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Ronald Robson
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Writer. Radically Brazilian. | Autor de "Contra a vida intelectual, ou iniciação à cultura" (2024) e "Conhecimento por presença: em torno da filosofia de Olavo de Carvalho" (2020). | Criador de flusserproject.com
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ronaldrobson 1 week ago
“Se bem compreendida, na 'prosa do mundo' de Hegel já estava anunciada a previsão de Marx de que 'tudo que é sólido desmancha no ar', pois tudo que é discurso, que é ideia, cederá lugar a novos discursos, a novas ideias, e o fecho do mundo será provido por uma sintaxe de significantes cujos significados são móveis e até um pouco ébrios, pois os referentes entraram em órbita e a última notícia que nos chegou deles dava conta de que, o tempora o mores!, o universo talvez não seja infinito, mas a linguagem certamente é.” https://ronaldrobson.com.br/ler-filosofia-o-assassino-o-narrador/
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ronaldrobson 1 month ago
Ariano Elon Lages Suassuna Lima, autor de “Análise no Espaço Rn [i.e., Reino]”. image
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ronaldrobson 1 month ago
Vacilei em não ter divulgado antes por aqui, já que, por mais improvável que pareça, alguns dos melhores alunos/colegas que tive nos últimos três anos vieram do Nostr. Informações no link: https://ronaldrobson.com.br/hegel/ image
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ronaldrobson 1 month ago
Meu trabalho sobre João Francisco Lisboa (“Como ler Jornal de Tímon”) ganhou menção honrosa no Prêmio de Teses 2026 do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL), da Unicamp. Pode ser lido aqui na íntegra:
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ronaldrobson 1 month ago
Mesmo se tratando de uma exposição informal e bastante panorâmica, ao falar de “pensamento alegórico” como objeto de crítica de Marx era uma questão de justiça ter mencionado o livro “Espectros de Marx” (1993), de Derrida, o único a ter vislumbrado com algum insight — conforme descobri há poucos meses — o tema do “mundo fantasmático” na obra do pensador alemão (termo meu, não dele). Acabou passando batido. Infelizmente, é um ensaio decepcionante. Em sua primeira metade fala mais de outros autores da tradição revolucionária (Blanchot, p. ex.) do que do próprio Marx; e, quando se volta mais diretamente para este, o faz cobrindo um elenco de textos pequeno e se perdendo em questões de menor ou nenhuma importância, tudo piorado por aquela inflação teórica despropositada e por lugares-comuns marxistas. Seja como for, era uma questão de justiça mencionar Derrida, que fica agora mencionado.
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ronaldrobson 2 months ago
Esse tal de Ronald é um “heterodoxo total”? Pô, então deve ser bom! Vou ler esse cara.
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ronaldrobson 2 months ago
O romance do Norte do Brasil precisa ser redescoberto. Talvez só Josué Montello ainda tenha maior fama fora do seu estado natal, mas sua literatura, ainda que universalmente humana, é pouco “nortista”, é muito própria da vida de mar aberto de São Luís e Alcântara, com mentalidade litorânea. Norte mesmo, no sentido amazônico até miudamente metafísico, é o que se encontra em Dalcídio Jurandir, o Montello do Pará, com seu Ciclo do Norte e seus pontos altos em “Chove nos campos de Cachoeira” e “Marajó”. Que prosa a dele. Difícil encontrar outro autor que registre de forma tão viva e rica a fala do brasileiro. Mais sertanejo já será o Assis Brasil da “Tetralogia Piauiense” (não confundir, portanto, com o Assis gaúcho), que de todo modo ainda tem algo daquele Brasil amazônico. Aleatoriamente também me ocorre citar, sem considerar títulos menores, “Galvez, Imperador do Acre”, de Márcio Souza, saga pícara boa.
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ronaldrobson 3 months ago
Quando o tradutor vai verter uma obra húngara, e diz que o faz a partir da versão inglesa realizada pelo próprio autor, mas misteriosamente emprega a tradução espanhola de um termo que jamais apareceria assim nem em húngaro nem em inglês nem em português. E estou achando que mesmo a tradução espanhola foi vertida pelo Google (ainda era o ano da graça de 2015 e robôs não pensavam por nós). Serviu de lembrete de que por que passei tantos anos sem triscar em volume algum da ed. Expressão Popular. image
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ronaldrobson 3 months ago
There’s not a single idea in Palantir’s Manifesto that isn’t already hinted at — or fully developed, sometimes to the point of absurdity (though occasionally with real insight) — in Alex Karp’s “The Technological Republic”. It’s a book worth reading. I wrote this piece on it, and reposting it is enough to share my take on the whole “technofascist manifesto” issue. View article →
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ronaldrobson 3 months ago
Sonhei que Antonio Telmo era, sim, um Encoberto, como ele gostava de dizer, mas não por ser marrano, não por ser maçom. Na verdade ele era um brasileiro disfarçado de português. Era o Encoberto da filosofia escrita na língua de Vieira.
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ronaldrobson 4 months ago
Das muitas ironias discretas da série Pluribus, talvez a menos óbvia, porém mais surpreendente, é que seja justamente um paraguaio, um homem que ainda acredita em anjos e demônios e age segundo uma ingenuidade prática e rigorosamente ética (mesmo quando agressiva), que irá empreender uma viagem de milhares de quilômetros do seu país até os Estados Unidos, ora a pé ora de carro, para salvar a humanidade da última grande utopia, a qual nos é mostrada como coisa que literalmente não é deste mundo e nos infecta como um vírus. A narrativa não pesa a mão nesse sentido alegórico; detém-se em episódios específicos e os desenvolve até os limites do absurdo, procedimento já conhecido do criador da série. De modo que o arco narrativo maior, com sua ironia mitigada, está lá, sim, mas não cobra atenção. *** Sempre que uma cultura começa a ruir, é de suas franjas, de seus territórios limítrofes e desprestigiados, que nascem as possibilidades de uma nova civilização, em parte porque quem está à margem é menos “contemporâneo”, sofre menos do esquecimento de suas origens do que quem está no centro, na metrópole, a viver segundo o espírito da época.
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ronaldrobson 4 months ago
Sem a “Fenomenologia do Espírito” de Hegel, não existiria a “Lógica da Filosofia” de Éric Weil. Foi aquele primeiro, como o filósofo francês deixaria claro nas partes finais de seu livro, quem tornou possível uma “lógica da filosofia”, uma apreciação das categorias fundamentais pelas quais o discurso filosófico se organiza internamente e se materializa exteriormente na consciência humana e em seus modos de vida (suas “atitudes”, no vocabulário de Weil). A categoria do Absoluto estende sua sombra sobre os capítulos finais da obra-prima do filósofo francês que agora, em abril, terminaremos de ler e comentar na “Iniciação à Filosofia com Éric Weil”. Chegaremos à 24ª aula, feito heroico daqueles que perseveraram comigo. Até agora tivemos as seguintes aulas: • Aula 1: A negatividade da filosofia; e sua superação • Aula 2: Como nasce a filosofia (indivíduo e comunidade, razão e violência) • Aula 3: O dever do gênio (Kant, Otto Weininger, Weil) • Aula 4: A lógica da filosofia (atitudes, categorias, existência histórica) • Aula 5: O domínio da verdade • Aula 6: A obscuridade das experiências autênticas; e o discipulado filosófico • Aula 7: O fracasso da unidade (rumo à noção de prova) • Aula 8: Do discurso à discussão (tradição e lógica formal; e três usos exemplares da dialética) • Aula 9: A insuficiência da formalidade racional; o mundo objetivado • Aula 10: As intimações da interioridade • Aula 11: A mentalidade religiosa: eu humano e Eu transcendente puro • Aula 12: O mundo do trabalho; e a indiferença científica • Aula 13: Poesia, cume da experiência consciente • Aula 14: A contemplação da história (exemplos: Weber, Girard) • Aula 15: A emergência dos valores perante a Personalidade • Aula 16: Vislumbres do Absoluto através da Personalidade; a poesia, ainda • Aula 17: O Absoluto; a estrutura hegeliana de "Lógica da Filosofia" • Aula 18: Considerações gerais sobre as obras de Hegel e de Weil • Aula 19: O ser, o nada e o vir-a-ser. E a Obra: “escândalo da razão” • Aula 20: A Finitude e o existencialismo Você pode ter acesso a essas gravações e às últimas quatro aulas ao vivo por R$ 450 (pix, boleto ou cartão em até 18x, conforme a sua bandeira; e também bitcoin, basta falar comigo). Após o pagamento, em até 12h entrarei em contato para lhe dar acesso às aulas. Inscrição através do link: https://pag.ae/81FvGrsnG Para mais informações: https://ronaldrobson.com.br/weil/ A aula 21 será hoje (quinta-feira, dia 9), às 20h. image
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ronaldrobson 4 months ago
O pensamento português, segundo Antonio Telmo em “Filosofia e Kabbalah” (1989) image