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RS83
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Sou o RS, sou Cristão Batista, sou um pecador, sou liberal na economia, defensor do Bitcoin. I'm RS, I'm a Baptist Christian, I'm a sinner, I'm liberal in the economy, I'm a defender of Bitcoin. 私はRSであり、バプテストクリスチャンであり、罪人であり、経済においてはリベラルであり、ビットコインの擁護者です。 أنا RS، أنا مسيحي معمداني، أنا خاطئ، أنا ليبرالي في الاقتصاد، أنا مدافع عن البيتكوين.
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RS83 2 days ago
O Homem, o Poder e a Virtude Verdade, natureza humana, democracia, corrupção, fé e responsabilidade moral O problema político começa muito antes das eleições. Começa na natureza humana. O homem é capaz de conhecer a verdade, reconhecer o bem e praticar a justiça, mas também é capaz de mentir, corromper-se, justificar o injustificável e transformar os próprios desejos em critérios de verdade. Existe dentro dele uma tensão permanente entre aquilo que sabe que deve fazer e aquilo que deseja fazer. É precisamente por isso que nenhuma construção política pode ser tratada como uma solução para o problema humano. Podemos mudar constituições, governos, partidos, sistemas eleitorais e instituições; podemos criar leis, tribunais, mecanismos de fiscalização e separações de poderes. Tudo isso pode limitar o mal, mas não elimina a possibilidade do mal. A corrupção não nasce apenas de instituições defeituosas. Nasce também da vontade humana de obter poder, dinheiro, prestígio, proteção, vingança ou vantagem. A primeira grande ilusão política consiste, portanto, em acreditar que podemos construir uma estrutura que transforme homens imperfeitos em homens virtuosos. Não podemos. Podemos apenas criar estruturas que tornem mais difícil ao homem corrupto transformar a sua corrupção em poder sobre os outros. É aqui que aparece o problema da democracia. A democracia não possui, por si mesma, superioridade moral sobre todas as outras formas de organização política. Uma votação determina uma escolha coletiva; não determina automaticamente o que é verdadeiro, justo ou moralmente correto. Uma maioria pode acreditar numa falsidade e ela continuará a ser falsa. Uma maioria pode aprovar uma injustiça e a injustiça não se transforma em justiça porque foi votada. A maioria não é Deus. O número não cria a verdade. O voto não purifica a intenção. A popularidade não produz virtude. A eleição não transforma um homem corrupto num homem honrado. A democracia pode ser um mecanismo útil para limitar, substituir e controlar governantes. Mas não é uma máquina de produzir homens bons nem decisões infalíveis. Ela não responde à pergunta fundamental “o que é certo?”. Responde apenas, dentro de determinadas regras, a outra pergunta: “quem decide?”. E essas duas perguntas não são equivalentes. Uma sociedade pode votar democraticamente e continuar profundamente injusta. Pode escolher líderes corruptos. Pode ser manipulada pela propaganda. Pode recompensar a mentira. Pode punir quem diz uma verdade inconveniente. Pode transformar o adversário político em inimigo moral. Pode sacrificar princípios permanentes em troca de vantagens imediatas. O problema torna-se ainda mais grave porque o eleitor não é um ser puramente racional. O homem vota com a razão, mas também com o medo, o ressentimento, a esperança, a identidade, a vaidade, a pertença e o interesse próprio. É por isso que a política frequentemente se transforma numa luta de paixões. O cidadão pode deixar de perguntar “isto é verdadeiro?” e começar a perguntar “isto é favorável ao meu lado?”. Pode deixar de perguntar “isto é justo?” e perguntar “isto beneficia os meus?”. Pode deixar de perguntar “este homem é honesto?” e perguntar “ele consegue impedir que o outro chegue ao poder?”. Nesse momento ocorre uma inversão moral. A pessoa deixa de avaliar o político pelos princípios e passa a avaliar os princípios pela conveniência do político. Uma pessoa pode saber que determinado comportamento é errado e, ainda assim, justificá-lo porque acredita que as consequências de condená-lo serão piores. Pode dizer: “Eu sei que este político é corrupto, mas preciso de apoiá-lo porque o outro é pior.” Pode reconhecer a mentira e continuar a defendê-la porque acredita que ela serve uma causa superior. Mas esse raciocínio contém um perigo profundo: transforma a moral numa ferramenta da estratégia. O certo deixa de ser certo porque é certo. Passa a ser certo quando é conveniente. E o errado deixa de ser errado porque é útil. A verdadeira virtude começa precisamente onde termina a conveniência. Ser virtuoso quando ser virtuoso é vantajoso não é a prova máxima da virtude. A prova aparece quando fazer o certo custa alguma coisa. É fácil defender a honestidade quando a honestidade nos beneficia. É fácil dizer a verdade quando a verdade é popular. É fácil rejeitar a corrupção quando o corrupto é nosso adversário. A verdadeira prova moral surge quando a pessoa precisa de defender o princípio contra aqueles que ama, contra aqueles que apoia e contra aqueles de quem depende. Se a corrupção é errada, é errada quando praticada pelo nosso partido. Se a mentira é errada, é errada quando favorece a nossa causa. Se a injustiça é errada, é errada quando beneficia os nossos. Uma conduta moralmente condenável não se torna aceitável porque o autor pertence ao nosso grupo. Esta exigência é muito mais difícil do que simplesmente possuir uma opinião política. Exige caráter, consciência e coragem. Numa perspetiva cristã, exige também fidelidade a uma autoridade moral superior ao próprio homem. A Bíblia apresenta uma visão realista da condição humana: o homem possui dignidade, mas encontra-se também marcado pelo pecado. Isso significa que não devemos esperar perfeição da política, porque nenhum sistema político consegue resolver o problema espiritual e moral do homem. O poder político pode conter determinados males. Não pode transformar o coração. Pode punir o assassino, mas não eliminar o ódio. Pode proibir o roubo, mas não eliminar a cobiça. Pode condenar a mentira, mas não obrigar alguém a amar a verdade. Pode criar instituições, mas não criar santidade. Por isso, procurar a salvação através da política é colocar sobre a política uma responsabilidade que ela não pode suportar. O Estado não é Deus. O partido não é Deus. O líder não é Deus. A nação não é Deus. A ideologia não é Deus. E muito menos o eleitor é Deus. Quando uma sociedade transforma pessoas ou ideias políticas em objetos de fé absoluta, começa a exigir dos políticos aquilo que apenas uma realidade transcendente poderia oferecer: redenção, justiça perfeita, sentido, segurança absoluta e vitória definitiva sobre o mal. É aqui que a política começa a adquirir características religiosas. Criam-se deuses políticos, símbolos, inimigos, heréticos, pecadores, salvadores e promessas de redenção. Há uma explicação para todos os fracassos: a culpa é sempre do inimigo. A pessoa deixa então de conseguir olhar objetivamente para a realidade porque a sua lealdade política tornou-se parte da sua identidade. É por isso que factos claros podem ser negados. Não necessariamente porque as pessoas sejam incapazes de compreender os factos, mas porque aceitar determinados factos pode obrigá-las a abandonar aquilo em que emocionalmente investiram. Quando uma pessoa já “ama” politicamente alguém, começa a interpretar as evidências de forma diferente. O mesmo comportamento que condenaria num adversário passa a ser relativizado quando praticado pelo seu líder. Assim, duas pessoas podem observar o mesmo facto e produzir julgamentos morais opostos simplesmente porque pertencem a grupos diferentes. A verdade fica subordinada à lealdade. E quando a lealdade se torna superior à verdade, começa a destruição da consciência. É neste ponto que a política encontra a questão do poder. O poder cria incentivos para ser preservado. O político começa por procurar votos; depois procura preservar o cargo; depois procura controlar as condições que garantem a sua permanência; finalmente pode começar a confundir a própria permanência com o interesse público. O problema não é necessariamente que todos sejam monstros. O problema é que homens normais colocados em determinadas estruturas podem começar a agir de acordo com incentivos perversos. Por isso, o princípio mais prudente não é confiar no governante. É limitar o governante. Não devemos construir instituições pensando no governante ideal. Devemos perguntar: “O que acontece se chegar ao poder alguém profundamente mau?”. Uma instituição realmente robusta é aquela que continua a proteger a sociedade mesmo quando os indivíduos que a ocupam são incompetentes, egoístas ou corruptos. É aqui que a limitação do poder, a separação de poderes, a propriedade, a liberdade de expressão, a independência judicial, a descentralização, a sociedade civil e o Estado de Direito deixam de ser meros conceitos técnicos. Passam a ser mecanismos de contenção da natureza humana. A mesma prudência aparece na economia. Numa sociedade complexa, nenhum governo consegue possuir todo o conhecimento necessário para coordenar milhões de decisões individuais. Cada pessoa conhece uma pequena parte da realidade. Nenhuma autoridade consegue reunir perfeitamente todo esse conhecimento. Por isso, uma sociedade livre precisa de mecanismos que permitam que decisões sejam tomadas de forma descentralizada e que erros possam ser corrigidos. O mercado não é moralmente perfeito. O Estado também não. Nenhum mecanismo humano é perfeito. A questão é outra: qual sistema limita melhor os erros inevitáveis dos seres humanos e impede que um erro seja imposto a todos? A resposta não pode ser uma fé cega no mercado nem uma fé cega no Estado. Tem de ser uma compreensão realista dos limites humanos. É precisamente por isso que devemos desconfiar das utopias. Sempre que alguém promete uma sociedade sem conflito, sem sofrimento, sem risco, sem corrupção ou sem injustiça, devemos perguntar que quantidade de poder será necessária para tentar cumprir essa promessa. Para eliminar toda a divergência, alguém terá de decidir aquilo que todos devem pensar. Para eliminar todo o risco, alguém terá de controlar as escolhas. Para eliminar toda a desigualdade, alguém terá de controlar resultados. Para eliminar toda a oposição, alguém terá de controlar a liberdade. A procura do paraíso político pode produzir precisamente o contrário do que prometeu. É por isso que a política precisa de humildade. Não de relativismo moral, mas de humildade perante a complexidade da realidade. Há princípios que não devem ser relativizados. A verdade continua a ser verdade. A mentira continua a ser mentira. A corrupção continua a ser corrupção. A injustiça continua a ser injustiça. O roubo continua a ser roubo. A traição continua a ser traição. A dignidade humana não depende de uma eleição. Mas a aplicação desses princípios a uma realidade complexa exige prudência, conhecimento e julgamento. A verdade moral não muda conforme a conveniência; ao mesmo tempo, o homem pode estar errado ao interpretar uma situação concreta. A pessoa honesta não é aquela que acredita possuir todas as respostas. É aquela que se recusa a mentir para proteger as respostas que já possui. É aquela que aceita perder uma discussão antes de abandonar a verdade. É aquela que prefere perder uma eleição a defender aquilo que considera moralmente errado. É aquela que não sacrifica a consciência para vencer. É aquela que não diz: “Hoje apoio isto porque é útil”. Pergunta antes: “Isto é certo?”. E se a resposta for não, permanece não, mesmo que todos os outros digam sim. É precisamente aí que aparece a virtude. Virtude não é aquilo que é conveniente. Virtude é a disposição permanente de fazer o bem porque é o bem. É dizer a verdade quando mentir seria mais vantajoso. É recusar a corrupção quando aceitar dinheiro seria mais fácil. É defender alguém injustamente atacado mesmo quando essa pessoa pertence ao grupo adversário. É condenar o próprio lado quando o próprio lado está errado. É não transformar o resultado desejado numa desculpa para utilizar meios moralmente condenáveis. É aceitar que, por vezes, fazer o certo significa perder. E esta talvez seja uma das maiores dificuldades da vida moral: o mundo nem sempre recompensa o homem justo. O honesto pode perder. O corrupto pode prosperar. O mentiroso pode ser popular. O competente pode ser ignorado. O medíocre pode chegar ao poder. O homem que diz a verdade pode ser ridicularizado. Aquele que recusa participar no jogo pode ficar sozinho. Isso não significa que a virtude tenha falhado. Significa que a virtude nunca dependeu da recompensa imediata. Se uma pessoa só é honesta quando ser honesta compensa, então a sua honestidade é apenas uma estratégia. Se uma pessoa só defende a verdade quando a verdade é popular, então não está realmente a defender a verdade; está a seguir a multidão. A verdadeira fidelidade moral aparece precisamente quando a recompensa desaparece. É aqui que a fé assume uma importância decisiva. Se o mundo fosse o único tribunal, muitas vezes pareceria racional abandonar a virtude. Se o corrupto prospera e o honesto sofre, por que razão continuar a ser honesto? A fé cristã responde que o julgamento definitivo não pertence ao mundo, à multidão, ao partido, à imprensa ou à história. Pertence a Deus. Isso muda completamente a lógica da ação moral. O homem não precisa de vencer politicamente para estar certo. Não precisa de ser popular para ser fiel. Não precisa de ser recompensado para fazer o bem. Não precisa de ver imediatamente justiça para continuar a praticar justiça. A sua obrigação é perante a verdade e perante Deus, não perante a aprovação da multidão. Por isso, afastar-se das pessoas erradas pode ser uma necessidade moral. Nem toda amizade deve ser mantida. Nem toda associação deve ser preservada. Nem toda causa merece ser apoiada. Nem todo grupo merece a nossa lealdade. A pessoa que permanece continuamente cercada por mentira pode começar a considerar a mentira normal. A pessoa que convive constantemente com corrupção pode começar a considerar a corrupção inevitável. A pessoa que transforma tudo em guerra política pode perder a capacidade de distinguir o bem do mal fora da política. É necessário conservar uma certa distância interior do mundo. Não significa fugir de todas as pessoas diferentes. Significa não permitir que a multidão determine a nossa consciência. A sociedade pode dizer que determinada virtude é antiquada. A virtude continua a ser virtude. A sociedade pode dizer que determinada corrupção é necessária. A corrupção continua a ser corrupção. A sociedade pode dizer que determinada mentira é útil. A mentira continua a ser mentira. A sociedade pode dizer que todos fazem isso. Isso não transforma o errado em certo. O facto de uma prática ser normal não a torna moral. O facto de ser legal não a torna necessariamente justa. O facto de ser popular não a torna verdadeira. O facto de ser politicamente útil não a torna boa. E o facto de produzir bons resultados imediatos não transforma automaticamente um meio moralmente errado num meio aceitável. A grande batalha, portanto, não é apenas política. É moral. É uma batalha pela capacidade de permanecer fiel à verdade quando a verdade deixa de ser conveniente. É uma batalha contra a tentação de transformar a política numa religião. É uma batalha contra a tendência humana de justificar os nossos próprios erros enquanto condenamos os erros dos outros. É uma batalha contra a necessidade de pertencer. O mundo pode recompensar a corrupção. Isso não obriga o homem justo a tornar-se corrupto. O mundo pode preferir a mentira. Isso não obriga o homem honesto a mentir. O mundo pode adorar líderes políticos. Isso não obriga o cristão a transformar políticos em ídolos. O mundo pode considerar a virtude inconveniente. Isso não diminui a obrigação de praticá-la. No fim, talvez a pergunta mais importante não seja “quem vai ganhar a próxima eleição?”. É: “Quem estamos a tornar-nos enquanto decidimos em quem votar?”. Porque podemos ganhar politicamente e perder moralmente. Podemos derrotar o adversário e perder a consciência. Podemos conquistar poder e perder a verdade. Podemos salvar uma eleição e destruir os princípios que dizíamos defender. A verdadeira vitória não é simplesmente colocar o nosso grupo no poder. É permanecer capaz de olhar para a realidade, reconhecer o bem, rejeitar o mal e agir de acordo com a consciência mesmo quando ninguém nos recompensa por isso. A sociedade pode escolher os seus governantes. A maioria pode escolher o seu caminho. As eleições podem escolher quem ocupará o poder. Mas nenhuma eleição pode decidir o que é moralmente certo. Essa responsabilidade permanece sobre cada indivíduo. E é precisamente aí que começa a verdadeira liberdade: na capacidade de dizer “isto é certo” quando todos dizem que é errado, e “isto é errado” quando todos dizem que é necessário. Porque o certo não se torna certo porque vence. O certo vence, moralmente, precisamente porque continua a ser certo mesmo quando perde. E, numa perspetiva de fé, a última segurança do homem honrado não está no reconhecimento do mundo, na vitória eleitoral, na aprovação da multidão ou na recompensa imediata. Está em permanecer fiel à verdade diante de Deus. O mundo pode não ter espaço para a honestidade. Mas isso nunca será uma razão suficiente para abandonar a honestidade. Porque, se o homem abandona o certo apenas porque o mundo prefere o errado, então o mundo não apenas escolheu o seu caminho: conseguiu também escolher o nosso. #brasil #eleicoes #lula #bolsonaro #mbl #kim #renan #pt #pl #stf #btc #bitcoin ##
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RS83 5 days ago
The middle class is gone. According to Fed data, the top 1% of Americans now control ONE-THIRD of all US net worth. Since 2020, the top 1% have gained +$30 TRILLION in net worth, while the bottom 50% are worth just $4.3 trillion. What is happening? Let us explain. (a thread) image
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