Nas últimas semanas, houve várias declarações sobre a União Europeia, e todas com a mesma direção.
Já há bastante tempo se falava da ideia do 28º estado, mas recentemente, surgiu a ideia do E6:
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A ideia “duas velocidades”:
«Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu uma UE simplificada e a duas velocidades quanto à integração financeira para acelerar a União dos Mercados de Capitais, o que iria permitir que alguns países do bloco (os que quisessem) pudessem harmonizar melhor os seus sistemas, facilitar o financiamento às empresas e reduzir a dependência de capital externo.»
Agora, foi a Ursula von der Leyen a defender o fim da unanimidade:
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A conclusão que já podemos tirar, é que todos já perceberam que este atual modelo da UE não funciona, é o reconhecimento do falhanço total, o modelo ficou no “nim”, ficou a meio caminho. Para conseguir uma grande dimensão foram permitidas inúmeras excepções, criando subgrupos diferentes. Uns países pertencem ao Espaço Schengen outros não. Uns aceitaram o Euro, outros não. Uns aceitaram o MICA, outros não. Existem tantos subgrupos que tornou a União ingovernável.
Agora existem duas opções, ou avançam para o federalismo ou então a autonomia, não existe outra alternativa.
Com as movimentações nos últimos dias, já se percebeu que as elites vão avançar para o federalismo. Vão criar um novo grupo, dentro da própria União com novas regras, regras definidas pelas principais economias, uma elite que realmente vai mandar para sempre.
Depois vão encantar os restantes países contra a parede, obrigando-o a tomar uma posição, ou aceitam as novas regras ou então tem que a abandonar.
Hungria, Chéquia e Eslováquia e possivelmente Polónia ficam de fora. Portugal e muitos outros pequenos países, com medo de perder o EURO, os apoios financeiros da UE e uma pseudo segurança vão acabar por aceitar a integração, perdendo por completo a sua autonomia.
Vamos ver, se têm coragem de fazer um referendo?
Claro que vão evitá-lo ao máximo.