No escuro do quarto, o ar pesa, carregado de eletricidade. Dois corpos solitários, cada um um mundo à deriva, agora encontram-se suspensos, imóveis, como se o tempo tivesse parado. A respiração, um sussurro, uma confissão silenciosa. Olhos que se encontram, um choque, uma faísca. O silêncio é um abismo, e nós, dois mergulhadores, prestes a saltar.