É ético ou moral eu pagar para moradores de rua com e comida e dinheiro para destruirem radares de transito mesmo se eles puderem ficar com todo o computador e cobre que conseguirem no processo?
Perdão mas a pergunta é genuína.
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Faça isso, deixa Deus te usar 🙌.
Imagine um ambiente medieval, em que um rei opressor utiliza cães treinados para aterrorizar e roubar cidadãos.
Vc quer pagar em comida para que valentes soldados enfrentem os cães, e eles podem ficar com as carnes e as peles.
Vê algum problema ético nisso?
Para avaliar a moralidade de uma ação, deve-se considerar três aspectos: o objeto do ato (o ato em si mesmo, o que é feito), a intenção do agente (o fim que busca atingir) e as circunstâncias (o contexto geral). Este último não transforma um ato intrinsecamente mau em bom ou bom em mau, mas pode aumentar ou diminuir a gravidade dele.
Para ser moralmente bom, o ato deve ser bom nos três aspectos simultaneamente.
Livre mercado, se for de comum acordo e devidente recompensado, sem dano a indivíduos. Bora.
Sendo só comida, sim vejo problema.
Sendo em comida, dinheiro e sua produtividade do serviço, absolutamente nenhum.
Estou realmente botando o orgulho de lado pois quero entender a verdade sobre isso a fundo.
1 - acredito ser um ato nobre mas acredito também que isso seja relativo pois outra pessoa pode não achar o mesmo.
2 - busco diminuir a vigilancia e a coerção.
3 - Acredito que o terceiro não seja bom pois pode tratar moradores de rua como simples ferramentas mesmo que tenha pessoas dispostas a fazerem isso.
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Infelizmente acho que não não seja tão simples assim. Quero tentar entender mais
E você o que acha?
Depredação de bens alheios não é lícito. Porém, admito que há discussão por ser um bem estatal pago com dinheiro público.
O maior problema mesmo seria que, ao fazer isso, vc estaria instrumentalizando pessoas socialmente vulneráveis. Além disso, essas pessoas correriam sério risco de serem mortas.
Acho que eu tenho que realmente dar a César o que é de César. Obrigado
No caso, não são bens alheios como seriam as ferramentas do seu vizinho, são instrumentos de coerção.
Sobre o risco dos mendigos, esta é u.a ponderação que cabe a eles, não?
Ou eu entendi errado, ou não consigo ver absolutamente por que os instrumentos de pagamento influenciariam a maralidade do ato em si.
Você pagaria seus funcionarios apenas com comida?
Nada contra se eles aceitarem também, mas eu acho muito mais moral fornecer também um pagamento justo ou a altura.
Vc está pensando com a mente da abastança, mas num cenário mad max, um prato de comida pode ser um pagamento excelente.
O princípio a ser seguido é a voluntariedade, como vc falou.
Por que o próprio agente não executa o ato?
Claro, porque ele prefere perder o dinheiro do que correr o risco de perder muito mais.
Mas qual é a alternativa para os mendigos? Continuar passando fome.
Daí, o agente estaria aproveitando a vulnerabilidade dos mendigos para usá-los como meio, como instrumento, enquanto ele mesmo não sofreria as consequências. Então haveria uma assimetria de risco entre o agente e o executor: quem decide o ato terceiriza o perigo.
Então são dois agravantes: Instrumentalização de pessoas vulneráveis e grave risco desproporcional. Consentimento não elimina nenhum dos dois.
E mesmo sendo totalmente sentimental: se eu pagasse alguém pra fazer algo que eu sei que é arriscado - especialmente uma pessoa vulnerável - e ao fazê-lo, essa pessoa morre ou sofre algum trauma, eu me sentiria mal depois.
Pressupondo que a ordem é ilegítima, e o objeto e intenção do ato são bons (ja cobriram isso)... Qdo uma autoridade extrapola limites legitimos ordenando algo não imoral per se, obedecer é questão de prudência, ou seja, circunstância.
Que envolve entender as consequencias e arcar com as responsabilidades.
a) risco pra vc mesmo: câmeras de segurança; mendigo delator (confia neles?); funça infiltrado ou vigiando (repetirá a operação?). Está disposto a correr o risco de ir preso por isso, com a imprensa em cima? Confia na sua opsec? Se não tem opsec pra repetir, vale a pena o risco pra derrubar poucas câmeras?
b) risco p/ o operador. Ele está ciente? Ele é **capaz** de compreender? Amenizado pois talvez prisão não os assuste muito, mas... se prenderem um mendigo... E se uma máfia der uma prensa no mendigo na prisão ou na rua? Como vc arca com a responsa?
c) se o cálculo de risco envolve inspirar outros... alguem te seguirá ou o evento apenas reforçará a narrativa oficial? Qual o seu esquema retórico de divulgação? Vale o mesmo da teoria da guerra justa: atacar o tirano sabendo que perderá a cabeça sem nenhum ganho... suicídio não é moral, melhor ficar quieto e vivo. é preciso alguma esperança de melhora pra ti ou outros.
"Instrumentalização de pessoas vulneráveis e grave risco desproporcional" Qual seria a diferença disso pra um outro trabalho de alto risco qualquer?
Seguindo por esse pensamento, seria errado contratar pessoas em situações de rua para fazer um serviço pra minha pessoa como pintar um muro alto ou algum serviço elétrico?
Essa linha argumentativa da exploração eu acho equivocada.
Os mendigos não estarão em melhor situação pela ausência de opção de executar uma atividade arriscada.
As crianças vietnamitas não estarão em melhor situação pela ausência de opção de fabricar roupas.
Obviamente, é indesejável que tais pessoas estejam nessa condição de vulnerabilidade, mas limitar o campo de ação delas não ajuda.
Sobre preferir a perda financeira, subscrevo o argumento do Dusk.
Boa observação.
Acredito que podemos colocar assim:
Para executar o trabalho, a competência é requerida, para depredar, não.
Depredação é ilegal, trabalho é legal.
E o principal: para aceitar depredar em troca de dinheiro e comida, a vulnerabilidade se faz condição necessária. Para aceitar o trabalho, diferentes pessoas de diferentes condições poderiam aceitar.
Quais são as chances de uma pessoa em condições normais (renda, comida, casa), aceitar depredar radares por aí?
Como colocar isso de forma rigorosa a diferentes situações/contextos? Eu não sei.
Mesmo assim, é claro que depredação e trabalho são ações de naturezas distintas.
Espere, estamos analisando a moralidade, não a utilidade.
A moral não se define pela utilidade. Ao menos não pra mim. Tanto é que a descrição que eu apresentei é oposta ao utilitarismo.
As coisas sempre se perdem nesses debates.
Primeiro, o objeto do ato: vandalismo/depredação e apropriação de bens públicos.
Segundo, intenção do agente: diminuir a vigilância e a coerção.
Terceiro, circunstâncias: abuso estatal, benefício imediato aos moradores de rua, envolvimento de pessoas vulneráveis, ilegalidade da ação e risco de punições aos envolvidos.
Se ignoramos o objeto do ato, caímos no intencionalismo (o que vale é a intenção) ou consequencialismo (os fins justificam os meios);
se ignoramos a intenção e o objeto, caímos no legalismo (se é legal, é moral; se é ilegal, é imoral) ou no contextualismo (não têm atos intrinsecamente maus, depende do contexto);
se ignoramos as circunstâncias, caímos no rigorismo.
O primeiro já apresenta alguns problemas que são agravados pelo terceiro.
Nao acho que me perdi não.
Vc argumentou 2 problemas: o ato em si, que seria a depredação e a "exploração" do labor dos vulneráveis.
Quanto ao primeiro, argumentei que não entendo ser problemático pq é como destruir correntes de escravagistas. Que isto seja ilegal é irrelevante, pois moralidade e legalidade são 2 eixos cartesianos.
Quanto ao segundo, estou defendendo que a imoralidade encontra-se na situação em que a pessoa vive, e não em que seu labor seja livremente negociado. Eu já vendi hora para fazer coisa bastante perigosa, em locais insalubres, e hoje vejo que isso muito me ajudou, embora pudesse ter morrido.
Negar ao vulnerável a oportunidade de vender seu trabalho torna a "adoção" do infeliz a única forma de auxílio, não? Ele só sairia dessa por caridade.
É claro, ele está em situação de desvantagem para negociar. Mas alguém se pergunta, ao comprar ações na bolsa, as circunstâncias de quem esta vendendo com prejuízo? E, se o fizesse, e não comprasse, estaria o vendedor em melhor situação?
É ético. Moral não.
Por que seria imoral?
1 - Vai contra o que a Bíblia diz.
2 - É um ato ilícito pela lei.
3 - Você está terceirizando um crime, se a pessoa sabe o que faz, ela é cumplice, se não sabe, é manipulação.
4 - Você está incentivando pessoas com condições precárias a realizarem crimes ao invés de trabalhar, isso é incentivo à maginalização real.
5 - Você não está pensando em seu próximo, pois ele pode sofrer penalidades no seu lugar.
1 - Consegues me citar onde na biblia? (Não estou duvidando)
2 - Não se leva a sério a lei dos homens, principalmente uma lei imoral. (isso invalida a maior parte do resto)
3 - Um crime perante a lei dos homens. (invalidado pela 2)
4 - Estou disponibilizando um serviço que em maioria apenas pessoas com condiçoes precarias aceitariam. Tanto pela motivação contra o sistema que essa pessoa tem, quanto pela recompensa. Em maioria elas teriam sua propria motivação pessoal também.
5 - Isso não faz sentido. Qualquer serviço minimamente arriscado que eu oferecesse a uma pessoa em condição de rua como um serviço elétrico poderia estar sujeito a essa caracteristica.
Um fato (que inclusive já postei aqui): O crakudo do meu bairro é um dos melhores eletricistas que conheço. Ele faz a maior parte dos serviços eletricos das casas da região e mesmo assim ele prefere torrar tudo em pedra e dormir na rua.
Romanos 13:1
```
TODA a alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus. 2 Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. 3 Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer à autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela. 4 Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz em vão a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal. 5 Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência. 6 Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo. 7 Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.
```
Erro eu em algumas destas coisas também. Mas existe uma diferença; quando o Estado começar a proibir cultos, proibir ações cristãs, proibir pessoas de adorar a Deus. Isso sim é digno de desobediência, pois prefiro Deus acima de tudo.
```
Romanos 8:28 E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.
```
Se "todas" as coisas contribuem para o bem, não significa "algumas" mas "todas".
Eu sei que o Estado opera para o mal do seu povo, mas se isso foi ordenado por Deus, lutar contra isso é ir contra Deus. Mas mesmo com tudo isso, isso não afeta o cristão:
```
Salmos 37:25 Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão.
```
Isso tudo segundo a moral religiosa. E concordo com ela.
5 - Qualquer pessoa que te diz que faz um serviço, e te diz (garante) que sabe fazê-lo, não é competência sua, é a dessa pessoa. Mesmo sendo arriscado, se a pessoa se garante, é problema dela. Ela quem deve arcar com as consequências disso. Daí voltamos ao ponto 4.
Ponto 3, perdão.
Só observando que em minha atual concepção e de não realizar o ato. Daqui em diante é apenas exercício mental:
Realmente concordo que depedrar não necessita de especialidade competente. Contudo, a depedração que você diz seria considerada ilegal da mesma forma que destruir campos de trabalhos na antiga URSS. Ambos estão agindo contra a lei destruindo/vandalizando patrimônio público em troca de mais liberdade.
"Para aceitar depedrar em troca de dinheiro e comida a vulnerabilidade se faz necessária". Não concordo, mas concordo que o preço do trabalho delas seriam mais acessível.
```
TODA a alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus. 2 Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. 3 Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer à autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela. 4 Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz em vão a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal. 5 Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência. 6 Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo. 7 Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.
```
```
Romanos 8:28 E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.
```
Realmente, pode ser muita arrogancia minha achar que estamos acima de autoridades, tenho que me lembrar de confiar mais, pois não entendo os planos de Deus.
```
Salmos 37:25 Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão.
```
Concordo muito. Tenho fé e convicção de que Deus nunca deixam os justos completamente desamparados, isso também por seguirem o caminho lógico que mais traz estabilidade como; trabalhar, não roubar, ter filhos, honrar os pais e etc.
Dito isso, confesso que não entendi muito bem de como isso entra ou se encaixa no nosso exercício aqui.
As leis injustas se encaixam nisso.
Se não é tão simples, então não é possív. Virou imbróglio birocrático estatal.
Nesse caso, é preciso demonstrar que radares de trânsito sejam moralmente equiparáveis a campos de trabalho forçado.
E que pessoas não vulneráveis, nas condições que citei, aceitariam a depredação, de modo que a situação não seja um fator decisivo do acordo.
As trocas não devem ser proibidas, eu não disse isso, mas depredação não é trabalho, mesmo que seja uma depredação justa como legítima defesa ou resistência à tirania.
Mesmo assim, estamos avaliando a moralidade do ato em si, não os seus efeitos posteriores. Acredito que haja divergência metodológica aqui.
Apoio
A autoridade é um superstição das mais respeitadas. Ninguém tem autoridade sobre você, você acredita nisso porque quer.
A pergunta principal é “é ilegal segundo que lei?” Veja se é segundo a lei máxima, a lei natural.



Em quais condições e em quais casos?
Todos. Ninguém tem autoridade sobre você a menos que você aceite a subordinação sem coerção e de vontade própria. Essa autoridade se limita ao que é estabelecido em contrato. Em todos os outros casos, principalmente no que estão falando aqui, é engano.
Minha autoridade de livre e espontânea vontade se chama Senhor Jesus Cristo, meu Deus, Senhor e Rei.
Ele disse em Sua Palavra que devêmos obedecer as autoridades e governantes da Terra que Ele mesmo estabeleceu.
Logo, não é engano, é obediência ao meu Senhor.
Ético, pois ninguém foi violentado. Moral, pois ele está se defendendo.
Uma calçada é só uma coisa que foi deixada por um Estado, radares são uma forma de tentar controlar você. E mesmo a calçada não foi feita por meio de dinheiro voluntário.
cuidado, querida ratinha, vc quase diz que eh moral sair na rua quebrando e tacando fogo em tudo só pq quase tudo veio do Estado de alguma forma...
imagine.... o 1o ato da revolucao libertaria eh destruir tudo que foi pago pelo estado... so sobra mato!
Creio que fornecer equipamentos que a impedissem de danos e recompensas dignas aos riscos e possíveis perdas.
Não me surpreende as pessoas acreditarem em autoridades que elas nunca concordaram ou assinaram o contrato de subordinação. Esse jogo já é jogado a muito tempo.
Não preciso acreditar nelas, são um monte de mentirosos hipócritas, podres, corruptos. Mas Deus sempre tem o melhor para os seus, não importa o que pareça ou o que se suceda.
O final do jogo está bem perto, as peças estão se encaixando perfeitamente.
Você se submete ao governantes com base na sua crença religiosa, acabou de afirmar isso. Enquanto você não aprender minimamente a ser um indivíduo soberano a autoridade vai estar dentro da sua mente, e por isso a milênios.
Não quero e nem pretentendo ser soberano sobre mim mesmo, pois meu eu sobre mim só me levará à morte e ao pecado e à carnalidade.
Quero estar como Paulo disse uma vez:
```
"Gálatas 2:20 Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim."
```
Estando orgulhoso de ser um prisioneiro de Cristo.