Poupex terá de pagar R$ 2,1 milhões em danos morais coletivos por assédio; acordo cita até 'controle de tempo' nos banheiros
Sede da Poupex no Setor Militar Urbano em Brasília.
Poupex/Divulgação
A Poupex terá de pagar R$ 2,1 milhões em indenização por danos morais coletivos após denúncias de assédio investigadas pelo Ministério Público do Trabalho.
O pagamento será dividido em 14 parcelas de R$ 150 mil, depositadas no fim de cada mês, de agosto de 2025 até setembro de 2026.
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A determinação consta no Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre o Ministério Público do Trabalho do DF e a Poupex no início deste mês.
O documento determina também que a Poupex:
encerre práticas de assédio moral, sexual e discriminação no ambiente de trabalho em todas as unidades
crie ou aprimore de uma Comissão de Combate ao Assédio Moral e Sexual em 60 dias
crie ou aprimore um Código de Ética e Conduta em 60 dias
disponibilize de um canal de comunicação – e-mail, telefone, 0800, página na internet – para receber denúncias de assédio e discriminação em 60 dias
resguarde o sigilo do denunciante, da suposta vítima e do fato denunciado e crie mecanismos antirretaliação
apure as denúncias em até 30 dias a partir do recebimento, e conclua os processos administrativos em até 90 dias
adote medidas disciplinares depois da conclusão do processo com prazo máximo de 30 dias
crie ou aprimore uma cartilha informativa sobre assédio moral, sexual e discriminação
faça uma pesquisa de clima organizacional anual – a primeira já no último dia 4;
faça palestras anuais para prevenção de episódios de assédio moral, sexual e discriminação
garanta acesso livre aos banheiros durante a jornada de trabalho, sem controle excessivo de tempo, autorização prévia ou qualquer forma de constrangimento
dê fim às restrições abusivas e aos obstáculos desnecessários para a apresentação de atestados médicos
dê fim às dispensas discriminatórias por motivos de gravidez, idade avançada ou condições de saúde e garanta de igualdade de tratamento e segurança no emprego
O descumprimento das cláusulas incluem multas que variam entre R$ 2 mil e R$ 50 mil.
Ao g1, a Poupex afirma que não tolera nenhuma prática de assédio moral, sexual ou de discriminação e tem atuado de forma firme para "reprimir eventuais comportamentos de colaboradores que não se coadunam com o padrão estabelecido no Código de Conduta" (veja nota completa abaixo).
A determinação é resultado de um inquérito civil instaurado pelo Ministério Público do Trabalho do DF em 19 de fevereiro de 2024, baseado em uma denúncia de assédio psicológico e sexual na Poupex.
📽️ Veja como reconhecer assédio moral e sexual:
Assédio moral e assédio sexual: entenda como reconhecer agressões no ambiente de trabalho
A Poupex
A Poupex foi criada em 1982 e é gerida pela Fundação Habitacional do Exército (FHE). Na diretoria da empresa, sete generais têm cargo de liderança – entre eles o presidente, Valério Stumpf Trindade, e o vice-presidente, João Batista Bezerra Filho.
A empresa concede financiamentos imobiliários, abertura de poupança, consórcios e seguros.
A sede da Poupex fica no Setor Militar Urbano (SMU), em Brasília, e há 84 pontos de atendimento no país.
O que diz a Poupex?
"Sobre o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que a POUPEX celebrou com o Ministério Público do Trabalho (MPT), no âmbito do Inquérito Civil Público n.º 000414.2024.10.000/7, prestamos os seguintes esclarecimentos:
A instituição, pioneira no combate ao assédio e à discriminação no ambiente laboral, tem histórica atuação em ações preventivas e corretivas, incluindo a existência de Código de Conduta atualizado, Comitê de Ética atuante, canal de ouvidoria, equipe de psicologia organizacional e realização de treinamentos e palestras com autoridades na temática. A POUPEX também foi reconhecida, em 2024, com o Selo Gerar Bem-Estar, pela Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV). Sua pesquisa de clima organizacional desse mesmo ano indicou índice de satisfação de 77,1%.
A instituição não tolera nenhuma prática relacionada ao assédio moral, sexual ou à discriminação e tem atuado de forma firme e diligente para reprimir eventuais comportamentos de colaboradores que não se coadunam com o padrão estabelecido no Código de Conduta e demais normativos.
O Termo de Ajustamento de Conduta constituiu-se, nesse contexto, em oportunidade de ampliação e melhoria das medidas institucionais, com adesão à proposta do MPT.
O TAC foi firmado incluindo indenização por dano moral coletivo, a ser destinada a entidades com finalidade social, que a POUPEX também poderá indicar, reafirmando o compromisso da instituição com sua agenda social, assim como na promoção de um ambiente de trabalho seguro, ético e respeitoso.
A POUPEX permanece à disposição para eventuais esclarecimentos."
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Sede da Poupex no Setor Militar Urbano em Brasília.
Poupex/Divulgação
A Poupex terá de pagar R$ 2,1 milhões em indenização por danos morais coletivos após denúncias de assédio investigadas pelo Ministério Público do Trabalho.
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A determinação consta no Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre o Ministério Público do Trabalho do DF e a Poupex no início deste mês.
O documento determina também que a Poupex:
encerre práticas de assédio moral, sexual e discriminação no ambiente de trabalho em todas as unidades
crie ou aprimore de uma Comissão de Combate ao Assédio Moral e Sexual em 60 dias
crie ou aprimore um Código de Ética e Conduta em 60 dias
disponibilize de um canal de comunicação – e-mail, telefone, 0800, página na internet – para receber denúncias de assédio e discriminação em 60 dias
resguarde o sigilo do denunciante, da suposta vítima e do fato denunciado e crie mecanismos antirretaliação
apure as denúncias em até 30 dias a partir do recebimento, e conclua os processos administrativos em até 90 dias
adote medidas disciplinares depois da conclusão do processo com prazo máximo de 30 dias
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faça uma pesquisa de clima organizacional anual – a primeira já no último dia 4;
faça palestras anuais para prevenção de episódios de assédio moral, sexual e discriminação
garanta acesso livre aos banheiros durante a jornada de trabalho, sem controle excessivo de tempo, autorização prévia ou qualquer forma de constrangimento
dê fim às restrições abusivas e aos obstáculos desnecessários para a apresentação de atestados médicos
dê fim às dispensas discriminatórias por motivos de gravidez, idade avançada ou condições de saúde e garanta de igualdade de tratamento e segurança no emprego
O descumprimento das cláusulas incluem multas que variam entre R$ 2 mil e R$ 50 mil.
Ao g1, a Poupex afirma que não tolera nenhuma prática de assédio moral, sexual ou de discriminação e tem atuado de forma firme para "reprimir eventuais comportamentos de colaboradores que não se coadunam com o padrão estabelecido no Código de Conduta" (veja nota completa abaixo).
A determinação é resultado de um inquérito civil instaurado pelo Ministério Público do Trabalho do DF em 19 de fevereiro de 2024, baseado em uma denúncia de assédio psicológico e sexual na Poupex.
📽️ Veja como reconhecer assédio moral e sexual:
Assédio moral e assédio sexual: entenda como reconhecer agressões no ambiente de trabalho
A Poupex
A Poupex foi criada em 1982 e é gerida pela Fundação Habitacional do Exército (FHE). Na diretoria da empresa, sete generais têm cargo de liderança – entre eles o presidente, Valério Stumpf Trindade, e o vice-presidente, João Batista Bezerra Filho.
A empresa concede financiamentos imobiliários, abertura de poupança, consórcios e seguros.
A sede da Poupex fica no Setor Militar Urbano (SMU), em Brasília, e há 84 pontos de atendimento no país.
O que diz a Poupex?
"Sobre o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que a POUPEX celebrou com o Ministério Público do Trabalho (MPT), no âmbito do Inquérito Civil Público n.º 000414.2024.10.000/7, prestamos os seguintes esclarecimentos:
A instituição, pioneira no combate ao assédio e à discriminação no ambiente laboral, tem histórica atuação em ações preventivas e corretivas, incluindo a existência de Código de Conduta atualizado, Comitê de Ética atuante, canal de ouvidoria, equipe de psicologia organizacional e realização de treinamentos e palestras com autoridades na temática. A POUPEX também foi reconhecida, em 2024, com o Selo Gerar Bem-Estar, pela Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV). Sua pesquisa de clima organizacional desse mesmo ano indicou índice de satisfação de 77,1%.
A instituição não tolera nenhuma prática relacionada ao assédio moral, sexual ou à discriminação e tem atuado de forma firme e diligente para reprimir eventuais comportamentos de colaboradores que não se coadunam com o padrão estabelecido no Código de Conduta e demais normativos.
O Termo de Ajustamento de Conduta constituiu-se, nesse contexto, em oportunidade de ampliação e melhoria das medidas institucionais, com adesão à proposta do MPT.
O TAC foi firmado incluindo indenização por dano moral coletivo, a ser destinada a entidades com finalidade social, que a POUPEX também poderá indicar, reafirmando o compromisso da instituição com sua agenda social, assim como na promoção de um ambiente de trabalho seguro, ético e respeitoso.
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G1
Poupex deve pagar R$ 2,1 milhões por danos morais coletivos | G1
O pagamento será dividido em 14 parcelas de R$ 150 mil. Determinação ocorreu após assédio, discriminação e idas de funcionários ao banheiro...
Alunos de psicologia celebram formatura na Festa do Peão de Barretos
Arquivo Pessoal
Quatro estudantes do curso psicologia em Campo Grande (MS) viralizaram na internet depois que decidiram celebrar a formatura da graduação em plena arena da Festa do Peão de Barretos. Ao som de Bruno e Marrone, dupla preferida do grupo, eles vestiram a beca e comemoraram a conquista na última sexta-feira (22).
Foram mais de 700 quilômetros rodados até Fernanda Deluqui, Renato Corrêa, Maicon Lisboa e Roseli de Paula chegarem à edição especial de 70 anos do Barretão. O local foi escolhido há um ano para ser o palco dessa comemoração, como contou Fernanda em entrevista ao g1.
"Quando saiu a venda dos ingressos, a gente falou, 'não acredito, vamos ter que ir'. A gente viu que tinha Bruno e Marrone. Toda comemoração que a gente fazia da faculdade, a gente colocava 'Marianne', do Bruno e Marrone, para tocar. Aí deu certinho da gente ir, todas as fotos eles estão atrás."
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Os amigos ficaram hospedados em uma estância próxima a Barretos e conseguiram aproveitar os shows de Hugo & Guilherme e Murilo Huff no mesmo dia. Já no sábado (23), aproveitaram a festa ao som de Ana Castela, Zé Neto & Cristiano e Nattan, antes de voltarem para Campo Grande.
Veja momentos do show de Bruno e Marrone:
Bruno e Marrone embalam Barretos com hits românticos
De beca na arena
Para a ideia dar certo, um dos amigos ficou responsável pelo aluguel da beca. Ao invés de chapéu, o traje clássico para receber o canudo com o diploma. No entanto, eles conseguiram alugar só um traje em Barretos e todos tiveram que dividi-lo para conseguir registrar o momento.
"A gente teve que fazer aquele ‘vuco vuco’ para trocar de beca no meio da multidão, para poder tirar as fotinhas, por isso não tem foto de nós quatro. Mas o pessoal ajudou muito, todo mundo celebrou, assim, quem estava em volta, mandou parabéns", comenta Fernanda.
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O vídeo do momento em que eles estão de beca no meio da arena já passa das 200 mil visualizações no Instagram de Fernanda. Ela conta que o pessoal que estava em volta no momento achou o perfil dela e mandou mensagens parabenizando-os
Foram 10 horas de viagem, muita ansiedade e emoção que valeram a pena ao pisar na Festa do Peão. A primeira vez no evento ficou gravada na memória dos amigos.
"Não se compara, é bem melhor, é uma delícia, só alegria. Foi muito bom, organizado, os cantores ficaram um tempão no palco, cantando todas as músicas que a gente queria."
Explosão de fogos marcam abertura de show da dupla Bruno & Marrone na Festa do Peão de Barretos 2023
Érico Andrade/g1
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VÍDEOS: Barretão 2025
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Aumento de acidentes com escorpiões no DF
Os acidentes com escorpiões aumentaram 44,7% no Distrito Federal neste ano. Segundo a Secretaria de Saúde, o aracnídeo é o principal responsável pelos acidentes com animais peçonhentos na capital.
Para evitar acidentes e até mesmo saber como agir em caso de picadas, o g1 preparou um guia de como agir em caso de acidentes com escorpiões.
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Fui picado, e agora?
De acordo com a Secretaria de Saúde, apenas entre janeiro e julho deste ano, o DF registrou 2.572 acidentes com escorpiões. Um aumento de mais de 44,7% de casos em relação ao mesmo período no ano passado.
Após ser picado, a recomendação dos especialistas é:
Lave o local da picada com água e sabão para remover sujeira;
Eleve o membro afetado para evitar que o veneno se espalhe mais rapidamente;
Procure atendimento médico imediatamente.
Para que o tratamento seja mais eficaz e assertivo, o ideal é que animal e sua espécie sejam informados.
➡️Se possível e seguro, tire uma foto do animal que ajude na sua identificação. A foto, contudo, deve ser feita com atenção e cuidado, para evitar outros acidentes.
Agosto marca período de reprodução e aumento de acidentes com escorpiões.
SES/ Divulgação
Para que hospital devo ir?
Diversos hospitais do Distrito Federal disponibilizam soros antivenenos contra picadas de escorpiões. As pessoas que forem picadas pelo aracnídeo podem procurar os seguintes locais:
Hospital Materno Infantil de Brasília (atendimento exclusivo para crianças de até 13 anos, 11 meses e 29 dias);
Hospital Regional da Asa Norte (Hran);
Hospital Regional do Guará;
Hospital Regional de Brazlândia;
Hospital da Região Leste (Paranoá);
Hospital Regional de Ceilândia;
Hospital Regional do Gama;
Hospital Regional de Santa Maria;
Hospital Regional de Planaltina;
Hospital Regional de Sobradinho;
Hospital Regional de Taguatinga.
Também é possível acionar ajuda através do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), que oferece atendimento 24 horas, pelos telefones: 0800 644 6774 e 0800 722 6001.
Encontrei um escorpião, o que faço?
Ao se deparar com um escorpião dentro de casa, a orientação dos órgãos de saúde é clara: não tente capturá-lo ou improvisar armadilhas.
Manter o animal vivo ou tentar sua captura não tem nenhum efeito produtivo, além de aumentar o risco de fuga e acidentes.
Se for seguro, o ideal é eliminar o animal utilizando um objeto firme — como uma pá ou pedaço de madeira, por exemplo — que permita atingir o escorpião com precisão, sem colocar em risco a integridade física do morador ou de outras pessoas próximas.
Após a localização do animal, entre em contato com Vigilância Ambiental pelo número 160, que envia uma equipe para analisar o local em busca de novos escorpiões, além de dar orientações sobre prevenção e segurança.
Interior de SP lidera casos de escorpião
Okayama/Divulgação
Como me protejo?
A mestre em biologia animal e professora da Universidade Católica de Brasília (UCB) Giovanna Nardelli, explica que esta época do ano há uma incidência maior desses acidentes no DF.
Isso ocorre porque além de ser o período de reprodução dos escorpiões, é momento que eles buscam por lugares mais frescos para se hospedar.
"Durante a seca eles deixam seus abrigos naturais, como pedras e troncos, em busca de locais mais úmidos e frescos, muitas vezes encontrados dentro de casas, lojas ou depósitos. Esse movimento em direção ao ambiente urbano aumenta o contato com as pessoas e, consequentemente, os acidentes", conta Nardelli.
Para se precaver de incidentes, é possível tomar alguns cuidados. São alguns deles:
Vedar soleiras de portas;
Reparar rodapés soltos;
Manter todos os pontos de energia, telefone e internet devidamente vedados;
Examinar toalhas, roupas e calçados antes de utilizá-las;
Evitar que roupas de cama encostem no chão;
Afastar camas, berços e sofás das paredes;
Examinar caixas e outros objetos que possam abrigar escorpiões;
Dedetizar e prevenir o aparecimento de baratas (principal alimento do escorpião);
Manter ralos e canos, sobretudo os pouco usados, vedados e fechados;
Deixar tomadas, lâmpadas e luminárias bem encaixadas e sem frestas;
Vedar esses conduítes elétricos.
Vale ressaltar ainda que, embora o período de calor e seca seja o de maior incidência desses acidentes, não impede a ocorrência de incidentes em outras épocas do ano. O cuidado deve ser constante.
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Pessoas em situação de rua reclamam de condições de abrigos da prefeitura do Rio
Pessoas que estão em situação de rua reclamam das condições de vários abrigos da prefeitura do Rio. O município responde a uma ação civil pública do Ministério Público Federal e defensorias da União e do Estado, que aponta omissão em relação à população de rua.
O idoso Hildebrando Alves da Costa contou que dorme há 15 dias no pátio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social, uma unidade da prefeitura que atende pessoas em situação de rua de segunda a sexta, das 8h às 17h.
Além do momento difícil na vida, ele denuncia que foi furtado dentro do estabelecimento.
"O boletim de ocorrência está aqui, um aparelho novo, 30 dias de uso. Eu fui tomar banho, deixei aqui, o menino foi e levou meu aparelho. Dei parte, eu achei que aqui era um local seguro, mas não é seguro mesmo", conta o homem de 67 anos.
Frequentadores do Centro Pop dizem que não há alimentação no local.
"Só tem espaço para tomar banho, ver filme, descansar, mas alimentação zero. Fora isso, tem que ficar na rua esperando o pessoal que distribui quentinha", relata o promotor de vendas Jackson Oliveira.
Outro programa da prefeitura é o PAR Carioca - Ponto de Apoio na Rua. A promessa era funcionamento 24 horas, com banheiros e kit higiene. Um dos endereços era na Praça da Cruz Vermelha, mas há mais de 6 meses foi retirado do local.
O homem que apareceu na reportagem do RJ2 nesta segunda (25) sem saber onde iria passar a noite continuava sem ter para onde ir nesta terça (26).
"O sistema tem todo o aparato para ajudar cada um de nós aqui. Isso para gente não é viver. A gente é excluído do meio da sociedade. Todos nós temos direito de resposta disso aí porque ninguém é melhor do que ninguém", desabafa Fábio Silva da Cruz.
Nesta terça-feira (26), começou a 1ª Conferência Nacional de Entidades Ligadas à População em Situação de Rua. Representantes do Rio de Janeiro no evento confirmaram as denúncias de que a cidade não está preparada para lidar com a situação.
Um dos principais objetivos do evento foi debater a implementação de políticas públicas relacionadas à população de rua. O Plano Nacional para População de Rua foi lançado há mais de dois anos e o Rio foi o primeiro município a assinar o documento, se comprometendo a colocar em prática diversas medidas em favor dessas pessoas.
MPF aponta omissão da prefeitura do Rio
O Ministério Público Federal e as defensorias públicas da União e do Estado acusam a Prefeitura do Rio de omissão com as pessoas em situação de rua no município.
Segundo o último censo de 2022, feito pela prefeitura, são 7,8 mil pessoas vivendo nas ruas do Rio. No entanto, um levantamento feito em todas as capitais do Brasil, feito pela UFMG, registrou quase o triplo disso: mais de 22,5 mil. Os dados foram tirados a partir do Cad Único.
As 35 unidades de atendimento do Rio, possuem apenas 3 mil vagas. Essa foi apenas uma das falhas apontadas pelo MPF e pela Defensoria Pública da União.
ESPECIAL DO G1: 'A gente só tem direito ao chão?': nas madrugadas de inverno no Rio, população de rua relata que tem cobertas e colchões apreendidos
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Abrigos para moradores de rua têm condições precárias
O MPF alega que a prefeitura descumpre determinações do Supremo Tribunal Federal, como proibir remoções forçadas e garantir a segurança dessas pessoas.
A ação também tem o objetivo de garantir que a prefeitura implemente integralmente a Política Nacional Para a População em Situação de Rua, chamada de Ruas Visíveis, lançada em 2023.
Prefeitura contesta
A prefeitura contestou a ação, alegando falta de comprovação do descumprimento da decisão do STF, e afirma que o município tem autonomia para aprimorar as políticas de atendimento a essa população.
Em nota, a Secretaria Municipal de Assistência Social afirmou que tem ampliado o número de acolhimentos à população em situação de rua. Segundo a pasta, entre janeiro a julho deste ano foram realizados 33.279 atendimentos, 269% a mais do que no mesmo período do ano passado.
A secretaria disse ainda que criou 250 novas vagas nos equipamentos de acolhimento.
Em relação à condição dos abrigos, a secretaria informou que todas as unidades cumprem fielmente as normas básicas de recursos humanos do Sistema único de assistência social, mas que o plano é que todas passem por algum tipo de melhoria.
Sobre os centros de referência de assistência social (CRAS), a secretaria disse que o município tem a segunda maior quantidade de Centros do país, com 47 unidades, mas que está sendo feito um estudo para ampliação da rede.
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Pilhas de minério de ferro na China, em imagem de arquivo.
Stringer/Reuters
De usinas de processamento de níquel na Indonésia a minas de terras raras em Mianmar, empresas chinesas estão expandindo suas operações em setores que, segundo ambientalistas, podem gerar graves efeitos de longo prazo em rios, na qualidade do ar e para comunidades locais.
Em parte, essa expansão é impulsionada por regras ambientais mais rígidas e pelo excesso de capacidade industrial na China, mas ela é também o resultado da atratividade exercida por uma mão de obra mais barata, uma fiscalização ambiental mais relaxada e regiões ricas em recursos naturais nos países vizinhos.
Embora a China tenha se tornado a maior financiadora de energia limpa do Sudeste Asiático, analistas afirmam que esses investimentos verdes são ofuscados pelo envolvimento do país em algumas das indústrias mais poluidoras da região.
O resultado é um quadro difuso e complexo: por um lado, o capital chinês está ajudando a construir parques solares e hidrelétricas, por outro está favorecendo disputas ambientais, riscos à saúde e crescentes tensões políticas.
Essa expansão chinesa coloca também em evidência se os governos do Sudeste Asiático estão tão comprometidos com a proteção do meio ambiente quanto afirmam.
"A realidade é que a maioria dos governos se preocupa mais com o desenvolvimento econômico do que com a sustentabilidade ambiental, exatamente como o governo chinês fez", comenta o analista Zachary Abuza, da Escola Nacional de Guerra, em Washington, nos EUA.
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Processamento de níquel na Indonésia
No fim de 2024, protestos e greves começaram em diversas usinas de processamento de níquel administradas por chineses na Indonésia.
Em julho passado, autoridades em Jacarta anunciaram que sancionariam empresas por violações ambientais no polo de níquel do Parque Industrial Morowali, na ilha de Celebes, administrado pela metalúrgica chinesa Tsingshan Holding Group.
Em fevereiro, a organização sem fins lucrativos C4ADS, que se dedica à análise de conflitos e segurança mundial e é financiada pelo governo dos EUA, revelou que mais de três quartos da capacidade de refino de níquel da Indonésia são controlados por empresas chinesas, muitas delas com vínculos com o governo em Pequim. Duas delas, incluindo a Tsingshan, respondem por mais de 70% dessa capacidade.
"A falta de controle interno deixa a Indonésia dependente de investimentos chineses, o que pode limitar a capacidade do governo de responsabilizar a indústria", afirmou a C4ADS.
A professora de ciência política e relações internacionais Fengshi Wu, da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, observa que vários estados do Sudeste Asiático, especialmente a Indonésia, adotaram o "nacionalismo de recursos", introduzindo proibições de exportação para garantir que os minerais sejam processados internamente.
Isso lhes permite obter lucros agregando valor à extração dos recursos, em vez de simplesmente exportar as matérias-primas para que empresas estrangeiras fiquem com a maior parte da receita. "A Indonésia quer ver mais minerais sendo processados dentro do país. Mas com isso vem a poluição, a menos que medidas mais eficazes contra a poluição ambiental sejam adotadas", diz Wu.
Poluição no Rio Mekong
Aumentaram também as críticas de que empresas chinesas estão poluindo grandes extensões do Rio Mekong com a expansão da extração de terras raras em Mianmar, um país devastado por uma guerra civil. Comunidades no Laos e na Tailândia têm reclamado nos últimos meses da elevada presença de arsênio e de outros metais tóxicos.
O Rio Mekong tem 4.500 quilômetros de extensão e nasce no Planalto Tibetano, na China. Ele atravessa a China, Mianmar, o Laos, o Camboja, a Tailândia e o Vietnã e deságua no Mar da China Meridional.
Em junho, a agência de poluição da Tailândia testou a água nas províncias de Chiang Mai e de Chiang Rai, uma região de forte atividade mineradora no norte do país, na fronteira com o estado de Shan, em Mianmar, e detectou níveis de arsênio quase cinco vezes superiores aos padrões internacionais para água potável.
O Instituto de Estratégia e Política de Mianmar constatou que o número de minas de terras raras num dos estados do país quase triplicou, chegando a cerca de 370, desde o golpe militar de 2021.
Autoridades e parlamentares tailandeses estão pressionando a China para conter o impacto ambiental dessas operações, o que fez a embaixada da China em Bangkok afirmar que todas as empresas chinesas "cumprem as leis do país anfitrião e realizam seus negócios sempre de forma legal e organizada".
O ativista Pianporn Deetes, da ONG ambientalista e de direitos humanos International Rivers, alertou que o risco "deve se tornar ainda mais concentrado e persistente" com a planejada barragem hidrelétrica de Pak Beng, financiada pela China no Laos, que "pode reter e acumular sedimentos poluídos em seu reservatório".
Dinheiro e conhecimento técnico da China
Se há cada vez mais críticas, também é verdade que a China é a maior investidora em energia renovável do Sudeste Asiático. A organização internacional de pesquisa Zero Carbon Analytics relatou em junho que a China investiu mais de 2,7 bilhões de dólares em projetos de energia limpa na região na última década, em grande parte por meio da Iniciativa Cinturão e Rota, mais conhecida como Nova Rota da Seda.
No entanto, as empresas chinesas estão simultaneamente se expandindo para setores com alta poluição. Num artigo na revista semanal Nikkei Asia, os analistas Soon Cheong Poon e Guanie Lim, do National Graduate Institute for Policy Studies (Grips), do Japão, observaram que indústrias com alta poluição estão deixando a China e se estabelecendo em países menores do Sudeste Asiático. Isso inclui as indústrias de ferro e aço e de reciclagem de papel.
"Enfrentando regulamentações ambientais mais rígidas e excesso de capacidade interna, as siderúrgicas chinesas se voltaram para o Sudeste Asiático a partir de 2017", dizem os analistas. Lim disse à DW que evitar as tarifas dos Estados Unidos é outro motivo para a realocação.
"Essas usinas, devido a sua escala, tendem a criar empregos e conexões com um ecossistema industrial mais amplo. No entanto, muitos desses empregos são mal remunerados e criam riscos à saúde."
A China tem algumas das empresas mais experientes e capazes do mundo em alguns dos setores mais poluentes e de mais alto impacto ambiental. Esses setores, com suas altas necessidades de investimento, são cada vez mais rejeitados por bancos de países ocidentais, mas ao mesmo tempo são importantes para o rápido crescimento econômico dos países do Sudeste Asiático. E aí que a China, com seus bancos estatais, entra em cena.
"A pergunta que não é feita com frequência suficiente é se e como empresas não chinesas que operam nos mesmos setores e dentro dos mesmos contextos nacionais agem de forma diferente", diz a professora Juliet Lu, da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá.
Terras raras, por exemplo, são matérias-primas essenciais para a indústria, difíceis de adquirir no mercado internacional. É por isso que o dinheiro e o conhecimento técnico da China têm alta demanda. "Países como Indonésia, Malásia e Mianmar, que querem estradas construídas, infraestrutura energética estabelecida ou minas abertas, têm vários motivos para recorrer à China", diz Lu.
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Segundo a polícia, bebê vivia em ambiente insalubre, em Goiás
Reprodução/TV Anhanguera
O pai da bebê que morreu após ser levada ao hospital com marcas de agressão foi indiciado por homicídio qualificado e maus-tratos, de acordo com a delegada responsável pelo caso, Aline Cardoso, ao g1. Segundo ela, o inquérito do caso foi concluído e enviado ao Ministério Público.
A bebê foi levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Anápolis, na região central de Goiás, pelo suspeito no dia 11 de agosto. A morte da criança foi confirmada pelo hospital à Polícia Civil no dia 14 do mesmo mês. O g1 não conseguiu localizar a defesa dos pais da criança.
Segundo a Polícia Civil, já havia denúncias anteriores contra os pais da bebê sobre gritos vindos da casa da família ouvidos por vizinhos e supostas agressões contra a bebê e outros três filhos do casal. Por conta disso, as crianças foram entregues à avó materna pelo Conselho Tutelar.
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Durante as investigações, ao visitar a residência do casal, a delegada relatou que as crianças viviam em um ambiente insalubre.
Segundo a polícia, filhos de casal viviam em situação insalubre, em Goiás
Divulgação/Polícia Civil
Aline afirmou que a mãe das crianças também foi indiciada no inquérito por maus-tratos.
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Sobre a morte da bebê, a polícia concluiu que ela sofreu um trauma cranioencefálico (TCE), mas o que foi utilizado para causar a lesão na criança não foi identificado.
O documento foi enviado ao Ministério Público no dia 20 de agosto, que ainda não havia se manifestado sobre até a noite de terça-feira (26), segundo Aline.
O pai da bebê segue preso preventivamente, enquanto a mãe respondia pelo crime em liberdade até a última atualização desta reportagem, segundo a polícia.
Entenda o caso
Morre bebê de Anápolis que ficou internado após suspeita de agressão
O pai da criança, de 31 anos, foi preso suspeito de agredir a filha, uma bebê de três meses, em Anápolis, região central de Goiás, segundo a Polícia Civil. De acordo com a delegada, o suspeito deu entrada em uma UPA com a criança alegando que ela teria se engasgado com leite.
"A criança já chegou em parada cardiorrespiratória. No entanto, a versão do pai logo foi contestada pela equipe médica, que constatou que a criança apresentava lesões incompatíveis com o relato de engasgo", afirmou Aline.
A bebê passou por exames e uma tomografia constatou que ela estava com um traumatismo cranioencefálico grave, segundo a delegada.
Com o resultado, a equipe médica chamou o Conselho Tutelar, que entrou em contato com a polícia. Os agentes foram até o local e o suspeito foi preso em flagrante e autuado pelo crime de tentativa de homicídio — que, segundo a delegada, depois foi convertido em homicídio qualificado, com base na "Lei Henry Borel".
🔍 A "Lei Henry Borel" estabelece medidas protetivas para crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar.
Depoimento
Após ser preso, o suspeito insistiu na história do engasgo, mas tentou alterar a versão após ver o laudo, de acordo com a delegada.
"Quando a gente mostrou o laudo, ele tentou justificar que talvez possa ter batido a cabeça da criança sem querer na madeira do sofá enquanto fazia uma manobra para ressuscitar, ou que pode ter sacudido a criança enquanto corria para pedir socorro, mas as explicações não justificam as lesões que a bebê apresenta", explicou Aline.
A mãe da criança também foi ouvida no dia em que o pai foi preso e afirmou à polícia que estava trabalhando e deixou a bebê com o marido quando o fato aconteceu. Segundo a instituição, ela foi liberada após prestar depoimento.
Denúncias ao Conselho Tutelar
A delegada Aline explicou que, em março, surgiram denúncias de vizinhos de que o casal gritava muito com as crianças e o pai também agredia os filhos. Além disso, as denúncias também mencionavam que a casa era muito suja e que os menores viviam em situação de maus-tratos e abandono.
Aline destacou que as queixas foram acompanhadas pelo Conselho Tutelar e que, após o nascimento da bebê de forma prematura, o conselho acompanhou a liberação hospitalar dela, que foi entregue à avó materna em junho, junto com os demais filhos do casal após apuração do órgão sobre a situação insalubre em que as crianças viviam.
A polícia ainda busca confirmar o dia em que os pais buscaram a bebê sem comunicar o Conselho Tutelar, mas segundo a delegada, as investigações apontam que pode ter acontecido cerca de duas semanas antes do fato.
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Quem é o responsável por fazer a COP dar certo?
A 30ª Conferência do Clima da ONU (COP30), marcada para novembro em Belém, será um dos maiores desafios diplomáticos e logísticos já enfrentados pelo Brasil.
Mas, afinal, quem é o responsável por fazer a COP dar certo?
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A resposta não cabe a uma única pessoa.
A conferência mobiliza milhares de representantes de governos, organizações, empresas e da sociedade civil em busca de consensos que ajudem a enfrentar a crise climática.
Ainda assim, há lideranças-chave nessa engrenagem.
a COP 30 e nosso futuro
Na linha de frente está o embaixador André Corrêa do Lago, nomeado como presidente da COP30.
É dele a tarefa de mediar as negociações entre mais de 190 países e tentar costurar um texto final equilibrado — que contemple os interesses de governos, ambientalistas e empresas, sem travar os avanços necessários.
Ao lado dele, Ana Toni, diretora-executiva da conferência, responde por garantir o bom funcionamento de toda a estrutura.
A ministra Marina Silva e o embaixador André Corrêa do Lago em reunião ministerial de Clima, Energia e Meio Ambiente do G7.
Felipe Werneck/MMA
Cabe a ela coordenar agendas, garantir que os temas prioritários entrem na pauta e que os grupos de trabalho avancem conforme o cronograma.
Nas conferências da ONU, os dias são intensos.
Começam com reuniões técnicas entre delegados, passam por encontros de alto nível com ministros e podem terminar com decisões políticas tomadas por chefes de Estado.
Tudo isso precisa seguir uma ordem bem definida, com os documentos sendo negociados, revisados e finalizados antes do prazo — que, em geral, é curto e apertado.
A diretora executiva da COP30, Ana Toni.
Isabela Castilho/COP30 Amazônia
E as expectativas para Belém são altas.
Especialistas apontam que, para a COP30 ser considerada um sucesso, será preciso repetir o que deu certo em outras edições históricas, como a de Paris (COP21, 2015): sair da conferência com regras claras, compromissos firmes e prazos definidos.
Como funcionam as discussões da COP, a conferência do clima da ONU
Na prática, isso significa garantir metas mais ambiciosas de redução de emissões de gases do efeito estufa, financiamento climático assegurado para que os países possam implementar suas ações, e mecanismos transparentes de monitoramento — para que ninguém quebre a palavra depois de sair da capital paraense.
Se esses elementos se confirmarem, a COP30 tem chance real de ser lembrada como um marco na luta contra o aquecimento global e pode transformar Belém em um ponto de virada nas negociações climáticas internacionais.
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Acidente com dois carros deixa feridos na SP-215 em São Carlos
Um acidente entre dois carros deixou quatro pessoas feridas em São Carlos (SP) na noite deste sábado (23).
A colisão entre os veículos aconteceu por volta das 18h40 no km 144 da Rodovia Vicente Botta (SP-215). Uma das pistas precisou ser interditada para o socorro às vítimas.
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Quatro pessoas ficam feridas em acidente com dois carros na SP-215 em São Carlos
Reprodução/EPTV
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Segundo a concessionária Arteris Intervias, que administra o trecho da rodovia, três vítimas leves e uma grave foram socorridas e encaminhadas para a Santa Casa.
“Uma pessoa foi ejetada, uma acabou ficou retida dentro do veículo. Todas as quatro vítimas estavam conscientes”, disse o sargentos do bombeiros Eder Carlos Poletti, em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo.
Além dos bombeiros, equipes da Polícia Rodoviária, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da concessionária atenderam a ocorrência.
Quatro pessoas ficam feridas em acidente com dois carros na SP-215 em São Carlos
Reprodução/EPTV
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Bilhetes da Mega-Sena
Marcelo Brandt/g1
O sorteio do concurso 2.905 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (23), em São Paulo. O prêmio estimado era de R$ 28 milhões.
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Veja os números sorteados: 52 - 17 - 04 - 26 - 43 - 18
O próximo sorteio da Mega será na terça (26).
Números do concurso 2905
Reprodução
Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio
Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser realizadas até as 19h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.
Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
Bilhetes da Mega-Sena, em imagem de arquivo
Marcelo Brandt/G1
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Orquestra Indígena de MS estreia turnê na Europa com fusão cultural
A 1ª Orquestra Indígena do Brasil, da Fundação Ueze Zahran, estreia sua turnê pela Europa neste sábado (23) em Portugal.
O espetáculo 'Arapy Aguasu – Sinfonia entre Dois Mundos' mistura elementos da cultura tradicional terena e será apresentado em Funchal, na Ilha da Madeira.
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No palco, 17 jovens músicos da orquestra se apresentam junto com artistas portugueses, criando uma fusão entre ritmos ancestrais brasileiros e a tradição musical portuguesa.
A parceria inédita celebra os 200 anos do tratado de paz e amizade entre Brasil e Portugal. Valoriza os recursos naturais e culturais da Madeira e do Mato Grosso do Sul.
O concerto em Portugal acontece até o dia 31 de agosto na Ilha da Madeira e em Lisboa. Em setembro, nos dias 2 a 7, o espetáculo será apresentado em Barcelona, na Espanha.
A Orquestra Indígena atende crianças, adolescentes e jovens desde 2015.
Ensaio final da Orquestra Indígena de MS para apresentação em Portugal
Edgard da Silva
Veja vídeos de Mato Grosso do Sul
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Pacientes graves esperam pelo menos três meses por transferência para atendimento especializado em Porto Alegre
Reprodução/RBS TV
Pacientes internados com doenças graves no Rio Grande do Sul chegam a esperar mais de três meses por uma transferência a hospitais de Porto Alegre, onde há maior oferta de serviços especializados. Levantamento obtido pelo Grupo de Investigação da RBS (GDI) mostra que 462 pessoas aguardam transferência para receber esse tipo de atendimento na capital.
Em Canoas, no Hospital Nossa Senhora das Graças, está internada há três meses uma idosa de 66 anos com lesão no fêmur por causa de um câncer. A paciente passa o tempo todo na cama, com a perna erguida, para suportar a dor. O filho, o mecânico Edson Benguá, relata a peregrinação por hospitais e a angústia diante da demora:
"Ela entrou no hospital com dor na perna, caminhando, e hoje está completamente debilitada. Há quatro meses, se tivesse feito a cirurgia, teria uma recuperação plena, com certeza".
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Antes de chegar a Canoas, Carmem já havia passado pelos hospitais São Camilo, em Esteio, e Centenário, em São Leopoldo. A família recorreu à Justiça em maio, conseguindo uma liminar para garantir atendimento especializado. Mas, segundo Edson, as transferências determinadas judicialmente são enviadas a hospitais sem condições de realizar o tratamento. A reportagem aguarda uma posição do Tribunal de Justiça.
Saúde piora com a espera
A situação se repete em outras cidades. O maior volume está na chamada Região 10, que inclui a Capital e cinco municípios vizinhos: 293 pacientes estão cadastrados no sistema Gerenciamento de Internações (Gerint) da Secretaria Estadual da Saúde, que regula as internações.
Em Gravataí, quem luta contra o câncer é a irmã de Lucas Lape, de 39 anos. O quadro dela se agravou nos últimos meses.
"Quando ela entrou, só tinha um braço imobilizado. Agora, já surgiram tumores visíveis e o inchaço no rosto é muito aparente. A piora foi drástica", contou.
No Litoral Norte, a demora também se transforma em sofrimento. Em Tramandaí, a autônoma Ângela da Rosa Mâncio acompanha o tio de 78 anos, internado há dois meses após uma síndrome que causa paralisia parcial.
"É uma angústia total, porque simplesmente ninguém faz nada. Ele já espera há 62 dias e não tem tratamento aqui. Só em outro hospital ele poderia ser atendido", diz.
Apesar de uma liminar obtida na Defensoria Pública, a transferência não ocorreu. Na semana passada, o hospital emitiu alta para o paciente, alegando impossibilidade de transferência via Gerint e discreta melhora, sugerindo tratamento por fisioterapia. A sobrinha contesta.
"O caos total, nenhum respeito pela vida humana. O meu tio não para em pé e dizem que ele melhorou, mas eu não vejo onde", reclama.
Procurado, o hospital não se manifestou.
Ainda em Tramandaí, técnica em enfermagem Francine Semprebon aguardou quase dois meses pela transferência do filho recém-nascido. O bebê precisava de um exame que não é ealizado no hospital local.
"Eles alegavam falta de leitos devido à bronquiolite, mas era um caso grave e urgente”, disse a mãe.
A criança foi transferida para Porto Alegre na noite de quarta-feira (20).
O motivo da demora
A prefeitura de Porto Alegre, responsável por disponibilizar as vagas, justifica que a demora decorre da alta taxa de ocupação e da carência de serviços especializados no interior do estado.
"Essa demora acontece por vários motivos. Um deles é a ocupação dos leitos de Porto Alegre, que se mantém alta. Muitos pacientes vêm de forma espontânea às portas de urgência da Capital, mesmo sem referência aqui", informou a Secretaria Municipal da Saúde.
Procurado, o ministério da Saúde não se manifestou. Já a secretaria estadual da Saúde, responsável pelo sistema de regulação Gerint, disse, em nota, que o acordo firmado com o Ministério Público para aplicar 12% das receitas em saúde vai significar mais serviços e entregas à população (leia, abaixo, a nota na íntegra).
Nota da Secretaria Estadual da Saúde
"O Governo do Estado do Rio Grande do Sul está comprometido com a qualificação do atendimento à população e com a sustentabilidade da rede hospitalar e da atenção primária. Nesse sentido, dentro da sua estratégia de atuação, firmou acordo com o Ministério Público do RS para atualizar os critérios de cálculo da receita que deve ser aplicada saúde, superando os 12% estabelecidos por lei. Isso significa mais serviços e entregas à população.
O acordo irá garantir que, a partir de pleitos embasados em critérios técnicos e epidemiológicos, os recursos sejam investidos, preferencialmente, em redução de filas para consultas com especialistas, exames e procedimentos cirúrgicos em todo o Estado. Além disso, o acréscimo no investimento irá garantir o aumento da capacidade de atendimento nas urgências e emergências de centros de saúde e hospitais em diversos municípios do Estado.
Outros dois marcos importantes dessa gestão são a quitação das dívidas históricas com os hospitais, o que trouxe mais previsibilidade e confiança para os prestadores de serviço, e o programa Avançar Mais na Saúde, que já investiu R$ 1,16 bilhão em melhorias na rede hospitalar e na assistência primária.
O Rio Grande do Sul foi protagonista nacional por ter sido o primeiro Estado a aderir aos programas federais de redução de filas, reforçando seu papel de liderança no enfrentamento dos principais desafios da saúde pública. O Estado também vai fortalecer a rede de saúde com o Programa SUS Gaúcho, que se baseia em diretrizes como linha de cuidado integral, eficiência hospitalar e remuneração estratégica.
Nos últimos quatro anos, o Programa Assistir promoveu uma reestruturação nos critérios de financiamento hospitalar, dobrando o número de hospitais incentivados, o que resultou em entregas importantes na saúde. Houve a ampliação de serviços, como os ambulatórios de especialidades, que passaram de 101, em 2021, para 443, em 2025 (um aumento de 342%), bem como da remuneração para especialidades que nunca haviam sido incentivadas antes, como a cirurgia bariátrica, os exames de oncologia, o processo transexualizador, entre outros".
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João Bosco Queiroz de Amorim também foi alvo da Operação Ludus Sordidus, nesta quinta-feira (21).
Reprodução
João Bosco Queiroz de Amorim, irmão do presidente de um time de futebol amador de Cuiabá e também alvo da Operação Ludus Sordidus, morreu ao reagir durante um confronto com a Polícia Civil nesta quinta-feira (21).
A ação aconteceu no cumprimento dos mandados da operação, que investiga uma facção criminosa envolvida em tráfico de drogas, jogos de azar, estelionato e lavagem de dinheiro. As ordens da operação foram cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande e Nova Odessa (SP).
Segundo a polícia, João foi socorrido após ser baleado, mas morreu ao dar entrada no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
De acordo com as investigações, ele atuava como uma espécie de braço direito do irmão, Sebastião Lauze, conhecido como “Vovô e dono da quebrada”, considerado líder da organização criminosa.
O g1 tenta localizar a defesa dos envolvidos.
Segundo a Polícia Civil, o presidente do time usava projetos sociais como fachada, mas controlava o tráfico de drogas e jogos ilegais em bairros da capital, como Osmar Cabral e Jardim Liberdade. Ele também recebia 10% dos lucros de uma plataforma de apostas clandestinas e dinheiro de golpes em sites de compra e venda, além do tráfico.
Além dos irmãos, o influenciador Dainey Aparecido da Costa, de 34 anos, conhecido como Deniz Bet, também fazia parte do grupo, de acordo com a polícia.
Saiba quem é o influencer alvo de operação contra bets ilegais e tráfico de drogas em MT
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Investigação
Operação Ludus Sordidus investiga esquema de tráfico de drogas e jogos de azar em MT
As investigações começaram em dezembro de 2023, quando membros da facção interromperam uma reunião comunitária no bairro Jardim Liberdade, em Cuiabá, fazendo ameaças. O grupo confundiu o encontro com um ato político porque estavam presentes um secretário de Estado e a irmã de um dos investigados, pré-candidata a vereadora.
A partir disso, a Polícia Civil mapeou a atuação da facção e descobriu a estrutura criminosa que controlava parte da região, além de expandir as atividades para outras cidades.
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Reprodução
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Cavalo com corpo decepado é enterrado em Bananal
O corpo do cavalo que morreu durante uma cavalgada e teve as patas mutiladas em Bananal (SP) no último fim de semana foi enterrado nesta quarta-feira (20). Com a ajuda de um trator, o cavalo foi coberto por terra em uma vala.
O enterro aconteceu após a conclusão dos trabalhos de perícia, que buscam identificar se o animal estava morto ou vivo quando teve as patas cortadas. O resultado dessa análise ainda não foi divulgado pela Polícia Civil.
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O homem investigado pelo crime é Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz, de 21 anos. Ele admitiu ter cortado as patas do animal, mas disse que fez isso após perceber que o cavalo estava morto. O jovem disse ainda que estava bêbado e se arrepende do ato.
"Muitas pessoas estão me julgando e falando que eu sou um monstro. Eu não sou um monstro. Eu sou nascido e criado no ramo de cavalo, mexo com boi, tenho o apelido de boiadeiro", disse à TV Vanguarda.
A Polícia Civil afirmou que deve finalizar o inquérito o mais rápido possível e enviar para o Ministério Público. A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) informou que as investigações continuam.
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Corpo do cavalo que foi mutilado segue em estrada na zona rural de Bananal
Reprodução/TV Vanguarda
Morte em cavalgada
A Polícia Civil investiga uma denúncia de maus-tratos a um cavalo mutilado com um facão em Bananal, no interior de São Paulo. O animal morreu.
Segundo a Polícia Civil, os policiais receberam denúncias de que o tutor do cavalo teria cortado as patas do animal após uma cavalgada na zona rural da cidade, no último sábado (16).
Após a repercussão do caso, nesta segunda-feira (18) a polícia ouviu o tutor do cavalo, de 21 anos, e uma testemunha.
Consta no boletim de ocorrência que, em depoimento, a testemunha afirmou que ele e o tutor estavam em uma cavalgada, cada um com um cavalo, quando o cavalo branco ficou cansado, parou de andar e deitou no chão.
A testemunha afirmou que, nesse momento, o tutor do cavalo branco disse: “se você tem coração, melhor não olhar” e em seguida o jovem tirou um facão que estava na cintura e desferiu um golpe na pata do animal, cortando-a.
Diante da situação, a testemunha disse que passou mal e foi embora do local sem o tutor, sem saber o que aconteceu a seguir.
O tutor do animal foi localizado pela polícia e também prestou depoimento. Segundo o boletim de ocorrência, o jovem confirmou que mutilou o animal com o facão, mas ele alegou que o animal já estava morto quando fez isso.
O caso foi registrado como prática de ato de abuso a animais, com agravamento pela morte do animal e segue sendo investigado. Ninguém foi preso.
Imagem viralizada mostra cavalo branco caído no chão antes de mutilação em Bananal, SP.
Reprodução/Redes sociais
Por meio de nota, a Prefeitura de Bananal disse que tomou conhecimento das imagens que circulam nas redes sociais envolvendo um cavalo vítima de maus-tratos e que trabalha com a polícia para o caso ser investigado.
“Assim que fomos informados, encaminhamos o caso imediatamente à Delegacia de Polícia e Polícia Ambiental para apuração dos fatos, identificação e punição dos responsáveis. A Prefeitura repudia qualquer ato de crueldade contra os animais e reforça seu compromisso em zelar pelo bem-estar de todos, trabalhando em conjunto com os órgãos competentes para que casos como este não fiquem impunes”, disse a prefeitura em nota.
Cavalo mutilado é enterrado em Bananal
Polícia Científica de São Paulo
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que continuará a ofensiva na Faixa de Gaza mesmo que o grupo terrorista Hamas concorde com um acordo de cessar-fogo em entrevista à emissora Sky News Austrália.
Porta-voz militar israelense, Effie Defrin
REUTERS
O Exército israelense iniciou os "primeiros estágios" da tomada da Cidade de Gaza, a mais populosa da Faixa de Gaza e já controla os arredores do local, anunciou o porta-voz Effie Defrin nesta quarta-feira (20).
A tomada da cidade, que prevê uma ampla operação terrestre com tanques, soldados e intensos bombardeios, integra plano para captura total do território palestino aprovado pelo gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no início de agosto, e vem sendo preparado pelas Forças Armadas desde então.
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Também nesta quarta-feira, o gabinete do Netanyahu ordenou ao Exército a "redução dos prazos" para assumir o controle de redutos do Hamas e derrotar o grupo terrorista palestino. O comunicado do governo, no entanto, não especificou quais são as novas datas.
Segundo Defrin, a nova ofensiva entrou em seus "primeiros estágios" após um confronto com o grupo terrorista Hamas, porém não deu mais detalhes. Israel ainda se prepara para lançar a ofensiva com força total, e para isso convocou outros 60 mil reservistas nesta quarta.
A operação militar na Cidade de Gaza e seus arredores será "progressiva, precisa e seletiva", explicou um comandante militar israelense nesta quarta. "Alguns destes locais são zonas nas quais não operamos anteriormente, onde o Hamas ainda mantém capacidade militar", detalhou. A operação "vai continuar até 2026", antecipou a rádio militar.
Algumas horas depois do anúncio israelense, o Hamas se pronunciou e afirmou que o plano de conquista de Gaza mostra o "desrespeito flagrante" de Israel pelos esforços de mediação. Há dois dias, o grupo terrorista concordou com a proposta de cessar-fogo proposta pelo Egito e pelo Catar.
Há alguns dias, a Cidade de Gaza vem sendo alvo de intensos bombardeios, a exemplo dos bairros de Zeitun e Al Sabra, atingidos nas últimas horas, segundo relatos os moradores a agências de notícias.
A tomada total e gradual de Gaza ocorre após o comandante do Estado-Maior das Forças Armadas israelenses, o tenente-general Eyal Zamir, ter discordado de Netanyahu sobre qual seria o próximo passo para buscar a vitória total contra o Hamas.
Zamir tinha receios de que uma investida expandida contra a Cidade de Gaza colocaria em perigo as vidas dos reféns que ainda estão sob poder do Hamas, porém, disse na semana passada que governo e Exército estão unidos em prol do objetivo.
Israel anuncia a convocação de 60 mil reservistas
O governo Netanyahu não disse, até a última atualização desta reportagem, explicitamente quando as tropas israelenses vão entrar de forma mais ampla na Cidade de Gaza. Mais de um milhão de palestinos estão refugiados na cidade, em campos de tendas, e muitos deles chegaram à cidade após serem deslocados pela guerra entre Israel e Hamas, iniciada em outubro de 2023.
Os planos israelenses de expandir a guerra em Gaza após 22 meses de combates e mais de 61 mil mortos provocaram críticas internacionais e forte oposição interna. Dias depois, Israel virou alvo de mais críticas por ter matado seis jornalistas que atuavam na Faixa de Gaza, cinco deles funcionários da rede de TV árabe Al Jazeera.
Especialistas alertaram para o risco de fome generalizada em Gaza, onde Israel restringiu drasticamente a entrada de ajuda humanitária e distribui comida de forma controlada e desigual pelo território palestino.
Enquanto isso, os mediadores Egito e Catar esperam uma resposta oficial de Israel a uma proposta de cessar-fogo de 60 dias aprovada nesta semana pelo Hamas, que concordou em libertar metade dos reféns restantes. O gabinete de Netanyahu, no entanto, exigiu a libertação de todos os reféns, e não dá sinais de que queira implementar uma trégua no conflito.
O ataque do Hamas em outubro de 2023, que desencadeou a guerra, provocou a morte de 1.219 pessoas, segundo um balanço da agência de notícias AFP baseado em números oficiais. A ofensiva israelense matou mais de 61.500 palestinos, segundo números do Ministério da Saúde de Gaza, considerados confiáveis pela ONU.
Palestinos passam pelos escombros de edifícios destruídos, em meio ao cessar-fogo entre Israel e o Hamas, na Cidade de Gaza, em 6 de fevereiro de 2025.
REUTERS/Dawoud Abu Alkas/Foto de arquivo
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