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O Instituto Rothbard é o epicentro de disseminação da Escola Austríaca de economia e do libertarianismo.
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Rothbard 1 week ago
O estado não deve financiar a ciência Por: Marco Batalha Pergunte para qualquer pessoa se ela acha que o estado deve financiar a pesquisa científica. Há uma chance altíssima, quase 100%, de que ela diga que sim. Hoje em dia, isso é dado como favas contadas. É um assunto que sequer é discutido. É uma posição quase unânime de que o progresso científico depende fundamentalmente do financiamento estatal. Órgãos de fomento, universidades públicas, institutos de pesquisa, bolsas de estudo… – todo esse arsenal estatal, sustentado com dinheiro roubado do setor produtivo, ocupa um lugar central no debate sobre a ciência. Para quase todos, sem o estado, a ciência simplesmente não tem como existir. Porém, se analisarmos essa questão mais profundamente, veremos que essa crença é histórica, ética e economicamente problemática. O argumento mais freqüente a favor do financiamento estatal é que a ciência seria um “bem comum”. Sendo assim, como o conhecimento pode ser difundido e aproveitado por muitos, os senhores bovinos gadosos argumentam que o mercado não teria os incentivos suficientes para financiar a pesquisa científica. Logo, caberia ao papai estado corrigir essa suposta falha. Hmm, será? Tal raciocínio, embora sedutor aos incautos, ignora o fato central de que o Leviatã não é capaz de criar recursos. Ao contrário, tudo que o estado “investe” em ciência foi antes retirado coercitivamente de indivíduos, famílias e empresas por meio de impostos diretos ou indiretos. Cada real destinado a uma bolsa, a um projeto ou a um laboratório é um real que deixou de ser usado em outras demandas mais urgentes da sociedade. Além disso, esse conceito da ciência como um “bem comum”, público, é exagerado. Muitos avanços científicos geram retornos privados claríssimos, por vantagens competitivas, redução de custos ou abertura de novos mercados. Empresas investem em pesquisa não por altruísmo, mas por enxergarem valor futuro. E o fariam muito mais não fossem as distorções estatais. Até a chamada “ciência básica”, apresentada como totalmente desconectada de aplicações práticas, costuma ser financiada por expectativas indiretas de retorno, reputação, liderança tecnológica ou exploração posterior de descobertas. O mercado, longe de ser míope, tem uma rica história de financiamento de projetos científicos arriscados, quando acredita que os ganhos potenciais compensam os riscos. E isso alocando os recursos ética e racionalmente. Já quando o estado assume o papel de financiador da ciência, há o problema básico de que o faz de maneira antiética, pois arranca coercitivamente – via ameaça de multa, prisão ou morte – recursos do setor produtivo. Ainda há a questão da alocação irracional de recursos. O estado não tem os incentivos corretos: não opera com lucros e prejuízos, não responde diretamente às preferências dos consumidores e não sofre perdas pessoais quando erra. Assim, as escolhas sobre quais áreas financiar, quais projetos aprovar, quais alunos premiar com as bolsas e quais pesquisadores privilegiar são inevitavelmente influenciadas por critérios políticos, modismos acadêmicos, pressões corporativas e agendas ideológicas. Não tem jeito, não há como escapar desse problema. Trata-se de uma conseqüência lógica da centralização das decisões. No Brasil, claro, essa distorção é ainda mais evidente. O sistema de financiamento científico é altamente burocratizado, lento e formalista. Pesquisadores gastam uma parcela considerável de seu tempo preenchendo formulários, justificativas e relatórios, muito mais preocupados em atender as inúmeras exigências administrativas do que em produzir conhecimento relevante. A lógica de incentivos premia a conformidade, não a originalidade. Os projetos que se encaixam no discurso dominante, na agenda ideológica ou nas prioridades políticas do momento têm chances de aprovação muito maiores do que idéias verdadeiramente inovadoras e disruptivas. Por exemplo, na minha área de pesquisa, a ecologia, sabíamos que, se incluíssemos no projeto algo relacionado às ditas “mudanças climáticas”, a chance de aprovação aumentava muito. Há ainda o problema da inércia institucional. Uma vez criados um programa, um instituto ou uma linha de pesquisa, financiados pelo Leviatã, torna-se extremamente difícil encerrá-los, mesmo quando seus resultados são medíocres ou irrelevantes. O financiamento público cria feudos acadêmicos, em que, protegidos da concorrência, a sobrevivência depende muito mais da manutenção do fluxo de recursos do que da qualidade da produção científica. Em vez de um ambiente dinâmico, no qual as idéias competem e são constantemente testadas, forma-se um sistema rígido, avesso ao risco e imune às críticas. Outro efeito freqüentemente ignorado é o deslocamento do financiamento privado. Quando o estado se torna o principal patrocinador da ciência, empresas, investidores e filantropos reduzem seu próprio envolvimento. Esse fenômeno é chamado de “evicção”. Isto é, o estado não está apenas complementando o mercado, mas está o substituindo. Afinal, por que alguém assumiria riscos elevados, com seus próprios recursos, se o estado já está bancando grande parte da pesquisa? Pois é… O resultado desse fenômeno da “evicção” é uma ciência – se é que podemos chamar de ciência – cada vez mais dependente de verbas públicas e cada vez menos conectada às necessidades verdadeiras da sociedade. E, no contexto brasileiro, essa dependência é agravada por um ambiente hostil à iniciativa privada. Aquilo que conhecemos tão bem: alta carga tributária, burocracia excessiva, crédito caro e insegurança jurídica, que desestimulam investimentos de longo prazo, inclusive aqueles em pesquisa e em desenvolvimento científico. Diante desse cenário, o financiamento estatal passa a parecer a única alternativa possível. No entanto, isso inverte causa e efeito. Não é a ausência do estado que impede o florescimento da ciência privada, mas é o excesso de intervenção estatal que sufoca o empreendedorismo, a inovação e a acumulação de capital, necessários para sustentar a pesquisa científica. Ainda, há um aspecto ético raramente discutido. Financiar a ciência com os recursos públicos significa obrigar pessoas que talvez nunca se beneficiem de determinado projeto – ou que discordem de seus objetivos – a custeá-lo. Isso é especialmente problemático em um país com profundas desigualdades sociais, em que milhões de pessoas lutam para satisfazer necessidades básicas. Nada de novo. É o estado transferindo riqueza dos mais pobres para os mais ricos. Nada disso implica que a ciência deixaria de existir sem o estado. Ao contrário. Uma ciência livre do financiamento estatal tenderia a se tornar bem mais diversa, competitiva e conectada à sociedade. Universidades particulares, empresários, associações, fundações, investidores ou até modelos inovadores de financiamento coletivo assumiriam papéis centrais. Pesquisadores seriam incentivados a demonstrar o valor de suas idéias não a burocratas, mas a financiadores voluntários, dispostos a assumir riscos em troca de possíveis retornos científicos, tecnológicos ou sociais. A história nos mostra que grandes avanços científicos ocorreram muito antes da existência das agências estatais de fomento. A institucionalização da ciência pelo estado é um fenômeno recente e não uma condição necessária para o progresso do conhecimento. Defender o modelo estatal ou o modelo privado de financiamento científico não é somente uma posição técnica – é também uma escolha ética sobre como recursos escassos devem ser usados e quem deve decidir sobre isso. Quem defende o modelo estatal defende a agressão e a coerção a indivíduos pacíficos em nome de um suposto “bem comum”. Além de antiético, esse financiamento estatal da ciência compromete a independência intelectual dos pesquisadores, criando incentivos para o conformismo e a autocensura. Melhor seria um modelo privado, com o que teríamos uma ciência bem mais livre, responsável e alinhada às escolhas voluntárias das pessoas. Assim, libertar a ciência da tutela estatal é justamente o passo necessário para que ela floresça de forma mais autêntica, produtiva e socialmente relevante. image
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Rothbard 1 week ago
Deputado de Israel nomeia os maiores representantes da direita americana como inimigos que precisam ser combatidos Por: José Niño Diante do pódio do Knesset em 5 de janeiro de 2026, Dan Illouz fez um alerta que reverberou do outro lado do Atlântico. O deputado do Likud, nascido no Canadá, falou aos colegas não em hebraico, mas em inglês, garantindo que sua mensagem chegasse diretamente aos ouvidos americanos. “Estamos acostumados com inimigos de fora. Lutamos contra os túneis de terror do Hamas. Lutamos contra os mísseis balísticos do Irã. Mas hoje olho para o Ocidente, nosso maior aliado, e vejo um novo inimigo surgindo de dentro”, declarou Illouz, segundo The Jewish Telegraph Agency. “Estou falando de um veneno sendo vendido ao povo americano como patriotismo. Estou falando do vandalismo intelectual de Tucker Carlson e Candace Owens.” Desde os ataques de 7 de outubro de 2023 contra Israel, Carlson e Owens têm sido alguns dos críticos mais veementes de Israel na direita americana. Antes de mudarem para o discurso anti-israelense, Carlson e Owens eram pilares da mídia conservadora e não abordavam diretamente questões de influência israelense. No entanto, isso mudou quando Israel iniciou um genocídio em escala industrial em Gaza. O discurso de Illouz marcou um momento extraordinário. Um membro da coalizão governista de Israel identificava publicamente figuras conservadoras da mídia americana como ameaças à aliança entre Tel Aviv e Washington. Para Illouz, a luta contra o que ele vê como um antissemitismo crescente na direita americana representa mais do que uma postura política. Tal onda de oposição à relação estreita dos Estados Unidos com Israel poderia potencialmente colocar esse acordo em risco caso continue crescendo — um cenário de pesadelo para o judaísmo mundial. Illouz, como muitos outros líderes judeus, está percebendo o crescente sentimento anti-Israel tanto à esquerda quanto à direita. “Eles dizem que lutam contra a esquerda woke. Eles não são diferentes dos próprios wokes”, afirmou Illouz. “A esquerda radical derruba as estátuas de Thomas Jefferson, Tucker Carlson destrói o legado de Winston Churchill. A esquerda radical diz que a civilização ocidental é má, Candace Owens diz que as raízes da nossa fé são demoníacas. É a mesma doença.” Sua crítica a Carlson focou na entrevista do ex-apresentador da Fox News com o historiador Darryl Cooper, que caracterizou o Holocausto em termos que indignaram grupos judaicos. Segundo o Jewish Insider, Illouz disse ao Knesset que Carlson “concorda quando lhe dizem que o Holocausto foi um erro logístico, um erro de um campo que não estava preparado. Isso é loucura. Ele cospe nas sepulturas dos soldados americanos que invadiram a Normandia… Por quê? Para apagar a linha entre o bem e o mal.” Voltando-se para Owens, cujo canal no YouTube conta com mais de 5,7 milhões de inscritos, Illouz a acusou de tráfico de ódios antigos. “Ela espalha os mais doentios Libelos de Sangue… alegando que este estado foi fundado por ‘pedófilos’. Ela não conhece a história; ela não conhece a Bíblia. Ela só sabe como vender ódio”, disse ele, segundo o Jewish Insider. O membro israelense da Knesset invocou a história judaica para demonstrar a resiliência de seu povo: “Somos o povo da eternidade. Enterramos os faraós que nos escravizaram. Enterramos os gregos que tentaram proibir nossa Torá. Enterramos os romanos que queimaram nosso templo. Dançamos sobre as ruínas do Terceiro Reich. E estaremos aqui muito depois que seus canais do YouTube forem esquecidos como pó”, ele proclamou. Quando o The Times of Israel perguntou se ele se preocupava em interferir na política americana, Illouz descartou a preocupação. “Defender a aliança entre EUA e Israel não é interferência”, respondeu ele. “Estou em contato com muitos conservadores pró-Israel que sabem que Candace e Tucker são uma ameaça tanto para os EUA quanto para Israel.” Nascido em 21 de fevereiro de 1986, em Montreal, filho de pais judeus marroquinos, Dan Illouz cresceu imerso nas tradições do judaísmo norte-africano. Após se formar na Faculdade de Direito da Universidade McGill e obter um mestrado em políticas públicas pela Universidade Hebraica, Illouz tomou uma decisão que mudou sua vida aos 23 anos. Em 2009, imigrou para Israel, ingressando imediatamente no movimento Likud. “Me ofereceram o sonho americano em uma bandeja de prata. Escolhi o sonho sionista e fiz Aliá para Israel”, ele afirmou. Ele ingressou no Conselho Municipal de Jerusalém em março de 2018 após a renúncia de outro vereador, venceu a eleição em outubro de 2018 e serviu até 2021 sob um acordo de rotação. Ao entrar no Knesset, Illouz renunciou à sua cidadania canadense, descrevendo-a como “não uma rejeição do meu passado; foi um ato consciente de compromisso com o futuro de Israel.” Para Illouz, a luta contra Carlson e Owens não pode ser separada de seu maximalismo territorial. Sua oposição à criação do Estado palestino e sua defesa da anexação da Cisjordânia formam a base ideológica de sua identidade política. “Nossos direitos à terra de Israel incluem cada centímetro da Terra de Israel, incluindo Shchem [Nablus] e Hebron e áreas onde não há nenhum judeu vivendo lá atualmente, incluindo Ramallah”, afirmou Illouz em 2022. Ele vê essa questão em termos existenciais. “O direito a Tel Aviv vem da Judeia e Samaria”, ele enfatizou, empregando a terminologia bíblica para a Cisjordânia preferida por políticos fanáticos da direita israelense. Em julho de 2024, Illouz proferiu outro discurso em inglês no Knesset declarando oposição categórica à soberania palestina. “Um Estado palestino não é apenas uma má ideia — é perigoso, sob qualquer circunstância, mas especialmente agora. … Não haverá um Estado palestino. Nem agora não, nem nunca”, ele afirmou. Illouz representa mais do que apenas discursos. Ele apresentou uma legislação para aplicar a soberania israelense ao Vale do Jordão, com data de vigência em 7 de outubro de 2024, marcando o primeiro aniversário do massacre do Hamas. “Uma verdadeira vitória só será possível quando o inimigo sentir que 7 de outubro foi um erro, transformando-o em um dia de luto para eles”, proclamou Illouz. Em julho de 2025, o Knesset votou por 71 a 13 a favor de uma resolução não vinculativa que pede a anexação da Cisjordânia, que Illouz co-patrocinou. “Pela primeira vez, o Knesset expressa apoio oficial à aplicação da soberania israelense na Judeia e Samaria. A mensagem do plenário é clara: Judeia e Samaria não são moedas de troca — são o coração da nossa terra”, gabou-se ele. Talvez sua proposta mais ambiciosa tenha surgido em fevereiro e março de 2025 com o “Projeto de Lei Metropolitana de Jerusalém”, que incorporaria 29 assentamentos da Cisjordânia em uma “Metrópole de Jerusalém” sob soberania israelense. Os assentamentos, incluindo Ma’ale Adumim, Givat Ze’ev, Efrat e Beitar Illit, abrigam mais de 180.000 colonos. “Israel precisa agir de acordo com seus interesses e sem medo. Essa lei é um passo importante rumo à plena soberania [sobre a Cisjordânia]”, afirmou Illouz. Essa visão do maximalismo territorial explica por que Illouz vê Carlson e Owens como ameaças existenciais. Se o apoio conservador americano a Israel diminui, sua visão de Israel Grande se torna politicamente insustentável. A aliança com Washington fornece cobertura diplomática e apoio material para expansão de assentamentos e possível anexação. O discurso de Illouz em janeiro de 2026 ocorreu em meio a preocupações israelenses mais amplas sobre o antissemitismo na direita americana. Em novembro de 2025, o ministro da Diáspora israelense, Amichai Chikli, disse ao New York Post que estava “muito mais preocupado com o antissemitismo à direita do que à esquerda.” Chikli, ele próprio um judeu de direita que cultivou relações com partidos europeus da Direita Sion-Populista, fez referência específica aos elogios de Carlson ao historiador Darryl Cooper. “Um dos piores momentos foi quando um popular locutor conservador chamou um dos negacionistas do Holocausto mais vis dos EUA de ‘um dos historiadores mais honestos.’ Isso legitima o ódio — normaliza ele”, disse Chikli ao New York Post . Chikli alertou contra a crescente influência de figuras como Nick Fuentes e Cooper entre os jovens americanos. “O antissemitismo se tornou moda para a Geração Z”, continuou. “Eles ouvem podcasts, não professores. Quando pessoas como Nick Fuentes ou Darryl Cooper são tratadas como líderes de pensamento, isso é perigoso. Esses são neonazistas.” Em outubro de 2024, Carlson recebeu Fuentes em sua plataforma, provocando indignação entre conservadores judeus que alertaram sobre o crescente alcance das vozes antissemitas. Candace Owens respondeu ao discurso de Illouz afirmando: “O partido Likud em Israel acabou de nomear a mim e a Tucker Carlson como inimigos que precisam ser combatidos.” Illouz esclareceu sua posição, afirmando: “Esta é uma batalha civilizacional de ideias. Qualquer insinuação de violência é apenas uma tática desesperada de silenciamento.” O relacionamento de Illouz com Donald Trump revela a complexidade de sua posição. Quando Trump declarou em setembro de 2025 que não permitiria que Israel anexasse a Judeia e Samaria, Illouz respondeu de forma assertiva. “Nenhuma entidade internacional, mesmo um grande e querido aliado, pode nos ditar como tratar nossa terra”, declarou ele. No entanto, em janeiro de 2025, ao se opor a um projeto de anexação para o Vale do Jordão, Illouz adotou o pragmatismo. “Com o presidente Trump reeleito, temos uma oportunidade histórica de avançar a soberania israelense sobre o Vale do Jordão, mas isso deve ser feito com sabedoria. Avançar rapidamente com uma legislação simbólica que não tem chance de avançar além de uma leitura preliminar só enfraquece nossa causa”, ele afirmou. Neste caso, Illouz provavelmente via Trump como um presidente judáico-aceleracionista, que no geral promove os interesses judaicos com entusiasmo apesar de pequenas variações, e optou por suavizar sua retórica. Para Dan Illouz, o confronto com Tucker Carlson e Candace Owens representa mais do que uma simples disputa midiática. Isso representa uma ameaça potencial a ele e às ambições de seus semelhantes de anexar toda a Cisjordânia. Resultados recentes da Pesquisa Juvenil de Yale demonstram que um realinhamento geracional progride de forma constante, transcendendo fronteiras partidárias e colocando Israel cada vez mais em oposição ao sentimento jovem. Entre eleitores de 18 a 22 anos, 30% concordaram que os judeus americanos mantêm maior lealdade a Israel do que aos Estados Unidos. 27% concordaram que os judeus americanos possuem influência excessiva. Cada métrica supera consideravelmente as médias nacionais. A pesquisa também expôs a confusão generalizada em torno da regulação do discurso das elites. Entre todos os eleitores, 56% expressaram incerteza se a frase “globalizar a intifada” constitui antissemitismo. Uma pluralidade de 47% determinou que caracterizar a situação de Gaza como genocídio não se qualifica como antissemita. Os dados de Yale não existem isoladamente, mas alinhados com o acúmulo de pesquisas que documentam a mesma mudança geracional. Uma pesquisa de Questões Críticas da Universidade de Maryland descobriu que, enquanto 52% dos republicanos com 35 anos ou mais simpatizam predominantemente com Israel, apenas 24% dos republicanos entre 18 e 34 anos compartilham essa orientação. Sobre as hostilidades em Gaza, 52% dos republicanos mais velhos consideram as ações israelenses justificadas, em comparação com apenas 22% dos republicanos mais jovens. Análises compiladas pelo RealClearPolling reforçam esses padrões. Entre os republicanos com menos de 50 anos, as avaliações desfavoráveis de Israel subiram de 35% em 2022 para 50% em 2025. Republicanos mais velhos mudaram minimamente. Pesquisas idênticas da Universidade de Maryland indicam que 41% dos americanos consideram as operações militares israelenses em Gaza genocidas ou análogas a genocídio, incluindo 14% dos republicanos. 21% caracterizam a política Israel-Palestina do governo Trump como excessivamente pró-Israel, enquanto 57% afirmam que o apoio americano facilitou crimes de guerra israelenses. Nem mesmo os republicanos evangélicos se mostram imunes. Enquanto 69% dos evangélicos mais velhos simpatizam predominantemente com Israel, esse número despenca para 32% entre os evangélicos mais jovens, com apenas 36% considerando justificadas as ações israelenses em Gaza. Uma pesquisa da AtlasIntel de setembro de 2025 determinou que apenas 30% dos americanos apoiam assistência financeira a Israel, representando uma mudança dramática em relação às convenções bipartidárias de Washington. Esses sentimentos anti-Israel provavelmente se fortalecerão à medida que influenciadores conservadores como Tucker Carlson e Candace Owens ganharem ainda mais popularidade entre o público americano. Isso não é um bom sinal para a visão de Illouz sobre a soberania israelense sobre a Cisjordânia. Quando esse movimento conservador começa a questionar o apoio a Israel, quando vozes influentes como Carlson e Owens ganham força com retórica antissemita, Illouz vê a base de seu projeto Grande Israel ameaçada. O tempo está correndo contra Illouz, que se desespera sabendo que Tucker Carlson e Candace Owens podem convencer milhões de americanos cansados a finalmente rejeitar o controle de Israel sobre o sistema político americano. image