Múltipla e vazia.
Ele prefere a cor das máscaras.
O rastro das que sumiram sou eu.
A memória falha no instinto.
O grito virou silêncio.
O inferno é um estilo.
Não fale em amor.
Se o fizer,
nós lhe devoramos o coração.
Beleza terrível.
O tempo é absoluto.
Não há pose... há o anúncio
do despertar.
Pés firmes, delicado controle.
Ayalah e Guri:
vontade, músculo e vida.
Um só ser, uma tempestade.
O casco golpeia o chão
como um pulso selvagem.
A liberdade não é um som...
é o solo que treme.
Não basta ser marido e mulher...
precisamos ser amigos e amantes.
Ser tudo,
para não precisar de mais ninguém.
Meu despertar...
uma convulsão.
Não pedi... não.
E ele ri.
Do teto — que não cai.
Tudo
de Ayalah Verônica Berg
Feliz por ser infeliz, eu me esqueço.
Olho a parede, o vazio, a sombra baixa,
e a bruxa bêbada que dança em mim.
Solidão, amiga, afia o cinismo.
Dor ou farsa? Tudo é o mesmo espelho.