Barulho, pouco sono e álcool em excesso: combinação pode levar o cérebro ao limite da exaustão
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/iqK0oSBsrqqKc62wXD3GNnuNOEk=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/P/1/J8SWSJTdWmzvXjmVBoqQ/whatsapp-image-2026-02-12-at-16.33.59.jpeg"/> Multidão acompanha abertura do carnaval do Recife 2026, no Marco Zero
Leo Caldas/g1
O Carnaval é sinônimo de música alta, madrugada estendida e brindes repetidos. Para o cérebro, porém, a soma desses estímulos pode significar sobrecarga. A exposição prolongada a sons intensos, a privação de sono e o consumo excessivo de álcool atuam em áreas centrais do sistema nervoso e, quando combinados, potencializam riscos que vão de perda auditiva a alterações cognitivas e comportamentais.
O neurocirurgião Helder Picarelli, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e pós-doutor pela Universidade de São Paulo (USP), explica que o impacto começa pelo ouvido, mas não termina nele.
"Uma conversa comum gira em torno de 60 decibéis, nível considerado seguro. Já blocos e shows podem ultrapassar 100 decibéis —intensidade que reduz drasticamente o tempo de tolerância do organismo", diz.
Segundo ele, sons elevados e prolongados lesam as células ciliadas da cóclea, estruturas responsáveis por transformar vibrações em impulsos elétricos para o cérebro. O dano pode resultar em perda auditiva, dificuldade de discriminar sons e zumbido persistente. Em níveis ainda mais altos —como explosões ou fogos muito próximos— a lesão pode ser imediata e irreversível.
G1 - transmissão ao vivo Globo SP - Transmissão Carnaval 2026
Excesso ativa circuitos ligados ao estresse
Embora o ruído não cause, de forma direta, uma lesão cerebral estrutural, ele interfere no funcionamento do sistema nervoso. O estímulo intenso mantém o cérebro em estado de alerta, dificulta o sono, altera o humor e aumenta a fadiga mental. Pessoas com maior sensibilidade sensorial, como indivíduos no espectro autista, tendem a sofrer ainda mais com sons agudos e repetitivos.
Neurologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Guilherme Olival complementa que o excesso de estímulo auditivo ativa circuitos ligados ao estresse. O cérebro interpreta a intensidade sonora como ameaça, elevando a liberação de cortisol, hormônio relacionado à resposta de alerta.
O resultado pode ser irritabilidade, dificuldade de concentração e sensação de esgotamento cognitivo.
Nesse contexto, o uso de protetores auriculares não protege apenas a audição. Ao reduzir o estímulo sonoro, diminui também a ativação desses circuitos de estresse, funcionando como uma barreira indireta contra a sobrecarga neural.
Foliões se beijam sob a chuva durante cortejo do bloco Bantantã Folia, nas imediações do Metrô Butantã
WALMOR CARVALHO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Noites em claro fazem o cérebro perder o freio
Se o barulho mantém o cérebro em alerta, a privação de sono impede que ele se recupere. A primeira região a sofrer com uma noite mal dormida é o córtex pré-frontal, responsável por julgamento, planejamento e controle de impulsos. Em seguida, áreas ligadas à memória, como o hipocampo, também passam a funcionar de forma menos eficiente.
Olival explica que, após 24 horas acordado, o desempenho cognitivo pode se aproximar do observado em alguém sob efeito significativo de álcool, com prejuízo da atenção e da capacidade de reação.
Biologicamente, há aumento do cortisol, desregulação de neurotransmissores e maior ativação da amígdala, estrutura associada às respostas emocionais.
A privação repetida gera o que os especialistas chamam de “dívida de sono”. Uma boa noite pode aliviar a sensação subjetiva de cansaço, mas as funções executivas demoram dias para se normalizar.
Em casos prolongados —48 ou 72 horas sem dormir— o cérebro pode apresentar alucinações, crises convulsivas e episódios de “apagão” como mecanismo de proteção.
Picarelli ressalta que cada pessoa tem um limiar individual, mas, de modo geral, adultos precisam de cerca de 8 horas de sono por noite para manter desempenho adequado. Dormir menos por vários dias consecutivos compromete memória, raciocínio e reflexos —cenário que se repete com frequência após a maratona de blocos.
Concentração da saída do bloco de Bell Marques
Jackson Martins /Agfpontes
Álcool: primeiro desliga o freio, depois o motor
O álcool atua como depressor do sistema nervoso central. Inicialmente, inibe neurônios responsáveis pelo controle inibitório, o que explica a sensação de euforia e desinibição nas primeiras doses. À medida que a concentração aumenta, regiões como o cerebelo (ligado à coordenação motora) e o hipocampo (essencial para a formação de memórias) passam a ser afetadas.
É nesse estágio que surgem fala arrastada, desequilíbrio e os chamados “apagões”, quando períodos inteiros deixam de ser registrados na memória. Em níveis mais elevados, pode haver depressão respiratória e coma alcoólico.
Os efeitos variam conforme a velocidade de ingestão, a presença de alimento no estômago, o metabolismo individual e a concentração da bebida.
Bebidas destiladas, com teor alcoólico acima de 40%, elevam rapidamente a quantidade de álcool no sangue.
O consumo repetido em grandes quantidades —o chamado binge drinking— pode gerar efeito cumulativo. Ao longo dos anos, o uso frequente está associado à atrofia cerebral, prejuízo cognitivo, neuropatias periféricas e deficiência de vitaminas do complexo B, além de danos hepáticos graves, como cirrose.
Bloco do Urso em 2025, em Santa Rita do Sapucaí (MG)
Bloco do Urso/Divulgação
A combinação que multiplica riscos
Separadamente, barulho intenso, falta de sono e álcool já comprometem o desempenho cerebral. Juntos, os efeitos se potencializam.
A privação de sono reduz o controle inibitório; o álcool enfraquece ainda mais esse sistema. O resultado é maior impulsividade, pior avaliação de risco e aumento da probabilidade de acidentes, conflitos e comportamentos perigosos.
A mistura com energéticos pode mascarar a sonolência, mas não reduz o prejuízo cognitivo. Ao contrário, prolonga o tempo de exposição ao álcool e pode aumentar o risco de arritmias e convulsões em pessoas predispostas.
Indivíduos com enxaqueca, epilepsia, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) ou transtornos de ansiedade formam um grupo ainda mais vulnerável. Alterações de sono e estímulos intensos são gatilhos conhecidos para crises, especialmente em quem já tem diagnóstico neurológico prévio.
Quando procurar ajuda
Após o Carnaval, alguns sinais exigem avaliação médica.
Zumbido persistente (avaliar com otorrinolaringologista com urgência).
Confusão mental.
Amnésia prolongada.
Desorientação.
Dor de cabeça súbita e intensa.
Convulsões.
Fraqueza em um lado do corpo.
Perda visual.
É possível curtir sem sobrecarregar?
Os especialistas reforçam que o cérebro responde positivamente a estímulos prazerosos, como música e dança. O problema está no excesso e na ausência de recuperação.
Algumas medidas simples ajudam a proteger o sistema nervoso durante o Carnaval:
Dormir de 6 a 8 horas sempre que possível.
Intercalar momentos de descanso entre os blocos e eventos.
Manter hidratação adequada ao longo do dia.
Evitar misturar álcool com energéticos.
Usar proteção auditiva em ambientes com som muito alto.
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/P/1/J8SWSJTdWmzvXjmVBoqQ/whatsapp-image-2026-02-12-at-16.33.59.jpeg)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/P/1/J8SWSJTdWmzvXjmVBoqQ/whatsapp-image-2026-02-12-at-16.33.59.jpeg)
G1
Barulho, pouco sono e álcool em excesso: combinação pode levar o cérebro ao limite da exaustão | G1
Especialistas explicam como o trio elétrico, as noites em claro e o consumo exagerado de bebida podem afetar audição, memória, humor e capacida...
Volantes da Timemania
G1
Veja abaixo os números do sorteio do concurso 2356 da Timemania realizado neste sábado (14):
Dezenas: 21 - 35 - 36 - 40 - 45 - 58 - 67
Time do Coração: GREMIO/RS
Veja quantas apostas foram premiadas no concurso 2356:
Ninguém conseguiu os 7 acertos, e a premiação acumulou para R$ 7 milhões;
6 acertos: 3 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 40.525,52;
5 acertos: 96 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 1.809,17;
4 acertos: 2.128 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 10,50;
3 acertos: 20.288 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 3,50;
Time do Coração: 14.517 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 8,50.
O próximo sorteio acontece na quinta-feira (19).
📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça
Encontrou algum erro nessas informações? Escreva para o g1.
Como jogar na Timemania
Na Timemania, é preciso escolher 10 números dentre os 80 disponíveis no volante e um time do coração. São sorteados sete números e ganha as apostas que acertarem entre três e sete números. Também há um prêmio para quem acertar o Time do Coração.
Também é possível optar pela Surpresinha: nesta modalidade, os números são escolhidos pela Caixa Econômica Federal, que administra a loteria.
Outra opção é repetir seu jogo da sorte por até 12 concursos consecutivos com a Teimosinha.
Ganham prêmios as apostas que:
tiverem 7 acertos;
tiverem 6 acertos;
tiverem 5 acertos;
tiverem 4 acertos;
tiverem 3 acertos.
Ganham prêmio, também, apostas que acertarem o Time do Coração.
O valor da aposta é de R$ 3,50.
A divisão do prêmio é a seguinte:
R$ 3,50 para as apostas com 3 acertos;
R$ 10,50 para as apostas com 4 acertos;
R$ 8,50 para as apostas com acerto do Time do Coração.
O restante é dividido da seguinte forma:
50% para apostas com 7 acertos;
20% entre apostas com 6 acertos;
20% para apostas com 5 acertos;
10% restantes são acumulados e distribuídos aos acertadores dos 7 números nos concursos de final 0 ou 5.
Chances de acerto
Sorteio da Timemania
A Timemania tem três sorteios semanais, às terças-feiras, às quintas-feiras e aos sábados, às 21h.
Esta reportagem foi produzida de modo automático com dados fornecidos pela Caixa Econômica Federal. Clique aqui para saber mais. Se houver novas informações relevantes, a reportagem pode ser atualizada.
/https://s03.video.glbimg.com/x720/14348866.jpg)
Família de Lucas Pinheiro no Brasil se emociona com medalha de ouro inédita no esqui
Parentes do brasileiro Lucas Pinheiro se reuniram em Paulínia (SP) para assistir à descida decisiva do atleta, que entrou para a história ao conquistar a primeira medalha do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno neste sábado (14). Confira a reação da família no vídeo acima.
Com o tempo total de 2min25s, ele venceu a prova do slalom gigante e garantiu o ouro. Outra parte da família acompanhou a conquista de perto, na Itália.
"A gente estava muito confiante nesta medalha. É um sentimento indescritível", disse a prima Laura Oliveira.
"Como ele foi o primeiro a descer, a gente não tinha muito parâmetro no início, mas depois foi emocionante. Ele mesmo brinca com a gente que temos que dançar como ele faz. Ele dançou rápido, a gente vibrou muito", afirmou o primo Pedro Arruda.
LEIA MAIS
Do futebol ao ouro no esqui: família de Lucas Pinheiro revive infância do atleta no Brasil
Lucas Pinheiro beija medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina
Gintare Karpaviciute/Reuters
Lucas é filho da brasileira Alessandra Pinheiro e do norueguês Lucas Braathen. Após competir por anos pela Noruega, ele anunciou aposentadoria em outubro de 2023 e condicionou o retorno às pistas à possibilidade de representar o Brasil. Em 2024, oficializou a troca de bandeira.
Aos 23 anos, o esquiador chegou ao ouro olímpico dois anos depois da mudança. O tempo de 2min25s no slalom gigante garantiu o título e colocou o Brasil no topo do pódio da modalidade pela primeira vez.
Lucas volta à pista na próxima segunda-feira (16) para disputar o slalom. A prova tem percurso mais curto e portas mais próximas umas das outras, cerca de 13 metros de distância. O formato exige maior precisão nas curvas e pode render nova disputa por medalha ao brasileiro.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp
Família de Lucas Pinheiro no Brasil se emociona com medalha de ouro inédita no esqui.
Reprodução/EPTV
VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região
Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/k/k/tzoaCeSOOIBdcYUUdxhg/copia-de-capas-belly-.png)
A Polícia Civil ratificou a prisão do suspeito por feminicídio em MG
Google Maps/Reprodução
Um homem de 49 anos foi preso em flagrante suspeito de matar a própria irmã, de 58 anos, com golpes de tesoura, na manhã deste sábado (14), em Santo Antônio do Monte. De acordo com a Polícia Civil, a vítima foi encontrada com o objeto ainda cravado na cabeça.
A Polícia Militar informou que foi acionada para comparecer à casa do suspeito, no bairro Dom Bosco. No local, os militares encontraram a mulher já sem vida e o homem desacordado ao lado do corpo da irmã. Ele foi socorrido e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), sob escolta policial.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp
Ainda segundo a PM, durante a ocorrência, o homem acordou e confessou ter agredido a irmã. Após receber atendimento médico, ele foi preso e encaminhado à Delegacia de Bom Despacho.
A Polícia Civil informou que a prisão foi confirmada na delegacia por feminicídio. Em seguida, o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Um inquérito foi aberto para esclarecer as circunstâncias do crime. A principal linha de investigação, até o momento, é de que o motivo tenha sido passional.
O corpo da vítima foi levado para o Instituto Médico Legal (IML), onde passará por necropsia.
LEIA TAMBÉM:
Suspeito de matar estudante de psicologia na Grande BH é preso em Carmo do Cajuru, no Centro-Oeste de MG
Morte de estudante em MG: suspeito confessou crime, não se arrependeu e agiu sem planejamento, diz polícia
Caso Henay Amorim completa 30 dias e permanece sob investigação; veja detalhes
VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/b/m/GDIs5BQMSLZAA4acqLOA/jl-tm-2026-02-14t193723.543.jpg)
O sábado de carnaval em Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo animou foliões e reuniu famosos. Entre os que marcaram presença estão Bruna Marquezine, Shawn Mendes e Ricky Martin. Já Gretchen se apresentou no bloco da Gloria Groove, na capital paulista. Veja abaixo alguns cliques da festa.
Carnaval de Salvador 2026 - Bruna Marquezine e Shawn Mendes curtem desfile de Ivete Sangalo
Zain Zamec/Ag.FPontes
Ricky Martin filma bloco de carnaval no Rio
JC PEREIRA/ AGNEWS
Paolla Oliveira se diverte no Bloco do Cordão da Bola Preta
Fabrício Pioyani E JC / Agnews
Atriz Leandra Leal, porta-estandarte do Cordão da Bola Preta
Patrícia Teixeira / g1
Gretchen ao lado do Marido Esdras e Glória Groove se apresentam no bloco Agrada Gregos no Pq Ibirapuera em SP
Edu Araujo/Agnews
Lauana Prado anuncia sexo do bebê em bloco em SP.
Edu Araujo/Agnews
Carlinhos Maia curte o Galo da Madrugada no Recife
Gil Alves/AgNews
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/O/S/KfY0lAQxSiONy4Ahqy4A/leo-santana-1907098032-9.jpg)
Polícia investiga falha humana ou irregularidades em naufrágio no Encontro das Águas
Cerca de 30 minutos à deriva para manter o filho vivo em meio ao desespero e à falta de coletes suficientes. Esse foi o relato da empresária Júlia Moraes, uma das sobreviventes do naufrágio da embarcação de transporte de passageiros Lima de Abreu XV, perto do Encontro das Águas, em Manaus.
O acidente aconteceu na última sexta-feira (13), quando a lancha de transporte da empresa Lima de Abreu Navegações saiu de Manaus com destino a Nova Olinda do Norte. Duas pessoas morreram, sendo uma criança e uma jovem de 22 anos, e outras sete seguem desaparecidas.
Em entrevista ao g1, Júlia disse que a lancha começou a bater forte nas ondas logo após passar pela área conhecida como “gelão”. Segundo ela, passageiros pediram para que o condutor diminuísse a velocidade.
“A minha cunhada começou a gritar pedindo para diminuir. E o rapaz falou, brincando, que aquele era o ‘jato expresso que corre na água’. Depois disso, a lancha começou a bater muito forte”, relatou.
📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp
Segundo Júlia, outros passageiros também pediram para reduzir a velocidade, mas não foram atendidos. Cerca de 20 minutos depois, a água começou a invadir a parte da frente da lancha.
“Veio uma água tão forte pela frente que começou a alagar. Foi muito rápido. Em 15 minutos, a lancha já estava totalmente no fundo”, disse.
Superlotação e falta de coletes
A empresária contou ainda que a lancha estava superlotada e que não tinha coletes salva-vidas para todos. Alguns, segundo ela, estavam em más condições.
“A lancha estava superlotada. Não tinha salva-vidas para todo mundo. Alguns não prestavam, não tinham cordinha para amarrar no pescoço”, contou.
Durante o naufrágio, passageiros correram para a parte de trás da embarcação, tentando escapar da água. Nesse momento, Júlia perdeu o filho de vista.
“Meu filho estava afundando. Eu perdi ele no fundo, mas consegui achar e trazer para cima”, relatou, emocionada.
Júlia colocou o filho sobre um cooler para mantê-lo fora da água e depois pediu ajuda para subir em uma boia.
Ela contou que passou cerca de 30 minutos tentando manter o filho acima da água até conseguir apoio em uma boia. Depois, os sobreviventes ficaram à deriva aguardando resgate.
“Ficamos cerca de 30 minutos segurando meu filho para não afundar. A gente ficou à deriva muito tempo”, afirmou.
Ela disse que a primeira embarcação que passou pelo local não prestou socorro. “Eles só tiraram foto, fizeram vídeo e passaram direto. Não ajudaram a gente”, disse.
Segundo Júlia, a cena foi de pânico generalizado.
“Tinha gente tirando colete do outro para tentar se salvar. Quando eu olhei para o lado, vi um moço se debatendo. Depois percebi que ele estava morto. É a pior sensação da face da terra. Um monte de crianças chorando, tomando água”, contou.
O acidente
O naufrágio ocorreu por volta das 12h30 de sexta-feira. Vídeos obtidos pela Rede Amazônica mostram várias pessoas na água, inclusive crianças, em cima de botes salva-vidas, enquanto aguardavam socorro. As imagens também registram embarcações próximas tentando auxiliar no resgate das vítimas.
Uma passageira que ficou à deriva relatou em vídeo que havia alertado o condutor da lancha para diminuir a velocidade devido ao banzeiro (ondas turbulentas características da região). No registro, gravado enquanto ela estava à deriva, a mulher afirma: "falei para ir devagar". Assista abaixo.
Passageira de barco que naufragou no Encontro das Águas em Manaus grava vídeo à deriva
O comandante da lancha, identificado como José Pedro da Silva Gama, de 42 anos, foi detido em flagrante no porto da capital, onde se encontrava com outros sobreviventes. Contudo, após o pagamento de fiança, foi colocado em liberdade e responderá por homicídio culposo.
A Marinha do Brasil informou que mantém equipes nas buscas pelo naufrágio da embarcação Lima de Abreu XV. Segundo o Comando do 9º Distrito Naval, foram empregadas uma aeronave do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Noroeste, uma embarcação do 1º Batalhão de Operações Ribeirinhas e duas lanchas da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental.
De acordo com a Marinha, as buscas continuam neste sábado (14), tanto na área do acidente quanto nas margens dos rios, com apoio de embarcações e mergulhadores. A corporação informou ainda que coletou dados dos sobreviventes para ajudar nas buscas e na apuração do caso.
Foi instaurado um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para investigar as causas e responsabilidades do acidente, conforme prevê a legislação.
INFOGRÁFICO - Naufrágio em Manaus
g1
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/O/h/RO35z4SwGGD6NUC7pHwA/relato-mae.jpg)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/r/f/aol55oTS2epBvBT7btqA/whatsapp-image-2026-02-14-at-16.02.09.jpeg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/p/U/NQo77ZQaOKcQ5j2QFVeQ/img-facebook.jpg)
'Bate Papo de Saúde': médico fala sobre pancreatite e canetas emagrecedoras
No início desta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre os riscos do uso de canetas emagrecedoras sem acompanhamento médico. No documento, o órgão citou o aumento de casos de pancreatite associados a medicamentos como Ozempic, Saxenda e Mounjaro.
No quadro “Bate-Papo de Saúde” da EPTV, afiliada da TV Globo, exibido neste sábado (31), o médico endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri esclareceu dúvidas sobre as canetas emagrecedoras e os impactos do uso sem orientação de um profissional.
✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp
Segundo o especialista, apesar de esses medicamentos serem populares entre pessoas que desejam emagrecer, a indicação vai além da perda de peso e pode abranger outras doenças, como diabetes, além da prevenção de infarto e derrame cerebral.
“De uma maneira geral, nós temos diferentes canetas, para quem já tem sobrepeso e já tem complicações como diabetes, hipertensão, colesterol e triglicéridos alterado, gordura no fígado. Agora, essas canetas também têm indicação, por exemplo, para prevenção de morte cardiovascular, infarto e derrame cerebral”.
Canetas emagrecedoras devem ser aplicadas com indicação médica
Reprodução / TV TEM
Veja abaixo outras dúvidas sobre canetas emagrecedoras respondidas pelo especialista no quadro:
Por que esse alerta das canetas emagrecedoras foi emitido agora?
Por que esse alerta das canetas emagrecedoras foi emitido agora?
Existem pacientes que tem mais riscos de desenvolver complicações ao usar esses medicamentos?
Existem pacientes que tem mais riscos de ter complicações ao usar esses medicamentos
Esses medicamentos são perigosos ou o uso é feito de forma errada?
Esses medicamentos são perigosos ou o uso é feito de forma errada?
Quem teve trombose pulmonar e toma anticoagulante pode usar o medicamento?
Quem teve trombose pulmonar e toma anticoagulante pode usar o medicamento?
É indicado uso de canetas para emagrecer antes de uma cirurgia?
É indicado uso de canetas para emagrecer antes de uma cirurgia?
Sentir sintomas obriga o fim do uso da caneta emagrecedora?
Sentir sintomas obriga o fim do uso da caneta emagrecedora?
Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca
VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/X/U/S3g6cvQE6MU0f51hDmTg/design-sem-nome-29-.jpg)
Mulher é rendida e tem carro roubado por adolescentes em Sorocaba (SP)
Polícia Militar
Uma mulher foi rendida e teve o carro roubado por um trio de adolescentes que bateram o automóvel em um poste, na noite de sexta-feira (13), em Sorocaba (SP). Os suspeitos foram detidos na manhã deste sábado (14).
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima marcou um encontro com o trio, que prometeu pagamento em troca de atos sexuais. Quando chegou no local, os adolescentes anunciaram o assalto.
📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Ainda conforme o registro, a mulher foi rendida e obrigada a permanecer no veículo. O grupo seguiu em direção a Iperó (SP), onde tentou realizar transferências bancárias, mas não conseguiu concluir as operações.
O veículo foi localizado pela Polícia, que realizou um cerco. Os suspeitos perderam o controle da direção e bateram o automóvel contra um poste de iluminação pública. Durante a abordagem, eles informaram que um maior de idade também teria participado da ação.
Ainda segundo o boletim, nada de ilícito foi encontrado durante a vistoria. Foram apreendidos os celulares dos suspeitos e um notebook da vítima.
O trio foi encaminhado ao plantão policial. Um dos suspeitos foi liberado aos responsáveis. Os outros foram recolhidos por roubo qualificado e associação criminosa.
Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí
VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/K/0/9JB8WzTBmIxZCbX7qdsQ/whatsapp-image-2026-02-14-at-12.02.36-1-.jpg)
BH confirma a primeira morte por dengue em 2026
A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte confirmou a primeira morte por dengue na cidade. A vítima tinha 60 anos, era moradora do Barreiro e apresentava comorbidades. Ela morreu no dia 2 de janeiro. A capital também contabiliza 55 casos da doença.
No estado, as autoridades estão em alerta para evitar o aumento de registros. Em 2026, 2.717 casos de dengue e três óbitos foram confirmados, dois deles no Triângulo Mineiro.
A primeira morte foi de uma idosa de 93 anos, em Uberlândia. A segunda foi em Frutal, de um homem de 55 anos.
"As mortes por dengue devem ser consideradas evitáveis, porque, se a gente reconhece os sinais de alarme com precocidade e os sinais de alerta, especialmente em pessoas com comorbidades, mais frágeis, a gente tem que protegê-las, para não evoluir de forma desfavorável. Nossas ações neste momento no Triângulo são mais intensivas porque lá é onde estamos vendo uma maior incidência da doença", disse o secretário estadual de saúde, Fábio Baccheretti.
Mosquito transmissor da dengue, Aedes aegypti
Freepik
Prevenção
O período de maior transmissão da dengue ainda não chegou. Enquanto há tempo, estratégias podem frear novos casos.
Uma delas é a soltura de mosquitos modificados em laboratório para se reproduzirem sem transmitir o vírus. O estado tem duas biofábricas onde o Aedes aegypti recebe um microrganismo que impede o desenvolvimento do agente causador da doença.
"É questão de tempo, e todo o estado terá já essa esse mosquito fazendo parte da sua rotina de controle do mosquito transmissor da dengue", explicou Baccheretti.
Outra frente é um mutirão previsto para o dia 28 de fevereiro. Todas as cidades são convidadas a participar com orientações para a população e ações de limpeza.
Além disso, a vacinação está disponível em todo o estado pra a faixa etária de 10 a 14 anos com a vacina Qdenga.
Vídeos mais vistos no g1 Minas:
/https://s04.video.glbimg.com/x720/14346247.jpg)
Bebê é salva por bombeiros após engasgar em MS
Uma recém-nascida foi salva pelo Corpo de Bombeiros após se engasgar na noite de sexta-feira (13), por volta das 19h, em Naviraí (MS). A bebê foi socorrida no quartel da corporação.
Segundo a família, a bebê foi levada às pressas até o quartel e recebeu atendimento imediato dos militares que estavam de plantão. Câmeras de segurança registraram o momento do socorro. Veja o vídeo acima.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a criança chegou ao quartel sem sinais de respiração. Os militares iniciaram imediatamente os primeiros socorros.
Após a manobra de desengasgo, a recém-nascida voltou a respirar.
Em seguida, a bebê foi levada com vida para um hospital da cidade, onde passou por avaliação médica.
Alerta
O Corpo de Bombeiros orienta que, ao perceber sinais de engasgo, é fundamental ligar imediatamente para o telefone 193. Durante a chamada, a equipe pode orientar sobre como fazer a manobra correta até a chegada do socorro.
Segundo a corporação, cada segundo sem respirar pode trazer consequências graves. Por isso, agir rápido e seguir as orientações pode salvar uma vida.
Bebê foi salva e levada ao hospital de Naviraí (MS) para avaliação médica.
Câmera de segurança
Veja vídeos de Mato Grosso do Sul
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/B/w/jVYRDvQ9mXBAwkR95AuQ/para-o-g1-36-.jpg)
Avenida Litorânea em São Luís
A.Baeta
A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) iniciou uma operação com uma série de intervenções em ruas e avenidas durante o período do Carnaval. As mudanças afetam principalmente a região da Avenida Beira-Mar e Litorânea.
✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Maranhão no WhatsApp
As alterações acontecem de sábado (14) até a Quarta-feira de Cinzas (18), com a implementação de bloqueios, desvios e interdições começando a partir das 15h em cada dia. A orientação é que motoristas programem rotas alternativas para evitar transtornos.
Veja, abaixo, as principais mudanças:
Avenida Beira-Mar: trecho do Terminal da Praia Grande até o Mercado do Peixe totalmente bloqueado nos dois sentidos;
Terminal da Praia Grande: os ônibus que acessam o Terminal de Integração da Praia Grande utilizarão exclusivamente o portão de acesso ao terminal para entrada e saída;
Avenida Litorânea: as vias de acesso e toda a extensão da avenida estarão completamente interditadas, em ambos os sentidos até a Quarta-feira de Cinzas (18).
Intervenções de trânsito serão feitas na região da Avenida Litorânea em São Luís
Reprodução/SMTT
Circulação restrita
Durante o período carnavalesco, a circulação será permitida apenas para moradores devidamente autorizados nas áreas de bloqueio, veículos de serviços de limpeza pública, ambulâncias, viaturas da Polícia e do Corpo de Bombeiros.
De acordo com a SMTT, agentes de trânsito estarão em pontos estratégicos para orientar condutores e pedestres, especialmente nas vias de acesso à orla pela Avenida dos Holandeses.
Durante o período de fiscalização, também será realizado monitoramento para coibir a circulação de veículos na faixa de areia das praias, prática proibida.
A área da Avenida Beira-Mar também será afetada com as intervenções
Reprodução/SMTT
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/Q/p/hIawnkQ5GAAItoxM7urA/avenida-litoranea.jpg)
Moradores flagraram quando mar avançou sobre enseada em Cananéia (SP), em 2018
A Justiça de Cananéia (SP) deu um prazo de 45 dias para que o Governo do Estado de São Paulo realize estudos para conter a erosão na Ilha do Cardoso. De acordo com o Ministério Público, cerca de 400 moradores de comunidades caiçaras e aldeias indígenas têm sofrido com a situação na região.
Em nota, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), por meio da Fundação Florestal (FF), informou que monitora continuamente os processos erosivos e as alterações do cordão arenoso da Ilha do Cardoso (veja mais abaixo).
✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp.
A decisão foi obtida no último dia 2 após um pedido da 1ª Promotoria de Justiça Regional do Meio Ambiente do Vale do Ribeira. Os estudos técnicos e de impacto ambiental devem ser realizados em duas áreas situadas no Parque Estadual Ilha do Cardoso, sendo elas: Estreito do Melão e Pereirinha.
Ilha do Cardoso, em Cananéia, sofrendo erosão
Reprodução/MP-SP
🔎O processo de erosão ocorre devido ao impacto de agentes naturais, como a água, o vento e o gelo, que desgastam e transportam sedimentos da superfície terrestre. Na Ilha do Cardoso, de acordo com o promotor Paulo Campos dos Santos, o fenômeno natural foi agravado pela elevação do nível do mar e por eventos climáticos extremos associados às mudanças climáticas.
O g1 teve acesso ao documento enviado à Justiça em que o promotor relembrou o rompimento de um esporão arenoso que dividiu a ilha em duas partes, em 2018. O fato alterou a configuração da região e forçou a realocação das comunidades Vila Rápida e Enseada da Baleia.
Fotos da Ilha do Cardoso em 2012, 2017 e 2018
Reprodução/MP-SP
No trecho do Melão, Paulo destacou que a faixa de terra se estreitou para cerca de 48 a 50 metros, com risco iminente de novo rompimento. Já em Pereirinha, a erosão progressiva ameaça residências e estruturas comunitárias.
Por meio de nota, o MP-SP afirmou que vistorias técnicas confirmaram a gravidade do quadro, e planos comunitários elaborados pelos próprios moradores apontaram a necessidade de medidas integradas de contenção, monitoramento e definição de áreas seguras para eventual realocação.
Determinação
Imagem aérea da Ilha do Cardoso, em Cananéia
Reprodução/MP-SP
Com a decisão da Justiça de Cananéia, o Governo do Estado de São Paulo e a Fundação Florestal ficam obrigados a concluir as análises para implementação de medidas eficazes de contenção do processo erosivo até o dia 19 de março.
Caso seja necessário, os órgãos estaduais já devem providenciar a autorização para realocação de famílias das comunidades tradicionais em áreas seguras previamente identificadas nos estudos, conforme às exigências da legislação ambiental.
Fundação Florestal
Estrutura de contenção próxima às edificações da Ilha do Cardoso, em Cananéia
Reprodução/MP-SP
A Fundação Florestal informou que o trecho mais sensível é o Estreito do Melão, naturalmente sujeito a processos hidrodinâmicos. De acordo com o órgão estadual, a área é acompanhada por meio de sensoriamento remoto, uso de drones e vistorias técnicas periódicas.
"Especialistas estaduais em hidrodinâmica realizaram inspeções conjuntas com a comunidade, a Fundação Florestal e o Ministério Público, que resultaram na elaboração de um projeto técnico preliminar que está em fase final de análise para contratação", garantiu a instituição.
Ainda segundo a FF, a comunidade da Vila Mendonça, composta por quatro famílias com sete pessoas, é atualmente a mais próxima do Estreito do Melão, situada a aproximadamente um quilômetro da área de maior sensibilidade.
Estrutura de contenção na Ilha do Cardoso, em Cananéia
Reprodução/MP-SP
Na comunidade do Pereirinha, o órgão explicou que o cenário é considerado menos crítico. "As edificações mais suscetíveis — comércios comunitários localizados à beira-mar — já receberam autorização para realocação e vêm adotando medidas mitigatórias com apoio da Fundação Florestal, incluindo a doação e o transporte de materiais destinados à implantação de eco barreiras".
A fundação acrescentou que também conduz com a comunidade a elaboração de um plano de adaptação e resiliência climática. O estudo contempla a identificação de novas áreas para a ocupação, visando assegurar condições adequadas para os próximos 50 a 100 anos. Até o momento, quatro áreas potenciais já foram vistoriadas.
"Cada situação demanda análise técnica aprofundada e a construção de soluções dialogadas com as comunidades impactadas, sempre buscando o menor impacto ambiental e a efetividade das medidas no médio e longo prazos", finalizou o órgão.
VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/P/W/LOJ9lWTBKUtHMnjUjfSQ/ilha-cardoso-1-.jpg)
Marcinha transforma paixão pelo samba em legado no Carnaval de Curitiba
Maria Aparecida de Souza, de 61 anos, mais conhecida como Marcinha, é uma veterana do Carnaval de Curitiba. Considerada a "rainha das rainhas" das escolas de samba da cidade, ela inspira uma nova geração de pessoas dedicadas ao Carnaval curitibano.
De Maringá, no norte do Paraná, ela chegou a Curitiba aos 13 anos. E foi na capital que Marcinha se encontrou com o samba, desfilando na Avenida Marechal Deodoro, por onde passam as escolas da cidade. Uma história que já dura 42 carnavais. Este ano ela é destaque de chão da escola Enamorados do Samba, no Grupo Especial, e madrinha da ala das passistas da escola Asas de Prata, no Grupo de Acesso.
✅Siga o canal do g1 PR no WhatsApp
Eleita seis vezes Rainha do Carnaval de Curitiba e sete vezes princesa, Marcinha não brilha só na avenida. Nos bastidores da folia, a rainha costura adereços e roupas usadas pelas escolas. Só neste ano, ela confeccionou mais de 10 figurinos para outras rainhas e musas.
🔷 O desfile das escolas de samba de Curitiba acontece no sábado (14), com as cinco escolas de samba do Grupo Especial. No domingo (15), as cinco escolas do Grupo de Acesso tomam a Marchal Deodoro. Confira a programação dos desfiles aqui.
Do improviso ao legado nas fantasias
Marcinha é a rainha das rainhas do carnaval de Curitiba
Leonardo Morrone/RPC
No começo, Marcinha era responsável apenas pela própria fantasia. “Eu ia para São Paulo, comprava horrores de materiais e não sabia fazer nada. Ficava tudo jogado até eu começar a tentar”, lembra.
A virada de chave veio com um pedido especial de Paolla Elisa Armentano Ferreira, de 20 anos, rainha da Enamorados do Samba que cresceu admirando Marcinha.
“Eu olhava aquela mulher e pensava: ‘Quando eu crescer, quero ser igual a ela’. Pelo samba, pelo carisma, pelo jeito de mexer com o povo”, conta Paolla.
A jovem rainha conta que Marcinha hesitou no começo. “Ela dizia: ‘Não sei fazer’. E eu respondia: ‘Você faz as suas, sabe fazer sim’”, conta.
Foram quase 20 dias de provas, ajustes e franjas que iam e voltavam até nascer a primeira fantasia, branca e cheia de movimento. O laço de Marcinha com o Carnaval só se fortaleceu a partir desse momento.
“Quando a Paolla me pediu, comecei a acreditar que podia fazer algo bonito para Curitiba. É só acreditar e ir", destaca.
Hoje a agenda dela é concorrida e costuma lotar ainda em novembro. Em um dos carnavais mais intensos chegou a produzir 18 fantasias.
Veja mais conteúdos de carnaval:
PodParaná #160: Conheça a história da Colorado, primeira escola de samba de Curitiba
Veja programação: Carnaval no Litoral do Paraná tem desfiles de escolas de samba, blocos e trios elétricos
PodParaná #78: Sociedade 13 de Maio se mantém há 134 anos como ponto de resistência e referência do movimento negro em Curitiba
Preparação e superação
A preparação começa cedo, com disciplina de atleta. Em julho, Marcinha começa os treinos específicos na academia. Aos 61 anos, quer manter o fôlego para atravessar a avenida.
De 2019 a 2025 ela teve que se afastar do asfalto, mas não deixou de participar da festa. Desfilou em carros alegóricos enquanto tratava um câncer. Este vai ser o primeiro carnaval de volta à função que a consagrou.
“Eu não tinha energia para sambar. Então fui para o carro alegórico. Mas agora passou tudo. E para fazer qualquer coisa na vida, você precisa se preparar”, conta.
Inspiração que atravessa gerações
Marcinha, destaque e a rainha da bateria da Enamorado, Paolla
Leonardo Morrone/RPC
Nas passarelas, Marcinha é o centro das atenções, nos bastidores, ela é referência para muitas outras mulheres apaixonadas pelo Carnaval. Mas, sem fazer alarde, ela também gera impacto na comunidade: parte do dinheiro que ganha com a venda de fantasias é investida na compra de cestas básicas para doação ou para fazer o Natal de crianças de famílias em situação de vulnerabilidade.
"Eu não tive nada quando eu era criança. Eu brincava com espiga de milho e caquinhos de vidro. Eram meus brinquedos. Então é algo que vem de dentro de mim desde a infância, que eu preciso ajudar o máximo que eu puder, sobretudo com alimentos", conta Marcinha
Em quatro décadas de serviços prestados ao Carnaval de Curitiba, Marcinha é sinônimo de alegria. E esse, para ela, é o componente principal da festa: "o Carnaval não é só samba. Não é necessário saber sambar, gente. Carnaval é alegria", destaca.
O brilho que Marcinha leva todos os anos para a avenida inspira novas gerações de passistas.
“Virou uma relação de mãe, de avó. Eu perdi minha avó e vejo muito dela na Marcinha. Na alegria, na força. Mesmo nos dias difíceis, ela está ali, feliz. Eu quero ser igual a ela”, reforça Paolla.
Para Marcinha, ser referência para rainhas como Paolla é impulso para seguir por ainda mais carnavais.
“É lindo ver o carinho delas. Nas redes sociais, elas falam que eu sou inspiração. Mas isso é uma troca. Lá atrás, quando comecei, sempre dei muito carinho. E continuo dando”, afirma.
*Com colaboração de Maria Pohler, assistente de produtos digitais do g1 Paraná, sob supervisão de Douglas Maia
VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná
Leia mais notícias no g1 Paraná.
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/x/F/Br5lxUQt6bs3xXzj3i8w/fhbhbfdbvif.png)
Carnaval de Batatais: conheça a história das escolas de samba
Quando o primeiro surdo bate, Batatais (SP) reconhece o próprio passado. O Carnaval da cidade não nasceu grande nem organizado como é hoje. A festa começou na década de 1920 de forma simples, ocupando ruas, praças e clubes com blocos carnavalescos, marchinhas e fantasias improvisadas.
Foi somente em 1955 que surgiu a Princesa Isabel, considerada a primeira escola de samba de Batatais.
Segundo o vice-presidente do Núcleo de Aprendizagem Princesa Isabel (Nuapi), Gabriel Oliveira, a escola foi fundada em um clube criado por pessoas negras e nasceu em um contexto de exclusão social.
"Essa escola, ela nasceu de dentro de um clube criado por pessoas negras, para pessoas negras, em uma época que os negros não eram bem-vindos em outros clubes. Então, em 1955, ela desfila pela primeira vez como escola de samba, com outros blocos que já havia na cidade e faziam parte mais da elite".
✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp
Apresentação da Escola de Samba Princesa Isabel no primeiro Carnaval de Batatais
Nuapi
Após esse primeiro desfile, as manifestações ganharam estrutura e identidade própria, abrindo caminho para o surgimento das escolas de samba, inspiradas nos grandes carnavais do país.
Stella, Riachuelo, UE4, a escola da Jumil e, na década de 1970, a Castelo, que se tornaria a maior campeã da história do Carnaval batataense, também preservavam características locais.
Ascensão e momentos marcantes
Com a criação das primeiras agremiações, o Carnaval de Batatais assumiu um formato competitivo. Na década de 1980, o crescimento do evento trouxe maior visibilidade regional e passou a atrair visitantes de cidades vizinhas. Comércio, rede hoteleira e serviços foram beneficiados em Batatais.
Esse período também foi marcado pela consolidação de escolas que seguem até hoje na disputa. É o caso da Acadêmicos do Samba, fundada em 1979, e tricampeã durante a década de 1980.
Um dos membros da diretoria, presidente da Acadêmicos no último título e radialista, Osvaldo Batista, conhecido como Compadre Batista, relembra o período campeão e a conquista de 1989.
“Eu estou nos três títulos da Acadêmicos, dois eu não era presidente, mas da diretoria, e, no último, eu fui o presidente. Em 1989, eu tinha 1.150 pessoas na escola, o enredo daquele carnaval foi 'Clara Nunes' e eu consegui liderar os companheiros, os amigos, me envolvi com eles. E foi aí que nós crescemos a Acadêmicos e colocamos a terceira estrela no pavilhão da escola”.
Clara Nunes foi o enredo de Carnaval da Acadêmicos do Samba em 1989
Reprodução/EPTV
LEIA TAMBÉM:
Veja a programação do Carnaval 2026 na região de Ribeirão Preto e Franca
Outro momento histórico da escola aconteceu em 1996, onde a Acadêmicos do Samba trouxe para desfilar o Boi Garantido, marca registrada do popular Festival de Parintins, no Amazonas.
Gabriel Oliveira conta que, na época, a escola enfrentou concorrência e o boi chegou diretamente de uma apresentação de Paris para desfilar no Carnaval de Batatais.
"Eles estavam fazendo um show em Paris e eles chegaram direto no Brasil para desfilar na Acadêmicos. Nesse mesmo ano inclusive, a X-9 Paulistana, em São Paulo, estava fazendo um enredo sobre a Amazônia e eles queriam a presença do boi lá. Só que aí, como o desfile era no mesmo dia e eles já tinham combinado com a gente antes, eles desfilaram em Batatais e não desfilaram em São Paulo".
Boi Garantido durante apresentação da Acadêmicos do Samba em Batatais
Nuapi
Um Carnaval que mudou de endereço
Com o crescimento ao longo dos anos, o Carnaval de Batatais percorreu diferentes pontos da cidade. Os primeiros desfiles aconteceram na região central, próximo à Praça da Matriz. Depois, passaram por avenidas como a Nove de Julho, a Quatorze de Março e a Moacir Dias de Moraes.
Com a conquista do título de Estância Turística em 1994, o nível da festa precisou acompanhar a nova realidade do município. No final dos anos 1990 e no início dos anos 2000, foi idealizada e construída a estrutura do sambódromo, que passou a concentrar os desfiles a partir de 2001.
Na época, Osvaldo Batista ocupava o cargo de secretário de Turismo e viu a necessidade de estruturação.
“Eu vou para a Secretaria de Turismo e eu entendi que, como tinha esse movimento carnavalesco e cultural de Batatais, nós não tínhamos suporte. Então, eu comecei o processo da instalação da Estância Turística de Batatais e, graças a Deus, eu fui muito feliz em 94”.
Imagem aérea do sambódromo de Batatais (SP)
Reprodução: EPTV
Pausas e instabilidades
Apesar da consolidação, a história do Carnaval de Batatais não foi marcada apenas por crescimento. Durante a construção do sambódromo, entre 1999 e 2001, os recursos da Estância Turística foram direcionados à obra, o que interrompeu temporariamente os desfiles.
Mais recentemente, o Carnaval deixou de acontecer em 2015, retornou em 2018 e voltou a ser interrompido até a retomada em 2024. As pausas foram atribuídas à falta de investimentos e, posteriormente, à pandemia da Covid, que impossibilitou a realização do evento.
LEIA TAMBÉM
Veja a programação do Carnaval 2026 na região de Ribeirão Preto e Franca
Veja o que abre e o que fecha no Carnaval 2026 em Ribeirão Preto e Franca
Novos ares
Nos últimos anos, o Carnaval de Batatais passou a incorporar novas formas de celebração. Além dos desfiles competitivos, blocos de rua, shows musicais e a eleição da corte carnavalesca passaram a integrar a programação.
Esse novo formato ganhou o nome de Batatais Folia e trouxe uma proposta de entretenimento que combinou tradição e modernização. Nesse momento, a festa passou a ocupar não apenas o sambódromo do desfile, mas também diferentes pontos da cidade.
A ampliação da programação também contribuiu para fortalecer o turismo e impulsionar a economia local, consolidando o evento como um dos principais do calendário cultural do município.
Unidos do Morro, no carnaval 2024 em Batatais, SP
Joel Silva/ Prefeitura de Batatais
Uma tradição que resiste
Mais do que o espetáculo na avenida, o Carnaval de Batatais mantém um papel social ativo ao longo de todo o ano na cidade. A festa ultrapassa os dias de desfile e se consolida como espaço permanente de convivência, formação e pertencimento.
De acordo com Gabriel Oliveira, as escolas de samba seguem cumprindo uma função que vai além do entretenimento, atuando como pontes entre a comunidade e a cultura popular.
"As escolas têm esse papel social mais forte com atividades que acontecem durante o ano todo. Então, a maioria das escolas hoje tem escolinha de bateria para as crianças e isso é uma forma de tirar a criança da rua, de ter uma atividade ali no final de semana. Eu acho que o papel da escola de samba hoje tem sido cumprido, que é o de fazer essa ponte da escola com a comunidade e preparar o futuro do Carnaval da cidade".
Unidos do Morro, no carnaval 2024 em Batatais, SP
Joel Silva/ Prefeitura de Batatais
Para Compadre Batista, o Carnaval é ainda mais profundo e se tornou parte inseparável da própria história de vida.
"Eu nasci numa casa de um homem que não executava nenhum instrumento: Sebastião Batista, que tinha apelido de chato. Mas ele tinha todos os instrumentos dentro de casa e eu nasci e vivi música. Então, eu não vivo, vamos dizer assim, sem Carnaval. Eu levanto cedo e eu penso no Carnaval, vou dormir e eu penso no Carnaval", afirma.
Batista também é idealizador e criador do projeto Casa do Samba, que realiza a cobertura do Carnaval de Batatais anualmente e festas nos finais de semana nas quadras das escolas de samba da cidade. Para ele, o Carnaval e o projeto são momentos de paz e foram criados para manter a cultura de uma comunidade.
"Quando eu vejo um desfile com aquela multidão, os programas Casa do Samba, você vê essa multidão, todos os membros de todas as escolas cantando o samba-enredo das outras escolas, é com isso que eu fico muito feliz. Nós vemos que estamos no caminho certo".
Batista e a filha Melissa Toledo no Carnaval de Batatais
Difusora Batatais
*Sob supervisão de Thaisa Figueiredo
Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca
VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/a/n/5Bu494RRqk8lbsPEgETA/molduras-g1-52-.png)
Veja os melhores momentos do segundo dia do carnaval em Salvador Folia começou oficialmente na quinta-feira (12). Segundo dia da folia em Salvador contou com desfiles de Leo Santana, Bell Marques e Claudia Leitte, entre outros nomes.. A abertura do Carnaval de Salvador aconteceu pelo segundo ano consecutivo no Circuito Osmar (Campo Grande).. Programação teve homenagem ao samba e apresentações de Nelson Rufino, Mariene de Castro, Márcio Victor e mais.
:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/W/Y/XwlKTxRvaRdh4NRBA9Bw/bahiafolia.png)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/3/Q/kTLyD4SlCEWcs052Hb5w/folioes-do-tarado-ni-voce-homenageiam-gracianne-barbosa.jpeg)