O sr. disse que o homem competente não tem vez. E o artista brasileiro?
Não. Eu, por exemplo, sempre tive de trabalhar como jornalista. Não que eu despreze a profissão. Mas, nos Estados Unidos, um escritor lança um best-seller e já pode se aposentar. No Brasil, você tem de trabalhar até o fim da vida. Se eu tivesse escrito tudo nos Estados Unidos que eu escrevo aqui, eu hoje seria um homem milionário. Mas em vez disso, eu ainda tenho de trabalhar para comer.
Entrevista publicada pelo jornal “Latin American Daily Post”, em outubro de 1980. E republicada no jornal “O Estado de São Paulo”, em julho de 2002.