O lulismo, que naturalizou a corrupção, tenta acobertar o roubo dos aposentados e lamenta a criação de CPMI para pegar os ladrões do INSS. O bolsonarismo, que naturalizou tentativas de melar resultado eleitoral, assassinar reputação de “isentões” e coagir autoridades (mas “esqueça qualquer crítica ao Gilmar”!), tenta blindar Jair Bolsonaro acima de tudo e de todos, explorando até tarifaço contra o Brasil como instrumento de chantagem por anistia pessoal. Ministros do STF, que naturalizaram o lobby, a censura e o Direito criativo, confraternizam com políticos e empresários que blindaram, legislam sobre redes sociais, tomam decisões kafkianas e consolidam a insegurança jurídica em nome da defesa da “democracia” e da “soberania”. Milhões de brasileiros, aprisionados em bolhas sociais e virtuais imunes aos fatos e permeáveis somente a narrativas binárias, que exaltam o desempenho de um ou dois desses grupos contra o outro, aderem a um deles, fechando os olhos para a sujeira do próprio lado, como fazem milhares de políticos oportunistas. Felizmente, a despeito dessa hipnose coletiva, há cada vez mais cidadãos percebendo, até pelo cansaço, o buraco em que o país se meteu e do qual precisa sair. E é essa demanda, mais dispersa e menos barulhenta na sociedade, mas expressada no ambiente cultural e captada em pesquisas, que poderá formar novas lideranças e empurrar o Brasil para um afastamento da retroalimentação populista e de todos aqueles que faturam com ela. Via FMB