Na invenção, é sempre importante ter um registro documental antecipado para que ninguém tente quebrar acordos alegando ser o real inventor, mas também produzir sob sigilo, de preferência com contrato de confidencialidade com a industria e todos os funcionarios que tiverem acesso ao produto prévio.
O ganho que quem lança a invenção tem é justamente se tornar um monopólio natural, ou seja, sendo um pioneiro, mas não é correto manter esse monopólio pela lei e pelo Estado, uma vez que é feito de forma coercitiva, já que pessoas que não participaram de nenhum acordo prévio acabam sendo impedidas de produzir igual, ou mesmo similar, com os meios delas.
Portanto, a forma mais eficiente e ética de se manter um monopólio natural é tendo produtos cada vez melhores e/ou mais variados, mais reconhecidos e com acordos contratuais éticos que o beneficiem.
Caso contrário, como é hoje, com patentes caríssimas e outros subterfúgios, somente grandes industrias acabam tendo monopólio sobre os produtos delas e o pobre que copia, ou faz similar, acaba tendo alto risco de se prejudicar.
Fora que esses direitos autorais e outras formas de monopolio são o que prpduz p corporativismo, destroi o mercado e a qualidade de muitos produtos, uma vez que sem concorrência, e com a total fatia do mercado, as empresas começam a piorar e/ou encarecer os produtos, e a população acaba sem outra opção. No caso das farmacêuticas, por exemplo, elas criam substâncias totalmente artificiais ao invés de usar as naturais para terem monopólio do produto, mesmo que prejudique os consumidores.
Login to reply
Replies (1)
Eu próprio já tive muitas ideias, fiz desenhos, modelos 3D e descrições dos produtos, mas em grande parte nunca publiquei nada, muito menos registrei ou tentei produzir, por saber dos riscos e custos de tudo isso.
Ainda assim, mantenho o meu ponto de que, sendo uma peça artística ou um invento, é necessário manter sem uma propriedade intelectual, pois mesmo com todas as difuculdades, que eu estou ciente, usar a força contra pessoas pacíficas e que de forma alguma compactuaram com alguma represália, é agressão. E inclusive, injusto com o pequeno inventor que não sabe e não tem meios para registrar a sua invenção, já que qualquer um pode posteriormente registrar e tomar como sua, impedindo coercitivamente o real inventor de usar.
Como deixei claro nos meus textos anteriores, só vejo como válido o uso do sigilo (até com o uso de meios para burlar possíveis invasores, tal como ao usar encriptação, marcas dágua escondidas nos projetos e marcações propositais imperceptíveis nas próprias invenções) e contratos VOLUNTÁRIOS, já que ninguém deve ser punido por uma ação fora da ética, senão por boicote ou punições contratuais, onde inclusive podem ser utilizados termos de responsabilidade para caso algo vazar.
Nesse sentido, é um grande engano colocar o Estado e as organizações de registro como representantes de todo um país que nem sequer assumiu contrato com estes, e até com a população em geral que não tem como competir legalmente com a grande indústria.
Mas, como soluções mais diretas, só vejo um ganho mais certo para o pequeno inventor quando este coloca a ideia geral para o financiamento coletivo e mantém o máximo de controle sobre a produção. O registro, caso algo dê errado, pode até ser feito de forma independente, em documentos privados e com testemunhas que o validem junto à data de produção. Até mesmo o modelo de arbitragem contratual do Private Law Society poderia ser aplicado para criar punições mais diretas de violação por meio de smart contracts que levem a perda financeira do infrator com base no valor do enforcement contratual e não nas leis estatais.