Meu quase-haicai de fim de ano
Desejo: espinho na língua.
Busca cega... semente da ruína.
Destruir. Afago no abismo.
Estátua de carne e osso seco.
Sonhos: Álcool. Risada.
Ferrugem. Vazio...
Rubor que fende.
Liberta. Acalma.
A contagem já terminou.
Apunhalada lenta.
Trespassando.
Da casca austera nasce a cura da farra de fim de ano: o bálsamo que ameniza o peso do amanhã.
Deixe que a força oculta da romã devolva o equilíbrio e a luz ao seu despertar.
Nutrição Intel: O Segredo da Casca de Romã: Por que ela é a nova aliada contra a ressaca?
Natal em família.
Ah! Que ilusão engraçada!
Muitas ilusões engraçadas na vida.
Bem, adoro ler a poesia dos mestres e deixar que me elevem.
Neste meu último poema de 2025, sinto a forte influência de Fernando Pessoa, Shakespeare e Milton.
Em "Brinde Final", reforço o desdém por tudo e por todos, e meu fascínio pela escuridão e pelos deuses antigos me conduz ao tribunal de Osíris.
Brinde Final
de Ayalah Berg
Nos amamos muito e nos vestiremos pra arrasar,
Amamos cada pedacinho nosso, do cabelo aos pés.
Teremos coragem e nunca duvidaremos de nós.
Seremos ousadas, sensuais e cheias de charme.
Réveillon
de Ayalah Berg
Arte menor. Delírio de Natal.
O enrosco. Sob as estrelas falsas.
A fruta no jardim: proibida.
No sofá, a sorte é preguiça.
A flauta desafina. Sono cinzento.
No telhado, o parafuso solto.
A felicidade? Caçada no precipício.
Loucura prática, de véspera.
São os riscos do ócio.
Até ano que vem… ou não.
Para nós, o movimento é melhor do que o descanso, porque, se eu estiver em repouso, talvez, sem saber, já esteja sentada na balança junto com todos os meus pecados.
Todos estão procurando algo. Às vezes admiramos uma música, e então, parando por um segundo, percebemos que podemos ser felizes — e isso nos faz sentir bem.
Somos como bonecas controladas por um fio, com nossas ações sendo previsíveis, mas também imprevisíveis. Mesmo que nossa natureza seja programada, a complexidade disso nos torna imprevisíveis e eles nunca sabem qual será nossa próxima ação.