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Β«Honk, honk!Β» β€” Harpo Marx ᡐᡃⁱ˒ ᡘᡐ α΅’α΅‡Λ’αΆœα΅˜Κ³α΅’ ⁿᡒ˒ᡗʳⁱⁿʰᡒ ᡇᡃⁱˣᡃ Κ³α΅‰βΏα΅ˆα΅ƒ ᡉ α΅ˆα΅‰Λ’α΅ˆα΅‰βΏα΅—α΅ƒα΅ˆα΅’ ☠︎︎ α΅α΅‰α΅ƒΚ³αΆœΛ’α΅—α΅ƒα΅–α΅ƒ ☠︎︎ I'm not on Bluesky / NΓ£o tenho conta no Bluesky ᡇᡉʷᡃʳᡉ α΅’αΆ  Λ’αΆœα΅ƒα΅α΅α΅‰Κ³Λ’ / αΆœα΅˜β±α΅ˆα΅ƒα΅ˆα΅’ αΆœα΅’α΅ ᡍᡒˑᡖⁱ˒ᡗᡃ˒
Helder Macedo, NΓ£o Γ© bastante: NΓ£o Γ© bastante que eu reconheΓ§a a minha solidΓ£o e a queira como inΓ­cio dum caminho. NΓ£o Γ© bastante ser livremente tudo quanto sei e estar aberto a tudo o que serei. Tudo o que fui e o que sou e o que serei jΓ‘ sΓ£o iguais no tempo do meu todo ignorado. Quero abrir o que as palavras nΓ£o descrevem para jΓ‘ nΓ£o responder ao sim e ao nΓ£o do meu espelho conhecΓ­vel. JΓ‘ nΓ£o me basta apenas dar um nome Γ  morte que me cabe enquanto vivo porque morrer Γ© ter perdido a morte para sempre tornando sem sentido o sim e o nΓ£o com que me circundei e defini-me. ConheΓ§o-me as fronteiras. Quero o resto.
Ledo Ivo, Soneto da porta Quem bate Γ  minha porta nΓ£o me busca. Procura sempre aquele que nΓ£o sou e, vulto imΓ³vel atrΓ‘s de qualquer muro, Γ© meu sΓ³sia ou meu clone, em mim oculto. Que saiba quem me busca e nΓ£o me encontra: sou aquele que estΓ‘ alΓ©m de mim, sombra que bebe o sol, angra e laguna unidos na quimera do horizonte. Sempre andei me buscando e nΓ£o me achei: E ao pΓ΄r-do-sol, enquanto espero a vinda da luz perdida de uma estrela morta, sinto saudades do que nunca fui, do que deixei de ser, do que sonhei e se escondeu de mim atrΓ‘s da porta.
René Char: « En poésie, devenir c'est réconcilier. Le poète ne dit pas la vérité, il la vit ; et la vivant, il devient mensonger. Paradoxe des Muses : justesse du poème. »
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