“Se bem compreendida, na 'prosa do mundo' de Hegel já estava anunciada a previsão de Marx de que 'tudo que é sólido desmancha no ar', pois tudo que é discurso, que é ideia, cederá lugar a novos discursos, a novas ideias, e o fecho do mundo será provido por uma sintaxe de significantes cujos significados são móveis e até um pouco ébrios, pois os referentes entraram em órbita e a última notícia que nos chegou deles dava conta de que, o tempora o mores!, o universo talvez não seja infinito, mas a linguagem certamente é.”
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