Justiça determina que governo do RN apresente plano para sanar desabastecimento em hospitais
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A Justiça do Rio Grande do Norte determinou que o Governo do RN apresente, no prazo de 15 dias, um plano para solucionar o desabastecimento da rede hospitalar do estado.
A decisão, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Natal, impõe a suspensão de pagamentos de despesas não essenciais e multa pessoal a autoridades estaduais caso o prazo não seja cumprido.
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O cumprimento de sentença é resultado de uma ação civil pública de 2012, que condenou o Estado a garantir o abastecimento contínuo de medicamentos e insumos essenciais.
Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Norte, autor da ação, a situação se agravou nos últimos anos, com dados que apontam reduções orçamentárias e falta de itens básicos.
Nesta semana, o MP apontou uma redução nos investimentos do Estado com a saúde e indicou que o RN ocupava o penúltimo lugar em um ranking do Ministério da Saúde em relação a gastos próprios das federações nessa área.
Os dados são do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos referentes ao mês de maio deste ano.
A análise orçamentária do MP aponta uma redução significativa nos gastos com saúde no primeiro semestre de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024. As despesas liquidadas tiveram um decréscimo de 67%, e as pagas caíram 68,14%.
Medidas que devem ser apresentadas
A decisão judicial lista uma série de informações que o Estado deve apresentar, como:
um organograma de decisões para as questões emergenciais de abastecimento;
um relatório detalhado do cumprimento de medidas judiciais anteriores;
um cronograma para a regularização dos problemas;
percentual de abastecimento de cada hospital;
a relação de medicamentos e insumos em falta;
o valor necessário para regularização imediata dos estoques;
as medidas concretas que serão implementadas nos próximos 90 dias.
Segundo o MP, na decisão, a magistrada citou que o Estado "se manteve omisso, não apresentando informações sobre as providências adotadas para cumprir as ordens judiciais".
A decisão também destacou que uma audiência de conciliação somente será marcada se as informações forem apresentadas integralmente e houver interesse efetivo do Poder Público Estadual em resolver a situação.
Hospital Walfredo Gurgel, em Natal
Sandro Menezes
Ação do MP
O MP entrou com a ação buscando soluções imediatas e urgentes para mitigar a crise de desabastecimento de insumos e medicamentos na rede de hospitais mantida pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap).
A baixa aplicação de recursos, aliada a um déficit de mais de R$ 141 milhões que deixaram de ser repassados pela Secretaria de Fazenda para a Saúde, são apontados pelo Ministério Público como os principais motivos para a crise de desabastecimento nos hospitais da rede estadual.
Em entrevista à Inter TV Cabugi na terça-feira, a secretária-adjunta de Saúde, Leidiane Fernandes de Queiroz, explicou que o aumento de leitos e a dificuldade de uma oferta maior na rede pública causaram dificuldades em relação ao desabastecimento.
"Encaixar a despesa, o crescimento de todo o custeio da saúde, nós abrimos muito leito de UTI, ampliamos muito as cirurgias. A gente não pode parar esse crescimento e nem deixar que as nossas unidades sofram com isso", disse.
Segundo o MP, a queda expressiva recursos financeiros é causada em razão da Secretaria de Fazenda (Sefaz) contingenciar recursos do Tesouro Estadual para o Fundo Estadual de Saúde, "o que resultou em um déficit de recursos acumulado de mais de R$ 141 milhões entre janeiro e até maio de 2025, considerando os valores efetivamente repassados pela Sefaz e o montante que deveria ser repassado de acordo com o previsto na LOA [Lei Orçamentária Anual] Saúde para o ano de 2025".
Hospitais têm falta de insumos básicos
A situação atinge as maiores unidades de saúde do estado, como o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, o Hospital Santa Catarina, o Giselda Trigueiro e o João Machado. Segundo o MP:
No Hospital Santa Catarina, na Zona Norte de Natal, o estoque chegou a registrar um índice alarmante de 40% de ausência de materiais e medicamentos em janeiro. A situação se repete em outras unidades:
No Hospital Giselda Trigueiro, referência em infectologia, também há problemas de desabastecimento.
No Hospital João Machado, há falta de condições mínimas de segurança, o que já levou à uma recomendação para bloquear leitos.
As constatações foram feitas em fiscalizações de rotina pela Promotoria de Saúde, o que motivou o Ministério Público a acionar a Justiça em um processo que já tramita há mais de uma década.
A promotora de Saúde, Iara Pinheiro, citou que até o hemocentro do Estado, que historicamente não tinha problemas de desabastecimento, recentemente apresentou.
"Nós identificamos que a situação de desabastecimento foi se agravando, foi se espalhando, a ponto de uma unidade que poucas vezes eu lidei com informações de desabastecimento, como o Hemonorte, nós fizemos uma visita lá no mês de junho, e uma das principais reclamações era desabastecimento", falou.
"O que as unidades solicitavam à Unicat, muitas vezes tem vindo o atendimento ao pedido é muito aquém do que precisa, mesmo as unidades mostrando que alguns itens já estavam com o estoque zerado".
Segundo o MP, a crise não é nova e está ligada a dívidas de anos anteriores da Sesap, burocracia nos processos de compras do estado e, principalmente, ao contingenciamento de recursos por parte da Sefaz.
A secretária-adjunta de Saúde, Leidiane Fernandes de Queiroz, explicou à Inter TV Cabugi, na terça-feira, que as pastas do governo tem reuniões frequentes sobre o tema e que o Estado já começou a pagar alguns fornecedores.
"Nos ultimos meses a gente aportou mais de R$ 5 milhões pra os itens que eram essenciais, estamos chamando cada vez mais os fornecedores para esse diálogo".
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G1
Justiça determina plano em até 15 dias para sanar desabastecimento de hospitais | G1
Cumprimento de sentença é resultado de uma ação civil pública de 2012 do Ministério Público do RN.
PM tenta embarcar em voo com documento de pessoa falecida
O soldado da Polícia Militar Raul dos Santos Gonçalves foi preso em flagrante no Aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza. Ele tentou embarcar em um voo para Guarulhos usando uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) com nome e CPF de outras pessoas. A passagem, inclusive, foi comprada com outra CNH adulterada. Esta, com o CPF de um homem morto.
O caso aconteceu no último dia 15 de agosto, e o g1 teve acesso ao alvará de soltura do militar nesta sexta-feira (29). Ele foi preso em flagrante no aeroporto, mas liberado pois a Justiça considerou que ele não oferece riscos à sociedade.
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Em nota, a defesa do policial disse que ele comprou as passagens através de propaganda de tráfego pago que viu no instagram sobre passagens aéreas com desconto em uma página de nome "Play Passagens" (veja a nota na íntegra abaixo).
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O policial tentava viajar para Foz do Iguaçu, mas com uma parada em Guarulhos, em São Paulo. Ele estava acompanhado de duas mulheres: a namorada, que ficou no aeroporto com ele; e uma amiga do casal, que embarcou com destino a Guarulhos.
No embarque, ele apresentou uma captura de tela (print) de uma CNH com o nome “Valter Ancacleto dos Santos”. No entanto, uma funcionária da companhia aérea já aguardava o passageiro pois havia a desconfiança que não se tratava da mesma pessoa.
A desconfiança surgiu pois o sistema da empresa identificou que a compra foi feita com o CPF de um terceiro homem (que constou como “titular morto”). Ou seja, na compra e na hora do embarque, foram apresentadas duas CNHs adulteradas, com nomes e CPFs de outras pessoas.
Devido à situação, a Polícia Federal foi acionada. Em depoimento, a funcionária da companhia disse que o policial respondia quando ela o tratava como “Valter”. Após apresentar a captura de tela, a mulher solicitou o documento na versão digital, mas ele afirmou que não teria como acessar o documento, pois estava em outro celular, descarregado; e ele também não estava em posse da versão física da CNH.
Após a chegada da Polícia Federal, no entanto, Raul apresentou a CNH verdadeira, que realmente pertence a ele. O policial argumentou que teria comprado as passagens aéreas de um amigo, e pagado via Pix. Porém, ele disse não saber a procedência das passagens e negou saber que as passagens estavam no nome de outra pessoa — que está morta.
A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) tomou conhecimento do caso e abriu uma investigação contra o policial.
Ele foi preso em flagrante, autuado por uso de documento falso e por falsificação de documento particular.
Nota da defesa de Raul dos Santos Gonçalves na íntegra:
"O investigado comprou as passagens através de propaganda de tráfego pago que viu no instagram sobre passagens aéreas com desconto em uma página de nome "Play Passagens". Enviou seus dados e das pessoas que iriam embarcar com ele. A pessoa que lhe vendeu as passagens atrasou no envio das passagens, somente lhe mandando por volta das 15h, sendo que o voo já estava previsto para embarque às 15:30. Frise-se que o investigado não apresentou o documento, mas que a funcionária da empresa aérea passou o dedo na tela do seu celular no momento em que mostrou a passagem para ela e foi visualizado o documento de terceira pessoa. Sendo surpresa até mesmo para o investigado. O investigado já estava com sua CNH original em mãos diretamente do CARTEIRA DIGITAL DE TRÂNSITO para ser apresentado. O suposto documento falso foi em PDF e sequer foi apresentado. Portanto trata-se de fato atípico, haja vista o investigado não ter tido o dolo de praticar nenhum crime. A defesa comprovará sua inocência no decorrer do processo."
Policial é preso ao tentar embarcar em voo após comprar passagem com CPF de homem morto, em Fortaleza.
Reprodução
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O promotor Amauri Silveira Filho, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Campinas (SP), alvo do plano de assassinato do PCC.
Pedro Santana/EPTV
Uso de dois carros blindados e busca por "operadores experientes" para executar a emboscada com armamentos pesados estão entre detalhes do plano da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) para matar o promotor Amauri Silveira Filho, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Campinas (SP).
Dois empresários suspeitos de financiar e articular o plano foram presos temporariamente nesta sexta (29). Em entrevista exclusiva à EPTV, afiliada TV Globo, Amauri Filho apontou que havia a possibilidade de uso de ex-militares na tentativa de assassinato.
"Segundo trazido ao conhecimento do Gaeco, o plano consistiria na realização de uma emboscada com a utilização de dois veículos blindados, armamento pesado e com o emprego de operadores experientes, talvez ex-militares, que soubessem como executar a operação, como operar esses armamentos, como conduzir os veículos", revelou.
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Amauri destacou que o Gaeco conduzia uma investigação contra a organização criminosa e lavagem de dinheiro, quando os promotores receberam a informação de que investigados e outras pessoas, até então desconhecidas, teriam se articulado para obstruir esse trabalho.
"A informação que chegou ao nosso conhecimento é que o objetivo desse atentado, dessa emboscada, seria, como já aconteceu no passado outras vezes, tumultuar a apuração dos fatos, desviar os olhares do Ministério Público, ou pelo menos, atrasar a investigação em andamento. E, na verdade, isso acaba efetivamente acontecendo, porque a gente teve que parar o trabalho que a gente estava fazendo, para executar o que a gente está fazendo hoje", explicou.
O mesmo plano tinha como objetivo assassinar o comandante de uma polícia de São Paulo, que não teve o nome e a função exata divulgados.
O promotor do Gaeco em Campinas disse ainda que há notícia que ele teria sido alvo de vigilância e levantamento de informações, e agora as investigações buscam confirmar o que de fato foi feito. E pontuou a gravidade do plano.
"A gente mostra uma situação preocupante que os criminosos ultrapassam mais uma linha, no sentido de afrontar contra o Estado democrático de direito", diz.
Investigação
O Mp aponta que o plano teria sido articulado pelo empresário Maurício Silveira Zambaldi, preso em Campinas na manhã desta sexta (29), para recuperar o "prestígio" no meio criminoso depois de ser investigado por associação à organização criminosa Primeiro Comanda da Capital (PCC).
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Um dos principais articuladores do plano é Sérgio Luiz de Freitas Filho, o "Mijão", um dos chefes do PCC que está entre os principais operadores do tráfico de drogas no país, segundo o MP.
Maurício é apontado como responsável por utilizar sua loja de motos na cidade, a Dragão Motors, para fazer a lavagem de dinheiro para a facção.
De acordo com o MP, o namorado da filha de Maurício também foi apreendido para apurar se houve tentativa de obstrução da justiça, porque a equipe encontrou o celular dele quebrado sobre o telhado de um imóvel vizinho durante a operação.
Em nota, o advogado que representa Maurício e o namorado da filha do suspeito informou que "ambos os investigados negam veementemente qualquer participação em plano que atente contra a integridade física de autoridades" e que "qualquer ilação em sentido contrário carece de fundamento". - veja a nota na íntegra no fim da reportagem.
O promotor Amauri Silveira Filho conduziu investigações sobre esquemas de corrupção em contratos públicos e policiais civis envolvidos com tráfico de drogas.
Para planejar a morte do promotor, Maurício procurou o empresário José Ricardo Ramos, que também foi preso nesta sexta em Campinas. Ele teria providenciado a aquisição de veículos e armamento, além da contratação de executores para criar uma emboscada ao promotor.
O MP informou que as prisões dos empresários não possuem relação com a megaoperação contra esquema bilionário do PCC no setor de combustíveis, realizada nesta quinta-feira (28).
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Mandados cumpridos
A Justiça de Campinas expediu três mandados de prisão, mas o terceiro investigado segue foragido. Segundo o MP, trata-se de Sérgio Luiz de Freitas Filho, o "Mijão", um dos chefes do PCC - leia mais aqui.
Além das duas prisões, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira.
Maurício Silveira Zambaldi e José Ricardo Ramos atuam nos setores de comércio de veículos e transporte. Um deles foi detido no bairro Cambuí, região central de Campinas, e o outro no condomínio Alphaville, na mesma cidade.
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Arte/g1
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Um dos principais articuladores do plano é Sérgio Luiz de Freitas Filho, o "Mijão", um dos chefes do PCC que está entre os principais operadores do tráfico de drogas no país, segundo o MP.
Ele está foragido há anos e, segundo as investigações, pode estar escondido na Bolívia, de onde continuaria comandando atividades criminosas. As investigações continuam para localizar outros suspeitos.
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O que diz a defesa dos suspeitos?
A defesa técnica de Maurício Silveira Zambaldi e I. J. F. F. informouq ue não obteve acesso aos autos da investigação e destacou que os investigados negam qualquer participação em plano que atente contra a integridade física de autoridades.
Veja a nota na íntegra:
A defesa técnica dos investigados Maurício Silveira Zambaldi e I. J. F. F., no âmbito da investigação denominada Operação Pronta Resposta, conduzida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, informa que:
(i) A defesa ainda não obteve acesso amplo e irrestrito aos autos da investigação e aguarda que tal acesso seja concedido nas próximas horas.
(ii) Neste momento, ambos os investigados negam veementemente qualquer participação em plano que atente contra a integridade física de
autoridades. Qualquer ilação em sentido contrário carece de fundamento.
(iii) A defesa técnica confia plenamente que a verdade dos fatos será devidamente estabelecida no curso da investigação.
(iv) Os investigados permanecem à disposição das autoridades para colaborar com o esclarecimento dos fatos, sempre na busca da verdade real.
O g1 não conseguiu localizar a defesa de José Ricardo Ramos.
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Acidente entre caminhões causa congestionamento no km 106 da Raposo Tavares em Sorocaba (SP)
Artesp/Divulgação
Um acidente entre dois caminhões provocou congestionamento no sentido interior da Rodovia Raposo Tavares (SP-270), em Sorocaba (SP), na tarde desta sexta-feira (29). Ninguém se feriu.
Segundo a concessionária que administra o trecho, um dos veículos estava parado na faixa de aceleração quando foi atingido na lateral pelo outro caminhão, que trafegava pela rodovia.
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O acidente bloqueou a faixa dois e o acostamento por volta das 17h, causando um congestionamento de cerca de 6 km entre os kms 100 e 106. Por volta das 19h, o tráfego já fluía pela faixa um.
Equipes de operação da concessionária estiveram no local para prestar atendimento e orientar os motoristas.
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Um motorista da empresa responsável pela coleta de lixo em Monte Azul Paulista (SP) foi preso na manhã desta sexta-feira (29) por suspeita de envolvimento com tráfico de drogas.
Segundo o delegado Flávio Vilella, Valdemar Silva Carvalho de 44 anos, utilizava o caminhão do trabalho para fazer a entrega.
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A polícia chegou até o suspeito após, pelo menos, duas denúncias anônimas no último mês.
"Tudo começou com uma denúncia anônima realizada no início de julho. Um indivíduo comunicou aqui a delegacia que o indivíduo estava realizando a traficância no interior do caminhão de coleta da prefeitura. Veio outra denúncia nessa semana. E aí, na data de hoje, a gente realizou uma grande operação na cidade para cumprir diversos mandados judiciais, e aproveitamos a oportunidade para realizar a abordagem desse veículo".
Ainda segundo o delegado, em revista pessoal, não foram encontradas drogas com Valdemar, mas no caminhão havia 11 porções de cocaína e uma de maconha, além de R$ 800 em dinheiro. O celular dele foi apreendido.
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À EPTV, afiliada da TV Globo, Vilella disse que o motorista confessou o crime e chorou, demonstrando arrependimento.
"Primeiramente, na hora da abordagem, falou que não sabia nada sobre tráfico. Na busca pessoal, nada foi encontrado, mas na revista na cabine já localizamos rapidamente todas as porções de maconha e cocaína, quantia em dinheiro. Nesse momento ele confessou o crime, chorou e demonstrou arrependimento".
Motorista de caminhão de lixo é preso em Monte Azul Paulista, SP, por suspeita de tráfico de drogas
Divulgação
Ainda segundo o delegado, Valdemar revelou que devia dinheiro para um homem em Ribeirão Preto (SP) e estava sendo ameaçado de morte.
O homem já tinha passagens pela polícia e já foi condenado por tráfico de drogas anteriormente. Ele trabalhava na empresa terceirizada há cinco anos e há dois atuava como motorista do caminhão de lixo.
Procurada pela EPTV, a defesa de Valdemar disse que ele é inocente e colabora com a Justiça.
Em nota, a Encom, empresa responsável pela coleta de lixo em Monte Azul Paulista, também disse que colabora com a investigação e está tomando as medidas para garantir a manutenção do serviço na cidade.
A advogada Danianna Diello, do Serviço Autônomo de Água e Esgoto, responsável pela contratação da empresa, disse que o motorista já foi substituído.
"A gente entrou em contato, eles estão tomando as medidas deles, de acordo com o que a legislação permite, apurando os fatos, e imediatamente um novo motorista pro caminhão já foi colocado à disposição então a coleta de resíduos, o serviço de recolhimento dos resíduos, do descarte de lixo não vai sofrer nenhum prejuízo, o munícipe não vai ser prejudicado por isso que aconteceu".
Vendas eram negociadas por aplicativo de mensagem
De acordo com o delegado Flávio Vilella, a venda da droga para usuários era negociada por um aplicativo de mensagem. O celular do motorista foi apreendido e vai passar por perícia.
"Basicamente, os usuários entravam em contato com ele por meio do aplicativo WhatsApp, combinavam um local de entrega, e ele aproveitava a oportunidade, que estava dirigindo um caminhão de lixo que não levanta suspeita, esse é o grande problema, e realizava a entrega para esse usuário".
A princípio, a polícia não desconfia que outros funcionários da empresa estejam envolvidos no esquema, mas vai analisar a troca de mensagens de Valdemir com outras pessoas, principalmente, para descobrir de onde vinha a droga.
"A gente não desconfia de outros funcionários, mas vamos analisar o celular dele. Já pedi a representação pela quebra dos dados contidos no celular para verificar com quem ele buscava essa droga principalmente para realizar essa revenda".
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Tarifas americanas sobre importações da Índia sobem para 50%
O presidente Donald Trump contrariou a decisão do tribunal de apelações dos Estados Unidos, e reafirmou que as tarifas continuam em vigor. O republicano disse que a corte "altamente partidária" disse "incorretamente" que as tarifas deveriam ser removidas e que recorrerá à Suprema Corte para manter a validade da taxação.
"Se essas tarifas forem eliminadas, seria um desastre total para o país. Isso nos tornaria financeiramente fracos, e precisamos ser fortes. Os EUA não tolerarão mais enormes déficits comerciais e tarifas injustas, além de barreiras comerciais não tarifárias impostas por outros países — amigos ou inimigos — que prejudicam nossos fabricantes, agricultores e todos os demais", escreveu Trump em sua rede social.
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"Se essa decisão for mantida, ela literalmente destruiria os Estados Unidos da América. No início deste fim de semana do Dia do Trabalho, todos devemos lembrar que as TARIFAS são a melhor ferramenta para ajudar nossos trabalhadores e apoiar empresas que produzem excelentes produtos FEITOS NOS EUA."
A corte decidiu nesta sexta-feira que a maior parte das tarifas impostas por Donald Trump é ilegal, enfraquecendo o uso dessa ferramenta como pilar de sua política econômica internacional.
O presidente dos EUA fez das tarifas um instrumento central de política externa, usando-as para pressionar países exportadores e renegociar acordos comerciais. A estratégia garantiu vantagens em negociações, mas elevou a volatilidade dos mercados financeiros.
A Corte de Apelações do Circuito Federal, em Washington, analisou a legalidade das chamadas tarifas “recíprocas”, adotadas por Trump em abril, além de outro pacote imposto em fevereiro contra China, Canadá e México.
A decisão não atinge tarifas aplicadas sob outras bases legais, como as sobre importações de aço e alumínio. É esperado que o caso seja levado à Suprema Corte dos EUA.
Trump justificou as tarifas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), que autoriza o presidente a agir diante de ameaças “incomuns e extraordinárias” em emergências nacionais.
Criada em 1977, a lei sempre foi usada para sancionar inimigos ou congelar ativos. Trump, primeiro a aplicá-la a tarifas, argumentou que as medidas eram necessárias diante dos déficits comerciais, da perda de capacidade industrial e do tráfico de drogas.
Embora a lei não cite tarifas, o Departamento de Justiça defendeu que a IEEPA autoriza medidas emergenciais que permitem ao presidente “regular” ou até bloquear importações.
Em abril, Trump declarou emergência nacional alegando que o déficit comercial histórico enfraquecia a indústria e a prontidão militar dos EUA. Já as tarifas de fevereiro contra China, Canadá e México foram justificadas sob a acusação de que esses países não atuavam o suficiente para conter o contrabando de fentanil — algo que todos negaram.
A decisão envolveu dois processos: um movido por cinco pequenas empresas e outro por 12 estados liderados por democratas, ambos argumentando que a IEEPA não autoriza tarifas.
Segundo as ações, a Constituição atribui ao Congresso — e não ao presidente — a competência para criar impostos e tarifas, e qualquer delegação nesse sentido deve ser explícita e limitada.
Em 28 de maio, a Corte de Comércio Internacional, em Nova York, já havia decidido contra as tarifas de Trump, concluindo que ele excedeu sua autoridade. O painel de três juízes incluía um indicado pelo próprio republicano.
Outro tribunal em Washington também rejeitou o uso da IEEPA para justificar tarifas, decisão que está em recurso. Ao menos oito ações questionam a política tarifária de Trump, entre elas uma movida pelo Estado da Califórnia.
Donald Trump em reunião de gabinete
REUTERS/Jonathan Ernst
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O que é feminicídio?
Fabricia Costa de Souza, de 23 anos, foi morta com um tiro na cabeça pelo marido na tarde de quinta-feira (28), na zona rural de Buritis, em Rondônia. Antes de ser baleada, ela foi agredida e arrastada pelo suspeito que fugiu após o crime. A vítima deixou dois filhos pequenos.
Segundo o delegado, a vítima vivia um relacionamento abusivo e era pressionada a não procurar ajuda policial. Em 2023, por exemplo, Fabricia registrou uma denúncia de violência doméstica contra o marido.
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De acordo com o registro de ocorrência, o corpo de Fabricia foi encontrado por vizinhos. A perícia apontou que Fabricia foi atingida por um único disparo na cabeça. Duas armas de fogo foram encontradas na casa e encaminhadas para análise.
O delegado Adriano França, responsável pela investigação, disse que o crime pode ter ocorrido após uma discussão entre o casal. O casal costumava consumir bebidas alcoólicas e brigava com frequência.
“Essa situação de violência doméstica é delicada e não rara. Ela culmina em agressões físicas e também para casos de feminicídio” , explica o delegado.
Câmeras de segurança foram encontradas no local e devem passar por perícia. As imagens podem ajudar na investigação. Até o momento, o suspeito não foi localizado para prestar depoimento.
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Vídeo mostra momento em que bombeiro do RJ cai de base jump no ES
Olhar para baixo já causa vertigem. Imagine, então, gravar e rever a própria queda de uma montanha de 850 metros de altura. O bombeiro do Rio de Janeiro Carlos Solto, que caiu após saltar da Pedra dos Cabritos, em Castelo, no Sul do Espírito Santo, compartilhou com o g1 as imagens do salto que fez no dia 13 de agosto e terminou em queda.
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Na ocasião, ele foi resgatado e levado de helicóptero ao hospital com diversas fraturas. Na última quinta-feira (28), ele disse que ainda está fazendo tratamento médico e tratando os ferimentos por conta dos ferimentos.
As imagens (veja acima) foram captadas por duas câmeras, uma capturando imagens na horizontal, e outra, na vertical, que ficou acoplada ao capacete dele.
Bombeiro do Rio de Janeiro caiu de montanha no Espírito Santo
Acervo pessoal
Nas imagens dos resgate que também feitas pelo Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer), é possível ver o piloto sendo imobilizado na pedra e, depois, içado pelo helicóptero.
O resgate
O base jump é um esporte radical em que o atleta salta em queda livre de uma estrutura alta e, após a queda, abre um paraquedas.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o equipamento da vítima girou no momento da queda. O homem ainda tentou controlar, mas foi jogado em direção à pedra e desceu batendo na encosta até cair em uma área de difícil acesso.
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Piloto de base jump e bombeiro de 40 anos caiu ao saltar de rampa em Castelo, Espírito Santo e chamou resgate
Reprodução/TV Gazeta
A equipe conseguiu chegar ao ponto na base da pedra, no meio da mata fechada, e encontrou o piloto com fraturas na perna direita, dores na costela e quadril, além de sentir dificuldade para respirar.
O helicóptero do Notaer foi acionado, o homem foi imobilizado e levado para o Hospital de Castelo pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Segundo os socorristas, após o primeiro atendimento, a vítima foi levada para a Santa Casa de Misericórdia, em Cachoeiro de Itapemirim.
O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) informou que tomou conhecimento do acidente envolvendo um guarda-vidas lotado no 3º Grupamento Marítimo (3º GMAR durante prática esportiva de base jump.
Disse ainda que o militar encontra-se internado em unidade hospitalar, consciente e estável. E que está sendo providenciado o Transporte Inter-Hospitalar (TIH) aéreo para transferência ao Rio de Janeiro, tão logo haja autorização médica para o deslocamento.
Vítima precisou ser resgatada de helicóptero após cair em área de mata em rampa em Castelo, Espírito Santo
Reprodução/TV Gazeta
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PM mostra estufas de maconha, cogumelos e ayahuasca apreendidos em Divinópolis
Um homem de 38 anos foi preso depois que a Polícia Militar (PM) descobriu que ele mantinha um laboratório de drogas no bairro Realengo, em Divinópolis. Entre os materiais apreendidos estavam cogumelos alucinógenos, ayahuasca e estufas para cultivo de maconha.
🔎 Também conhecida como chá do Santo Daime, a ayahuasca é uma bebida produzida com ervas da região amazônica utilizada em alguns rituais religiosos.
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Segundo a PM, a ação começou após denúncias de que o morador mantinha um laboratório clandestino em um condomínio residencial na Rua Soldado Domingos Brandão.
No corredor do prédio, os militares sentiram forte cheiro de maconha e, ao observarem por uma fresta da porta de um dos imóveis, viram dois potes da droga sobre um sofá e uma balança de precisão.
Estufa de maconha usada em laboratório de drogas no Bairro Realengo, em Divinópolis
PM/Divulgação
O homem foi abordado dentro de um apartamento, onde também foram encontrados 26 frascos com cogumelos alucinógenos. Em seguida, ele confessou que havia montado parte do laboratório no apartamento ao lado.
No segundo apartamento, os militares encontraram uma estrutura completa para o cultivo de maconha, com liquidificador, iluminação para estufas, produtos químicos e três estufas: duas menores, cada uma com uma planta de maconha, e uma terceira de maior porte com vários vasos da droga.
Já em um terceiro apartamento, usado como residência, a polícia localizou duas garrafas de chá de Santo Daime armazenadas em uma geladeira. O homem foi preso em flagrante por tráfico de drogas e encaminhado à delegacia junto com todo o material apreendido.
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Bailarino de Uberaba é aprovado em universidade de dança nos EUA
Adiantado na escola, Vithor Ricardo Languardia, de 20 anos, sempre viveu em outro ritmo. Diagnosticado ainda na infância com superdotação e dislexia, o jovem cresceu em Uberaba, no Triângulo Mineiro, sabendo de sua condição. Sempre “curioso e dedicado”, como o descreve a mãe, Fernanda Languardia, de 45 anos, Vithor correu — ou melhor, dançou — atrás dos seus sonhos.
E em junho de 2025, conquistou. Morando atualmente em Joinville (SC), o bailarino foi aprovado com bolsa integral para estudar Dança na Universidade de Oklahoma, nos Estados Unidos. O benefício, equivalente a cerca de R$ 700 mil, cobre parte dos custos da nova formação acadêmica.
A Universidade de Oklahoma é reconhecida pela excelência em Dança e oferece bolsas integrais para estudantes com alto desempenho acadêmico e artístico. A seleção inclui análise de portfólio, histórico escolar, proficiência em inglês e entrevistas.
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Antes disso, Vithor concluiu a graduação em Biomedicina e está prestes a se formar como bailarino pela Escola do Teatro Bolshoi no Brasil.
“Eu vim para Joinville há 9 anos e eu nem imaginava todo esse mundo da dança, mas a partir do momento que eu entrei, eu pensei ‘tá, é isso o que eu quero da vida’, e depois de 8 anos de formação na escola [de balé] Bolshoi, eu recebi essa notícia”, disse Vithor à TV Integração.
Diagnóstico precoce
Desde os primeiros anos, Vithor demonstrava habilidades avançadas. Aprendeu a ler sozinho aos três anos e, aos seis, foi diagnosticado com dislexia e superdotação. Com dificuldades de adaptação, a família buscou instituições em Uberaba que pudessem atender às necessidades específicas do menino.
Segundo o psicólogo Cláudio Lima, o caso de Vithor é conhecido como “dupla excepcionalidade”, quando há desafios com a linguagem escrita, mas também uma capacidade cognitiva acima da média.
“Quando falamos em superdotação, não estamos necessariamente falando de genialidade, mas de pessoas que apresentam um funcionamento cerebral diferenciado. A neurociência mostra que eles têm conexões mais rápidas e eficientes”, explicou o psicólogo.
Vithor relata que, por muito tempo, teve dificuldade em aceitar suas características e “não queria acreditar que era diferente”. Até os nove anos, enfrentava sérios problemas de aprendizado, mas anos depois, o cenário se inverteu e ele foi reclassificado duas vezes, concluindo o ensino médio aos 15 anos.
Segundo Cláudio Lima, a superdotação precisa de estímulo e apoio.
“Se o paciente acredita que a dislexia é um limite, pode desenvolver ansiedade. Mas, se compreende que sua forma de aprender é diferente, transforma o desafio em resiliência. Quando há suporte, a dislexia não anula a superdotação — pode se tornar combustível", afirmou o psicólogo.
Uberabense bailarino da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville (SC).
Redes Sociais/Divulgação
Apoio familiar
Fernanda e José Ricardo Rocha de Moraes, pais de Vithor, sempre priorizaram o bem-estar dos filhos. Mesmo enfrentando dificuldades financeiras, fizeram o possível para garantir qualidade de vida e oportunidades para os filhos.
“Vithor foi nossa primeira experiência, então tudo foi mais difícil. Não sabíamos muito sobre altas habilidades. Com Matheus foi mais tranquilo, porque as características eram parecidas. Já com Laís, tudo tem sido mais leve. Além da vivência com os meninos, tive tempo para estudar mais sobre o assunto e fiz Pedagogia, o que me ajudou bastante”, disse Fernanda.
Todos os irmãos de Vithor também foram diagnosticados com altas habilidades e seguiram o caminho artístico do mais velho. Matheus, de 18 anos, e Laís, de 12, encontraram na arte uma forma de se expressar e se conectar com o mundo, cada um com sua essência, mas unidos pelo mesmo talento.
“Quando comecei a entender melhor sobre o transtorno e adotei novas estratégias de aprendizado, percebi que não deixaria a dislexia ser uma barreira. Mais maduro, consegui melhorar meu desempenho. Acredito que meu esforço em contornar os efeitos negativos foi o que me levou a essa oportunidade nos EUA”, contou o bailarino.
Do circo aos palcos de Joinville
Em 2016, por motivos pessoais, a família se mudou para Macapá (AP), onde morou em um circo durante um período em um circo. O proprietário, amigo da família, ofereceu moradia em troca de serviços.
E nesse ambiente, por meio de projetos sociais, que Vithor teve mais contato com o universo artístico. Músico autodidata, ele toca violão, piano e violino, além de cantar, compor, atuar, escrever poesia e se apresentar como artista circense.
Percebendo o talento do jovem, o proprietário indicou à família a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville (SC). Um ano depois, em busca de melhor ensino para os filhos, a família decidiu se mudar para a cidade catarinense.
A viagem foi feita por terra e água: três dias de barco até Belém (PA) e dez dias de carro até Joinville. O veículo foi comprado horas antes da partida e vendido ao chegar, garantindo recursos para os primeiros meses.
“Viemos com um propósito muito grande. Acredito que eles foram agraciados por Deus”, disse Fernanda.
E foi em julho de 2018, durante o Festival de Dança de Joinville, que Vithor se inscreveu na seletiva da Escola Bolshoi. Mesmo sem experiência na dança, o jovem surpreendeu a todos passando nas três etapas, dando início a sua formação como bailarino profissional.
“Antes da seletiva, eu não tinha nenhuma relação com a dança, muito menos com o balé clássico. Sempre fui tímido e nunca imaginei me expor como faço hoje. Toda minha percepção sobre o balé foi construída dentro da escola. Foi um encontro inesperado e precioso”.
Festival de Dança de Joinville é o maior do mundo
Reprodução/Festival de Dança de Joinville
Bolsa nos EUA
Durante um intercâmbio entre a Escola Bolshoi e a Universidade de Oklahoma, Vithor conheceu o diretor artístico Glenn Edgerton. Após algumas aulas, o bailarino se identificou com o estilo de ensino e reforçou o interesse pela universidade.
“No dia da partida, tivemos uma última conversa. Ele disse que gostou de mim e da minha dança, e me passou seu e-mail. Dias depois, recebi a proposta de bolsa pela direção do Bolshoi e confirmei meu interesse”, relatou Vithor.
No caso de Vithor, a bolsa integral cobre cerca de U$ 140 mil — o equivalente a R$ 700 mil. Apesar do benefício, a família ainda precisa arcar com parte dos custos durante a formação. Para ajudar tornar esse sonho real, a família está promovendo uma campanha nas redes sociais.
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