Existem poucas bibliotecas públicas no Brasil. Muitas delas são quase inacessíveis.
Otavio
otavio@primal.net
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Cristão Reformado
Escritor
Teólogo & Professor
Hoje é o Dia do Senhor!
“Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a coisas e seres criados, em lugar do Criador... ” (Romanos 1:25).
Sábado animado.
AXIOMA E PROVA
Quando afirmo que um princípio primeiro deve trazer conteúdo para se justificar, quero dizer que ele deve fornecer toda a informação necessária ― na metafísica, epistemologia, linguística, ética etc. ―, caso contrário o próprio princípio primeiro não teria informação suficiente para se tornar possível. O conteúdo do nosso princípio primeiro é a Bíblia, e está sistematizado na teologia cristã. Esta representa, por sua vez, o fundamento intelectual a partir do qual pensamos sobre o mundo e interagimos com os incrédulos.
Gordon Clark diz que todo sistema deve partir de um axioma “improvável” ou princípio primeiro. Isso é verdade, mas cuide para não interpretá-lo mal. Por definição, “prova” envolve o raciocínio a uma conclusão a partir de premissas antecedentes. Se existe “prova” para um princípio primeiro, ele não pode ser de fato primeiro, pois seria uma conclusão derivada de premissas antecedentes; chamá-lo de princípio “primeiro” seria autocontraditório. Assim, Clark tem razão neste ponto, mas como muitos não usam essa definição técnica de “prova”, ao saber que um princípio primeiro é “improvável”, tendem a pensar que ele é arbitrário ou que não existe defesa racional para ele. Em vista disso, apesar da falha estar nas pessoas que não compreendem o significado da palavra, procuro não chamar o princípio primeiro cristão de “improvável” para evitar esse mal-entendido. De fato, Clark afirma que podemos defender o princípio primeiro cristão, mas não por aquilo que se chama de prova. Por exemplo, em A Christian View of Men and Things ele mostra como um sistema intelectual abrangente e coerente pode ser deduzido de nosso princípio primeiro; também mostra por que os princípios não cristãos falham. Podemos também demonstrar a natureza autojustificável e inegável de nosso princípio primeiro bíblico e como ele logicamente exclui todos os demais princípios primeiros. Assim, longe de ser arbitrário, nosso ponto de partida é racional e necessário.
(Vincent Cheung — Cativo a Razão)


"Deus é infalível, a Escritura é a sua Revelação infalível, o homem é falível, as sensações e as intuições humanas são falíveis."
O período eleitoral é o ideal para você desativar todas as redes.
3 da manhã. Lendo Calvino na madrugada.
Você é um cidadão de classe média alta no Brasil e resolve viajar para o exterior, frequentemente, durante o ano, seja a trabalho, seja a passeio.
Aí vai a LATAM e vaza os seus dados.
Esse vídeo me lembrou a saga de livros e a franquia de filmes do Jason Bourne.
Instagram, X e YouTube estão flodando video viral do Pablo Marçal destruindo jornalistas.
Eu lendo o Jonas Madureira fazendo uma crítica de nível ginasial ao Vincent Cheung no livro Inteligência Humilhada:


Paulo ensinando aos cristãos em Filipos que a Epistemologia precede a Ética em Filipenses 4:8. Você só sabe o que é honesto, justo, puro, amável, o que é de boa fama, se há alguma virtude ou louvor se for verdadeiro. Se o engano ocupa sua mente, seu coração será contaminado. Como Cristo é o Padrão de Conhecimento, Paulo assegura que a Paz de Deus guardará os corações e os pensamentos (v. 7) e que eles deveriam não só pensar no que é verdadeiro mas agir segundo o que receberam e aprenderam de Cristo (v. 9).


A Casas Bahia que fica perto da minha casa fechou. 😃 Espero que a próxima seja a Magazine Luiza. Todas as empresas que fizeram conchavo com o Governo terão o que merecem.
Agora, pois, curvemo-nos diante da majestade de nosso bom Deus, em reconhecimento de nossas falhas, orando para que as sintamos em todos os aspectos, para que nos humilhemos e sejamos atraídos ao verdadeiro arrependimento, a fim de que renunciemos todas as nossas concupiscências e afeições carnais; e que, nos sentindo abatidos em nosso íntimo, sejamos iluminados pelo poder do Santo Espírito, e assim possamos servi-lo e honrá-lo todos os dias de nossa vida. E que, por esse meio, sejamos ainda mais incentivados a entregar-nos totalmente a ele, sabendo que somos sustentados por sua mera bondade, e que isto sirva para glorificar seu santo Nome, não só nos lábios, mas em todo o nosso viver.
CALVINO, João
Sermões sobre Eleição e Reprovação — Brasília, DF: Editora Monergismo, 2019.
Ontem, tornei público o meu canal sobre o Escrituralismo de Gordon Clark no Telegram. Sei que poucas pessoas usam o Telegram e pouquíssimos cristãos têm interesse em Apologética e Epistemologia, mas, se eu ficar falando sozinho por lá, pelo menos vou treinar a escrita.
"Os puritanos tinham o hábito de manter diários espirituais, exame de consciência regular, avaliação dos próprios atos à luz da Palavra. Isso não era neurose religiosa. Era o resultado prático de uma doutrina: o homem que compreende que prestará contas a Deus de cada momento de sua vida tende a governar esses momentos de maneira diferente do homem que acredita que o tempo simplesmente passa sem registro".
“Congregamo-nos no primeiro dia da semana em lugar do sétimo dia, porque a redenção é até mesmo uma obra maior que a criação, e mais digna de comemoração, e porque o descanso que seguiu à criação é superado pelo repouso que segue à consumação da redenção. Reunimo-nos no primeiro dia da semana, como os apóstolos, esperando que Jesus esteja em nosso meio, e diga: ― Paz seja convosco! (Lucas 24:36). Nosso Senhor arrebatou o dia de descanso de suas velhas e enferrujadas dobradiças em que fora anteriormente colocado pela lei, desde os tempos antigos, e o colocou sobre as novas dobradiças de ouro que seu amor tinha arquitetado. Ele colocou nosso dia de descanso, não ao fim de uma semana de trabalho, mas sim no começo do repouso que resta para o povo de Deus. Em cada primeiro dia da semana devemos meditar sobre a ressurreição de nosso Senhor, e devemos buscar entrar em comunhão com Ele em Sua vida ressurreta.”
C.H. Spurgeon — Seguindo ao Cristo Ressureto.
Muitos pastores costumam citar John Wesley como exemplo de santidade masculina. Porém, ele está longe de ser um exemplo para homens cristãos que almejam crescer em piedade.
Segundo Nathan Busenitz, Wesley se casou com Mary Vazeille em 1751. Molly, como era conhecida, voltou e deixou Wesley várias vezes antes de se separarem definitivamente em 1758.
Por causa das viagens constantes de seu marido, Molly se sentia cada vez mais negligenciada. Ela começou a sentir ciúmes de seu marido, que frequentemente estava fora de casa, e a suspeitar das relações amigáveis que Wesley mantinha com diversas mulheres do movimento Metodista.
Stephen Tompkins revela em seu livro que "quando Wesley fez uma viagem missionária à Irlanda em 1758, Molly relatou que as palavras com que seu marido a deixou foram as seguintes: ‘Espero nunca mais ver sua cara perversa.’" Quando Wesley voltou para a Inglaterra, eles brigaram violentamente pelo fato de ele ter se recusado a mudar seus hábitos de escrever cartas afetuosas para outras mulheres. Molly o acusou de adultério e "invocou para ele todas as maldições de Gênesis a Apocalipse."
Em dezembro de 1760, Molly avistou Wesley saindo mais cedo de uma reunião com uma mulher chamada Betty Disine, sendo visto com ela na manhã seguinte. Molly disse a ele, de maneira afetuosa, para desistir de correr atrás de outras mulheres, pois seu caráter estava em jogo.
Comentando sobre o casamento trágico do fundador do Metodismo, Singleton traz a seguinte questão:
"A lacuna entre marido e mulher aumentou emocional e fisicamente até um ponto de não ter mais volta. Se você tiver a oportunidade de visitar a Capela Wesley em Londres, verá, entre os artefatos na casa de Wesley, sua escrivaninha cheia de compartimentos escondidos. Foi exatamente nesse móvel que Molly leu as cartas de Wesley para suas ‘queridas irmãs’, interpretando e construindo de forma errada a linguagem enfeitada que denotava afeição, o que serviu de combustível para aumentar as chamas do ciúme."
Vale salientar que, aparentemente, Wesley não parecia amar Molly por inteiro. A mulher por quem John Wesley foi verdadeiramente apaixonado, e que muitos historiadores consideram o grande amor de sua vida, era Sophia Hopkey.
Em Savannah, Geórgia (EUA), por volta de 1736, Wesley conheceu Sophia. Ele era um jovem missionário rigoroso na colônia americana, passou muito tempo ensinando-a e, claramente, se apaixonou.
Wesley ficou dividido entre o desejo de casar e sua dedicação religiosa ao celibato missionário. Ele consultou amigos da comunidade morávia, que o aconselharam a não seguir em frente com o casamento.
Cansada da hesitação de Wesley, Sophia acabou se casando com outro homem, William Williamson.
Amargurado e acreditando que ela havia negligenciado sua vida espiritual, Wesley negou a comunhão (a Ceia do Senhor) a ela. Isso gerou um processo judicial contra ele e foi um dos principais motivos que o levaram a "fugir" de volta para a Inglaterra.
Além de Sophia, Wesley também demonstrou interesse por Grace Murray (uma viúva que cuidava dele quando ficava doente).
Ele chegou a pedi-la em casamento e ela aceitou, mas o irmão de John, Charles Wesley, interveio por achar que o casamento prejudicaria o movimento metodista. Charles agiu rápido e providenciou para que Grace se casasse com um dos pregadores de John, John Bennet, antes que o irmão pudesse impedir.
O fracasso do casamento de Wesley é algo triste, porém nos mostra que ele era pecador e tinha dificuldades em seu matrimônio por não ter uma visão correta sobre o sétimo mandamento.
O fracasso do casamento de Wesley nos alerta sobre as tentações que não somente pastores, mas qualquer homem cristão casado enfrenta. Alguns sofrem e acabam cedendo à traição emotiva; outros são maduros o suficiente para arrancar o olho direito.
O casamento bíblico não diz respeito somente à união sexual, mas também à união espiritual, onde dois se tornam uma só carne, incluindo afeições e desejos do coração.
Um marido cristão pode prover tudo para a sua esposa, dar conforto material a ela e cumprir todas as obrigações conjugais, e mesmo assim seu coração estar desejando outra mulher.
Em 2022, o pastor americano Matt Chandler, líder da The Village Church (no Texas), afastou-se temporariamente do púlpito após uma auditoria em suas redes sociais.
A investigação apontou que as mensagens diretas trocadas com uma mulher no Instagram não continham teor sexual ou romântico, mas a frequência e a familiaridade excessiva (incluindo piadas tolas) cruzaram limites de prudência exigidos de um líder religioso.
Chandler reconheceu a falta de cautela, cumpriu o processo de restauração estabelecido pelos presbíteros da igreja e retornou às atividades meses depois.
Lembro-me de uma conversa que tive com um grande amigo na ocasião em que eu era padrinho de casamento dele. Na despedida de solteiro, ele me disse que aprendeu com Schaeffer que um homem não deve conversar em demasia sobre assuntos de cunho intelectual com uma mulher que não seja sua esposa.
Por exemplo, se eu gosto de falar sobre Filosofia, Epistemologia e Metafísica, seria inadequado conversar sobre esses assuntos com uma mulher que tenha esses mesmos interesses, mas que não seja minha esposa. Nunca me esqueci da dica desse meu amigo.
A Palavra de Deus estabelece padrões elevados para aqueles que são líderes na sua igreja local. Entre as qualificações para ser líder está uma vida familiar estruturada.
Acredito que a guarda do sétimo mandamento diz respeito, fundamentalmente, ao que cultivamos em nosso coração e às pequenas decisões do dia a dia. Resguardar essa fidelidade exige discernimento prudente, o que pode significar desde estabelecer limites saudáveis no uso das redes sociais e do celular até fechar portas para interações cotidianas que, gradualmente, alimentem distrações emocionais e intromissões indevidas na dinâmica do casal.
A fidelidade bíblica exige intencionalidade. Cuidar do próprio coração e proteger os afetos não é apenas evitar a queda, mas cultivar ativamente a exclusividade e a santidade no matrimônio.