O Instituto Mises publicou um artigo (2024) que aplica a teoria liberal clássica de Mises para analisar a criação e expansão de Israel, concluindo que a existência do Estado israelense, baseada em guerra e conquista, é incompatível com o liberalismo. Segundo essa análise misesiana, o liberalismo exige que o governo dependa do consentimento dos governados e respeite a propriedade privada mesmo em tempos de guerra. O artigo argumenta que a criação de Israel em 1948, envolvendo a expulsão de proprietários árabes e a anexação de terras sem consentimento da maioria, violou esses princípios fundamentais. Para Mises, a paz e a cooperação social são superiores à guerra, e a autodeterminação deve ser exercida por plebiscitos livres, algo que a formação do Estado israelense teria negado aos árabes palestinos.
↑