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g1 (RSS Feed) 9 months ago
Diagnosticado com superdotação, bailarino de Uberaba ganha bolsa de R$ 700 mil para estudar nos EUA: ‘Isso que eu quero da vida’ image Bailarino de Uberaba é aprovado em universidade de dança nos EUA Adiantado na escola, Vithor Ricardo Languardia, de 20 anos, sempre viveu em outro ritmo. Diagnosticado ainda na infância com superdotação e dislexia, o jovem cresceu em Uberaba, no Triângulo Mineiro, sabendo de sua condição. Sempre “curioso e dedicado”, como o descreve a mãe, Fernanda Languardia, de 45 anos, Vithor correu — ou melhor, dançou — atrás dos seus sonhos. E em junho de 2025, conquistou. Morando atualmente em Joinville (SC), o bailarino foi aprovado com bolsa integral para estudar Dança na Universidade de Oklahoma, nos Estados Unidos. O benefício, equivalente a cerca de R$ 700 mil, cobre parte dos custos da nova formação acadêmica. A Universidade de Oklahoma é reconhecida pela excelência em Dança e oferece bolsas integrais para estudantes com alto desempenho acadêmico e artístico. A seleção inclui análise de portfólio, histórico escolar, proficiência em inglês e entrevistas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Antes disso, Vithor concluiu a graduação em Biomedicina e está prestes a se formar como bailarino pela Escola do Teatro Bolshoi no Brasil. “Eu vim para Joinville há 9 anos e eu nem imaginava todo esse mundo da dança, mas a partir do momento que eu entrei, eu pensei ‘tá, é isso o que eu quero da vida’, e depois de 8 anos de formação na escola [de balé] Bolshoi, eu recebi essa notícia”, disse Vithor à TV Integração. Diagnóstico precoce Desde os primeiros anos, Vithor demonstrava habilidades avançadas. Aprendeu a ler sozinho aos três anos e, aos seis, foi diagnosticado com dislexia e superdotação. Com dificuldades de adaptação, a família buscou instituições em Uberaba que pudessem atender às necessidades específicas do menino. Segundo o psicólogo Cláudio Lima, o caso de Vithor é conhecido como “dupla excepcionalidade”, quando há desafios com a linguagem escrita, mas também uma capacidade cognitiva acima da média. “Quando falamos em superdotação, não estamos necessariamente falando de genialidade, mas de pessoas que apresentam um funcionamento cerebral diferenciado. A neurociência mostra que eles têm conexões mais rápidas e eficientes”, explicou o psicólogo. Vithor relata que, por muito tempo, teve dificuldade em aceitar suas características e “não queria acreditar que era diferente”. Até os nove anos, enfrentava sérios problemas de aprendizado, mas anos depois, o cenário se inverteu e ele foi reclassificado duas vezes, concluindo o ensino médio aos 15 anos. Segundo Cláudio Lima, a superdotação precisa de estímulo e apoio. “Se o paciente acredita que a dislexia é um limite, pode desenvolver ansiedade. Mas, se compreende que sua forma de aprender é diferente, transforma o desafio em resiliência. Quando há suporte, a dislexia não anula a superdotação — pode se tornar combustível", afirmou o psicólogo. Uberabense bailarino da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville (SC). Redes Sociais/Divulgação Apoio familiar Fernanda e José Ricardo Rocha de Moraes, pais de Vithor, sempre priorizaram o bem-estar dos filhos. Mesmo enfrentando dificuldades financeiras, fizeram o possível para garantir qualidade de vida e oportunidades para os filhos. “Vithor foi nossa primeira experiência, então tudo foi mais difícil. Não sabíamos muito sobre altas habilidades. Com Matheus foi mais tranquilo, porque as características eram parecidas. Já com Laís, tudo tem sido mais leve. Além da vivência com os meninos, tive tempo para estudar mais sobre o assunto e fiz Pedagogia, o que me ajudou bastante”, disse Fernanda. Todos os irmãos de Vithor também foram diagnosticados com altas habilidades e seguiram o caminho artístico do mais velho. Matheus, de 18 anos, e Laís, de 12, encontraram na arte uma forma de se expressar e se conectar com o mundo, cada um com sua essência, mas unidos pelo mesmo talento. “Quando comecei a entender melhor sobre o transtorno e adotei novas estratégias de aprendizado, percebi que não deixaria a dislexia ser uma barreira. Mais maduro, consegui melhorar meu desempenho. Acredito que meu esforço em contornar os efeitos negativos foi o que me levou a essa oportunidade nos EUA”, contou o bailarino. Do circo aos palcos de Joinville Em 2016, por motivos pessoais, a família se mudou para Macapá (AP), onde morou em um circo durante um período em um circo. O proprietário, amigo da família, ofereceu moradia em troca de serviços. E nesse ambiente, por meio de projetos sociais, que Vithor teve mais contato com o universo artístico. Músico autodidata, ele toca violão, piano e violino, além de cantar, compor, atuar, escrever poesia e se apresentar como artista circense. Percebendo o talento do jovem, o proprietário indicou à família a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville (SC). Um ano depois, em busca de melhor ensino para os filhos, a família decidiu se mudar para a cidade catarinense. A viagem foi feita por terra e água: três dias de barco até Belém (PA) e dez dias de carro até Joinville. O veículo foi comprado horas antes da partida e vendido ao chegar, garantindo recursos para os primeiros meses. “Viemos com um propósito muito grande. Acredito que eles foram agraciados por Deus”, disse Fernanda. E foi em julho de 2018, durante o Festival de Dança de Joinville, que Vithor se inscreveu na seletiva da Escola Bolshoi. Mesmo sem experiência na dança, o jovem surpreendeu a todos passando nas três etapas, dando início a sua formação como bailarino profissional. “Antes da seletiva, eu não tinha nenhuma relação com a dança, muito menos com o balé clássico. Sempre fui tímido e nunca imaginei me expor como faço hoje. Toda minha percepção sobre o balé foi construída dentro da escola. Foi um encontro inesperado e precioso”. Festival de Dança de Joinville é o maior do mundo Reprodução/Festival de Dança de Joinville Bolsa nos EUA Durante um intercâmbio entre a Escola Bolshoi e a Universidade de Oklahoma, Vithor conheceu o diretor artístico Glenn Edgerton. Após algumas aulas, o bailarino se identificou com o estilo de ensino e reforçou o interesse pela universidade. “No dia da partida, tivemos uma última conversa. Ele disse que gostou de mim e da minha dança, e me passou seu e-mail. Dias depois, recebi a proposta de bolsa pela direção do Bolshoi e confirmei meu interesse”, relatou Vithor. No caso de Vithor, a bolsa integral cobre cerca de U$ 140 mil — o equivalente a R$ 700 mil. Apesar do benefício, a família ainda precisa arcar com parte dos custos durante a formação. Para ajudar tornar esse sonho real, a família está promovendo uma campanha nas redes sociais. LEIA TAMBÉM: Terço e vestidos de Hebe Camargo compõem exposição em Uberaba Primeira aluna 100% surda se forma na Faculdade de Direito da UFU VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
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g1 (RSS Feed) 9 months ago
Homem morre afogado após canoa com nove pessoas afundar image Corpo de Bombeiros utilizou técnicas de mergulho para encontrar corpo de homem em rio de Goiás Divulgação/Corpo de Bombeiros Um homem identificado como Marcos de Almeida Campos, de 48 anos, morreu após a canoa em que ele estava com outras oito pessoas afundar na Barragem do Paranã, em Flores de Goiás, na região nordeste do estado, segundo o Corpo de Bombeiros. Somente três dos nove ocupantes utilizavam coletes salva-vidas, de acordo com a corporação. O acidente aconteceu na segunda-feira (25). A canoa seguia para um acampamento em uma das ilhas do rio. Segundo os militares, os outros oito ocupantes conseguiram nadar para fora do rio, enquanto a vítima acabou se afogando a cerca de 50 metros da margem. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Os militares informaram que o corpo foi encontrado a aproximadamente 3 metros de profundidade, com o resgate utilizando técnicas de mergulho. A vítima, que conduzia a canoa, estava entre os ocupantes que não utilizavam o colete no momento do ocorrido, de acordo com a corporação. O Corpo de Bombeiros afirmou que o corpo foi entregue ao Instituto Médico Legal (IML). VEJA TAMBÉM | Mãe salva filho de afogamento após seguir dicas de bombeiro de Goiás Mãe salva filho de afogamento após seguir dicas de bombeiro de Goiás 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
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g1 (RSS Feed) 9 months ago
Apreensões de sabão em pó falsificado em MG evitaram movimentação de R$ 6,7 milhões, diz Receita Estadual <img src="https://s2-g1.glbimg.com/7y13SVltpsJp9B7ndYzLPV2mXFQ=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/R/L/I6VBK6TXOOJKXyBikzcw/fraude-sabao-em-po-6-.jpeg"/> Receita Estadual fecha 12 fábricas que produziam sabão em pó falsificado A Receita Estadual de Minas Gerais evitou a movimentação de R$ 6,7 milhões em mercadorias pirateadas e a sonegação de R$ 1,2 milhão em impostos ao desmantelar esquemas de produção de sabão em pó falsificado entre maio de 2024 e agosto de 2025. Só neste ano, doze fábricas clandestinas foram fechadas no estado. Durante as fiscalizações, os fiscais apreenderam 450 toneladas de produtos adulterados, que imitavam marcas conhecidas e tinham cor, cheiro e até embalagem semelhantes ao original. "Nós começamos essa investigação, lá em maio do ano passado, partindo de uma própria sinalização da indústria de referência. Os consumidores estavam questionando a qualidade do produto. E aí eles [os fabricantes] começaram a perceber que o produto que estava chegando no mercado não era exatamente aquele que eles fabricavam", afirmou Carlos Renato Machado Confar, superintendente de Fiscalização da Secretaria de Fazenda. No mesmo período, além do sabão pronto, foram recolhidos insumos para a fabricação de outras 270 toneladas de sanitizante falsificado. Uma das operações mirou uma gráfica de Belo Horizonte que produzia as embalagens falsas, com logotipos copiados, rótulos impressos sem autorização e até elementos de marca registrada do OMO. Identificação das fraudes Desde 2021, amostras dos produtos são analisadas pelo laboratório de química da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Os técnicos já identificaram o uso de substâncias como a bentonita, que garantem aparência semelhante ao sabão original, mas podem oferecer riscos à saúde. "É uma falsificação, você não tem o controle de qualidade formal, então você não tem garantia que as mínimas práticas exigidas por lei vão ser feitas", explicou o professor Marcelo Martins de Sena, do Departamento de Química da UFMG. Em nota, a Unilever, fabricante do sabão OMO, informou que acompanha as investigações em cooperação com as autoridades. A empresa orienta os consumidores a ficarem atentos a sinais de falsificação, como falhas no fechamento da embalagem, ausência de gravação a laser nas datas de validade e diferenças na cor, textura, perfume e desempenho do produto. LEIA TAMBÉM: Polícia apreende mais de 20 toneladas de sabão em pó falsificado na Grande BH Vinte e seis toneladas de sabão em pó falsificado são apreendidas em MG Polícia apreende 21 toneladas de sabão falsificado na Grande BH Divulgação/PCMG
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'Traia chique': franjas, brilho e chapéu marcam o look de peoas na Festa do Peão de Barretos image Visitantes capricham no look e entregam 'traia' chique na Festa de Barretos No universo sertanejo, estar tralhado, ou melhor, 'traiado', é estar vestido seguindo a moda do universo sertanejo. Chapéu, botas, fivela, artigos em couro ou em jeans são alguns dos elementos que compõem esse visual. Na Festa do Peão de Barretos, que acontece até domingo (31), peões e peoas visitantes decidiram investir em uma traia chique para chamar a atenção, atrair os olhares em meio à multidão que lota a arena todos os dias (veja os looks no vídeo acima). A principal inspiração para as mulheres é a cantora Ana Castela, que mistura em seus figurinos o sertanejo e o charme feminino. 📱 Siga o g1 Ribeirão Preto e Franca no Instagram Para isso, peças customizadas e feitas sob encomenda são a aposta da mulherada que paga caro nas roupas desfiladas no Barretão. As peças são luxuosas, com muitas franjas, brilhos, bordados, aplicações, recortes, amarrações. Os homens, por sua vez, optam em looks mais básicos com o xadrez, chapéu e fivela. Mas tem aqueles que miram em elementos diferentes como o lenço para dar um toque especial. Petria Leite apostou no jeans e no brilho para curtir a Festa do Peão de Barretos g1 Ribeirão Preto e Franca LEIA TAMBÉM: Frei Gilson, é você? Na arena de Barretos, fieis confundem carmelitas com fenômeno da Igreja Católica Em meio a rumores envolvendo Zé Felipe, Virginia e Ana Castela dividem camarote na Festa do Peão de Barretos Peças customizadas e exclusivas Laura Beatriz Vizani apostou em uma peça exclusiva. A capa da calça é a parte principal do look e custou R$ 1,5 mil. Para completar a produção, um chapéu novo de R$ 1 mil comprado só para a festa. Já Livia Silva se inspirou nas roupas de peões de montaria com um toque atual de alfinetes para conferir brilho ao look. A fivela e o chapéu ajudaram a compor a roupa feita sob encomenda para ver a boiadeira cantar. Laura Beatriz Vizani aposta em peças exclusivas para Festa do Peão de Barretos g1 Ribeirão Preto e Franca Muito brilho Josiane Luz decidiu que era hora de brilhar na Festa do Peão de Barretos. O conjunto de calça com top cropped foram pensamentos especialmente para o evento e ela até customizou o chapéu com pedraria. Karine Ubner viajou quase dois mil quilômetros do Mato Grosso até Barretos para desfilar um look confeccionado no jeans cheio de aplicações. Inspirada na Ana Castela, ela escolheu peças com franjas, botas e acessórios prateados para chamar ainda mais atenção. Livia Silva pegou referências do sertanejo raíz para produzir o look na Festa do Peão de Barretos g1 Ribeirão Preto e Franca Roupas tradicionais Os amigos Ivan Almeida e Tarso Ferreira levaram nas roupas para Barretos componentes da tradição sulista. O traje era composto por chapéu ou boina, calça por dentro da bota e um cinto que é usado para guardar canivetes. Ivan Almeida e Tarso Ferreira, do Rio Grande do Sul, escolhem roupa tradicional para Festa do Peão de Barretos g1 Ribeirão Preto e Franca Look em casal Carol Molina e Francisco Molina decidiram juntos qual seria o look do dia para ver a boiadeira. Ele optou por muito brilho para a mulher usar, já ela foi no tradicional xadrez com calça jeans, fivela e bota para o companheiro. Carol e Francisco Molina escolhem juntos o look para a Festa do Peão de Barretos g1 Ribeirão Preto e Franca Leia tudo sobre a Festa do Peão de Barretos 2025 VÍDEOS: Tudo sobre Barretos 2025
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g1 (RSS Feed) 9 months ago
Fotos, declaração de amor e discussão sobre doutrina: veja o que se sabe sobre fonoaudióloga morta a facadas pelo marido em MT image Militares falam sobre caso de fonoaudióloga encontra morta em Sinop (MT) A fonoaudióloga Ana Paula Abreu Carneiro, de 33 anos, foi morta a facadas dentro da casa onde morava, na Avenida das Sibipirunas, em Sinop, a 503 km de Cuiabá, no último domingo (24). Lucas França Rodrigues, de 22 anos, marido da vítima, foi preso em flagrante como principal suspeito do crime. Nesta reportagem, o g1 reuniu todos os detalhes sobre o que se sabe e o que ainda falta esclarecer sobre o assassinato. Veja abaixo: Quem era a vítima? Quem é o suspeito? Como e onde o crime ocorreu? O que a investigação aponta? O que ainda falta esclarecer? Quem era a vítima? Ana Paula Abreu Carneiro, de 33 anos, foi morta a facadas pelo marido Lucas França Rodrigues em Sinop Reprodução Natural de Brasília, Ana Paula era fonoaudióloga generalista e estava cursando políticas públicas na Fundação Getúlio Vargas, segundo o perfil dela nas redes sociais, onde acumulava mais de 120 mil seguidores. Ela também era servidora pública e atuava na Secretaria Estadual de Saúde do Distrito Federal antes de pedir exoneração do cargo, em julho deste ano. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp No dia último 16, ela publicou um vídeo informando sobre o pedido de exoneração. A decisão, porém, não foi justificada. Ela costumava compartilhar momentos da rotina nas redes sociais e demonstrava ser defensora dos animais. O perfil da vítima reúne diversas publicações dedicadas aos gatos dela e a projetos de lei contra maus-tratos. Quatro dias antes de ser assassinada, Ana Paula compartilhou uma foto se declarando para o marido. A publicação era uma entre várias outras declarações feitas ao lado do então companheiro. Quem é o suspeito? Lucas França foi preso em Sinop (MT), suspeito de assassinar a esposa a facadas. Reprodução Lucas França Rodrigues, marido de Ana Paula, é o principal suspeito do crime. Após o crime, os policiais encontraram ele no quarto do casal, em estado de surto psicótico. Ele resistiu à prisão, afirmando que não aceitava ser levado. O g1 tentou localizar a defesa de Lucas, mas não tinha conseguido até a última atualização desta reportagem. Ainda no dia do crime, Lucas publicou a frase "tudo já está bem" nos stories do Instagram. Na rede social, ele se descrevia como um homem cristão e compartilhava fotos ao lado de Ana. Na segunda-feira (25), o pai de Lucas compareceu à delegacia, onde entregou um laudo médico atestando que o filho é diagnosticado com esquizofrenia. Além disso, ele relatou ainda que o investigado já passou por clínica psiquiátrica nos anos anteriores ao crime. No entanto, essa informação não foi confirmada e a hipótese também é investigada pela Polícia Civil. Como e onde o crime ocorreu? Ana Paula foi morta a facadas dentro da casa onde morava, na Avenida das Sibipirunas, em Sinop. Ela foi encontrada com cerca de 15 a 20 perfurações pelo corpo. Segundo o Corpo de Bombeiros, a vítima também apresentava diversas lesões no pescoço, tronco, abdômen e pernas. A irmã de Ana relatou à polícia que Lucas entrou em contato com ela por meio de uma rede social, confessou o crime e enviou fotos da vítima. Em seguida, os policiais também receberam informações do irmão do suspeito, que relatou o mesmo fato e, da mesma forma, recebeu imagens da vítima morta. O que a investigação aponta? A delegada Renata Evangelista comentou que o casal discutiu um dia antes do crime Ana Paula e Lucas tiveram uma discussão sobre escatologia — estudo teológico que trata dos últimos eventos na história do mundo ou do destino final da espécie humana — um dia antes do crime, segundo a delegada responsável pelo caso, Renata Evangelista. Conforme a delegada, Lucas afirmou em depoimento, que estudava escatologia e que a discussão com Ana Paula ocorreu porque ela não concordava com a doutrina e nem com o envolvimento dele com esse tipo de estudo. A polícia investiga se essa seria a motivação do crime. “Eles tiveram essa discussão e a prática do crime se deu no dia seguinte. Lucas não conseguiu e não quis explicar o porquê disso”, relatou. O que ainda falta esclarecer? A motivação do crime ainda não foi esclarecida. A polícia continua investigando o caso para saber se o crime foi cometido pela discussão sobre a doutrina ou por alguma outra ocasião. Ainda não se sabe também, se o motivo do pedido de exoneração do cargo que Ana Paula ocupava na Secretaria Estadual de Saúde do Distrito Federal tem alguma ligação com Lucas. Ana Paula foi morta a facadas e o principal suspeito do crime é o marido dela: Lucas França Reprodução
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g1 (RSS Feed) 9 months ago
Bem-Estar #314: O vício do vape e dicas para largar de fumar image Cerca de 27 milhões de brasileiros com 14 anos ou mais fumam cigarro convencional ou vapes, os cigarros eletrônicos. O uso de cigarros entre os jovens estava diminuindo nas últimas décadas, mas com a chegada dos vapes esse número voltou a subir. Uma pesquisa da Universidade de Michigan apontou que um adolescente que usa vape tem 30 vezes mais risco de se tornar um fumante habitual de cigarros convencionais. Isto sem contar todos os males que esses dispositivos trazem para a saúde. U m vape pode ter até três vezes mais nicotina do que o cigarro comum. Além dos inúmeros efeitos físicos, o consumo do cigarro eletrônico tem uma relação direta com aumento de ansiedade e depressão. No episódio de hoje, vamos conversar sobre essa dependência e explicar como é o tratamento para quem quer se livrar desse vício. Nosso convidado é o Dr. Carlos Leonardo Pessôa, membro da comissão científica de tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Arte/Bem Estar O vape está trazendo o cigarro de volta?
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g1 (RSS Feed) 9 months ago
Modelos 3D e planejamento: como é cirurgia que tornou Ribeirão Preto referência em separação de siameses unidos pela cabeça <img src="https://s2-g1.glbimg.com/axIzQOX4vY7PKNOzfqGYZhwTrog=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/j/R/YZeN1lTAKfppzV5Umktg/whatsapp-image-2025-08-23-at-18.36.24.jpeg"/> HC de Ribeirão Preto faz primeira cirurgia para separação de gêmeas siamesas O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) se tornou nos últimos anos uma referência em cirurgias de separação de gêmeos unidos pela cabeça. Desde 2018, a unidade foi reconhecida por concluir procedimentos bem sucedidos de pacientes de diferentes partes do país e acaba de iniciar o tratamento de um terceiro caso. Meses de estudos, tecnologias como modelos tridimensionais e realidade aumentada, uma equipe de múltiplas especialidades em trabalho conjunto e um planejamento para a realização dos trabalhos em etapas são alguns dos elementos que têm garantido uma mudança de perspectiva para famílias de crianças que nascem com esse problema. No fim de semana, cerca de 50 profissionais concluíram a primeira das cinco cirurgias previstas para separar Heloísa e Helena, de São José dos Campos (SP). De acordo com os médicos, eles conseguiram realizar 25% do que estava projetado, sem intercorrências. 📱 Siga o g1 Ribeirão Preto e Franca no Instagram As meninas estão bem, respirando normalmente e com bom nível de cicatrização, mas devem permanecer em observação nas próximas semanas, para a preparação das etapas seguintes. Equipe do HC de Ribeirão Preto realiza primeira etapa de separação de gêmeas siamesas de São José dos Campos (SP). Divulgação/ Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto A seguir, entenda como funciona a cirurgia de separação das gêmeas siamesas: Meses de estudos e modelo tridimensional Gêmeas siamesas: entenda como funciona cirurgia de separação de crânios Segundo o neurocirurgião Hélio Machado, esse tipo de cirurgia impõe uma série de dificuldades, a começar pelo fato de os pacientes serem crianças. Além disso, entender como funciona o cérebro de cada uma exige um aprofundamento nos estudos. "Nascem com o cérebro muito junto um do outro, de uma forma que não existe maneira de a gente estudar esse cérebro a não ser individualizando cada uma, porque cada uma é diferente da outra. É uma anatomia que não existe nos livros", afirma. É por esse motivo que, assim que a equipe assume o caso, as crianças são levadas aos cuidados dos médicos bem no início para serem avaliadas por pelo menos um ano antes do início da cirurgia. Nesse processo, exames como de tomografia e ressonância magnética ajudam os médicos a criar modelos tridimensionais dos cérebros das crianças, que impulsionam o entendimento das condições dos pacientes. No vídeo acima, é possível ver um modelo 3D feito em plástico que representa o tamanho real das cabeças das gêmeas Helena e Heloísa. "Usamos essas imagens para fazer modelos de plástico, modelos de acrílico, silicone, de cerâmica, e mais recentemente com realidade virtual. Você pega os modelos e pode estudar detalhe por detalhe. É a maneira que a gente usa pra entender o cérebro e a dificuldade técnica que vamos ter." Hospital das Clínicas (HC-UE) de Ribeirão Preto, SP Ronaldo Gomes Quantas e quais são as etapas da separação O procedimento consolidado pelos médicos da USP nos últimos anos é composto por pelo menos cinco etapas, todas elas espaçadas por meses. Nas quatro primeiras cirurgias, os especialistas têm como foco a separação dos tecidos, vasos sanguíneos e todas as estruturas que unem os crânios e os cérebros. Na quarta etapa, além disso, os médicos também aproveitam para inserir enxertos ósseos e expansores de pele, como uma preparação para a etapa final, de cirurgia plástica, com o fechamento dos tecidos que revestem as cabeças. Segundo Helio Machado, uma das maiores dificuldades dos médicos consiste em fazer a separação e a drenagem dos vasos, sem prejudicar a capacidade de o cérebro receber sangue e sem desfavorecer nenhuma das crianças. "Se a gente deixar um pouco mais para outra criança, a outra sofre, então estudamos uma forma de deixar metade para cada uma." E logo na primeira cirurgia, de acordo com o neurocirurgião, já ocorre a definição de quem deve ficar com determinadas veias. Realidade aumentada ajuda médicos do HC de Ribeirão Preto em cirurgia de separação de gêmeas siamesas. Divulgação/ HC de Ribeirão Preto O planejamento das cirurgias, que são realizadas ao longo de um ano, além de garantir uma maior preparação das equipes, também ajuda na recuperação das crianças. "Prevê cirurgias estagiadas, quatro etapas neurológicas, pra fazer devagar, para que o cérebro da criança se acomode. Felizmente, nos outros dois casos e neste, a resposta tem sido muito boa e isso anima muito a gente." Que especialidades médicas estão envolvidas As cirurgias no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto envolvem uma equipe de aproximadamente 50 pessoas, entre elas profissionais ligados à neurocirurgia, cirurgia plástica, pediatria e anestesistas, bem como a outras áreas de suporte anterior ou posterior aos procedimentos como enfermeiros, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Modelo tridimensional de gêmeas siamesas em tratamento no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP). Reprodução/EPTV Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região
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g1 (RSS Feed) 9 months ago
Casa em Rio Verde chama a atenção por decoração antecipada de Natal; vídeo image Casa em Rio Verde chama atenção por decoração antecipada de Natal; vídeo Uma casa de dois andares em Rio Verde, região sudoeste de Goiás, está pronta para o Natal, daqui a quatro meses. Um vídeo publicado nas redes sociais conta com mais de 300 mil visualizações e mostra a casa, as árvores e o muro da casa decorados (assista acima). Segundo o autor do vídeo, Júnior Mendes, o conteúdo foi gravado no domingo (24) e publicado no mesmo dia. A casa fila localizada no Parque Espelho D'água, conhecido por sua área verde e espaço para caminhada. Nos comentários, os moradores de Rio Verde riram e confessaram passar todos os dias no local para verem a decoração de Natal. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp A decoração natalina chamou a atenção de moradores e da internet. Os internautas defenderam a ação do morador e escreveram que já estão se preparando para a data. “Não julgaria, estou quase a preparando a minha também,” escreveu uma internauta. Alguns internautas brincaram com o clima seco de Goiás e pediram para que o Natal chegasse logo. “Entendo ele, quando chega o tempo seco de agosto não vejo a hora de chegar a época do Natal,” escreveu outra pessoa. LEIA TAMBÉM: Virginia impressiona internautas com decoração luxuosa de Natal em mansão: ‘Fez nevar em Goiânia’ Decoração de Natal da casa da Virgínia ou do Oscar Niemeyer? Comparação de internautas diverte a web Decorações luxuosas e smartphone em bingo: veja como foi o Natal de famosos em Goiás Na publicação, os internautas comentaram que muitas outras lojas já estão colocando seus produtos para vender e chamar atenção de quem é ansioso como o dono da casa decorada. "Ontem, eu vi uma loja da minha cidade colocando guirlanda e árvore de Natal na vitrine. Fiquei :)", comentou uma internauta. Casa em Rio Verde chama atenção por decoração antecipada de Natal, Goiás Reprodução/TikTok Junior Mendes 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
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g1 (RSS Feed) 9 months ago
Triplo homicídio em Ilhéus: veja cronologia de crime contra mulheres encontradas mortas em praia <img src="https://s2-g1.glbimg.com/rDHe7OFIaS9E1Hrj0_p1g343_WQ=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/Z/F/VWaYCpSba1HRuyi8MqGw/novo-projeto-47-1-.avif"/> Relembre caso das três mulheres assassinadas em Ilhéus, na Bahia; suspeito foi preso Três mulheres foram encontradas mortas, na tarde de 16 de agosto, em uma área de vegetação, na Praia dos Milionários, em Ilhéus, destino turístico do sul da Bahia. Alexsandra Oliveira Suzart, de 45 anos, e Maria Helena do Nascimento Bastos, de 41 anos, eram amigas, vizinhas e trabalhavam em unidades de ensino da rede municipal. Já Mariana Bastos da Silva, de 20 anos, estudava Engenharia Ambiental e filha de Maria Helena. Todas moravam em condomínios que ficam a 200 metros da praia. Um homem, identificado como Thierry Lima da Silva, confessou ter matado as três. Ele disse à polícia que agiu sozinho e esfaqueou as vítimas ao tentar assaltá-las. O suspeito foi detido por tráfico de drogas e, durante a audiência de custódia, admitiu o triplo homicídio. Ele também que relatou que matou o companheiro após uma briga por ciúmes. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Alexsandra, Mariana e Maria Helena foram achadas mortas após saírem para passear com cachorro na Bahia Reprodução/Redes Sociais Confira abaixo a cronologia do crime, desde o momento em que os corpos das mulheres foram encontrados até a confissão do suspeito: 👉 No dia 15 de agosto, Alexsandra Oliveira Suzart, Maria Helena do Nascimento Bastos e Mariana Bastos da Silva saíram para passear com o cachorro de estimação de uma delas, na Praia dos Milionários, em Ilhéus. 👉 Câmeras de segurança instaladas em barracas da localidade registraram o momento do passeio. Nas imagens, é possível ver as vítimas lado a lado, enquanto caminhavam pela areia. Tutora do cão, Mariana segurava a coleira do animal. 👉 As três chegaram a cruzar com outras duas pessoas que se exercitavam na praia, e seguiram em frente. Depois disso, elas sumiram e foram encontradas mortas no dia seguinte. 👉 As mortes motivaram pelo menos três protestos com pedidos de justiça na cidade. As mobilizações foram pacíficas e contaram com a presença de policiais militares. 👉 Na tarde de 17 de agosto, em Ilhéus, dezenas de mulheres vestidas de branco caminharam pela BA-001, perto da praia onde as mulheres foram encontradas mortas, com cartazes com frases como "Parem de nos matar" e "Calaram três de nós". 👉 No dia seguinte, em 18 de agosto, um grupo de pessoas foi às ruas novamente para cobrar celeridade nas investigações do caso. No mesmo dia, a Polícia Civil informou que analisou imagens de câmeras de segurança de pelo menos 15 estabelecimentos comerciais próximos ao local onde os corpos foram achados. 👉 Ainda no dia 18, a subseção estadual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA), enviou um ofício cobrando providências imediatas contra a violência na cidade de Ilhéus, considerada a oitava mais perigosa da Bahia pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública. 👉 No dia 19 de agosto, peritos do Departamento de Polícia Técnica da Bahia (DPT) voltaram ao local onde as vítimas foram encontradas mortas, para tentar encontrar a arma do crime e outros elementos que possam auxiliar nas investigações. Os profissionais vasculharam a área de mata, com o apoio da Prefeitura de Ilhéus e da Polícia Militar. 👉 No dia 20 de agosto, centenas de pessoas participaram de um terceiro ato público, pelo fim da violência contra a mulher. 👉 Autoridades discutiram o reforço da segurança na cidade de Ilhéus, durante reunião realizada em 21 de agosto. O encontro aconteceu no Centro de Operações e Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) em Salvador. Participaram o secretário de Segurança Pública, Marcelo Werner, a vice-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputada Fátima Nunes, e vereadores da cidade. 👉Em 23 de agosto, a TV Bahia apurou que as facadas nas mulheres mortas tinham o mesmo padrão, nos pescoços das três. Elas também foram feridas com cacos de vidro. 👉 No último domingo (24), a Polícia Civil informou que quatro pessoas foram interrogadas e passaram por exames periciais, como análise genética, confronto de digitais e exames de lesões. Os nomes dos interrogados não foram divulgados e eles foram liberados após prestarem depoimento. Eles são considerados suspeitos. 👉 Um dia depois, na segunda (24), um homem confessou ter matado as três mulheres, disse à polícia que agiu sozinho e esfaqueou as vítimas ao tentar assaltá-las. 👉 Thierry Lima da Silva, de 23 anos, foi detido por tráfico de drogas e, durante a audiência de custódia, confessou ter participado do assassinato. 👉 Segundo a Polícia Civil, o homem já era investigado pelo triplo homicídio por viver em situação de rua, ser usuário de drogas e se enquadrar no perfil indicado desde o início: andarilho, viciado em entorpecentes e suspeito de roubo, furto e tráfico. Ele também admitiu ter matado o companheiro após uma briga por ciúme. 👉 No interrogatório ao qual o g1 teve acesso, ele afirmou que arrastou uma das vítimas pelo braço, utilizando uma faca, com a intenção de cometer um roubo. Em seguida, foi surpreendido pelas outras duas mulheres, que tentaram intervir e acabaram atacadas. O suspeito contou que estava sob efeito de drogas e roubou R$ 30 das mulheres. 👉 Thierry detalhou o modo como esfaqueou as vítimas, mas, por respeito aos familiares das vítimas, o g1 não vai expor a descrição do crime. O homem contou que, durante a ação, havia barulho de festa e jogo de futebol nas proximidades, o que, na avaliação dele, impediu que outras pessoas ouvissem os gritos dela. 👉 Após o triplo homicídio, Thierry contou que saiu do local e se deslocou até a região do Pontal, onde dormiu em uma praça. Ele disse ainda que queimou a bermuda manchada de sangue. 👉 Quanto ao cachorro, o suspeito admitiu que o amarrou em um coqueiro, próximo aos corpos das três mulheres, "porque não tinha interesse" em levar o animal.. 👉 Mesmo após a confissão de Thierry Lima da Silva, a Polícia Civil informou que as investigações seguem, a fim de localizar e identificar outros possíveis suspeitos de envolvimento no triplo homicídio. LEIA TAMBÉM: Preso disse que agiu sob efeito de drogas ao tentar assaltar vítimas Arma usada no crime foi enterrada na areia da praia O que se sabe sobre mortes de três mulheres em Ilhéus Confira cronologia de crime contra três mulheres encontradas mortas em Ilhéus Arte/g1 Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻
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g1 (RSS Feed) 9 months ago
Homem que estuprou enteada no dia do nascimento da filha é condenado a 73 anos de prisão image Fachada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) TV Gazeta O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou recurso a um homem de 43 anos condenado a 73 anos de prisão por estupros da filha e duas enteadas em Campinas (SP) - entre os crimes narrados na ação, está a prática de sexo oral e anal na menina de 11 anos no dia do nascimento da filha. O homem que não foi autuado em flagrante, já foi julgado e condenado pelos crimes em duas instâncias, em 2024, e responde ao processo em liberdade. Ainda há possibilidade de recurso. O g1 não conseguiu localizar os advogados do réu para comentar o caso. A mãe das vítimas, que atualmente estão com 24, 19 e 12 anos e passam por acompanhamentos com psicólogos e psiquiatras por conta da violência sofrida de forma reitirada pelo homem que conheciam como pai, cobra uma solução definitiva para o caso, com o início do cumprimento da pena. "Nosso medo é que ele fuja, porque é muito tempo. Pagar, pagar mesmo, é impossível. Mas que seja feita a lei e ele vá para a cadeia", diz a mãe. Advogado das vítimas, Heitor Carvalho Silva destacou que há uma expectativa da família de que o réu efetivamente cumpra a pena que foi determinada pela Justiça, "tão logo isso seja possível processualmente falando." Caso a defesa do réu não apresente recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo, ocorre o trânsito em julgado da decisão — ou seja, ela se torna definitiva e não pode mais ser contestada judicialmente. Nesse caso, o caso retorna ao foro de origem para execução da pena. "Foram anos de sofrimento e dor, que causaram profundos danos emocionais nas vítimas. Com certeza a decisão judicial não apaga o trauma sofrido, mas devolve a sensação de tranquilidade e permite à elas seguirem suas vidas", destacou Heitor. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias de Campinas e região: App do g1 para Android App do g1 para iOS Violência e abuso sexual infantil: saiba como denunciar Condenação O homem de 43 anos foi condenado em primeira instância pelo crime de estupro de vulnerável em julho de 2024, quando foi sentenciado a 95 anos de prisão pela violência praticada contra a filha e as duas enteadas. Após recurso em segunda instância, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a condenação do homem, mas reformou a sentença, que foi fixada em 73 anos, 9 meses e 21 dias de prisão em regime fechado. A decisão foi tomada em novembro de 2024. Porteriormente, a defesa do réu entrou com um pedido de agravo regimental no Superior Tribual de Justiça (STJ), que não foi conhecido pelos ministros da turma por unanimidade. A decisão foi proferida em 13 de agosto, publicada no dia 20, e o g1 teve acesso nesta terça-feira (26). Descoberta dos casos A mãe das meninas conta que só descobriu dos abusos quando a filha mais nova, fruto do relacionamento com o réu, tinha 7 anos, e relatou que “o papai enfiou o dedo onde sai meu cocô”. Nesse momento, a filha mais velha começou a chorar, e ela pensou que seria por conta da história da irmã mais nova. "Ela falou que não aguentava mais segurar tudo isso, e aí a minha outra filha também falou. Meu mundo desmorou ali". Ela havia se separado quando a filha tinha um ano e meio, após descobrir uma traição, mas conta que manteve o relacionamento próximo por conta das meninas, que o tinham como pai - sempre presente, de frequentar reuniões escolares e levar ao médico, detalha. "Ele não foi bom como marido, porque me traiu, mas passava a imagem de excelente como pai", recorda. Essa imagem, no entanto, escondia um cenário de violência sexual reiterada contra as meninas. Em um dos episódios narrados pelas vítimas, e descritos no processo, a enteada de 11 anos foi abusada por três dias seguidos, em práticas que incluiam sexo oral e anal, enquanto a mulher estava no hospital para o nascimento da filha do casal. "O primeiro caso quando aconteceu eu estava no hospital ganhando a filha dele. Ele foi em casa buscar roupa com a minha filha para levar para mim no hospital, foi quando ele abusou dela", conta. Os episódios de estupro das enteadas se sucederam enquanto estavam separados, uma vez que as meninas acompanhavam a irmã mais nova nos períodos em que ficavam com o pai. Por conta dos abusos, a mais velha, quando tinha 13 anos, narra a mãe, começou a se vestir de forma masculinizada para tentar diminuir o interesse do abusador. "Com 13 anos ela começou a se vestir igual homem dentro de casa, e achei que estava com outros interesses. Na verdade, depois ela me contou que ela fazia tudo aquilo para se esconder dele, esconder o corpo. Eu me senti um lixo de mão, porque eu não vi, não percebi. Só depois, ao encontrar grupos de mães, ouvi histórias parecidas, e entendi que ele não era só um abusador de criança, um estuprador, era um psicopata", afirma. Impactos A série de estupros abalou as meninas, que enfrentam crises de pânico, mutilações e até tentativa de suicídio. A mãe, aos 41 anos, conta que não conseguiu mais estabelecer um relacionamento depois do episódio. Ela já havia se separado quando as primeiras filhas eram pequenas, e o pai acabou as abandonando. "Você não consegue confiar em mais ninguém. Porque se o próprio pai foi capaz de fazer isso, quem mais você consegue confiar", indaga? A demora para o cumprimento da pena, segundo ela, amplia ainda mais os impactos de toda a violência que as filhas sofreram. E gera medo na família. "A gente vive mudando de endereço por medo, escondemos o endereço de todo o mundo por medo", revela. Violência e abuso sexual infantil: veja os sinais e saiba como proteger as crianças VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas
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g1 (RSS Feed) 9 months ago
Cidade de SP precisaria do dobro do nº de Conselhos Tutelares; rede de proteção a crianças está sucateada, dizem conselheiros image O que faz um Conselho Tutelar?  As denúncias recentes do influenciador e youtuber Felipe Bressanim, o Felca, sobre exploração e exposição de crianças e adolescentes na internet reacenderam o debate nacional sobre proteção à infância. Mas em São Paulo a rede responsável por zelar por esses direitos enfrenta falhas na articulação e falta de estrutura. A capital precisaria ter pelo menos o dobro de Conselhos Tutelares para atender à demanda de proteção de crianças e adolescentes. A recomendação do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) é de uma unidade para cada 100 mil habitantes, mas São Paulo conta apenas com 52 órgãos, número insuficiente para os cerca de 12 milhões de moradores. ✅ Clique aqui para se inscrever no canal do g1 SP no WhatsApp O Conselho Tutelar funciona como guardião dos direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), cobrando que as políticas públicas funcionem e que a rede de proteção atue de forma integrada em diferentes regiões da cidade. A cidade de São Paulo possui 52 conselhos, cada um formado por cinco membros eleitos pela população. Eles estão vinculados à Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da prefeitura, responsável por providenciar estrutura física, serviços de limpeza e segurança, entre outros apoios. O g1 conversou com sete conselheiros tutelares das zonas Leste, Oeste, Norte e Sul da capital. Eles relataram sobrecarga de responsabilidades, ausência de recursos básicos — como internet, armários e até telefone — e problemas de articulação entre saúde, assistência social, educação e Justiça. O resultado é um atendimento precário para famílias em situação de vulnerabilidade. A cidade de São Paulo possui 52 Conselhos Tutelares, como o CT Cidade Tiradantes II, na Zona Leste. Reprodução Em Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo, uma mãe com seis filhos, em depressão pós-parto, agrediu um dos meninos. A escola acionou o Conselho Tutelar, mas os encaminhamentos não tiveram retorno da rede. “A mãe estava tendo atendimento da Casa Ser, mas não tinha acolhimento da UBS [Unidade Básica de Saúde] e do Creas [Centro de Referência Especializado de Assistência Social], que são equipamentos essenciais nessa fase. A mãe está com depressão, precisa de ajuda”, relatou a conselheira Vanuza Fonseca, que atende no Conselho Tutelar Cidade Tiradentes II. Sem acompanhamento, o quadro se agravou. A mãe foi presa, e as crianças, retiradas de casa. Hoje, estão sob cuidado de uma tia, que é mãe solo e já cria dois filhos. “Se a rede não funcionar, essa mãe vai perder os seis filhos. Vai chegar uma hora que a tia não vai aguentar”, ressalta a conselheira. Casos semelhantes se repetem em outras regiões. Em Perus e Anhanguera, na Zona Norte, a conselheira Noeme Silva Batista afirmou que o atendimento ainda é registrado em cadernetas de papel. Em Perus, na Zona Norte, a conselheira Noeme Silva Batista afirmou que o atendimento ainda é registrado em cadernetas de papel. Reprodução Em Guaianases, na Zona Leste, a conselheira Danielle Cristine disse que estão há quatro meses sem telefone na sede. Também na Zona Leste, um conselheiro foi alvo de uma ameaça de morte depois que um oficial cometeu um descuido e deixou seu nome aparecer em um documento entregue a um pai. Na Zona Sul de São Paulo, há relatos de conselheiros que recebem denúncias de abusos e, sem comunicar um oficial, teriam decidido resolver a situação "com as próprias mãos", segundo dois profissionais ouvidos pelo g1 que não quiseram se identificar. Já em Pinheiros, na Zona Oeste, apesar de haver melhor estrutura física no local, falta material básico, como armários e pastas, que, segundo a conselheira Carlina Henrique, muitas vezes são comprados com recursos do próprio bolso. Em Guaianases, na Zona Leste, a conselheira Danielle Cristine disse que estão há quatro meses sem telefone na sede. Reprodução Uma defensora pública do estado de São Paulo da área da infância, que pediu para não ser identificada, afirmou que existe uma falta de estrutura generalizada. Segundo ela, o Conselho Tutelar da Sé, no Centro, ficou um longo período sem computadores e arquivos no início de 2023. Ao g1, ela apontou um entendimento equivocado da função do Conselho Tutelar por parte de outras instituições, como transportar crianças entre serviços. “A função do Conselho Tutelar é garantir direitos, fiscalizar políticas públicas e, em casos emergenciais, determinar o acolhimento, mas não executar serviços que cabem a outras secretarias.” De acordo com Sandra Massud, promotora de justiça da Infância e Juventude do Ministério Público de São Paulo, a atuação dos Conselhos Tutelares vai além de simplesmente remover crianças e adolescentes de situações de risco. “Os conselheiros têm que realizar um trabalho preventivo que é previsto, inclusive em lei municipal, com o objetivo de evitar o acolhimento de crianças e adolescentes. Contudo, é muito difícil da gente ver isso acontecer”, disse. Já em Pinheiros, na Zona Oeste, apesar de melhor estrutura física no local, falta material básico como armários e pastas. Arquivo pessoal O advogado Ariel de Castro Alves, membro da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da OAB, disse que os órgãos são tratados com negligência e até desprezo. "Conselhos são órgãos fiscalizadores que requisitam e exigem serviços, políticas públicas e medidas de proteção para as crianças e adolescentes. Isso acaba prejudicando seriamente a efetivação dos direitos das crianças e adolescentes e as colocando em situações de riscos" afirmou. "São Paulo está longe de cumprir a resolução do Conanda e várias cidades da região metropolitana também." O que fazem os conselhos em SP: Aplicar medidas protetivas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como encaminhamentos, orientações e acompanhamento das famílias; Buscar alternativas ao afastamento familiar, acionando serviços como Cras, Creas ou outras redes de proteção social para evitar a separação da criança da família; Elaborar planos de ação com a criança, o adolescente, a família e, quando necessário, com o próprio agente violador, respeitando os limites de cada situação; Atuar de forma preventiva, buscando proteger crianças e adolescentes antes que seja necessária uma medida extrema, como o acolhimento institucional; Encaminhar casos graves ao Ministério Público, ao Judiciário ou à Segurança Pública, sem deixar de aplicar as medidas protetivas cabíveis; Tomar decisões de forma colegiada, com participação de todos os conselheiros, para evitar decisões isoladas ou sem planejamento. O acolhimento institucional, realizado em unidades chamadas de Saicas (Serviços de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes), e popularmente conhecidas como abrigos, deveria ser a última medida, usada apenas quando não há alternativa segura de permanência com a família. Na prática, porém, faltam vagas. Segundo ação civil pública movida pelo MP-SP na semana passada, crianças e adolescentes estão sendo encaminhados para abrigos a quilômetros de distância de suas casas, irmãos acabam separados, e adolescentes chegam a passar horas dentro dos Conselhos Tutelares à espera de vagas. “Já tivemos casos de cinco crianças dormindo dentro do próprio conselho, sem nenhuma estrutura para isso. Mas vamos fazer o quê? Jogar na rua?”, indagou Carlina, conselheira em Pinheiros. Segundo ela, os casos mais comuns na região são de trabalho infantil e mendicância. Ela explica que, embora haja uma equipe da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de São Paulo que realiza abordagens diurnas, no período noturno não há quem faça esse serviço. Em nota, a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania informou que "tem investido no fortalecimento das políticas de proteção à infância. Prova disso é que o orçamento inicial para ações ligadas aos Conselhos Tutelares em 2025 é 23% superior ao do ano passado - R$ 53,6 milhões contra R$ 43,3 milhões" (leia a íntegra mais abaixo). Sistema integrado O Sistema de Informação para a Infância e Adolescência (Sipia), criado pelo governo federal para registrar violações e integrar políticas públicas, praticamente não funciona na capital paulista. Conselheiros afirmam que não conseguem acessar a plataforma por falta de internet, falhas técnicas e ausência de capacitação. Apesar de a cidade ter registrado 1.087 casos de estupro de vulnerável nos seis primeiros meses deste ano, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o Sipia aponta apenas 49 casos. Em 2024, a capital contabilizou 2.231 casos do mesmo crime. Nas contas dos conselheiros, porém, foram somente 60 registros. “A gente não consegue acessar o Sipia tem vários dias. Quando perguntam por que a gente não está usando, quero saber quem vai defender os conselheiros. O programa não funciona”, disse a conselheira Juliana Cleiri, da Cidade Tiradente II, na Zona Leste. A promotora Sandra Massud, do MP-SP, aponta ainda baixa escolaridade de parte dos conselheiros, falta de interesse e até uso político do cargo como entraves para o funcionamento adequado do sistema. Como consequência, os atendimentos muitas vezes são registrados rudimentarmente em cadernos de papel, sem um banco de dados que permita o acompanhamento adequado. Em nota, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania reconheceu que há desafios históricos na utilização do sistema e que tem promovido uma série de melhorias para qualificar a experiência dos usuários e ampliar a adesão ao Sipia. "Em 2025, 471 conselheiros tutelares do estado de São Paulo foram capacitados para operar a atual versão do sistema. Esse número representa 49% dos Conselhos Tutelares do estado." Políticas para a infância Profissionais da rede afirmam que a desarticulação entre secretarias e a ausência de políticas contínuas agravam a situação. “Na prática, tenho visto fechamento de serviços. Fecham com a justificativa de que vão abrir em outro lugar, mas esse serviço não reabre”, disse uma defensora pública que pediu para não ser identificada. "Como que você elabora um projeto de começo, meio e fim de uma política pública? Quando você sempre começa do zero, fica muito mais difícil." Segundo ela, a falta de orçamento na assistência social na gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), com menos verba prevista do que a necessária, impacta salários e repasses a entidades e gera um cenário de sucateamento. Para 2025, o orçamento destinado à administração dos Conselhos Tutelares no município de São Paulo está previsto em cerca de R$ 53 milhões. No começo deste mês, após protesto de assistentes sociais, Nunes prometeu reajustar o valor de repasse para organizações. Os profissionais conveniados da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social cobraram valores não pagos e o reajuste no repasse às entidades de assistência social que têm convênio com o município. Segundo a promotora Sandra, mesmo propostas viáveis já apresentadas por técnicos e especialistas tanto da prefeitura quanto do MP-SP não foram implementadas. "Já participei de reuniões em que técnicos da própria prefeitura assumiram compromissos e, na semana seguinte, foram exonerados", afirmou. “Quando você está tratando de um problema social, ele não é definitivo. É uma situação que muda conforme a sociedade e outros problemas que influenciam. O fato é que as soluções muitas vezes não são colocadas em prática." O que diz a prefeitura "A Prefeitura de São Paulo informa que tem investido no fortalecimento das políticas de proteção à infância. Prova disso é que o orçamento inicial para ações ligadas aos Conselhos Tutelares em 2025 é 23% superior ao do ano passado - R$ 53,6 milhões contra R$ 43,3 milhões. Ao longo deste ano, esses recursos já foram atualizados para R$ 54,9 milhões, sendo 77% aplicados até agora para o funcionamento das 52 unidades. Isso inclui remuneração dos conselheiros, locação de imóveis, manutenção, limpeza, veículos, entre outros. Para assegurar melhor estrutura, acessibilidade e condições de atendimento, a atual gestão realizou a transferência de 28 conselhos para novos imóveis, ampliou a banda larga de internet em todos os conselhos, adquiriu novo mobiliário para unidades e fornece materiais de escritório periodicamente. No caso do Conselho de Guaianases, o local possui linhas móveis de telefone ativas para atendimento emergencial e casos pontuais de manutenção estão sendo acompanhados pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania. A Pasta também investe em requalificação para os 260 conselheiros tutelares e, em relação ao Sistema de Informação para Infância e Adolescência (SIPIA), ele já é adotado por mais da metade das unidades. Cabe ressaltar que a criação de novos Conselhos Tutelares obedece à legislação municipal e às diretrizes do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e Adolescente), que consideram não apenas a proporção populacional, mas também a vulnerabilidade dos territórios e as especificidades locais."
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g1 (RSS Feed) 9 months ago
Abrigos para crianças que sofrem maus-tratos não têm vagas na cidade de SP; adolescente dormiu em Conselho Tutelar image Em um e-mail endereçado ao conselho, a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads) afirmou que não atendeu a solicitação “por falta de vaga” e que entraria em contato “havendo disponibilidade.” Arquivo pessoal Os abrigos para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade na cidade de São Paulo não têm vagas suficientes para atender a demanda. No começo de agosto, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu uma ação civil pública cobrando uma solução da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) sobre o tema. A ação, que tramita em segredo de Justiça, é assinada pela promotora de Justiça da Infância e Juventude do MP-SP Sandra Massud. Os abrigos são oficialmente chamados de Serviços de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (Saicas). ✅ Clique aqui para se inscrever no canal do g1 SP no WhatsApp Segundo o processo, jovens chegam a passar horas dentro dos Conselhos Tutelares à espera de vagas. Quando há a vaga, crianças e adolescentes estão sendo encaminhados para abrigos a quilômetros de distância de suas casas. Sandra afirmou que, mesmo com decisões judiciais que obrigam a prefeitura a garantir vaga em até duas horas, o município não consegue cumprir a determinação. “É um problema muito sério, porque, ao mesmo tempo em que a Justiça determina que sejam criadas vagas, a prefeitura acaba contratando de forma emergencial e sem planejamento. Isso não resolve o problema, só perpetua a falta de estrutura”, disse. Maria da Cruz, conselheira tutelar em Sapopemba, na Zona Leste, relatou dificuldade para conseguir uma vaga de acolhimento para um adolescente atendido pelo órgão na última segunda-feira (25). Segundo ela, o jovem chegou ao conselho por volta das 7h, mas permaneceu até as 20h sem encaminhamento, mesmo após diversas tentativas de contato com a Central de Vagas da prefeitura. “Ligamos várias vezes e ninguém nos atendeu. O adolescente acabou pedindo ajuda ao avô, que prontamente veio buscá-lo para dormir em casa. Só no dia seguinte, às 11h, conseguimos a vaga — mas em Parelheiros, na Zona Sul, a quase duas horas de distância de Sapopemba. Isso é recorrente e representa uma falta de respeito com os conselheiros da cidade”, afirmou Maria. A conselheira disse que já perdeu as contas de quantas vezes adolescentes dormiram no banco da sede por falta de vagas. Em julho, o Conselho Tutelar Cidade Tiradentes II, também na Zona Leste, registrou um caso parecido. Um adolescente em situação de rua procurou os conselheiros, pediu ajuda para ser encaminhado a um abrigo e passou o dia no local aguardando vaga. Por volta das 22h30, porém, voltou para a rua. Em um e-mail endereçado ao conselho, a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads) afirmou que não atendeu a solicitação “por falta de vaga” e que entraria em contato “havendo disponibilidade”. Segundo a conselheira Juliana Cleiri, que atendeu o adolescente, ele não retornou mais. No processo, o MP-SP também pede a criação de novos Saicas, com prazo de até seis meses para apresentação de um cronograma, além da ampliação da divulgação do Programa Família Acolhedora, em famílias cadastradas previamente oferecem acolhimento provisório à criança afastada do convívio familiar. Dados da Smads informam que havia, em 2021, 2.055 vagas em abrigos, distribuídas em 137 unidades. Em nota, a prefeitura informou que "tem investido no fortalecimento das políticas de proteção à infância. Prova disso é que o orçamento inicial para ações ligadas aos Conselhos Tutelares em 2025 é 23% superior ao do ano passado - R$ 53,6 milhões contra R$ 43,3 milhões" (leia a íntegra abaixo). Não houve resposta, no entanto, sobre a falta de vagas em abrigos. Vontade política Para a promotora Sandra, a ausência de vontade política trava propostas já discutidas entre técnicos e gestores. “Muitas soluções já foram pensadas, mas não são colocadas em prática. Vi pessoas que apresentaram propostas, chegaram a assumir compromissos, mas foram exoneradas na semana seguinte”, relatou. Ela também cobra a ampliação do Programa Famílias Acolhedoras, que hoje considera “muito pequeno” em São Paulo. “É muito mais barato para a prefeitura e melhor para a criança, que não fica institucionalizada por mais tempo do que o necessário”, explicou. Na cidade de São Paulo, O Instituto Fazendo História, organização sem fins lucrativos, atua há mais de 20 anos com crianças e adolescentes acolhidos. A ONG tem parceria com a prefeitura e recebe famílias voluntárias que passam por uma série de entrevistas e análises até se tornarem famílias acolhedoras. Atualmente, 21 famílias estão aptas para receber crianças de até 6 anos. O Profissão Repórter acompanhou o trabalho do instituto e de famílias voluntárias que decidiram abrir suas casas para receber bebês e crianças em situação de vulnerabilidade e que, por alguma razão, a Justiça determinou o afastamento da família de origem. Além da falta de vagas, a promotora critica falhas no registro e no acompanhamento dos atendimentos feitos pelos Conselhos Tutelares. “Tem conselhos que ainda registram em cadernos de papel, com poucas informações. Isso é muito sério. Sem dados confiáveis, fica impossível planejar políticas de prevenção”, afirmou. Falta de Conselhos Tutelares Em Perus, na Zona Norte, a conselheira Noeme Silva Batista afirmou que o atendimento ainda é registrado em cadernetas de papel. Reprodução A capital precisaria ter pelo menos o dobro de Conselhos Tutelares para atender à demanda de proteção de crianças e adolescentes. A recomendação do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) é de uma unidade para cada 100 mil habitantes, mas São Paulo conta apenas com 52 órgãos, número insuficiente para os cerca de 12 milhões de moradores. O Conselho Tutelar funciona como guardião dos direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), cobrando que as políticas públicas funcionem e que a rede de proteção atue de forma integrada em diferentes regiões da cidade. A cidade de São Paulo possui 52 Conselhos Tutelares, cada um formado por cinco membros eleitos pela população. Eles estão vinculados à Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) da Prefeitura, responsável por providenciar estrutura física, serviços de limpeza e segurança, entre outros apoios. O g1 conversou com sete conselheiros tutelares das zonas Leste, Oeste, Norte e Sul da capital. Eles relataram sobrecarga de responsabilidades, ausência de recursos básicos — como internet, armários e até telefone — e problemas de articulação entre saúde, assistência social, educação e Justiça. O resultado é um atendimento precário para famílias em situação de vulnerabilidade. Em Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo, uma mãe com seis filhos, em depressão pós-parto, agrediu um dos meninos. A escola acionou o Conselho Tutelar, mas os encaminhamentos não tiveram retorno da rede. “A mãe estava tendo atendimento da Casa Ser, mas não tinha acolhimento da UBS [Unidade Básica de Saúde] e do Creas [Centro de Referência Especializado de Assistência Social], que são equipamentos essenciais nessa fase. A mãe está com depressão, precisa de ajuda”, relatou a conselheira Vanuza Fonseca, que atende no Conselho Tutelar Cidade Tiradentes II. Sem acompanhamento, o quadro se agravou. A mãe foi presa, e as crianças, retiradas de casa. Hoje, estão sob cuidado de uma tia, que é mãe solo e já cria dois filhos. “Se a rede não funcionar, essa mãe vai perder os seis filhos. Vai chegar uma hora que a tia não vai aguentar”, ressalta a conselheira. Casos semelhantes se repetem em outras regiões. Em Perus e Anhanguera, na Zona Norte, a conselheira Noeme Silva Batista afirmou que o atendimento ainda é registrado em cadernetas de papel. Em Guaianases, na Zona Leste, a conselheira Danielle Cristine disse que estão há quatro meses sem telefone na sede. Também na Zona Leste, um conselheiro foi alvo de uma ameaça de morte depois que um oficial cometeu um descuido e deixou seu nome aparecer em um documento entregue a um pai. Na Zona Sul de São Paulo, há relatos de conselheiros que recebem denúncias de abusos e, sem comunicar um oficial, teriam decidido resolver a situação "com as próprias mãos", segundo dois profissionais ouvidos pelo g1 que não quiseram se identificar. Já em Pinheiros, na Zona Oeste, apesar de haver melhor estrutura física no local, falta material básico, como armários e pastas, que, segundo a conselheira Carlina Henrique, muitas vezes são comprados com recursos do próprio bolso. Em Guaianases, na Zona Leste, a conselheira Danielle Cristine disse que estão há quatro meses sem telefone na sede. Reprodução Uma defensora pública do estado de São Paulo da área da infância, que pediu para não ser identificada, afirmou que existe uma falta de estrutura generalizada. Segundo ela, o Conselho Tutelar da Sé, no Centro, ficou um longo período sem computadores e arquivos no início de 2023. Ao g1, ela apontou um entendimento equivocado da função do Conselho Tutelar por parte de outras instituições, como transportar crianças entre serviços. “A função do Conselho Tutelar é garantir direitos, fiscalizar políticas públicas e, em casos emergenciais, determinar o acolhimento, mas não executar serviços que cabem a outras secretarias.” De acordo com Sandra Massud, a atuação dos Conselhos Tutelares vai além de simplesmente remover crianças e adolescentes de situações de risco. “Os conselheiros têm que realizar um trabalho preventivo que é previsto, inclusive em lei municipal, com o objetivo de evitar o acolhimento de crianças e adolescentes. Contudo, é muito difícil da gente ver isso acontecer”, disse. Já em Pinheiros, na Zona Oeste, apesar de melhor estrutura física no local, falta material básico como armários e pastas. Arquivo pessoal O advogado Ariel de Castro Alves, membro da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da OAB, disse que os órgãos são tratados com negligência e até desprezo. "Conselhos são órgãos fiscalizadores que requisitam e exigem serviços, políticas públicas e medidas de proteção para as crianças e adolescentes. Isso acaba prejudicando seriamente a efetivação dos direitos das crianças e adolescentes e as colocando em situações de riscos" afirmou. "São Paulo está longe de cumprir a resolução do Conanda e várias cidades da região metropolitana também." O que fazem os CTs em SP: Aplicar medidas protetivas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como encaminhamentos, orientações e acompanhamento das famílias; Buscar alternativas ao afastamento familiar, acionando serviços como Cras, Creas ou outras redes de proteção social para evitar a separação da criança da família; Elaborar planos de ação com a criança, o adolescente, a família e, quando necessário, com o próprio agente violador, respeitando os limites de cada situação; Atuar de forma preventiva, buscando proteger crianças e adolescentes antes que seja necessária uma medida extrema, como o acolhimento institucional; Encaminhar casos graves ao Ministério Público, ao Judiciário ou à Segurança Pública, sem deixar de aplicar as medidas protetivas cabíveis; Tomar decisões de forma colegiada, com participação de todos os conselheiros, para evitar decisões isoladas ou sem planejamento. O acolhimento institucional, realizado em unidades chamadas de Saicas (Serviços de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes), e popularmente conhecidas como abrigos, deveria ser a última medida, usada apenas quando não há alternativa segura de permanência com a família. Na prática, porém, faltam vagas. Segundo ação civil pública movida pelo MP-SP na semana passada, crianças e adolescentes estão sendo encaminhados para abrigos a quilômetros de distância de suas casas, irmãos acabam separados, e adolescentes chegam a passar horas dentro dos Conselhos Tutelares à espera de vagas. “Já tivemos casos de cinco crianças dormindo dentro do próprio conselho, sem nenhuma estrutura para isso. Mas vamos fazer o quê? Jogar na rua?”, indagou Carlina, conselheira em Pinheiros. Segundo ela, os casos mais comuns na região são de trabalho infantil e mendicância. Ela explica que, embora haja uma equipe da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de São Paulo que realiza abordagens diurnas, no período noturno não há quem faça esse serviço. A Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania não respondeu, até a última atualização desta reportagem, sobre o que vem sendo realizado para enfrentar os problemas. Sistema integrado O Sistema de Informação para a Infância e Adolescência (Sipia), criado pelo governo federal para registrar violações e integrar políticas públicas, praticamente não funciona na capital paulista. Apesar de a cidade ter registrado 1.087 casos de estupro de vulnerável nos seis primeiros meses deste ano, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o Sipia aponta apenas 49 casos. Em 2024, a capital contabilizou 2.231 casos do mesmo crime. Nas contas dos conselheiros, porém, foram somente 60 registros. Conselheiros afirmam que não conseguem acessar a plataforma por falta de internet, falhas técnicas e ausência de capacitação. “A gente não consegue acessar o Sipia tem vários dias. Quando perguntam por que a gente não está usando, quero saber quem vai defender os conselheiros. O programa não funciona”, disse a conselheira Juliana Cleiri, da Cidade Tiradente II, na Zona Leste. A promotora Sandra aponta ainda baixa escolaridade de parte dos conselheiros, falta de interesse e até uso político do cargo como entraves para o funcionamento adequado do sistema. Como consequência, os atendimentos muitas vezes são registrados rudimentarmente em cadernos de papel, sem um banco de dados que permita o acompanhamento adequado. Em nota, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania reconheceu que há desafios históricos na utilização do sistema e que tem promovido uma série de melhorias para qualificar a experiência dos usuários e ampliar a adesão ao Sipia. "Em 2025, 471 conselheiros tutelares do estado de São Paulo foram capacitados para operar a atual versão do sistema. Esse número representa 49% dos Conselhos Tutelares do estado." Políticas para a infância Profissionais da rede afirmam que a desarticulação entre secretarias e a ausência de políticas contínuas agravam a situação. “Na prática, tenho visto fechamento de serviços. Fecham com a justificativa de que vão abrir em outro lugar, mas esse serviço não reabre”, disse uma defensora pública que pediu para não ser identificada. "Como que você elabora um projeto de começo, meio e fim de uma política pública? Quando você sempre começa do zero, fica muito mais difícil." Segundo ela, a falta de orçamento na assistência social na gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), com menos verba prevista do que a necessária, impacta salários e repasses a entidades e gera um cenário de sucateamento. Para 2025, o orçamento destinado à administração dos Conselhos Tutelares no município de São Paulo está previsto em cerca de R$ 50,6 milhões. No começo deste mês, após protesto de assistentes sociais, Nunes prometeu reajustar o valor de repasse para organizações. Os profissionais conveniados da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social cobraram valores não pagos e o reajuste no repasse às entidades de assistência social que têm convênio com o município. Segundo a promotora Sandra, mesmo propostas viáveis já apresentadas por técnicos e especialistas tanto da prefeitura quanto do MP-SP não saíram do papel. "Já participei de reuniões em que técnicos da própria prefeitura assumiram compromissos e, na semana seguinte, foram exonerados", afirmou. “Quando você está tratando de um problema social, ele não é definitivo. É uma situação que muda conforme a sociedade e outros problemas que influenciam. O fato é que as soluções muitas vezes não são colocadas em prática." O que diz a prefeitura "A Prefeitura de São Paulo informa que tem investido no fortalecimento das políticas de proteção à infância. Prova disso é que o orçamento inicial para ações ligadas aos Conselhos Tutelares em 2025 é 23% superior ao do ano passado - R$ 53,6 milhões contra R$ 43,3 milhões. Ao longo deste ano, esses recursos já foram atualizados para R$ 54,9 milhões, sendo 77% aplicados até agora para o funcionamento das 52 unidades. Isso inclui remuneração dos conselheiros, locação de imóveis, manutenção, limpeza, veículos, entre outros. Para assegurar melhor estrutura, acessibilidade e condições de atendimento, a atual gestão realizou a transferência de 28 conselhos para novos imóveis, ampliou a banda larga de internet em todos os conselhos, adquiriu novo mobiliário para unidades e fornece materiais de escritório periodicamente. No caso do Conselho de Guaianases, o local possui linhas móveis de telefone ativas para atendimento emergencial e casos pontuais de manutenção estão sendo acompanhados pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania. A Pasta também investe em requalificação para os 260 conselheiros tutelares e, em relação ao Sistema de Informação para Infância e Adolescência (SIPIA), ele já é adotado por mais da metade das unidades. Cabe ressaltar que a criação de novos Conselhos Tutelares obedece à legislação municipal e às diretrizes do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e Adolescente), que consideram não apenas a proporção populacional, mas também a vulnerabilidade dos territórios e as especificidades locais."
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g1 (RSS Feed) 9 months ago
Cantor ou apresentador? Daniel diz que 1ª opção é sua melhor versão: 'Pra muita gente, posso não ser bom' image Daniel se apresenta no festival "Histórias", em São Paulo Divulgação Daniel é um dos nomes do festival "Histórias", evento que reúne grandes ícones da música sertaneja. A edição de São Paulo aconteceu no último final de semana, no Allianz Parque, e contou também com shows de Victor e Leo, Leonardo, Chitãozinho e Xororó e Zezé Di Camargo e Luciano. Ao g1, Daniel se disse honrado por ter sido convidado para fazer parte do projeto. "Tem sido uma satisfação enorme pelo fato de ter sido lembrado, de poder fazer parte disso tudo. É muito gratificante. Eu acho esse formato festival muito bacana. As pessoas têm oportunidade, através dele, de curtir o seu artista, o estilo, de confraternizar e, acima de tudo, de muita música." O sertanejo falou também dos constantes questionamentos sobre as atrações não subirem juntas ao palco, seguindo os passos do bem-sucedido projeto "Amigos", tradicional evento com Zezé Di Camargo & Luciano, Leonardo e Chitãozinho & Xororó. Nele, os artistas cantam juntos no palco e, ao longo da apresentação, também se revezam entre as duplas. Daniel comentou que, por não ter participado da elaboração do evento, não sabe se o formato chegou a ser cogitado. Mas acredita que, se fosse seguir a linha do "Amigos", haveria necessidade de ensaios e preparação para uma apresentação com todo um contexto diferente. "Acho que se fosse um projeto pensando em todos juntos, seria diferente. Nós temos um grande festival em que cada artista apresenta o seu show. O fato é: eu faço parte e estou muito honrado com isso. Tem sido maravilhoso dividir o palco com esses caras que eu tenho como amigos há muitos anos e que eu também sou fã." "Não me espelhei em ninguém" Daniel com Bruno e Marrone no "Viver Sertanejo" Globo/ Beatriz Damy Além das apresentações com o Histórias, Daniel também se divide entre os shows da sua turnê “Um novo tempo” e as gravações do programa “Viver Sertanejo”, que vai ao ar nas manhãs de domingo, na Globo. O cantor recebe os artistas em sua casa para momentos de prosa e de moda. No bate-papo com os convidados, Daniel mostra seu entrosamento e a facilidade de transitar entre tantos artistas de várias fases e vertentes do sertanejo, mostrando o porquê de ser tão querido no mercado musical. "Acho que o programa ter obtido um resultado tão positivo, ter tido um toque especial no coração das pessoas, ter feito parte do cotidiano de muita gente no domingo de manhã, de muitas famílias, é o fato de ser algo muito sincero, muito verdadeiro. É leve”, responde o cantor, ao ser questionado sobre os possíveis fatores do sucesso do programa. "É um projeto que eu recebo pessoas na minha casa e, talvez, por ser dessa forma, todos os que estão sendo convidados acabam ficando muito à vontade. Ali é uma extensão das nossas famílias, da nossa história." "E não tem ali um apresentador. Lógico que eu tenho que comandar o programa, mas ninguém me vê como um apresentador: me veem como um amigo, como um parceiro de carreira, um cara que faz aquilo que eles fazem também. Então eu acho que, por tudo isso, tem dado muito certo." Daniel conta que, antes da atração, recebeu outros convites para ser apresentador, mas negou. "Eu gosto disso, mas não achava, até então, que seria o momento certo." Tudo mudou quando ele foi chamado para o "Viver Sertanejo". "Pelo formato, por ser algo que eu senti que era a minha cara: estar em casa, que é um privilégio para mim, recebendo amigo, papeando, falando da história de cada um e cantando... eu não tive dúvidas." "Aceitei o convite e, a partir disso, venho me aperfeiçoando dentro daquilo que o programa é. Não segui ninguém, eu me sigo, sigo meu jeito", brinca o cantor. "Lógico que temos toda uma estrutura de produção, de direção, que me orienta e que me deixa à vontade, ao mesmo tempo, e que a gente tem esse resultado." "Mas não me espelhei em ninguém: é o Daniel que está ali, não é um apresentador. É o Daniel de verdade sendo transparente naquilo que está fazendo." Cantor, ator ou apresentador? Daniel comanda o "Viver Sertanejo" Globo Além da música e da apresentação, Daniel também tem participações em filmes, como "O Menino da Porteira" (2009), e novelas, como "Paraíso" (2009), em seu currículo. Mas ele garante que sua melhor versão é como cantor. "Foi assim que comecei. Para muita gente eu posso talvez não ser um bom cantor, mas no meu modo de entender, é o que eu sei fazer melhor." "Porque por meio da música eu tenho sido um elo entre as pessoas. Tenho sido um instrumento através dela, em que eu procuro propagar sempre o amor, a esperança e, acima de tudo, coisas boas para as pessoas que me acompanham." "Essa eu acredito que seja minha missão maior. Eu me realizo quando as pessoas chegam para mim e me dizem 'sua música está surtindo efeito na minha vida', 'ela faz parte da minha vida', 'ela mudou ou transformou alguma coisa'. Esse é o meu maior presente. Eu sou um condutor de energias por meio da música e é ali que eu me sinto mais à vontade." Daniel se apresenta no festival "Histórias", em São Paulo Divulgação Cantor Daniel doa chapéu para leilão em prol de obras sociais de paróquia na Bahia
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g1 (RSS Feed) 9 months ago
Por que ‘The Miseducation of Lauryn Hill’ foi eleito o melhor álbum da história image Lauryn Hill fez o melhor álbum de todos os tempos? Lauryn Hill lançou apenas um álbum solo, e ele chegou a ser eleito nada menos do que o melhor álbum de todos os tempos. Com impacto duradouro na cena musical, "The Miseducation of Lauryn Hill" é aclamado desde o momento em que chegou ao público, em 1998. Não é para menos. O disco é mesmo uma obra-prima. A cantora, que se apresenta no The Town no dia 6 de setembro, aparece no topo do ranking da Apple Music que elege os 100 Melhores Álbuns da História. A lista foi divulgada em 2024, mesmo ano em que "The Miseducation of Lauryn Hill" foi considerado pela "Billboard" o 3º melhor disco de rap já lançado. O álbum aparece ainda em outros 45 rankings desse tipo. Entenda a seguir as razões pelas quais ele é tão consagrado e como se tornou um marco na história da música. Capa do disco 'The Miseducation of Lauryn Hill' Divulgação Primeiras vezes Sucesso instantâneo, "The Miseducation of Lauryn Hill" quebrou vários recordes globais quando foi lançado. Para você ter noção: a artista vendeu mais de 422 mil cópias só na primeira semana. Foi a primeira vez que uma mulher estreou em 1º lugar na Billboard 200, parada que contabiliza a venda de discos nos Estados Unidos. O álbum também fez de Lauryn a primeira mulher a ganhar cinco Grammys em uma mesma noite, em 1999. Entre os troféus, estava o de Melhor Álbum do Ano, outro ineditismo para a época — até então, nenhum rapper havia conquistado o prêmio. "Isso é loucura, porque é hip hop", afirmou a cantora emocionada, quando Whitney Houston entregou a estatueta a ela. Bastante criticada por sua baixa diversidade musical, a premiação do Grammy só voltou a entregar seu principal troféu para um álbum de rap uma única vez. Foi em 2004, quando a dupla OutKast venceu o prêmio por "Speakerboxxx/The Love Below". Lauryn Hill venceu cinco Grammys por 'The Miseducation of Lauryn Hill', em 1999 AP Photo/Reed Saxon, file Mistura ambiciosa e som cru Apesar do ineditismo no Grammy, "The Miseducation of Lauryn Hill" não é um álbum exclusivamente de rap. Na verdade, a americana mistura ali diversos estilos musicais: rap, R&B, reggae, soul, blues, funk, dancehall e gospel. Ambiciosa, a ideia deu origem a uma sequência de faixas criativas que conversam muito bem entre si. O disco também inovou trazer o som de arpa, clarinete, tímpanos, órgão e saxofone, instrumentos até então pouco explorados na cultura hip hop. Lauryn quis gravar as faixas de forma orgânica, sem grandes ajustes eletrônicos. Comum no punk rock, esse tipo de gravação causa no ouvinte uma sensação de proximidade com a sala de estúdio. "Gosto da crueza de conseguir ouvir o ''scratch' nos vocais. Não quero que tirem isso de mim. Não gosto de usar compressores e tirar minhas texturas, porque fui criada ouvindo músicas gravadas antes que a tecnologia avançasse a ponto de ser assim", afirmou Lauryn a "Rolling Stone" em 2008. "Quero ouvir essa densidade sonora. Você não consegue isso em um computador, porque um computador é perfeito demais. Mas esse elemento humano é o que me arrepia. Eu adoro isso." A cantora também explicou que a composição foi planejada para ela "se sentir tocada liricamente" com "a integridade do reggae, a batida do hip hop e a instrumentação do soul clássico". Lauryn Hill em 1998, em sessão de fotos para 'The Miseducation of Lauryn Hill' Reprodução Conceito bem amarrado "The Miseducation of Lauryn Hill" traz referências potentes, que vão desde grooves dançantes da Jamaica até críticas ao sistema de ensino dos Estados Unidos. O título, aliás, é uma homenagem ao livro "The Miseducation of the Negro" (ou “A Deseducação do Negro”), de Carter G. Woodson. O conceito de deseducação é o que norteia o álbum. Nas músicas, Lauryn é como uma estudante que aprende — e também ensina — sobre as belezas e durezas da vida. Entre as faixas, há interlúdios de conversas escolares. O álbum inicia com a voz de um professor lendo uma lista de chamada estudantil. O nome Lauryn Hill é citado, mas ninguém responde. Em seguida, vem o primeiro verso cantado: "É engraçado como o dinheiro muda uma situação". A frase é de "Lost Ones", música super dançante que faz uma interpolação do hit "Bam Bam", da jamaicana Sister Nancy. Sua letra tem muito a ver com o momento que Lauryn vivia. Antes de lançar o álbum, ela era parte dos Fugees, trio americano com Pras Michel e Wyclef Jean. O grupo fez bastante sucesso com "The Score" — outro disco mega elogiado pela crítica. Mas eles se separaram em 1997, após uma sucessão de brigas que envolvem principalmente questões financeiras e o término de namoro entre Lauryn e Wyclef. Sem o Fugees, a americana apostou na carreira solo. Levou um ano e meio para gravar "The Miseducation of Lauryn Hill". No disco, ela joga indiretas aos ex-parceiros, por quem ainda sentia mágoas. "É engraçado como o dinheiro muda uma situação. Falta de comunicação leva a complicações. Minha emancipação não se encaixa na sua equação. Eu estava humilde, você em todas as estações. Alguns querem interpretar a jovem Lauryn como se ela fosse burra. Mas lembre-se de que não é um jogo novo sob o sol", canta ela em "Lost Ones". Além das referências aos Fugees, o álbum fala de negritude, da experiência de ser mulher, da busca por mudanças e, principalmente, do amor em suas múltiplas formas: amor romântico, amor de mãe, amor pela vida e amor-próprio. Capa do disco 'The Score', do Fugees Divulgação A caneta esperta Quando compôs as faixas, a artista era uma mulher de 23 anos, grávida do segundo filho e cheia de incertezas. "O hip hop começou no coração, e agora todo mundo está tentando mapear", canta ela em "Superstar", música em que se mostra desiludida com a vida pós-fama. "Agora me diga sua filosofia sobre o que exatamente um artista deveria ser. Eles devem ser alguém com prosperidade e nenhum conceito de realidade?" A caneta de Lauryn também usou referências bíblicas para abordar questões sociais. É o caso do reggae gospel de "Forgive Them Father", que abre com um trecho do "Pai Nosso". A faixa oscila entre versos de ódio e paz — como rancor pelo racismo e celebração do movimento negro: "Por que as pessoas negras sempre são as únicas que pagam? Marche por estas ruas como em Soweto". Maior hit de sua carreira solo, "Doo Wop (That Thing)" critica relacionamentos vazios, em que o sexo ou o status superam o interesse genuíno. Na letra, a cantora faz um apelo para as mulheres recusarem a objetificação: "É bobagem quando as meninas vendem suas almas porque está na moda". As faixas ostentam coragem, mas também vulnerabilidade. Tudo ali é bem emotivo. Se em "Lost Ones" Lauryn soa durona, em "Ex-Factor", ela implora para colar seu coração partido. "Amar você é como uma batalha, e nós dois terminamos com cicatrizes. Me diz, quem eu preciso que ser para ter um pouco de reciprocidade." Toda essa carga sentimental de "The Miseducation of Lauryn Hill" ia na contramão do que estava bombando na cena hip hop da época: o rap gangsta, vertente que aborda questões ligadas ao crime e à vida nos subúrbios dos Estados Unidos. Mesmo assim, o álbum foi uma explosão de sucesso e ajudou a popularizar o rap emotivo. Lauryn Hill em show no Espaço das Américas em 2019 Fabrizio Toniolo/Flash Bang Media House Emoção que vai da voz ao acorde Além da lírica e dos beats envolventes do disco, o vocal de Lauryn Hill é cheio de emoção. A cantora transita entre rimas rápidas de rap e cantos melódicos quase angelicais — outra raridade para o hip hop da época. Um ótimo exemplo disso é “To Zion”, talvez a faixa mais bonita do álbum. Com piruetas vocais de Lauryn e um coro gospel de arrepiar, a música homenageia Zion, filho da cantora. A letra também é uma resposta às pressões que a cantora sofreu por engravidar no auge do sucesso. "Eu sabia que a vida dele merecia uma chance, mas todo mundo me disse para eu ser inteligente. 'Olhe para a sua carreira', disseram eles. 'Lauryn, querida, use sua cabeça'. Mas em vez disso escolhi usar meu coração. Agora, a alegria do meu mundo está em Zion", canta ela em "To Zion". O álbum também emociona pelos feats. A artista cantou ao lado de estrelas como D'Angelo, Carlos Santana e Mary J. Blige. Depois do lançamento Com tanto êxito, "The Miseducation of Lauryn Hill" entrou para a história e continua a ser um dos discos de maior impacto na música. Mesmo assim, o álbum trouxe dores de cabeça para Lauryn. No fim de 1998, a cantora chegou a ser processada por quatro homens que trabalharam no disco, alegando que ela havia reivindicado todo o crédito por músicas com as quais eles também tinham colaborado. Isso fez com que a cantora tivesse que entrar em uma batalha judicial, prestar depoimentos e discutir assuntos delicados com advogados. As partes chegaram a um acordo em 2001 e, segundo a “Rolling Stone”, os quatro produtores receberam US$ 5 milhões. A polêmica foi um dos motivos que desmotivaram Lauryn Hill de voltar a compor. Desde "The Miseducation", ela continua com a carreira ativa, mas se recusa a lançar um álbum de inéditas. Mas seus fãs não parecem incomodados. Eles já têm muito a desfrutar.
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g1 (RSS Feed) 9 months ago
Motociclista é arremessado e cai de cabeça em bueiro após acidente em cruzamento em MG; veja VÍDEO image Motociclista vai parar com a cabeça no bueiro após acidente em cruzamento em Pará de Minas Um motociclista de 60 anos foi arremessado e caiu de cabeça em um bueiro após acidente com uma caminhonete, no Centro de Pará de Minas, na tarde de segunda-feira (25). Um vídeo que circula nas redes sociais registrou o momento da batida. Veja acima. Segundo a Guarda Civil Municipal (GCM), o motociclista não tem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e desrespeitou a sinalização de parada obrigatória no cruzamento das ruas Sacramento e Antônio Novato. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Testemunhas contaram que ele seguia pela Rua Sacramento quando entrou no cruzamento sem parar e foi atingido pela caminhonete. Com o impacto, o motociclista foi arremessado e caiu de cabeça no bueiro. Um pedestre que se preparava para atravessar a rua se assustou ao ver a vítima caindo perto dele. Ainda de acordo com a GCM, o homem sofreu ferimentos na cabeça e um corte profundo na perna direita. O motorista da caminhonete não se feriu. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) levou o motociclista para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). LEIA TAMBÉM: Carro pega fogo após batida com caminhonete e dois motoristas morrem na MG-176 VÍDEO: Jovem autista é atropelado ao atravessar rua até trailer onde faria lanche com família Motociclista é arremessado e cai de cabeça em bueiro após acidente em Pará de Minas 25-08-2025 Reprodução/Redes Sociais VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas
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g1 (RSS Feed) 9 months ago
VÍDEO: filhote de espécie silvestre com mutação rara é resgatado em SC e viraliza por ter 'cara de pet' image Filhote de espécie silvestre com mutação rara é resgatado em SC 🐾Um filhote de gato-do-mato-pequeno (Leopardus guttulus) com melanismo, condição rara que deixa a pelagem toda preta, foi encontrado andando por uma plantação de bananas em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina. Com "cara de pet", o animal silvestre foi resgatado e viralizou nas redes sociais. Segundo o biólogo Christian Raboch Lempek, que atua na Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama) e fez o resgate, na segunda-feira (25), esse é um dos casos mais raros já encontrados na região. "Por ser um gato-do-mato filhote já é bem raro, agora, por ser melânico, é mais raro ainda", comentou. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp 🐈‍⬛ O melanismo é uma mutação genética que aumenta a produção de melanina, escurecendo a pelagem dos animais. Embora seja conhecido em alguns felinos, é um fenômeno raro nesta espécie, que também está em perigo de extinção, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). De acordo com o biólogo, apenas indivíduos adultos tinham sido resgatados na cidade até então. Em 2023, um animal foi capturado dentro da garagem de uma casa, após ser acuado por cães (veja vídeo abaixo). Leia também: Vira-lata caramelo é resgatado após ficar preso em 'armadilha de urso' VÍDEO: passageiro abandona cão em aeroporto após recusa de embarque com animal Filhote de gato-do-mato foi levado ao veterinário após o resgate em Jaraguá do Sul (SC) Arquivo pessoal Imagens do animal foram publicadas pelo biólogo nas redes sociais e viralizaram. Com mais de 86,6 mil curtidas e quase 2,6 mil comentários em menos de 24 horas, muitos seguidores brincaram ao comparar o felino a um gato doméstico, sugerindo que poderiam adotá-lo. "Parece um gatinho preto abandonado e precisando de colinho e sachês", brincou uma pessoa. "Eu fazendo psi psi psi e levando pra casa!", diz outro comentário. Nas redes sociais, o biólogo mostrou o resgate de outro gato-do-mato, sem a mutação genética rara, para comparação. É possível ver que a espécie costuma ter pelagem amarelada, com manchas escuras espalhadas pelo corpo. À esquerda, como a espécie costuma parecer e à direita, o felino resgatado com condição rara. Christian Raboch Lempek/Reprodução Saúde e reabilitação Ainda segundo o biólogo, o animal foi levado para o veterinário. Após a estabilização, será encaminhado para reabilitação. "Ele está lá, um pouco desnutrido e anêmico, mas já está sob aquecimento, monitoramento e alimentação, com temperatura e umidade adequadas, tudo para a gente conseguir salvá-lo", relatou. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias
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g1 (RSS Feed) 9 months ago
Delegado condenado a 50 anos por integrar organização de tráfico de drogas gravava vídeos de combate a entorpecentes image Delegado antidrogas condenado a 50 anos reforçava combate ao crime em entrevistas em JF Rafael Gomes, ex-delegado da Delegacia de Narcóticos de Juiz de Fora, ficou conhecido por gravar vídeos em que detalhava operações policiais de combate ao tráfico de drogas. Com o bordão “a cana é certa”, o ex-policial civil aparecia à frente das ações e defendia, em entrevistas à imprensa, o combate à criminalidade na Zona da Mata mineira. Veja no vídeo acima. Na última semana, ele foi condenado a 50 anos, 6 meses e 8 dias de prisão por integrar uma organização criminosa ligada tráfico de drogas em Juiz de Fora. Ele poderá recorrer da pena em liberdade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Conforme a investigação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o grupo criminoso movimentou cerca de R$ 1 bilhão em Juiz de Fora entre 2018 e 2022. Em nota, a defesa, por meio do advogado Gustavo Badaró, disse que recebeu a decisão com surpresa e inconformismo, reafirmou que o delegado é inocente e afirmou que vai recorrer. Tentativa de entrada na política Nascido em Ubá, cidade da Zona da Mata mineira, o delegado participou das Eleições 2022 como candidato a deputado estadual. Ele teve pouco mais de 8.400 votos e ficou como suplente do partido Avante. Em 2018, Rafael também se candidatou para o mesmo cargo e recebeu mais de 20 mil votos, mas não se elegeu. Delegado Rafael Gomes, foto de arquivo Redes Sociais/Reprodução LEIA TAMBÉM: Quem é o delegado de narcóticos suspeito de integrar quadrilha de tráfico de drogas que pode ter movimentado até R$ 1 bilhão Delegado Rafael Gomes é um dos presos em operação contra quadrilha suspeita de movimentar quase R$ 1 bilhão em MG Como o delegado participava do esquema? Segundo a denúncia do MPMG, o grupo atuou entre 2018 e 2022 e era dividido em quatro núcleos: corrupção policial e jurídico, logística, operacional e liderança financeira. O grupo, com cerca de 30 integrantes, incluía policiais da Delegacia Antidrogas, advogados e um traficante apontado como chefe da organização. logística, que envolveu o fornecimento de veículos para o transporte e pagamentos de cargas de drogas; setor financeiro, que cuidou da parte gerencial da atividade econômica, notadamente do tráfico de drogas e da lavagem de dinheiro; setor de corrupção, responsável por proteção dos negócios ilícitos com informações privilegiadas de atividades policiais e demais condutas para evitar a responsabilização de integrantes da organização; núcleo de liderança, que coordena e controla as atividades. Conforme a sentença à qual a reportagem teve acesso, o traficante ofereceu R$ 30 mil de entrada e R$ 15 mil mensais ao delegado Rafael Gomes e a investigadores da Polícia Civil. O objetivo era garantir que os agentes não investigassem ou interferissem nas atividades da organização criminosa. Em um dos casos, após a apreensão de 17 barras de cocaína, os policiais negociaram com o chefe do grupo criminoso a substituição da droga por 19 barras de crack e uma de cocaína de menor qualidade, além de exigirem R$ 500 mil em propina. A troca foi confirmada por laudos periciais e imagens. Em outro episódio, o delegado Rafael Gomes teria solicitado propina para não indiciar um membro da organização, enquanto um dos policiais civis recebeu R$ 12 mil diretamente do traficante para se omitir diante de uma situação ilícita. Delegado Rafael Gomes, foto de arquivo Polícia Civil/Divulgação Relembre a operação A Operação "Transformers", realizada pelo Ministério Público, por meio do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em outubro de 2022, teve 29 pessoas presas – incluindo o delegado Rafael Gomes e seis investigadores da Polícia Civil. O delegado foi preso pela primeira vez em 20 de outubro de 2022, em um condomínio de luxo de Juiz de Fora. Ele chegou a ser solto, mas retornou ao sistema prisional em algumas ocasiões. A última liberdade concedida ocorreu em agosto de 2024, e ele permanece solto desde então. Em Juiz de Fora, houve mandados nos bairros Ipiranga, Náutico, Previdenciários, Santa Efigênia, Costa Carvalho, Jóquei Clube, Democrata, Bairu, Progresso, Vale Verde, Fontesville, Parque das Águas, Jardim Gaúcho, Centenário, Bairro de Lourdes, Bairro Industrial, Bandeirantes, Linhares, Santos Dumont, São Mateus, Alphaville, Marilândia, Cascatinha, Recanto dos Lagos, Bom Pastor, Benfica e Furtado de Menezes. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes
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g1 (RSS Feed) 9 months ago
Banco é condenado a devolver R$ 500 mil a empresa de táxi aéreo após fraude em transferência bancária image Empresa de táxi aéreo vai receber R$ 500 mil do Bradesco, após ser vítima de fraude Arquivo pessoal/Fabrício Pereira de Souza O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) determinou que o Banco Bradesco devolva R$ 500 mil a uma empresa de táxi aéreo de Anápolis, na Região Metropolitana de Goiás. Em 2022, a companhia perdeu o valor após uma transferência fraudulenta feita da conta empresarial. O g1 procurou o Bradesco, que disse que não comenta casos subjudice. A transação foi feita por um computador não cadastrado pela empresa junto ao banco. Durante o processo, o TJGO determinou a realização de uma perícia para analisar o caso. O perito concluiu que houve "evidente falha na prestação do serviço bancário". Na decisão, a juíza Francielly Faria Morais, da 3ª Vara Cível da comarca de Anápolis, afirmou que houve falha na prestação dos serviços bancários, "haja vista que a instituição financeira, ao possibilitar a transferência bancária de expressivo valor, tem o dever de desenvolver mecanismos de segurança que identifiquem e obstem movimentações fraudulentas". ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Em entrevista ao g1, o advogado da empresa, Fabrício Pereira de Souza, conta que os proprietários só recorreram à Justiça após o banco se recusar reiteradamente a reconhecer a falha na segurança digital e fazer o ressarcimento. "Desde aquela época, o banco se furtou ao pagamento. Fizemos todos os procedimentos, desde a data do fato. Fizemos notificação ao Banco Central, boletim de ocorrência na polícia, tudo... como o banco se recusava, acionamos a Justiça", disse. LEIA TAMBÉM Avião com Lauana Prado fez pouso de emergência cerca de 20 minutos após decolar de Goiás com destino a Sorocaba, diz assessoria Planador cai após bater em árvore, em Goiás VÍDEO: Avião vira ponto turístico em fazenda na GO-330, em Urutaí Segundo Fabrício, o que mais surpreendeu tanto ele quanto os empresários foi a transferência ter sido feita de uma conta empresarial do Bradesco para outra da própria instituição. "Depois, nós ficamos sabendo que a empresa que fez a transferência fechou pouco tempo depois da transação. Sacou todo o dinheiro e fechou", relatou. O advogado explica que ainda cabe recurso ao banco, mas que não acredita que a instituição financeira irá recorrer porque, nos autos, ela reconheceu que a transação foi autorizada com máquina não identificada e IP outro Estado, aspectos reforçados pela juíza Francielly Faria Morais na sua decisão. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VEJA TAMBÉM | Avião vira ponto turístico em fazenda, em Urutaí Avião vira ponto turístico em fazenda na GO-330, em Urutaí VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
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g1 (RSS Feed) 9 months ago
VÍDEO: Cachorro 'dorme em pé' para acompanhar live do Frei Gilson com tutoras durante a madrugada, no PR image Cachorro é flagrado dormindo enquanto tenta acompanhar quaresma de São Miguel Arcanjo O cachorrinho Rock viralizou nas redes sociais após aparecer em uma publicação "dormindo em pé" enquanto tentava acompanhar a livre do Frei Gilson junto com as tutoras. Assista acima. Há 10 dias, a Roseli Rocha da Silva, de 46 anos, e a filha Laylla Rocha Barbosa, de 22 anos, moradoras de Marumbi, no norte do Paraná, estão seguindo o propósito de acordar de madrugada para rezar e acompanhar o Santo Rosário da quaresma de São Miguel Arcanjo. Rock também assumiu a intenção "por tabela", e acorda junto todos os dias e vai para a sala para acompanhá-las nas orações. Mas, alguns dias são mais difíceis para o cachorrinho, que acaba sendo tomado pelo sono. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Maringá no WhatsApp Rock tem seis anos e faz parte da família das tutoras desde que nasceu. Roseli contou ao g1 que Rock é muito companheiro, por isso costuma seguir todos pela casa. Na quaresma não foi diferente. Quando o despertador da filha toca às 4h da madrugada, ele sai do quarto atrás dela e vai direto para sala onde já tem seu cantinho reservado. "Ele é igualzinho a gente. Tem dia que ele assiste, fica acordadinho, outros dias ele dorme um pouquinho, mas ele não fica no quarto e quer ficar com a gente na sala", contou Roseli. Cachorro é flagrado dormindo enquanto tenta acompanhar quaresma de São Miguel Arcanjo com a tutora Roseli Rocha da Silva Leia também: Sob ameaças de pai e madrasta: Adolescentes eram forçadas a produzir até 20 vídeos de conteúdo sexual por dia VÍDEO: Caminhoneiro é preso por tentar subornar policial com R$ 70 para evitar autuação Uniflor: Adolescente morre e criança na cadeirinha sai ilesa após carros baterem de frente Segundo Roseli, Rock é companheiro e está junto com as tutoras em todos os momentos. Roseli Rocha da Silva Significado da quaresma de São Miguel Arcanjo Assim como no período que antecede a Páscoa, a quaresma de São Miguel Arcanjo também é um período para rezar, fazer penitências e jejum. Por isso, muitos católicos estão se unindo em 40 dias de oração. Do dia 15 de agosto até o dia 28 de setembro, diariamente os devotos fazem orações a São Miguel Arcanjo, que é tido como o anjo guardião da Igreja Católica e dos cristãos. Como forma de honrar o anjo e mostrar devoção diante dos pedidos feitos em oração, os fiéis costumam jejuar e fazer sacrifícios nessa época. A quaresma é encerrada na véspera do dia do arcanjo, que é celebrado no dia 29 de setembro, mesmo dia dos arcanjos São Gabriel e São Rafael, segundo a fé católica. Os religiosos apontam que a tradição teve início com São Francisco de Assis e foi se propagando ao longo dos séculos. Segundo a Basílica de São Miguel Arcanjo, a quaresma “trata-se de uma devoção, e as devoções devem nos ajudar a viver melhor a nossa fé e o nosso relacionamento com Deus. Esse é o primeiro motivo pelo qual devemos ter e rezar as santas devoções e também para interceder pelas nossas causas e pelas causas de nossos irmãos”. O arcanjo Miguel aparece em várias passagens bíblicas como uma figura de proteção e justiça divina. Segundo a comunidade católica Canção Nova, que tem sede em Cachoeira Paulista (SP) e que está transmitindo a quaresma de Frei Gilson, o arcanjo é invocado pelos fiéis em “momentos de tentação e perigo espiritual”. São Miguel Arcanjo, anjo guardião da Igreja Católica no Santuário de Piquete. Divulgação/Pascom do Santuário de Piquete Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias em g1 Norte e Noroeste.
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g1 (RSS Feed) 9 months ago
Poupex terá de pagar R$ 2,1 milhões em danos morais coletivos por assédio; acordo cita até 'controle de tempo' nos banheiros image Sede da Poupex no Setor Militar Urbano em Brasília. Poupex/Divulgação A Poupex terá de pagar R$ 2,1 milhões em indenização por danos morais coletivos após denúncias de assédio investigadas pelo Ministério Público do Trabalho. O pagamento será dividido em 14 parcelas de R$ 150 mil, depositadas no fim de cada mês, de agosto de 2025 até setembro de 2026. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. A determinação consta no Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre o Ministério Público do Trabalho do DF e a Poupex no início deste mês. O documento determina também que a Poupex: encerre práticas de assédio moral, sexual e discriminação no ambiente de trabalho em todas as unidades crie ou aprimore de uma Comissão de Combate ao Assédio Moral e Sexual em 60 dias crie ou aprimore um Código de Ética e Conduta em 60 dias disponibilize de um canal de comunicação – e-mail, telefone, 0800, página na internet – para receber denúncias de assédio e discriminação em 60 dias resguarde o sigilo do denunciante, da suposta vítima e do fato denunciado e crie mecanismos antirretaliação apure as denúncias em até 30 dias a partir do recebimento, e conclua os processos administrativos em até 90 dias adote medidas disciplinares depois da conclusão do processo com prazo máximo de 30 dias crie ou aprimore uma cartilha informativa sobre assédio moral, sexual e discriminação faça uma pesquisa de clima organizacional anual – a primeira já no último dia 4; faça palestras anuais para prevenção de episódios de assédio moral, sexual e discriminação garanta acesso livre aos banheiros durante a jornada de trabalho, sem controle excessivo de tempo, autorização prévia ou qualquer forma de constrangimento dê fim às restrições abusivas e aos obstáculos desnecessários para a apresentação de atestados médicos dê fim às dispensas discriminatórias por motivos de gravidez, idade avançada ou condições de saúde e garanta de igualdade de tratamento e segurança no emprego O descumprimento das cláusulas incluem multas que variam entre R$ 2 mil e R$ 50 mil. Ao g1, a Poupex afirma que não tolera nenhuma prática de assédio moral, sexual ou de discriminação e tem atuado de forma firme para "reprimir eventuais comportamentos de colaboradores que não se coadunam com o padrão estabelecido no Código de Conduta" (veja nota completa abaixo). A determinação é resultado de um inquérito civil instaurado pelo Ministério Público do Trabalho do DF em 19 de fevereiro de 2024, baseado em uma denúncia de assédio psicológico e sexual na Poupex. 📽️ Veja como reconhecer assédio moral e sexual: Assédio moral e assédio sexual: entenda como reconhecer agressões no ambiente de trabalho A Poupex A Poupex foi criada em 1982 e é gerida pela Fundação Habitacional do Exército (FHE). Na diretoria da empresa, sete generais têm cargo de liderança – entre eles o presidente, Valério Stumpf Trindade, e o vice-presidente, João Batista Bezerra Filho. A empresa concede financiamentos imobiliários, abertura de poupança, consórcios e seguros. A sede da Poupex fica no Setor Militar Urbano (SMU), em Brasília, e há 84 pontos de atendimento no país. O que diz a Poupex? "Sobre o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que a POUPEX celebrou com o Ministério Público do Trabalho (MPT), no âmbito do Inquérito Civil Público n.º 000414.2024.10.000/7, prestamos os seguintes esclarecimentos: A instituição, pioneira no combate ao assédio e à discriminação no ambiente laboral, tem histórica atuação em ações preventivas e corretivas, incluindo a existência de Código de Conduta atualizado, Comitê de Ética atuante, canal de ouvidoria, equipe de psicologia organizacional e realização de treinamentos e palestras com autoridades na temática. A POUPEX também foi reconhecida, em 2024, com o Selo Gerar Bem-Estar, pela Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV). Sua pesquisa de clima organizacional desse mesmo ano indicou índice de satisfação de 77,1%. A instituição não tolera nenhuma prática relacionada ao assédio moral, sexual ou à discriminação e tem atuado de forma firme e diligente para reprimir eventuais comportamentos de colaboradores que não se coadunam com o padrão estabelecido no Código de Conduta e demais normativos. O Termo de Ajustamento de Conduta constituiu-se, nesse contexto, em oportunidade de ampliação e melhoria das medidas institucionais, com adesão à proposta do MPT. O TAC foi firmado incluindo indenização por dano moral coletivo, a ser destinada a entidades com finalidade social, que a POUPEX também poderá indicar, reafirmando o compromisso da instituição com sua agenda social, assim como na promoção de um ambiente de trabalho seguro, ético e respeitoso. A POUPEX permanece à disposição para eventuais esclarecimentos." LEIA TAMBÉM: ASSÉDIO MORAL E SEXUAL: você sabe identificar situações de assédio moral e sexual? Denúncias aumentaram mais de 233% em cinco anos no DF O QUE É ASSÉDIO MORAL: denúncias disparam no Brasil Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.