Nunca se sabe.
O sol nasce, a bruxa acordada.
Brinca com a decoração?
Ou busca o ruído de um cometa.
Pó. Estática.
As conversas loucas dos demônios —
aqueles que dominam os sonhos.
É um êxtase que despenca.
A alucinação ainda é doce,
e eu, de costas para o sol.
Que desperdício de luz.
Tão cheia de vida...
Que tédio.
Vou observar em silêncio agora.
O Peso da Alvorada
de Ayalah Verônica Berg
De manhã, somos diferentes.
Ar frio. Úmido. Sozinhas.
À noite, juntos.
Bebemos.
Comemos.
Alucinamos.
Dançamos — devagar...
e dizemos: maravilhoso,
mostrando os dentes.
Por trás da máscara...!
de Ayalah Verônica Berg