autorização para tal uso, configurando clara infração aos direitos marcários da titular.
O uso indevido da marca causa confusão no público consumidor e configura concorrência desleal, sendo passível de medidas administrativas, civis e criminais, a fim de proteger os direitos legítimos da marca e evitar prejuízos à sua reputação e identidade construída ao longo dos anos.
Reforçamos que os titulares da marca XANDDY HARMONIA adotarão todas as providências cabíveis para cessar a infração e responsabilizar os envolvidos, inclusive com notificações e medidas judiciais, se necessárias.
Por fim, destacamos a importância do respeito à propriedade intelectual no cenário artístico e musical brasileiro, essencial para garantir a justiça, a ética e a livre concorrência dentro dos parâmetros legais".
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Vladimir Putin com o enviado especial dos EUA Steve Witkoff
Sputnik/Gavriil Grigorov/Pool via REUTERS
O encontro entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o enviado especial do governo Trump, Steve Witkoff, nesta quarta-feira (6) foi "útil e construtivo", e envolveu uma "troca de sinais" entre Moscou e Washington, segundo assessores de Putin.
A reunião ocorreu dois dias antes do fim do ultimato estabelecido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para que a Rússia termine a guerra na Ucrânia, sob ameaças de impor "tarifas severas" de 100% sobre os russos e seus parceiros comerciais.
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O líder russo e o emissário aperaram as mãos, ambos sorridentes, no início do encontro em uma sala suntuosa da sede do governo, segundo as imagens divulgadas pelo serviço de imprensa da presidência russa.
Em sua chegada a Moscou, Witkoff foi recebido pelo representante especial do presidente, Kirill Dmitriev, segundo a agência oficial Tass.
O emissário, braço direito de Trump em missões de paz, já havia se reunido em várias ocasiões com Putin, sem conseguir um acordo para o fim da guerra.
As relações entre Moscou e Washington ficaram ainda mais tensas desde a semana passada, depois que Trump enviou dois submarinos nucleares em resposta a declarações do ex-presidente russo Dmitri Medvedev.
Além disso, o presidente americano concedeu à Rússia um prazo de 10 dias, até sexta-feira (8), para que o país detenha sua ofensiva na Ucrânia ou enfrente novas sanções que não foram especificadas.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, pediu nesta quarta-feira o "reforço de todas as alavancas de que dispõem os Estados Unidos, a Europa e o G7" contra a Rússia, aproveitando a presença de Witkoff em Moscou.
O Kremlin só "buscará acabar com a guerra quando sentir pressão suficiente", disse.
Trump também ameaçou impor tarifas adicionais aos países que fazem comércio com a Rússia, como China e Índia.
O magnata republicano, que iniciou o segundo mandato em janeiro com a promessa de acabar com a guerra na Ucrânia em poucos dias, está cada vez mais frustrado com Putin.
Quando os jornalistas perguntaram qual seria a mensagem de Witkoff a Moscou e se a Rússia poderia evitar as sanções, ele respondeu: "Sim, alcançar um acordo para que as pessoas parem de morrer".
Moscou respondeu que considera as ameaças "ilegítimas".
- Compra de armas -Trump afirmou que aguardaria o resultado da reunião em Moscou antes de decidir sobre as sanções. "Vamos ver o que acontece (...) Faremos a determinação neste momento", disse.
Apesar da pressão americana, os combates prosseguem: as autoridades ucranianas relataram que pelo menos duas pessoas morreram e 10 ficaram feridas nos bombardeios da madrugada de quarta-feira na região de Zaporizhzhia.
O Ministério da Defesa da Rússia anunciou a interceptação de 51 drones ucranianos na madrugada de terça para quarta-feira.
O Exército russo lançou 6.297 drones contra a Ucrânia em julho, um recorde desde o início da invasão em 2022, segundo um levantamento da AFP com base em dados divulgados por Kiev.
Para reforçar as defesas da Ucrânia, Suécia, Dinamarca e Noruega anunciaram na terça-feira a intenção de comprar armas americanas.
Estocolmo, Copenhague e Oslo doarão 500 milhões de dólares (2,75 bilhões de reais) em ajuda militar, incluindo sistemas de defesa aérea, armas antitanque, munições e peças de reposição.
"A Ucrânia não luta apenas por sua própria segurança, mas também pela nossa", destacou o ministro da Defesa da Suécia, Pal Jonson.
No mês passado, o presidente americano anunciou um projeto em colaboração com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, para que os aliados europeus e o Canadá adquiram armas americanas, incluindo sistemas avançados Patriot.
Putin afirmou na sexta-feira que deseja a paz, mas se recusa a reduzir suas exigências.
O presidente russo pede que a Ucrânia ceda quatro regiões parcialmente ocupadas (Donetsk, Lugansk, Zaporizhzhia e Kherson), além da Crimeia, anexada em 2014, e que o país renuncie ao fornecimento de armas ocidentais e ao projeto de adesão à Otan. Kiev considera as condições inaceitáveis.
bur-lb/pno/erl/ag/arm/mas/zm/fp/jc
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Central de Flagrantes e Delegacia de Tatuí (SP)
Reprodução/Google Maps
Um homem de 43 anos morreu ao ser baleado enquanto estava em um bar na Vila Esperança, em Tatuí (SP), na noite desta terça-feira (5). Ninguém foi preso.
De acordo com o boletim de ocorrência, Rafael Lopes Dos Santos foi encontrado pela polícia caído no estabelecimento com um ferimento na cabeça. Ele foi socorrido e levado para o Hospital Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
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O proprietário do bar disse à polícia que estava trabalhando quando ouviu os disparos. Depois, encontrou a vítima caída e um homem com uma máscara preta, que fugiu do local.
A perícia foi acionada. O veículo da vítima foi recolhido e levado para a delegacia. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML). A Polícia Civil investiga o caso.
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g1 em 1 minuto: relatório aponta possível causa de acidente que matou paraquedistas
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Helicóptero faz sobrevoo de reconhecimento em área de incêndio que dura 8 dias no PI
O incêndio florestal que afeta áreas rurais dos municípios de Pavussu e Canto do Buriti há pelo menos oito dias já consumiu cerca de 98 km², segundo a Defesa Civil do Piauí. Um helicóptero do Batalhão Tático Aeropolicial (Bopaer) chegou à região na manhã desta quarta-feira (6) e deve alcançar os pontos de difícil acesso.
"O emprego da aeronave não é só nesse combate direto ao fogo. Ela leva o brigadista, o bombeiro até próximo ao local, ou seja, reduz o tempo e o cansaço físico. E dá uma visão estratégica pra quem tá combatendo montar sua estratégia, de onde o fogo pode estar indo, o que nós podemos fazer para combater, ou seja, um contra-fogo,, explicou o coronel Gomes.
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Estado de calamidade
Decreto de emergência de Pavussu
Reprodução
O prefeito de Pavussu, Winicius Miranda (PSD), decretou nesta terça-feira (5) situação de calamidade por causa do incêndio. O novo decreto cita as perdas expressivas na agricultura familiar e o baixo índice de chuvas, que tem provocado aumento ainda maior nas chamas.
A produção de arroz, milho e feijão foram as mais prejudicadas, chegando à casa de 90% de perdas.
O assessor da secretaria de governo da prefeitura de Pavussu, Agenor Santos, disse ao g1 que o município já estava em situação de emergência por conta da estiagem desde março deste ano, mas que o quadro se agravou com o incêndio florestal.
"Nos já tínhamos um decreto anterior a esse em virtude da seca. Aqui nós somos um município que a principal fonte de renda é a pecuária e o plantio, e por conta da seca, tivemos perdas grandes, quase que na totalidade. E agora com esse incêndio veio a calhar uma situação que já era crítica, era caótica e só piorou com o incêndio", citou.
O estado de calamidade é o nível mais grave de atenção possível, em âmbito municipal ou estadual. É um mecanismo usado quando o desastre é grande demais para que o município ou estado resolva por conta própria, pedindo auxílio da União e outros entes.
*A reportagem está em atualização.
VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
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Príncipe Harry
Toby Melville/Reuters
A agência britânica reguladora de organizações de caridade eximiu nesta quarta-feira o príncipe Harry de qualquer responsabilidade, depois que a presidente de uma ONG fundada por ele na África o acusou de assédio, mas destacou que "todas as partes" cometeram erros de gestão.
Em março, Harry renunciou ao seu papel na Sentebale, fundada no Lesoto para combater a aids na África, devido a um conflito com a presidente do conselho administrativo.
A advogada Sophie Chandauka, do Zimbábue, havia sido acusada de má governança pelos membros do conselho.
O caso culminou em um ajuste de contas público quando Chandauka acusou o duque de Sussex de "assédio" e "intimidação", em uma entrevista à rede Sky News.
O príncipe então denunciou uma série de "mentiras" e tanto ele quanto Chandauka recorreram à agência reguladora britânico, a Charity Commission, para resolver o conflito.
Em suas conclusões publicadas nesta quarta-feira, a agência culpou "todas as partes por terem permitido que [o conflito] se desenvolvesse publicamente".
Ainda assim, afirmou que não encontrou "nenhuma prova" de "assédio ou intimidação generalizados ou sistêmicos" nem de "misoginia ou misoginia contra mulheres negras" na ONG.
Por outro lado, apontou que a "incapacidade dos administradores para resolver os conflitos internamente teve graves repercussões na reputação" da Sentebale e também denunciou "fragilidades na governança" da organização.
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Nova remessa de produtos da agricultura familiar chega para escolas e creches da rede municipal de Santarém
Ronaldo Ferreira
A Secretaria Municipal de Educação (Semed) de Santarém, oeste do Pará, iniciou na terça-feira (5), a entrega de nova remessa de produtos da agricultura familiar para as escolas da rede municipal visando o segundo semestre letivo.
São aproximadamente 5 toneladas de produtos hortifruti diversificados diretamente do planalto santareno sendo entregues, como: melancia, abacaxi, jerimum, banana, pimentinha de cheiro, batata doce além dos folhosos. A ação visa garantir a segurança alimentar e nutricional dos estudantes, especialmente aqueles que dependem da alimentação escolar como principal ou única fonte de nutrição diária.
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“É importante receber no início desse semestre e no decorrer dele os alimentos da agricultura familiar que fazem parte do cardápio escolar, pois garante às crianças uma alimentação saudável e nutritiva, além de valorizar a cultura regional”, destacou a coordenadora do Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) Manoel Pereira Damasceno, no bairro Interventoria, Juliana Bruna Imbiriba.
A entrega dos produtos é feita diretamente nas escolas e creches por meio de cooperativas, associação de produtores e grupos informais devidamente cadastrados e aptos ao fornecimento.
A presidente da Cooperativa dos Produtores da Agricultura Familiar de Santarém (COOPAFS), Lucilene da Silva, comentou sobre a satisfação em poder participar desse momento de valorização da agricultura local.
“Pra nós é uma satisfação muito grande e uma oportunidade que o governo municipal tá dando pra essas famílias de agricultores onde toda a produção de hoje tá vindo do planalto santareno e a gente tá trazendo uma diversificação de hortifruti. Isso vai fomentar a agricultura, fazer girar a rotatividade da economia de Santarém e vai trazer agregamento de valores pra nossa produção e as crianças vão ter uma alimentação saudável, de qualidade”, afirmou.
Cooperativas cumprem calendário de entrega de produtos da agricultura familiar para alimentação escolar
Ronaldo Ferreira
Seis cooperativas, associações e grupos informais contratados pela prefeitura a partir da chamada pública 001/2025 estão responsáveis pela entrega dos produtos, feitas semanalmente direto nas escolas conforme a safra. Até o momento, a produção já chega a 40% do total a ser entregue até o final do ano.
A ação de hoje foi acompanhada pela nutricionista da Semed, Nayara Matos, que ressaltou a importância dos produtos na alimentação dos alunos.
“A educação alimentar é importante e, nesse caso, inclui vitaminas C e E e isso agrega na alimentação das crianças. Vale destacar também que, como tá chegando o verão, incluímos no cardápio produtos como melancia, o abacaxi, ou seja, frutas ricas em águas pensando também na hidratação dos alunos. A gente orienta os coordenadores colocar pra gelar essas frutas e dar geladinho depois do almoço ou no lanche das crianças, principalmente em horários mais quentes”, ressaltou Nayara.
Alunos da rede municipal iniciam segundo semestre com alimentação saudável nas escolas e creches
Ronaldo Ferreira
A Secretaria Municipal de Educação tem conseguido cumprir uma das diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), avançando na aquisição de produtos oriundos da agricultura familiar.
“Santarém tem buscado ofertar na alimentação escolar produtos produzidos em âmbito local, favorecendo a qualidade, a saúde, gerando resultados positivos para o aluno na questão de saúde, desenvolvimento cognitivo e psíquico. Nós temos uma meta estabelecida dentro do nosso município para que todo recurso que vem do governo federal possamos investir o mínimo de 30% na alimentação escolar e o município de Santarém nos últimos anos tem cumprido esse requisito. Para 2025, a nossa meta é ultrapassar o percentual de 40% desses recursos somente na aquisição de produtos da agricultura familiar”, afirmou a coordenadora do Núcleo de Alimentação Escolar, Vanda Maia.
Segundo ela, além da melancia e do abacaxi, outros devem compor o cardápio e outros produtos como o melão regional e os cítricos como laranja e tangerina, que devem ser destinados para as unidades de educação infantil e de escolas de tempo integral. Há ainda a possibilidade da inclusão do açaí no cardápio, porém, esse item depende de uma boa safra.
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Hiroshima após o bombardeio atômico: a cidade foi quase completamente destruída.
DPA/picture alliance via DW
"Naquele momento, vi o clarão branco-azulado na janela. No instante seguinte, senti como se estivesse flutuando no ar. A onda de choque da detonação nos catapultou para o ar." A ativista antinuclear Setsuko Thurlow, agora com 93 anos, descreveu o momento em que a bomba atômica americana batizada como "Little Boy" detonou sobre Hiroshima às 8h15 do dia 6 de agosto de 1945, em uma entrevista à agência de notícias DW há alguns anos.
De 90 mil a 136 mil pessoas morreram instantaneamente ou sucumbiram mais tarde aos graves ferimentos. Setsuko Thurlow tinha 13 anos e era estudante na época. Ela relatou repetidamente o horror daquele dia, que mudou tudo.
Oitenta anos depois do bombardeio em Hiroshima, o mundo se encontra em meio a uma nova corrida armamentista nuclear global, que teve em 2024 investimento recorde desde o fim da Guerra Fria. (Leia mais abaixo)
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"Aos poucos, consegui distinguir figuras. Eram pessoas. Mas não pareciam pessoas. Seus cabelos estavam arrepiados. Estavam cobertos de sangue. A pele e a carne estavam penduradas nos ossos. Partes inteiras do corpo estavam faltando. E alguém caminhava por ali com seus olhos nas mãos", continuou Thurlow. Seus pais sobreviveram. Mas sua irmã e uma sobrinha morreram poucos dias após a explosão.
Thurlow dedicou sua vida à luta contra as armas nucleares, tornando-se uma figura de destaque na Campanha Internacional para a Abolição de Armas Nucleares (Ican, na sigla em inglês). A aliança para a abolição de todas as armas nucleares recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2017. Thurlow proferiu um comovente discurso na cerimônia de premiação.
Como o governo japonês não se rendeu incondicionalmente após o bombardeio de Hiroshima, os EUA decidiram lançar uma segunda bomba de um tipo diferente. Inicialmente, o alvo era a cidade portuária de Kokura, mas, devido ao mau tempo, o bombardeiro americano deu meia-volta e lançou a segunda bomba atômica sobre Nagasaki em 9 de agosto. Dezenas de milhares de pessoas morreram imediatamente. Pouco depois, a Segunda Guerra Mundial também terminava na Ásia.
Centenas de milhares de sobreviventes dos dois bombardeios atômicos sofreram sequelas permanentes, como queimaduras, câncer e deformidades causadas pela radiação. O número total de mortos e feridos permanece controverso até hoje.
Desde 1947, o Sino da Paz toca em Hiroshima às 8h15 do dia 6 de agosto. Uma cerimônia é realizada para homenagear os mortos. O prefeito em exercício pede a abolição das armas nucleares e apela pela paz no mundo. Em sua Constituição adotada em 1946, a chamada "Constituição da Paz", o Japão se comprometeu a nunca mais travar guerras. Além disso, em 1967, o país adotou os "Princípios Não Nucleares", segundo os quais rejeita a posse e a importação de armas nucleares.
País duplamente afetado
Em entrevista à DW, o historiador militar e especialista em Japão Takuma Melber, da Universidade de Heidelberg, descreveu as cerimônias em lembrança dos bombardeios como um "evento de memória cultural central" para a nação. "No Japão, a mensagem de paz ainda é mantida nas cerimônias em recordação aos bombardeios atômicos. Esse apelo por 'guerra nunca mais', contra um novo uso de armas nucleares. Esse sentimento de um Japão como um país comprometido com a paz no mundo."
Após a guerra, os antigos adversários Japão e EUA se reaproximaram. No entanto, o lado americano nunca se desculpou pelos bombardeios atômicos. O Japão não é membro de uma aliança militar multilateral como a Otan, mas é um parceiro próximo. Os Estados Unidos são protetores – inclusive nucleares – do Japão, que não possui armas atômicas. Atualmente, aproximadamente 54 mil militares americanos estão alocados no país asiático, com missão de contribuir para sua defesa e segurança.
"O Japão se vê como um Estado na linha de frente", disse o especialista em segurança Nico Lange. "Em relação à China, à Coreia do Norte e a outros vizinhos. Já com a Alemanha, é assim: mesmo que os russos invadam a Ucrânia, muitos na Alemanha ainda sentem que isso ainda está longe. Por isso, acho que podemos aprender algo com a seriedade dos japoneses em relação à sua própria reviravolta", disse Lange. Ambos os países pretendem aumentar massivamente seus gastos militares.
Levantamento de armas nucleares por país, com dados de janeiro de 2025.
Deutsche Welle
Explosão armamentista global
No ano passado, mais dinheiro foi gasto em armamentos em todo o mundo do que em qualquer outro momento desde o fim da Guerra Fria, relata o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri). Analistas preveem um aumento de 9,4% em 2024 na comparação com o ano anterior.
As principais potências nucleares, EUA, Rússia e China, estão investindo principalmente na modernização de seus arsenais nucleares. E cada vez mais países estão considerando desenvolver ou estacionar armas nucleares, alertou recentemente o diretor do Sipri, Dan Smith, em entrevista à DW.
"O mais preocupante em relação aos estoques de armas nucleares é que, após um longo período de redução, estamos começando a ver sinais de que essa tendência está se revertendo. O desarmamento nuclear de longo prazo está chegando ao fim", afirmou Smith.
A Rússia possui o maior arsenal nuclear, com 5.459 ogivas, segundo o Sipri. O presidente russo, Vladimir Putin, ameaçou repetidamente os países que apoiam a Ucrânia com o uso de armas nucleares. Os Estados Unidos são a segunda maior potência nuclear, com 5.177 ogivas. São seguidos de longe por China, França, Reino Unido, Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte.
Historicamente, há muitas semelhanças entre o Japão e a Alemanha em relação ao armamento nuclear. "Ambos os países têm em comum o fato de sermos fortemente contra isso", explica o especialista em segurança Nico Lange. "E também nos manifestamos contra. Mas a questão é: se você não é uma potência nuclear, realmente tem alguma influência?"
No caso de um possível uso de armas nucleares, o Japão a Alemanha não teriam liberdade para agir. Os Estados Unidos teriam a palavra final. Na Alemanha, a palavra-chave é compartilhamento nuclear, por meio do qual a Alemanha, país sem armas nucleares, poderia participar do uso de armas nucleares compartilhadas pelos Estados Unidos. Especialistas acreditam que 20 bombas nucleares americanas estejam armazenadas na cidade de Büchel, no estado alemão de Renânia-Palatinado. A autoridade decisória sobre essas armas é do presidente americano em exercício. No entanto, as armas nucleares seriam lançadas em seus alvos por jatos alemães.
A Europa precisa de mais armas nucleares?
No contexto da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, há constantes apelos para que a Alemanha tenha acesso mais direto a armas nucleares. Essa reivindicação foi feita recentemente por Jens Spahn, líder da bancada parlamentar do bloco conservador composto pelos partidos União Democrata Cristã (CDU) e União Social Cristã (CSU). "Precisamos discutir a participação alemã ou europeia no arsenal nuclear da França ou do Reino Unido e, possivelmente, também a nossa própria participação com outros Estados europeus", disse ele em entrevista.
No Japão, também, o apelo por armas nucleares deixou de ser tabu há muito tempo. A ameaça representada pelos Estados com armas nucleares como a Coreia do Norte e a China está inquietando a população. A guerra na Ucrânia também levou a uma reconsideração no Japão. Embora os três princípios de não aquisição, não produção e não importação de armas nucleares ainda se apliquem, alguns políticos japoneses afirmam que um arsenal nuclear menor certamente poderia ser considerado. No entanto, há forte resistência a tais considerações.
No 80º aniversário das bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki, apenas algumas testemunhas – conhecidas como hibakusha – ainda podem relatar suas próprias experiências e alertar, como Setsuko Thurlow: "Ainda temos 16 mil dessas armas. É uma loucura, até mesmo um crime. Não vou parar nunca de explicar às pessoas que estamos vivendo na era nuclear, e é por isso que levantaremos nossas vozes. Porque os políticos ainda estão construindo mais. Em vez de um Estado com armas nucleares, como era o caso na época, agora são nove países. Temos que interromper esse processo!"
Donald Trump e Vladimir Putin
AP Photo
A negligência do governo Trump em relação às sanções da era Biden contra a economia russa permitiu que a Rússia reativasse suas Forças Armadas e prolongasse a guerra na Ucrânia, afirmam senadores democratas um relatório publicado nesta terça-feira (5).
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O documento acusa o presidente dos Estados Unidos de ceder ao presidente russo, Vladimir Putin, ao retirar as sanções estabelecidas durante os três primeiros anos de conflito e o pressiona a cumprir o ultimato imposto: que Moscou e Kiev cheguem a um acordo de cessar-fogo até a próxima sexta (8).
"Se Trump leva a sério o fim da guerra na Ucrânia, ele deveria começar a usar as ferramentas que já tem. Mas cada mês que ele passou no cargo sem ação fortaleceu a posição de Putin, enfraqueceu a nossa e minou os esforços da Ucrânia para pôr fim à guerra", diz o comunicado sobre o relatório.
De acordo com fontes da agência de notícias Reuters, é improvável que o presidente russo ceda a Trump, e Putin mantém o objetivo de capturar quatro regiões da Ucrânia por completo: Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhia e Kherson.
Trump ameaçou a Rússia com tarifas de até 100% - para o país e seus aliados comerciais - caso não haja uma trégua.
A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, contestou o argumento dos democratas, apontando os esforços de Trump neste ano para negociar um cessar-fogo na Ucrânia:
"Este presidente está tomando medidas reais para impedir a matança — levando os dois países a dialogarem pela primeira vez em anos. Ele está vendendo armas de fabricação americana para membros da OTAN e ameaçando Putin com sanções severas se ele não concordar com um cessar-fogo, porque quer trazer a paz a este conflito que já dura tempo demais".
Vladimir Putin com o enviado especial dos EUA Steve Witkoff
Sputnik/Gavriil Grigorov/Pool via REUTERS
Nesta quarta-feira (6), o enviado especial dos EUA Steve Witkoff se encontrou com o presidente russo em Moscou em uma tentativa de chegar a um acordo. Os detalhes do encontro, no entanto, não foram divulgados.
Trump assumiu o cargo prometendo encerrar a guerra em um dia e rapidamente cedeu a Putin, alegando, sem fundamento, que a Ucrânia, e não a Rússia, era a responsável por prolongar os combates. Desde então, Trump mudou de posição, cada vez mais frustrado com a recusa de Putin em fechar um acordo, e prometeu continuar vendendo armas para Kiev.
Rússia X EUA
Trump diz que Índia pagará 'multa' por comprar da Rússia
Nesta terça-feira (5), a Rússia endureceu suas declarações contra os Estados Unidos após o presidente americano, Donald Trump, voltar a ameaçar a Índia com tarifas maiores por causa de sua parceria comercial com os russos.
O Kremlin classificou a pressão contra o governo indiano e outros compradores do petróleo do país como "ilegal" e criticou as "ameaças". Disse que todos os países soberanos têm o direito de escolher com quem estabelecer parcerias econômicas.
O porta-voz do governo de Vladimir Putin também reafirmou que a Rússia não tem mais restrições sobre onde posiciona seus mísseis de alcance intermediário.
Na segunda-feira (4), Moscou anunciou que estava abandonando formalmente uma moratória que impedia essa ação, e acusou os Estados Unidos de posicionar armas semelhantes na Europa e na região Ásia-Pacífico.
Míssil intercontinental balístico russo Yars é lançado em exercício de guerra nuclear em Plesetsk, em 2022
Ministério da Defesa da Rússia/AP Photo
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Além de ameaçar Putin com sanções e tarifas de até 100%, Trump também disse que reposicionou submarinos nucleares após declarações de um aliado de Putin.
A fala do presidente americano fizeram a Rússia pedir “grande prudência” nas declarações sobre armas nucleares. O porta-voz russo, Dmitry Peskov, porém, minimizou a ação americana, dizendo que esses submarinos “já estão em serviço” de forma permanente e que a Rússia não vê isso como uma escalada na tensão nuclear.
VÍDEOS: mais assistidos do g1
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Plácido de Castro, gaúcho que liderou fase final da guerra pelo Acre
Acervo Digital: Deptº de Patrimônio Histórico e Cultural - FEM
Nesta quarta-feira (6), o Acre celebra a Revolução Acreana, marco histórico que consolidou a luta pela anexação do território ao Brasil no início do século XX. No centro deste episódio, está a figura de Plácido de Castro, exaltado como herói acreano, mas que segundo historiadores, era, acima de tudo, um homem comum, com virtudes e um temperamento forte.
👉 Contexto: No dia 6 de agosto de 1902, há exatos 122 anos, iniciaram-se os confrontos da Revolução Acreana. Os conflitos entre brasileiros que ocupavam a região desde meados de 1870 e o governo boliviano a quem o território pertencia legalmente pelos direitos de exploração da terra já duravam pouco mais de três anos. O principal interesse dos dois grupos era a exploração do látex. Os confrontos só acabaram em 1903 com a anexação do Acre ao Brasil.
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Plácido de Castro foi o principal líder militar da chamada última fase da Revolução Acreana. Gaúcho, nascido em São Gabriel (RS), seguiu a carreira militar influenciado pela tradição da família, mas abandonou o Exército após se decepcionar com a derrota de seu lado na Revolução Federalista (1893-1895), conflito que opôs forças estaduais ao governo central.
Desiludido, ele veio para a Amazônia em busca de oportunidades na economia da borracha, como tantos outros brasileiros no final do século XIX. Por volta de 1895, já estava no território que viria a se tornar o Acre, atuando como agrimensor e demarcador de terras, graças à formação técnica que havia recebido na vida militar.
Em entrevista ao g1, o historiador Marcus Vinícius Neves explicou que Plácido de Castro foi por muito tempo “endeusado” pela historiografia local, muito em função do simbolismo da Revolução como ato de resistência da sociedade acreana frente à dominação boliviana, e, indiretamente, ao próprio governo federal brasileiro, que nomeava governantes sem conexão com a realidade regional.
“Ele foi superestimado em vários momentos, e seus defeitos muitas vezes foram deixados de lado em prol dessa imagem de herói. Mas ele era um homem do seu tempo: uma época marcada por forte autoritarismo, militarismo, patriotismo com outro sentido do que conhecemos hoje e uma sociedade extremamente masculinizada", falou.
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Acre já abasteceu 60% do mercado mundial de borracha
MEDEIROS, Avelino Chaves. Exploração da Hevea / Acervo: Edunyra Assef / Acervo Digital: Dept° de Patrimônio Histórico e Cultural - FEM
Antes da liderança
Mesmo já vivendo na região, Plácido de Castro não participou da primeira insurreição acreana, em 1899, nem da criação do Estado Independente do Acre, liderado por Luís Galvez.
Ainda assim, acompanhava de perto os acontecimentos. Em 1900, teria recusado convite para participar da chamada “expedição dos poetas”, uma tentativa fracassada de retomada do controle da região.
''Imperador' Galvez, jornalista espanhol, declarou independência do Acre
Giselle Lucena/Arquivo pessoal
Foi só em 1902, com o avanço do contrato entre Bolívia e Bolívia Syndicate, consórcio com participação dos EUA e Inglaterra, que Plácido aceitou liderar o movimento armado. Com uma condição: teria total autonomia, inclusive com autoridade para punir com morte qualquer desobediência.
A luta armada contra o exército boliviano foi o ápice de um conflito que se desenhava desde 1870, quando os primeiros brasileiros, vindos na maioria da região Nordeste do Brasil, começaram a ocupar a região do "Aquiry", nome indígena que significa 'rio dos jacarés' e acabou dando nome ao estado.
Conflito
A chegada de Plácido de Castro ao Acre finalmente mudou a sorte dos brasileiros que desejavam se estabelecer no território.
"Quando Plácido de Castro, à frente de um exército de seringueiros, invade a cidade de Xapuri e a toma das autoridades, dá início a última fase da Revolução Acreana. A fase mais sangrenta, que levou os seringueiros a pegar em armas e ir a luta contra os bolivianos", ressaltou Marcus Vinícius.
Segundo o historiador, até hoje não é possível saber com clareza quantas pessoas morreram no conflito e qual lado teve mais perdas, já que as histórias são divergentes.
Com apoio de seringueiros e financiadores do Amazonas, Plácido liderou um ousado movimento militar contra o domínio boliviano. Com estratégias e avanços arriscados, saiu vitorioso e consolidou o território como parte do Brasil.
Mapa mostra locais onde os revolucionários enfrentaram o exército boliviano
Acervo Digital: Dept° de Patrimônio Histórico e Cultural - FEM
Da glória à emboscada
O sucesso nas batalhas lhe deu grande prestígio político. Após a Revolução, ganhou reconhecimento do Barão do Rio Branco e se tornou uma figura central na política local.
Mas o Acre, transformado em território federal, passou a ser governado por prefeitos nomeados, o que levou Plácido a frequentes embates com as autoridades.
A tensão culminou em 1908, quando Plácido foi morto numa emboscada a caminho de seu seringal, o Capatará.
O crime teria sido encomendado pelo então prefeito departamental Gabino Besouro. O executor, segundo os relatos históricos, foi Alexandrino José da Silva, ex-comandado de Plácido na Revolução.
Legado
Plácido de Castro é, até hoje, lembrado como símbolo de coragem e determinação. Mas, segundo Marcus Vinícius Neves, é essencial compreendê-lo em sua totalidade.
Para o historiador, mais que anexação do território acreano ao Brasil, a Revolução deixou marcas culturais que podem ser notadas ao longo dos últimos 123 anos.
“Nem herói intocável, nem vilão. Apenas um homem complexo, produto do seu tempo e das contradições da história do Acre", falou.
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VÍDEOS: g1
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Onça-pintada é flagrada com filhote no pantanal
Uma onça-pintada fêmea e o filhote de 4 meses foram vistos passeando juntos, durante um safari realizado na última semana na fazenda Caiman, localizada na região de Miranda (MS) . Veja o vídeo acima.
A onça, chamada Aracy, é monitorada pela Organização Não Governamental (ONG) Onçafari desde o nascimento, em 2019.
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O registro foi divulgado nas redes sociais da bióloga Carol Prange, que informou que ainda é cedo para dizer se o filhote é fêmea ou macho. "Por enquanto, o pequeno ainda é bastante tímido", brincou.
Segundo a bióloga, a mãe começou a vocalizar pelo filhote e chamou várias vezes, até que ele respondeu dentro da mata. A onça levantou, foi buscar o filhote e trouxe ele para uma área aberta, bem perto do carro que fazia o passeio.
"A mãe atenciosa seguiu acompanhando e oferecendo 'lambeijos' para ele se sentir seguro", finalizou Prange.
Onça foi flagrada com o filhote na fazenda Caiman, em Miranda.
Carol Prange/ONG OnçaFari
Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
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Redutores de velocidade foram instalados na Avenida Governador Magalhães Pinto
Rafael Nasta/ Inter TV
Dois redutores de velocidade foram instalados na Avenida Governador Magalhães Pinto, em Montes Claros, nessa terça-feira (5). A medida foi adotada após um grave acidente envolvendo sete veículos que deixou cinco feridos e um morto. (Relembre o caso abaixo)
Em entrevista à Inter TV, o presidente da MCTrans, Vinícius Pereira Santos, destacou que apesar da via ser bem sinalizada, há motoristas que trafegam em velocidade incompatível com a via.
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“Os redutores é uma medida emergencial que vem no sentido de impor mesmo essa redução de velocidade aos veículos que transitam por aqui e ao mesmo tempo também ajudar aqueles veículos mais pesados que transitam pela via”.
Também foram colocadas placas maiores e as pinturas no pavimento foram revitalizadas.
O acidente
Acidente entre veículos deixa 1 morto e 5 feridos em Montes Claros
O engavetamento ocorreu no início da manhã do dia 26 de julho. Segundo a PM, um caminhoneiro perdeu o controle e atingiu quatro carros, duas motos e um outro caminhão. Cinco pessoas ficaram feridas e um motociclista, de 42 anos, morreu no local.
As autoridades não explicaram o que levou o condutor a perder o controle da direção.
Caminhoneiro que provocou engavetamento com cinco feridos e um morto é autuado por homicídio culposo
Quando os socorristas chegaram, um motociclista, que teve vários traumas, já havia morrido. A moto estava embaixo do caminhão que causou o acidente.
O caminhoneiro foi preso em flagrante pela PM e conduzido à delegacia. De acordo com a Polícia Civil, ele foi ouvido e teve a prisão ratificada por praticar homicídio culposo na direção de veículo. O condutor passou por audiência de custódia e foi concedida liberdade provisória. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.
Vídeos do Norte, Centro e Noroeste de MG
Veja mais notícias da região em g1 Grande Minas.
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Lula e Xi Jinping durante encontro em Pequim, em maio deste ano. O líder chinês não participará da cúpula dos Brics, no Rio. Será a primeira vez que ele falta a uma cúpula do bloco desde que assumiu o poder, em 2013.
Ricardo Stuckert/Presidência da República via BBC
A China apoia o Brasil na resistência ao "comportamento de intimidação" de impor tarifas excessivas, disse nesta quarta-feira o ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, ao assessor especial da Presidência brasileira, embaixador Celso Amorim, em uma ligação telefônica.
A China apoia o Brasil na proteção de seus direitos e se opõe à interferência externa "irracional" nos assuntos internos do Brasil, disse Wang, sem citar diretamente os Estados Unidos, de acordo com um comunicado divulgado por seu ministério.
*Esta reportagem está em atualização
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Tarifaço do Trump e agronegócio
Reprodução/redes sociais
Produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos passam a pagar uma tarifa de 50% a partir desta quarta-feira (6).
A medida atinge itens de peso no agronegócio, como café, carne bovina e pescados, e deve gerar prejuízos bilionários para o Brasil — além de encarecer produtos no mercado norte-americano.
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Entenda os impactos em 5 pontos:
Poucos itens do agro na lista de exceções
O peso dos EUA para o agro
Brasil perde, mas EUA também
Como ficam os preço no Brasil
É fácil remanejar produtos para outros países?
1. Poucos itens do agro na lista de exceções
Dos principais produtos que o Brasil exporta para os EUA, somente o suco de laranja entrou na lista de quase 700 exceções à taxa de 50% sobre o que for comprado pelo mercado norte-americano.
A relação cita ainda castanha-do-pará, madeira, polpa de celulose e sisal (veja lista completa).
Quando um produto está nesta lista, o importador americano paga 10% de sobretaxa sobre o que já é usual. Produtos que não foram contemplados passam a ter mais 40% de taxa, somando os 50%.
Entre itens abarcados na lista de exceções, os produtos florestais são os mais exportados para o país de Trump, tanto em volume quanto em valor. No ranking das vendas do agro para os EUA, eles são seguidos pelo café e as carnes, que são alvos do tarifaço de 50%.
2. O peso dos EUA para o agro
Os EUA são o terceiro maior parceiro comercial do agro brasileiro, atrás da China e da União Europeia.
Produtores estimam uma perda de até US$ 5,8 bilhões caso as vendas para o país diminuam por causa do tarifaço.
EUA são o 3º maior cliente do agronegócio brasileiro
g1/Otavio Camargo
O café é o principal alimento que o agro brasileiro vende para os EUA. E o mercado norte-americano é o maior para o café nacional no exterior.
Isso coloca o produto numa situação bastante complexa com a taxação de 50%: as perdas do café com o tarifaço podem chegar a US$ 481 milhões neste ano, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
“A gente sempre diz que, assim como o Brasil é insubstituível para os Estados Unidos, os Estados Unidos são insubstituíveis para o Brasil”, resume Marcos Matos, do conselho dos exportadores, o Cecafé.
A China, maior cliente das exportações brasileiras, compra pouco café comparada aos EUA, por exemplo. Só a Alemanha importa um volume semelhante (veja abaixo).
Isso já não acontece com a carne bovina. Segundo maior mercado para o Brasil nesse setor, os EUA foram destino de 12% das exportações neste ano — muito atrás da China, que absorveu quase metade do que foi vendido.
Mesmo assim, uma redução nas vendas para os EUA representaria uma perda de US$ 1 bilhão em 2025, de acordo com a associação dos exportadores, a Abiec.
Outros setores menos volumosos, como o dos pescados, do mel e das frutas, especialmente a manga, são bastante dependentes do mercado americano.
Raio X da exportação
arte g1
3. Brasil perde, mas EUA também
O café e a carne bovina são os produtos brasileiros atingidos pela tarifa de 50% que mais devem fazer falta para os EUA.
O país de Trump é o maior consumidor de café do mundo, mas praticamente não tem produção própria. Os EUA importam 99% do café que consomem, e o Brasil é responde por cerca de 30% desse volume. Então, é difícil achar rapidamente quem possa suprir essa quantidade.
O Brasil também é o principal fornecedor de carne bovina para indústrias nos EUA, que a transformam em hambúrguer, por exemplo. O país norte-americano até compra mais carne da Austrália, mas são os cortes que vão direto para os mercados.
A situação se agrava porque os EUA não são autossuficientes em carne bovina e estão com falta de bois para o abate, o que já tem causado uma inflação da carne.
4. Como ficam os preços no Brasil?
O tarifaço poderia significar menos vendas para os EUA e o repasse dessess para o mercado brasileiro. Com mais oferta, os preços baixariam no supermercado, certo? Não será bem assim, segundo economistas ouvidos pelo g1.
Tarifaço pode encarecer ou baratear o preço dos alimentos no Brasil?
Para a carne bovina, a expectativa é de que pode acontecer uma queda inicial nos preços, mas ela não se sustentaria por muito tempo, dizem os especialistas.
Isso porque o tarifaço já está fazendo os produtores diminuírem ainda mais os abates. A medida de Trump só reforça uma tendência que ocorreria com ou sem a medida do governo americano. Assim, a oferta de carne tende a ficar menor nos próximos meses e o preço, a subir.
Os valores do café, que começaram a cair depois de mais de um ano de alta, não devem ser afetados em um primeiro momento.
O setor acredita que as vendas aos EUA não serão paralisadas e que existe espaço e tempo para negociar um alívio. Os grãos colhidos na safra atual podem aguardar até 2026 para serem embarcados.
Veja mais sobre os preços de outros alimentos
5. É fácil remanejar produtos para outros países?
Não seria fácil redirecionar para outros mercados os principais produtos do agro que iriam para os EUA, segundo especialistas ouvidos pelo g1.
Para o café, essa mudança seria complexa, já que cada destino tem exigências próprias de qualidade, tipo e normas fitossanitárias. É uma questão semelhante à enfrentada pelos exportadores de mel.
Café bom do Brasil vai todo para fora?
No caso da carne bovina, nenhum outro destino conseguiria substituir os EUA de imediato, em rentabilidade, segundo os exportadores.
Também tem a questão das preferências, que podem variar conforme o país. Os americanos compram mais a dianteira do boi, usada em hambúrgueres. O consumo no Brasil, por exemplo, se volta mais para a parte traseira, de onde saem cortes como a picanha e a alcatra.
Entenda mais sobre como funciona a exportação
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Na véspera do Tarifaço, empresas correm para enviar produtos aos EUA
Empresas brasileiras anteciparam embarques para os Estados Unidos na véspera da entrada em vigor da sobretaxa de 50% imposta pelo governo norte-americano. A nova tarifa passa a valer nesta quarta-feira (6) e deve impactar diversos setores da indústria nacional, como calçados, vestuário, móveis e couro.
No Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, um cargueiro modelo 767-300 decolou às 13h52 desta terça-feira (5) com destino a Miami. O avião transportava 51 toneladas de produtos fabricados por empresas do Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais.
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A Fraport, concessionária que administra o terminal, mobilizou equipes para acelerar o embarque.
"Essa operação foi feita em tempo recorde. Mobilizou efetivo de 40 pessoas. Foram 51 toneladas de carga operadas em menos de 24 horas", afirmou André Ogg, gerente de Logística do Terminal Logístico.
A previsão de empresários e especialistas é de redução nas exportações brasileiras para os Estados Unidos já nos próximos dias. Fabiane Dietrich, gerente de Comércio Exterior da Premium International Freight Agency, reforça que o impacto será imediato nos preços e nas negociações.
"Vai haver um declínio nas exportações para os Estados Unidos até que as empresas consigam se alinhar ou haja algum tipo de adaptação", afirmou. "O produto brasileiro nos Estados Unidos vai aumentar de valor com certeza, porque eles estão pagando imposto bem maior do que pagavam antes", completou.
Segundo ela, embarques futuros já estão sendo cancelados por conta da mudança.
Já a empresária Lucianna Martinez, CEO da Lybethras Swimwear, afirmou que seguirá enviando pequenas remessas até o fim da isenção para cargas de até 800 dólares, válida até 29 de agosto.
"Nós embarcamos tudo que deu até hoje. E agora vamos seguir embarcando com um percentual menor da exportação e ainda vai valer até o dia 29 de agosto. Até lá, vamos fracionar todas as cargas e pagar um frete maior", explicou.
"Depois vamos ter que avaliar as consequências. Temos feiras pagas nos Estados Unidos e nosso maior mercado é lá. Vamos ter que rever os preços para ver como vai ficar", completou.
Reuniões entre governo e setor industrial foram realizadas nesta terça-feira (5). O governo estadual liberou uma linha de crédito de R$ 100 milhões pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), com juros abaixo dos praticados no mercado. O governo federal deve anunciar medidas nos próximos dias.
Exportadores também pedem a antecipação de créditos de ICMS: "Essas empresas precisam de uma medida especial, que nós temos que estudar junto com os dois governos. Mas, na nossa visão, essas empresas precisam de um socorro urgente", declarou Cláudio Bier, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs).
"Neste momento, precisamos da ajuda deles, principalmente para essas empresas que são dependentes das exportações para os Estados Unidos. Para você ter uma ideia, 99% das exportações gaúchas para os Estados Unidos são da indústria", completou.
Exportações do RS devem ser impactadas por tarifas dos Estados Unidos contra o Brasil
Reprodução/RBS TV
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Córnea que se projeta para fora é um sinal do ceratocone.
TV Globo/Reprodução
Visão embaçada ou distorcida, coceira forte nos olhos, dor de cabeça e, às vezes, aumento no astigmatismo. Os sintomas, quando separados, são geralmente considerados comuns à população, mas, quando combinados, existe a chance de ser um diagnóstico positivo para o ceratocone.
A doença, que atinge uma pequena parcela da população - cerca de 54 a cada 100 mil pessoas - afeta a córnea, conhecida como a estrutura transparente do olho, de forma direta. Com o passar do tempo, o órgão vai ficando cada vez mais fino e, consequentemente, adquirindo um formato de cone.
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O oftalmologista Diógenes Caldeira, de Sorocaba (SP), explica que, na maioria das vezes, os primeiros sintomas da doença surgem ainda na adolescência, sendo também comum o diagnóstico no início da vida adulta.
"A doença é relacionada à córnea, que recobre a parte da frente dos olhos. Ela não é contagiosa, e sim genética com predisposições causadas por fatores externos e ambientais, como o hábito frequente de coçar os olhos, geralmente associado a alergias oculares", diz.
Ao g1, o profissional, que é especialista em cirurgia plástica ocular, afirma que, dependendo do caso, a intensidade do ceratocone pode variar e, consequentemente, o seu tratamento também.
"A gravidade do ceratocone depende do grau de afinamento e deformação da córnea. Nos casos leves, muitas vezes é possível corrigir a visão apenas com óculos ou lentes de contato especiais. Nos casos moderados a graves, a distorção é maior e pode ser necessária intervenção cirúrgica ou até mesmo um transplante", conta.
Diógenes é coordenador do pronto-socorro oftalmológico do BOS
Banco de Olhos de Sorocaba/Divulgação
"Me lembro de um adolescente que chegou com ceratocone avançado nos dois olhos, com muita dificuldade de enxergar e com a rotina escolar comprometida. Conseguimos estabilizar a doença com crosslinking - procedimento que fortalece as fibras de colágeno da córnea - e um transplante de espessura parcial, que permite menores taxas de rejeição. Foi um sucesso, a diferença no dia a dia é nítida", complementa.
Além da especialidade, Diógenes é coordenador do pronto-socorro oftalmológico do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS). O local é considerado referência nacional para tratamentos de problemas envolvendo a visão e, de acordo com ele, isso se deve ao êxito na captação de córneas.
"O banco fez com que a distribuição desse tecido para todo o interior do estado fosse maior. Isso ajudou na rapidez dos transplantes e, com essa evolução, conseguimos desenvolver tecnologias que ajudassem no tratamento de doenças diversas envolvendo a córnea, como o crosslinking e o transplante com a técnica mais atual possível", comenta.
O médico ainda pontua que, mesmo com a predisposição genética, há métodos de prevenção. Entre elas, está o diagnóstico precoce e a realização de exames oculares com uma certa frequência, impedindo que o ceratocone atinja estágios mais avançados.
"A principal forma de prevenção é controlar alergias, evitar coçar os olhos e realizar consultas oftalmológicas periódicas, especialmente se houver histórico familiar da doença. O diagnóstico precoce é fundamental para iniciar o tratamento adequado e impedir a progressão do ceratocone", destaca.
"O ceratocone é uma doença que pode ser controlada se diagnosticada a tempo. A conscientização sobre a doença é essencial para garantir um futuro visual saudável para muitas pessoas. No BOS, discutiremos em breve as novidades no tratamento das doenças da córnea em um simpósio", completa.
Dependendo do caso, ceratocone pode ser motivo de transplante
Divulgação
Tratamento desde 2010
Rosana Rozendo é de Salto (SP) e, desde 2010, leva o filho para tratar o ceratocone no BOS. Ela conta que, antes do diagnóstico, o então adolescente sentiu uma forte coceira nos olhos por meses.
"Na época, ele sentia muita coceira no olho. Ele praticava natação e, por conta disso, nós achávamos que o sintoma era causado pelo ozônio que usavam para tratar a piscina. O olho ficava extremamente vermelho e o Guilherme coçava os olhos até quando dormia", lembra.
Ao levar o filho no hospital, Rosana revela que passou por três unidades diferentes. Em uma das consultas, o médico disse apenas que "o menino sentia vontade de usar óculos".
"Diziam que era manha e que ele só queria usar óculos. Só depois de um tempo veio o diagnóstico do ceratocone e disseram que ele precisava de uma lente de contato rígida, mas não conseguia usar de jeito nenhum porque machucava. Em um período de seis meses, encaminharam ele ao BOS", relata.
Guilherme foi diagnosticado com ceratocone em 2010
Arquivo pessoal
"Era muito difícil conseguir tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na época. Era um tratamento caro e meu marido dizia que teríamos que vender até a casa para conseguirmos algo para o Guilherme. Os médicos também não conseguiam entender muito bem, já que uma hora o exame dele tinha resultados ruins, outra hora eram bons", complementa.
A mãe diz que, apesar da doença já estar relativamente avançada, Guilherme enxergava bem em comparação aos demais. Como continuidade do tratamento, os médicos decidiram pelo crosslinking em ambos os olhos - e o resultado foi positivo.
"O ceratocone dele era tão avançado que não dava nem para saber o motivo dele conseguir enxergar. O procedimento fez com que melhorasse ainda mais e a necessidade de transplante foi descartada e ele se trata até hoje no mesmo local. Nós devemos muito a eles", celebra.
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*Colaborou sob supervisão de Gabriela Almeida
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Incêndio na Serra da Calçada continua e bombeiros retomam combate
A Serra da Calçada, em Brumadinho, segue pegando fogo, nesta segunda-feira (4). O Corpo de Bombeiros retomou o combate por volta de 05:30. A área é de difícil acesso e por isso o trabalho noturno precisou ser interrompido.
Segundo o último levantamento divulgado, são três frentes de fogo ativas. Uma delas se aproxima da região de Catarina e a tendência é que o fogo perca força próximo da área de mata.
Uma segunda segue em direção a uma área queimada anteriormente e por isso já existe uma barreira formada naturalmente.
E a última está próxima a um condomínio, com possibilidade de se aproximar das casas se avançar muito. Os bombeiros permanecem monitorando essa frente. Todas as medidas preventivas para a área residencial foram tomadas.
O último incêndio
Em março deste ano, a Serra da Calçada foi alvo de incêndio. A ocorrência mobilizou 14 militares do Corpo de Bombeiros, 15 brigadistas, dois policiais civis em aeronave e cinco funcionários da Copasa.
As equipes atuaram no combate às chamas e no monitoramento da área até o dia seguinte. A extensão da área queimada não foi divulgada. A causa do incêndio também não foi informada.
Militar em combate ao incêndio na Serra da Calçada, neste domingo (3).
Corpo de Bombeiros
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